Tragam os Bnei Menashê de Volta para Casa, à Israel!

Num lugar muito distante, no noroeste da Índia, vivem milhares de homens e mulheres que desejam juntar-se ao povo judeu.

Dispersos pelos estados de Mizoram e Manipur, respeitam a lei judaica, observam o Shabat e as festividades e inclusive rezam em hebraico, com seus rostos e seus sonhos em direção a Sion.

Conhecidos como Bnei Menashê, traçam sua ancestralidade até a tribo de Menashê, uma das dez tribos perdidas que foram exiladas da Terra de Israel pelo Império Assírio cerca de 2700 anos atrás.

Apesar de vagarem há muitos séculos, os Bnei Menashê se apegam a sua tradição judaica e preservam seus costumes. Nunca esqueceram quem eram nem de onde vieram e principalmente, para onde sonham retornar um dia.

Em 2005, o Rabino Chefe de Israel  Sefaradita, Rabino Shelomo Amar, reconheceu formalmente aos Bnei Anussim como “descendentes de Israel” e alentou seu retorno à Israel e ao Povo Judeu.

Durante a última década, mais de 1700 membros da comunidade fizeram aliá graças a Shavei Israel, organização que presido.

Todos eles tem feito conversão formal no Rabinato Chefe, para afastar qualquer dúvida sobre seu estatus pessoal, e recebem a cidadania israelense.

Porém, outros 7232 ainda permanecem na Índia, esperando anciosamente sua oportunidade para fazer aliá. Chegou o momento de por um fim a essa espera.

Durante o último ano, tenho realizado um intensivo trabalho junto ao governo israelense a favor dos Bnei Menashê, sou otimista e acredito que o fim está próximo.

Ambos, o Rabinato Chefe e o Ministro do Interior, Eli Yishai, vem expressando seu apoio para trazer os remanescentes da comunidade à Israel. Tudo o que é preciso agora, é que o governo israelense tome a valente e histórica decisão de reunir a tribo perdida ao nosso povo.

Os Bnei Menashê serão cidadãos leais e bons judeus. Eles são amáveis e delicados, com fortes valores familiares e uma grande fé na Torá. Praticamente todos são religiosos, e contam com um grande compromisso sionista.

Apenas 4% dos imigrantes Bnei Menashê dependem de subsídio do estado, ou seja, menos da metade do percentual de israelenses veteranos que recebem o subsídio. São trabalhadores e sérios, e a chegada de milhares deles será uma verdadeira benção para o Estado Judeu.

Muitos membros da comunidade em Israel tem recebido ordenação rabínica e hoje em dia trabalham em atividade de divulgação, enquanto que outros são escribas e têm produzido formosas Meguilot Esther (Rolos do Livro de Esther).

Dezenas de outros Bnei Menashê tem servido como combatentes em unidades de elite do exército, arriascando suas vidas para defender o país.

Simplesmente, nos fortalecem a nível quantitativo e qualitativo, bem como demográfico e espiritual.

E mais ainda, os Bnei Menashê são parte de uma grande familia judaica, e devemos a seus ancestrais assim como a nós mesmos, trazê-los de volta para casa.

De acordo com a tradição, logo que seus antepassados foram expulsos da Terra de Israel, os Bnei Menashê, escaparam para a China, antes de chegarem e se estabelecerem no que hoje é o noroeste da Índia, onde continuaram praticando o judaísmo bíblico. Isto inclui respeitar o Shabat e as leis de pureza familiar, circuncisão no oitavo dia depois do nascimento, matrimônio levirato e ritos de sacrifícios muito parecidos aos de Israel.

Esta não é a primeira vez que uma tribo perdida é encontrada. Tome, por exemplo, o caso dos judeus etíopes, cuja aliá foi um milagre moderno. Quando o Rabinato Chefe determinou em 1973 que eram judeus, a decisão foi baseada em parte na crença de que os etíopes eram descendentes da tribo perdida de Dan.

Desde então, dezenas de milhares de etíopes tem chegado a Israel, reforçando o país e agregando-lhe população judía que fortalece a demografia. Não existe razão alguma para que os Bnei Menashê sejam tratados de forma diferente.

Recentemente, o Comitê de Imigração, Absorção e Assuntos da Diáspora do Knesset (Parlamento) Israel, emitiu uma decisão histórica conclamando ao governo de Israel a trazer de volta para casa os Bnei Menashê que ainda ficaram na Índia.

Estive presente e fui testemunho na sessão do Comitê, e fiquei encantado quando o presidente do mesmo, o parlamentarista Danny Danón, declarou que “é dever e responsabilidade do governo israelense trazer o resto dos Bnei Menashê de volta para casa o mais breve possível”.

Não importa o ângulo que observamos, a história dos Bnei Menashê é o testemunho do poder da memória judaica, a inextinguível chama judaica que mora muito profundamente no coração de cada um de nós.

Israel, com certeza, enfrenta muitos desafíos, e o governo encontra-se ocupado lutando em várias frentes: diplomáticas, políticas e de segurança.

Porém, chegou o momento de por fim a esta saga de dispersão de 2700 anos.

Chegou o momento dos filhos de Menashê regressarem a sua casa. Chegou o momento de trazer aos Bnei Menashê à Israel.