O pai do sionismo sefaradita

O sionismo moderno é uma criação Ashkenazi, ou pelo menos o que a maioria das pessoas pensam. Afinal de contas, a Organização Sionista Mundial foi fundada na Europa em 1897 e dominada por judeus Ashkenazim, que também formaram as massas dos pioneiros que construíram a terra e, em seguida, declararam a criação do Estado.

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O Assassinato de uma Sonhadora

Karen-Yemima-Mosquera-terror-victim-10.2014-300x300Um terrorista árabe assassinou a Karen Yemima Mosquera, uma convertida proveniente do Equador, mas não conseguiu destruir todos os seus sonhos.

Por Sara Yoheved Rigler

Karen Mosquera, que nasceu em uma família cristã, no Equador, tinha 17 anos quando sua pesquisa genealógica revelou que o lado de sua mãe era descendente de “conversos”, judeus espanhóis que haviam se convertido ao cristianismo no século XV, durante a Inquisição.

“Ela nunca aceitou os ensinamentos da igreja”, diz Yael Barros, uma brasileira, a melhor amiga de Karen no programa de estudos judaicos da Cidade Velha de Jerusalém. Yael está sentada em seu quarto, ao lado da cama que costumava ser de Karen, até ser assassinada em um ataque terrorista em uma das estações de trem em Jerusalém. Um terrorista árabe acelerou com seu carro em alta velocidade em direção a uma multidão de pedestres, matando um bebê de três meses de idade e ferindo gravemente Karen de 22 anos de idade.

downloadEla lutou contra o anjo da morte por quatro dias.

“Qualquer outra pessoa teria morrido com o impacto”, atesta Sabrina, uma prima de Karen que a viu com seus terríveis ferimentos na UTI do hospital. “Mas Karen Yemima esteve extremamente determinada. Ela lutou contra o anjo da morte por quatro dias”. No domingo 26 de outubro, Karen sucumbiu aos ferimentos, e naquela mesma noite foi enterrada no Monte das Oliveiras.

“Karen Yemima não sentia que os ensinamentos da Igreja eram verdadeiros”, diz a amiga Yael. “Ela me disse que quando começou a estudar a Torá e as Mitsvot, tudo começou a fazer sentido para ela. E estava muito feliz por poder estudar a Torá, como nunca esteve antes em sua vida.”

Converter-se ao judaísmo no Equador é um processo extremamente árduo. Não há tribunais de conversão e há muito poucos de estudos judaicos, especialmente em sua cidade natal, Guayaquil. Mas Karen sempre sonhou em ir para Israel.

Como era uma jovem muito inteligente, aos 18 anos, recebeu uma bolsa de estudos integral para a Universidade de Guayaquil, e, embora passasse o dia estudando psicologia, ela permanecia acordada durante a maior parte da noite estudando o Judaísmo, pela Internet. Através de uma amiga judia, Karen conheceu, on-line, o Rabino israelense, Gabriel Geiber, que também falava espanhol. Profundamente impressionado com o interesse intenso que Karen possuía, o Rabino Geiber começou a lhe ensinar através do computador. Karen começou a cumprir as Mitsvot, rezar as orações judaicas, fazer as bênçãos sobre os alimentos e vestir-se modestamente.

Sua mãe e sua irmã mais nova seguiram o exemplo. Como muitos descendentes de cristãos-novos, a mãe de Karen, Cecilia Rosa, observava alguns costumes que só mais tarde descobriu que eram judaicos. Por exemplo, Cecilia Rosa cobriu os espelhos da casa, quando um familiar faleceu, e de acordo com um antigo costume sefardita, quando cortava as unhas ou o cabelo, os queimava ao invés de descartá-los no lixo.

Às vezes, Cecilia Rosa acordava no meio da noite e Karen estava estudando Torá. Em uma ocasião ela a ouviu rogando a D’us: “Leve-me para Israel! Este é o meu país! É aí que eu vou me casar e ter filhos, e é aí que eu vou morrer e ser enterrada”.

Há cerca de um ano e meio, Cecilia Rosa sonhou duas vezes que sua filha Karen viajava para Israel. Em seus sonhos, ela viu um avião com a palavra “Israel” estampado na lateral e Karen puxando uma mala de rodinhas em direção ao avião. Com grande emoção, contou a Karen sobre seu sonho e acrescentou: “Eu quero lhe comprar roupas recatadas o suficiente para você usar em Israel.”

Esse foi o estímulo que Karen precisava. Apesar de estar inscrita em seu terceiro ano da faculdade, Karen disse: “Mãe, eu estou indo agora cancelar minha inscrição na faculdade e viajar para Israel.” Logo depois conseguiu chegar em Jerusalém, aonde o Rav Geiber conseguiu um alojamento e a oportunidade de ela estudar na instituição Machon Roni, localizada na Cidade Velha de Jerusalém. Como sua melhor amiga Yael lembra com admiração: “Ela era tão corajosa. Deixou tudo, sua família, seus estudos e chegou, sozinha, até aqui”.

Yemima-MosqueraAs portas do céu estão abertas

Durante um ano, Karen estudou o Judaísmo enquanto trabalhava limpando casas. Dessa forma pode economizar dinheiro para trazer sua família para Israel, que era outro de seus sonhos. E, de fato, sua família realmente viajou para Israel, mas em uma viagem que não seria paga pela poupança de Karen, mas pelo Ministério de Relações Exteriores de Israel, que ajuda as famílias das vítimas do terrorismo a estarem presentes no funeral de seus entes queridos.

Cinco meses atrás, Karen se converteu, oficialmente, ao judaísmo, adotando o nome hebraico de, Yemima. Como Yael explica: “Quando uma pessoa entra no Mikve, as portas do céu se abrem. Karen Yemima naquele dia voltou tão animada ao quarto, ‘Agora eu posso pedir o que quiser! As portas do céu estão abertas!’. Era uma jovem tão alegre.”

Naquele dia, Karen Yemima publicou, orgulhosa, em sua página do Facebook: “Obrigado Hashem pelo dia em que vim para Israel! Pude ver um dos meus sonhos se tornar realidade. E eu espero estar aqui por muito tempo. Espero que minha família possa compartilhar comigo essa nova vida. Obrigado Hashem por nunca me deixar sozinha e seguir me dando forças a cada dia”.

“Karen Yemima era um exemplo para as outras meninas”, atesta Yael. Lembra de um dia em que o de estudantes caminhava junto pelo centro de Jerusalém. Tinhamos comprado sucos para tomar e enquanto corriamos para pegar o ônibus, as outras meninas murmuraram a bênção sobre o suco, antes de beber. Karen Yemima foi a única que parou no meio da calçada, fechou os olhos e deu graças a D’us com dedicação integral.”

Quando Karen Yemima e Yael tinham uma tarde livre, geralmente davam um passeio pela Cidade Velha de Jerusalém em direção ao Monte Sião. Lá elas se sentavam e observavam a paisagem: o antigo cemitério judeu no Monte das Oliveiras, onde estão enterrados inúmeros sábios judeus. Um dia, Karen Yemima exclamou: “Yael, quero morar aqui, casar aqui, ter meus filhos aqui. E eu quero morrer aqui. E eu sei que é impossível, mas podemos sonhar, certo? Meu sonho é ser enterrada no Monte das Oliveiras, porque quando o Messias vier, eu vou ser a primeiro a levantar-se para ir ao Templo Sagrado. Você pode imaginar o que seria isso?”.

Na quarta-feira 22 de outubro, Karen Yemima terminou seu serviço em uma casa e dirigia-se a uma aula de Torá. Ela desceu do trem na estação de trem de Givat HaTachmoshet e, inesperadamente, Abdel-Rahman Shaloudi, 21, que recentemente havia deixado uma prisão israelense onde havia cumprido pena por acusações de terrorismo, lançou seu carro contra uma multidão de passageiros do trem. Atropelou Karen Yemima, deixando-a gravemente ferida, matou um bebê de três meses e feriu muitas pessoas.

O terrorista destruiu o sonho de Karen Yemima de se casar e ter filhos, mas lamentavelmente seu sonho de morrer em Israel e ser enterrada no Monte das Oliveiras se tornou realidade nesta semana.

Retirado e traduzido do site Aishlatino.com

Criando Patriotas Israelenses

Recentemente, o Ministro da Educação Guidon Saar anunciou o lançamento de uma iniciativa educacional sionista, que vai transformar profundamente a juventude israelense. Em seu discurso no Knesset (Parlamento de Israel), Saar disse que um programa, a princípio em fase de experiência, será lançado o mais breve possível nas diferentes escolas do país, e vai permitir aos alunos visitar Hebron e o Túmulo dos Patriarcas. Read more

Uma vassoura e uma bandeira

Não sou psiquiatra, porém parece que Israel desensolveu um grave caso de esquizofrenia ao cumprir 60 anos.

Pode-se sentir os impulsos contraditórios no trabalho quando muitos israelenses se perguntam si devem celebrar os numerosos lucros, lamentar suas perdas ou uma combinação de ambas.

Parece existir milhares de razões para o sofrimento e a lamentação, desde os vários escândalos de corrupção nos quais estão envolvidas figuras políticas, o último caso de abuso de crianças que comoveu o país tem um semana ou a falta de valores judaicos e sionistas.

Além desses, pode-se agregar o contínuo ataque de mísseis que sofre Sderot, a crescente ameaça nuclear por parte do Iran e a preparação bélica do Hizbola na fronteira norte do país. Diante desta realidade, não nos surpreende que muitos prefiram se esconder debaixo da cama até que passe essa tormenta.

Honestamente, é difícil culpá-los.

Mas entretanto, existe o outro lado da moeda. Observe os grandes triunfos de Israel em campos como computação e agricultura, dizem os otimistas. Nossa abilidade de sobreviver em um ambiente hostil, é por si só um grande lucro, dizem.

Eles também têm razão. Então, como devemos nos sentir: aterrorizados ou emocionados; tristes ou contentes ? Ou talvez uma mistura de ambos? Esta pergunta só nos mostra a falta de contexto e perspectiva histórica.

Além do mais, para o ser humano, sessenta anos podem representar uma grande parte de sua vida sobre a terra. Porém, para uma nação, é tão somente um insignificante período, um mero episódio ou intervalo em sua história.

Apesar de tudo, observem o que nós, o povo judeu, temos conseguido desde 1948.

Temos trazido milhões de imigrantes de todo o mundo, temos feito florecer o deserto, e temos construído um país livre apesar de estarmos rodeados de tiranias, e tudo isso feito em menos tempo do que foi preciso para a construção da Torre de Pisa (177 anos), a Grande Muralha da China (séculos), ou inclusive a Catedral Nacional de Washington (83 anos). Pensando bem, não está tão mal assim, não é mesmo ?

Considerem, por exemplo, aonde se encontrava a grande potencia mundial de hoje em dia, Estados Unidos, aos seus 60 anos de existência.

Naqueles tempos, em 1836, grande parte do continente norteamericano não tinha sido anexada, enquanto que o estado de Arkansas se convertia no vigésimo quinto estado a aderir-se a União.

Os americanos que viviam na periferia enfrentavam frequentes ataques indígenas e sentiam muita insegurança. Em maio desse mesmo ano, indígenas comanches assassinaram cinco membros de uma família no Texas e depois sequestraram sua filha de 9 anos, que mais tarde foi forçada a casar-se com o líder tribal. Vinte e cinco anos passariam até o seu resgate.

E ainda, supostamente, teve lugar a batalha de Alamo, aonde as tropas mexicanas massacraram centenas de valentes defensores americanos no Texas, incluindo o herói popular Davey Crockett.

Tais incidentes, seguramente, diminuiram o ânimo nacional.

Inclusive a democracia americana tentava sobreviver por esses dias, enquanto que a disputa sobre a escravidão começava a surgir. Em 1836, a Casa de Representantes rompeu todos os códigos éticos, quando legislou a nada popular “lei do silêncio”, como forma de reprimir o debate sobre este assunto tão controverso.

Entretanto, apesar dos grandes desafios que os Estados Unidos enfrentavam nesse momento, seu otimismo não cesou pois compreendiam, perfeitamente, tudo o que haviam conseguido desde que a nação fora estabelecida.

De fato, em seu discurso anual no Congresso, em dezembro desse ano, o então presidente Andrew Jackson começou dizendo: “é uma grande alegria poder felicitá-los pela grande prosperidade em nosso amado país”.

“Sem motivos internos ou externos que façam diminuir nossa confiança com respeito ao futuro” continuou, “a condição geral de nossos assuntos podem perfeitamente outorgar-nos orgulho nacional”.

Esta também dever ser nossa forma de ver as coisas no momento em que celebramos o sexagésimo aniversário de Israel e enfrentamos o futuro.

Seguramente, ainda existem muitas coisas para melhorar. Ignorância sobre o judaísmo, pobreza, desemprego, crueldade e desilusão. Porém, isto não debe impedir-nos de apreciar o fato de que temos um Estado Judeu, apesar de todos estes problemas.

Uma comovente história sobre o Rebe chassídico de Sadigora, Rabi Abraham Iacov Friedman, bendita seja sua memória, conta que quando os nazistas tomaram Viena, aonde o Rebe vivia, tentaram humilhar aos judeus forçando-os a lavar as ruas da cidade enquanto os austríacos os ridicularizavam.

Os soldados alemãs entregaram ao Rebe uma vassoura, porém enquanto o mesmo limpava recitava uma oração silenciosa: “Senhor do Universo, permita-me ter a honra de limpar as ruas da Terra de Israel”.

Depois, os nazistas lhe deram uma grande bandeira e o forçaram a pendurá-la no alto de um grande edifício. Nesse momento o Rebe rezou: “Senhor do Universo, permita-me ter a honra de pendurar a bandeira de Israel no alto de um grande edifíco na Terra de Israel”.

Após ter sobrevivido a guerra, o Rebe estava determinado a realizar seu desejo. E assim, cada ano, no dia da Independência, ele se levantava cedo, tomava uma vassoura e começava a limpar as ruas de Tel Aviv em agradecimento a Deus por ter lhe respondido as suas orações. E depois, o rabino, já avançado em idade, subia ao teto da Grande Sinagoga de Tel Aviv e pendurava uma bandeira de Israel, muito orgulhosamente, para que todos a vissem.

É por isso que na próxima vez que estejam deprimidos, perguntando-se que será deste país e de seus líderes, lembrem-se do Rebe de Sadigora, com uma vassoura na mão e uma bandeira na outra, e um coração cheio de gratidão a Deus pelo milagre que representa o Estado de Israel.

O Milagre de Israel

Esta semana, Israel e o judaísmo mundial festejam Iom Haatsmaut, o 60°. Aniversário da Independência do Estado de Israel.

Orações especiais serão recitadas, festas serão organizadas, e o povo judeu agradecerá a Deus por ter-nos feito retornar a nossa terra após 2000 anos de exílio.

Nossa tendência é considerar segura e concreta a existência do Estado, e geralmente não apreciamos o quanto somos abençoados por viver este momento da história quando o Estado de Israel voltou a ser restaurado em nossa antiga terra.

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