POR QUE COMEMORAMOS HOJE YOM HAZIKARON?

POR QUE COMEMORAMOS HOJE YOM HAZIKARON?

POR QUE COMEMORAMOS HOJE YOM HAZIKARON?

Pelo rabino Yosef Bitton

O DIA DA INDEPENDÊNCIA

O mandato inglês na «Palestina», que começou oficialmente em 1922, culminou em 1948. Os ingleses anunciaram que se retirariam do território no dia 15 de maio de 1948. Os judeus de Israel, cerca de 600.000, decidiram que anunciariam a criação um estado judeu independente, Medinat Israel, imediatamente após a retirada dos ingleses. Mas o dia 15 de maio de 1948 seria um sábado. E os ingleses preparavam-se para deixar os seus cargos às 12 horas do dia 15 de maio. David Ben-Gurion e os outros líderes judeus, incluindo muitos rabinos, decidiram que, para não profanar o Shabat, a declaração da independência seria anunciada e assinada na sexta-feira ao meio-dia, antes de os ingleses partirem. E assim foi! Esse dia foi o dia 5 de Iyar do ano 5708 do calendário hebraico, há 73 anos.

A INVASÃO ÁRABE

Os árabes, por sua vez, também se preparavam para a saída dos ingleses. O seu plano era invadir Israel, assassinar os judeus, empurrá-los para o mar e tomar o território deixado pelos ingleses. Eles estavam completamente certos de que a sua enorme superioridade numérica e as suas numerosas armas lhes dariam uma vitória rápida e segura. Tão certos estavam da sua vitória que anunciaram na rádio a todos os habitantes árabes da Palestina que deixassem as suas casas, deixassem o país por um breve período e retornassem quando não houvesse mais judeus na terra de Israel. Aliás, foi assim que surgiu a famosa questão dos refugiados palestinianos, pela qual hoje se pretende responsabilizar o Estado de Israel, ignorando assim a realidade histórica.

«A RAINHA CAIU»

Este não é o momento de falarmos sobre a vitória milagrosa que Israel obteve em 1948. Recordemos que o incipiente Estado judaico nunca esteve tão vulnerável. Muitos Yehudim morreram naquela guerra sangrenta: 4.000 soldados e 2.373 civis. Uma das lutas mais ferozes ocorreu em Gush Etzion, especialmente no Kibutz Kefar Etzion. As origens deste kibutz religioso datam de 1927, quando 160 judeus de Mea Shearim, Jerusalém, estabeleceram naquele local uma colónia agrícola (Migdal Eder).

Em 1948, os habitantes deste Kibutz, juntamente com alguns soldados da Haganah, tentaram impedir o avanço das tropas egípcias, que queriam chegar a Jerusalém. Eles sabiam que era uma missão suicida, pois tinham apenas alguns revólveres e muito poucas balas, e estavam diante de um exército com tanques e artilharia. Na quinta-feira dia 13 de maio de 1948, 4 de Iyar de 5708, após uma batalha heroica de dois dias, os defensores de Kefar Etzion renderam-se (נפלה המלכה). Abraham Fischgrund apresentou-se ao comandante árabe com uma bandeira branca em sinal de rendição. Fischgrund foi assassinado. Os árabes entraram no kibutz e mataram os sobreviventes a sangue-frio, incluindo 20 mulheres que se tinham refugiado num armazém. Um total de 157 pessoas foram mortas naquele dia. Apenas 3 sobreviveram. Um dia depois, como dissemos, era declarada a independência do Estado de Israel.

O DIA DA MEMÓRIA DOS SOLDADOS CAÍDOS E DAS VÍTIMAS DE TERRORISMO

Em 1951, quando o dia 5 de Iyar já era celebrado como Yom HaAtzmaut, o governo de Israel decidiu que o dia anterior seria comemorado como Yom HaZikaron, o dia em memória dos soldados e civis que deram as suas vidas lutando e protegendo Israel. Essa data foi escolhida em homenagem aos heróis caídos em Kefar Etzion. Na verdade, em 1949, um líder judeu do Kibutz Tirat Tsevi, Abraham Ytzhak Merhabia, tinha proposto que o dia anterior a Yom haAtzmaut fosse chamado de «O Dia de Etzion», יום עציון.

Explico tudo isso para que entendamos a origem do Yom HaZikaron, que comemoramos hoje.

Hoje recordamos todos aqueles que morreram em defesa do Estado de Israel e as vítimas do terror árabe, desde 1871 até aos dias atuais.

O número oficial dos heróis de Israel cuja memória homenageamos em Yom haZikaron é 23.928.

Como diz o Rabino Eliezer Melamed em sua Penine Halacha: «Esses soldados, a maioria deles muito jovens, sacrificaram tudo para que possamos ter a nossa terra, onde podemos realizar o nosso maior sonho: retornar à nossa terra para servir a HaShem e observar a sua Torá. Devemos ser inspirados pelo seu sacrifício e devoção a dedicar as nossas vidas para santificar o nome de HaShem (leKadesh Shem Shamayim).»

A grandeza de Israel

Escrito por Tzivia Kusminsky nas vésperas do Yom Hatzmaut de 60 anos do Estado de Israel, em 2011

 

Ontem à noite, a emocionante celebração de Yom Hazicaron teve lugar por todo Israel e, possivelmente, em vários lugares na diáspora.

Soldados valentes e vítimas inocentes de ataques terroristas foram lembrados e suas memórias, foram abençoadas. E sentada em minha casa, no Yishuv Dolev, senti querer compartilhar vários dos pensamentos que me ocorreram.

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As comunidades da Shavei Israel comemoraram os 68 anos de Israel

Israel celebra seu 68º aniversário esta noite com a transição do Yom HaZicharon – Dia da Memória – para o Dia da Independência, quando o sol se por sobre o Mar Mediterrâneo.

Este é um dia muito especial para a Shavei Israel – afinal, nosso nome significa literalmente “A volta de Israel”. Por isso, é com grande alegria que desejamos à todas as comunidades que apoiamos – e todos aqueles que nos ajudam a apoiar estas comunidades – um feliz Yom Ha’atzmaut!

A Shavei Israel tem sido privilegiada na última década ao ajudar à milhares de judeus de tribos perdidas e comunidades judaicas “escondidas” a retornar tanto ao povo judeu quanto ao moderno Estado Judeu. Não poderíamos fazê-lo sem você – portanto ajude-nos a soprar as velas em nosso grande bolo de aniversário sionista, navegando pelas páginas do nosso site, aonde você vai encontrar centenas de histórias de judeus de todo o mundo – de Portugal ao Peru , da Índia à Itália, e da Sibéria à Safed.

Aqui está uma rápida atualização sobre o quê as comunidades que a Shavei Israel apoia, estão planejando para o Dia da Memória e o Dia da Independência, este ano:
Portugal

Yom Ha’atzmaut é comemorado na sinagoga com orações especiais, muitas vezes incluindo um Hallel festivo – dando graças a D’s pelo milagre do renascimento de Israel como uma nação moderna. A comunidade de Belmonte vai realizar orações especiais, incluindo um serviço memorial para os soldados que servem as Forças de Defesa de Israel.

 

 

El Salvador

A comunidade Bnei Anussim, Beit Israel, de San Salvador também vai realizar orações especiais em Yom Ha’atzmaut na sinagoga. A comunidade vai contar histórias históricas e cantar o “Hatikva”, o hino nacional de Israel.

 

 

Colômbia

O Hotel Lancaster em Bogotá será o local das festividades de Yom Ha’atzmaut, este ano. O evento principal será uma festa “israelita”, com a exibição de um filme israelense, música israelita e comida israelense. (Será Bamba?)

 

 

Itália

Em San Nicandro, as comunidades Bnei Anussim irão realizar orações especiais, tanto em honra ao Yom HaZicaron quanto em celebração ao Yom Ha’atzmaut.

 

 

Kaifeng

As 5 mulheres judias chinesas que a Shavei Israel ajudou a fazer Aliá no início deste ano, irão comemorar seu primeiro Yom Ha’atzmaut em Israel, na Midreshet Lindenbaum, uma midrasha Jerusalém, onde já estão estudando. Junto com suas colegas de classe, elas irão participar de uma série de cerimônias, orações especiais e procissões da bandeira. Na noite de Yom Ha’atzmaut, elas irão participar de uma festa anual de dança israeli na Praça Safra na frente da prefeitura de Jerusalém. Em seguida, no dia de Yom Ha’atzmuat, irão fazer um piquenique na Haas Promenade, com vista para a Cidade Velha e uma curta caminhada desde a midrasha.

 

 

Bnei Menashe

Yom Ha’atzmaut é sempre comemorado com grande entusiasmo nos estados indianos de Manipur e Mizoram e, este ano não será diferente. 800 pessoas estão sendo esperadas nas festividades de Yom Ha’atzmaut em Manipur, em três locais diferentes, incluindo comida, música e dança. Em Mizoram, a comunidade vai levantar a bandeira nacional de Israel, cantar o “Hatikva”, e colocar em prática algo chamado a “dança do bambu”. Não temos exatamente certeza do que significa mas iremos postar fotos na próxima semana.

Para os Bnei Menashe que fizeram Aliá e já estão em Israel, haverão diferentes atividades em cada local.

Os Bnei Menashe de Tiberíades estarão realizando um passeio em Haifa, onde irão visitar o “Museu da Imigração Clandestina.” O Ministério de Absorção de Israel está fornecendo transporte de ônibus para os mais novos (e felizmente não clandestinos) imigrantes de Israel.

Os Bnei Menashe de Alta Nazareth, Kiryat Shemona e Ma’alot estarão comemorando a festa com seus Garinei Toranim locais – grupos de jovens israelenses que têm sido fundamentais para ajudar com a absorção dos Bnei Menashe. Na Alta Nazaré, os Bnei Menashe e o Garin Torani estão unindo forças para fazer acontecer um passeio para Ramat Aviv, no Museu da Força Aérea, durante o dia.