Pesach em Belmonte

1Quando se descreve a alguém uma viagem ou um passeio, faz-se habitualmente uma descrição de algo que se aprecia como narrativo… uma discrição na qual expomos nossas ideias e vivências. Ao tentar descrever a Pesach em Belmonte, quero começar por caracterizar fisicamente: não foi uma visita muito comprida, foram apenas 4, 5 dias… foi uma visita larga! 

Larga porque o que arrebato para primeiro plano da minha descrição é, basicamente, a grande dimensão de conhecimento retido, que só a experiência vivida pode transmitir: “eu estou aqui, agora, a ver e a viver isto deste modo”. Julgo que não haverá outra forma para poder entender tão bem um seder Pesach como o de desfrutá-lo presencialmente em comunidade.

Por tudo isto quero desde já agradecer ao Rav. Elisha Salas por me ter propiciado esta visita e à comunidade de Belmonte por me terem recebido tão bem, não posso deixar de referir de forma especial o Sr. Carlos Morão e sua esposa que me receberam com uma hospitalidade imensurável.

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Sendo mais descritivo, posso dizer que a viagem entre a cidade invicta (Porto) e a vila de Belmonte é bastante confortável e fácil de fazer sendo quase todo percurso feito em autoestrada, algo que há uns anos atrás era bem mais penoso. O alojamento na Casa do Castelo era irrepreensível. A proposta do Rav. Elisha sobre onde pernoitar foi perfeita, para não falar que a estalagem está habituada com os costumes alimentares judaicos e tenta oferecer na medida do possível opções gastronómicas muito assertivas e agradáveis, já para não falar no preço que ficou muito em conta.1Quando se descreve a alguém uma viagem ou um passeio, faz-se habitualmente uma descrição de algo que se aprecia como narrativo… uma discrição na qual expomos nossas ideias e vivências. Ao tentar descrever a Pesach em Belmonte, quero começar por caracterizar fisicamente: não foi uma visita muito comprida, foram apenas 4, 5 dias… foi uma visita larga!

Larga porque o que arrebato para primeiro plano da minha descrição é, basicamente, a grande dimensão de conhecimento retido, que só a experiência vivida pode transmitir: “eu estou aqui, agora, a ver e a viver isto deste modo”. Julgo que não haverá outra forma para poder entender tão bem um seder Pesach como o de desfrutá-lo presencialmente em comunidade.

Por tudo isto quero desde já agradecer ao Rav. Elisha Salas por me ter propiciado esta visita e à comunidade de Belmonte por me terem recebido tão bem, não posso deixar de referir de forma especial o Sr. Carlos Morão e sua esposa que me receberam com uma hospitalidade imensurável.

2Sendo mais descritivo, posso dizer que a viagem entre a cidade invicta (Porto) e a vila de Belmonte é bastante confortável e fácil de fazer sendo quase todo percurso feito em autoestrada, algo que há uns anos atrás era bem mais penoso. O alojamento na Casa do Castelo era irrepreensível. A proposta do Rav. Elisha sobre onde pernoitar foi perfeita, para não falar que a estalagem está habituada com os costumes alimentares judaicos e tenta oferecer na medida do possível opções gastronómicas muito assertivas e agradáveis, já para não falar no preço que ficou muito em conta.

3A vila é linda, tem uma oferta cultural vasta, algo que é recente, julgo que se recuássemos no tempo uns vinte anos não presenciávamos esta realidade, assim sendo tenho que associar muito do desenvolvimento da vila à autoafirmação ou emancipação social da comunidade judaica de Belmonte.

4Referindo isto não posso deixar de manifestar a meu contentamento ao ver os membros da comunidade vivendo o seu dia-a-dia com altivez, aqueles que durante séculos viveram na penumbra são agora um dos símbolos máximos da vila… Mesmo numa nação que perdeu a sua identidade judaica, estão organizados de forma a viverem em conformidade com a nossa identidade, creio que são das poucas comunidades judaicas funcionais no nosso país, senão a única! Um pensamento recorrente durante a minha estadia em Belmonte: “ que bom seria termos mais comunidades assim no nosso pais, uma comunidade com infraestruturas, educação judaicas…”

Resumindo, tentando ser o mais breve possível porque muito fica com certeza por dizer, quero referir que nada pode substituir a experiencia, a vivência… Estar em Belmonte, frequentar a sinagoga, estar em comunidade é indispensável e fundamental…

5Estes breves contactos e momentos vividos em comunidade enriquecem-nos, o partilhar de experiências na primeira pessoa, é uma verdadeira fonte de aprendizagem.

Nos seder senti-me um autêntico menino, fascinado com tudo que se passava à minha volta, captando todos os movimentos, palavras, gestos, sorrisos… tudo que vi ou ouvi foi como uma lição.

6Mal posso esperar por uma próxima visita a Belmonte. Saudade trago comigo desde que voltei ao Norte.

Uma vez mais quero agradecer ao Rav.Elisha por me ter ajudado a realizar esta visita da melhor forma e a toda a comunidade de Belmonte o meu muito, muito obrigado!!

Grande abraço;

André Mariano Filipe Gomes Tavares1