CARTA ABERTA DO RABINO DA COMUNIDADE JUDAICA DE LODZ

CARTA ABERTA DO RABINO DA COMUNIDADE JUDAICA DE LODZ

A quem possa interessar,

Em primeiro lugar, gostaria de expressar a minha mais profunda admiração por tudo o que você tem feito por aqueles que têm que fugir das suas casas devido a esta guerra entre a Rússia e a Ucrânia. É inspirador testemunhar os esforços globais para ajudar outros judeus em necessidade, enviando a mensagem aos judeus de todo o mundo de que não há nação como Klal Yisrael. Que D’us continue a fortalecer os seus esforços e que possamos ver dias mais pacíficos.

Nós, judeus em Lodz, enfrentamos dificuldades cada vez maiores. A nossa comunidade abriga cerca de 150 membros, a maioria dos quais são idosos e aposentados. Alguns são sobreviventes do Holocausto e vivem do apoio financeiro do governo. Embora sediados numa cidade rica em história judaica, somos uma comunidade em declínio, cujo rendimento principal vem do turismo internacional judaico, a quem acolhemos carinhosamente no nosso hotel e na nossa sinagoga, e a quem fornecemos recursos significativos para navegar pelo nosso cemitério e ajuda nas pesquisas genealógicas para ajudar a voltar a ligar-se à sua rica herança cultural.

Saímos do período epidémico a lutar para manter os custos básicos de manutenção da nossa comunidade e atender às necessidades dos nossos membros. Quando os nossos primeiros convidados chegaram, fugindo de uma guerra que tinha engolido as suas casas, os seus pertences e os seus sonhos, não estávamos preparados, mas a nossa comunidade organizou-se de maneiras incríveis, ajudando a fazê-los sentir-se bem-vindos e tão confortáveis ​​quanto possível com o que temos.

Mas, infelizmente, o que temos não é suficiente.

Dos 45 refugiados que recebemos, quase metade são crianças, algumas delas com necessidades especiais, que estavam sem recursos educacionais e atividades formais desde a sua chegada. Iniciámos esforços para os colocar no sistema de ensino polaco, apesar das esmagadoras barreiras linguísticas e culturais.

Quanto aos nossos hóspedes adultos, muitos dos quais chegaram com problemas de saúde e sofrem de Transtorno de Estresse Pós Traumático, conseguimos pô-los em contacto com os serviços sociais locais e encontrar oportunidades de trabalho para lhes dar uma sensação de independência.

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NECESSIDADES CONTÍNUAS:

Materiais domésticos:
$ 20 filme plástico [película aderente]
$ 13 detergente para a louça
$ 160 kits de higiene pessoal
$ 24 detergente para o chão
$80 papel higiénico
$ 120 papel toalha / rolo de cozinha
$ 18 papel de alumínio
$20 papel vegetal para o forno
$ 15 Lenços papel para o Shabat
$ 70 sacos de lixo
$ 180 Spray para limpeza do banheiro

Vegetais:
$ 180 batatas
$ 40 repolho / couve
$ 20 cenouras
$ 25 beterraba
$ 40 pimentos
$ 150 pepino
$ 150 tomate
$ 15 alho
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$ 4840 por mês

Rabino da Polónia une-se a movimento inter-religioso de solidariedade com o povo ucraniano

Rabino da Polónia une-se a movimento inter-religioso de solidariedade com o povo ucraniano

Há algumas semanas atrás, o prefeito [presidente da câmara] Vitali Klitschko de Kyiv, capital sitiada da Ucrânia, fez um apelo aos líderes religiosos para virem a Kyiv para “tomarem uma posição e assumir a função moral que lhes compete, e assumir orgulhosamente a responsabilidade das suas religiões pela Paz.” 

Finalmente, na semana passada, líderes religiosos de todo o mundo responderam ao apelo de Klitschko. Dezessete líderes e pessoas de fé das principais religiões do mundo, incluindo o emissário da Shavei Rabi Dawid Szychowski, de Łódź, Polónia, passaram dois dias inteiros em Kyiv para se envolver em oração, acompanhamento pastoral e distribuição de ajuda humanitária, além de terem encontros importantes com ativistas pela paz, e líderes religiosos e políticos.

Os organizadores desta primeira delegação inter-religiosa internacional pela paz em Kyiv declararam o objetivo da viagem: “Estamos aqui para exigir que o bombardeamento de cidades ucranianas pare”, disse o Dr. Mateusz Piotrowski, um dos principais organizadores. “Queremos contribuir para fortalecer os corredores humanitários. Também esperamos que as intervenções de líderes religiosos, na forma de vigílias recorrentes pela justa paz noutras cidades ameaçadas por bombardeamentos possam fornecer um importante instrumento de construção da paz – na Ucrânia e noutros lugares”.

O rabino Szychowski ficou muito emocionado com a alegre reação da população local à delegação e com as expressões de unidade e apoio. “Toda a visita foi um sucesso, na minha opinião”, declarou o rabino. “Estou muito feliz por ter participado. A pior coisa é não fazer nada; quando algo nos acontece, queremos que as pessoas ajam. Estou feliz por ter tido a oportunidade de apoiar as pessoas que estão a sofrer lá.”

DO HOLOCAUSTO AO RENASCIMENTO DO POVO DE ISRAEL – (ESPANHOL)

DO HOLOCAUSTO AO RENASCIMENTO DO POVO DE ISRAEL – (ESPANHOL)

O Centro Ma’ani da Shavei Israel tem o prazer de partilhar uma palestra em espanhol do rabino Yejiel Chilewsky, ‘Do Holocausto ao Renascimento do Povo de Israel’, com foco especial na sua influência nas comunidades da diáspora, como as comunidades judaicas ocultas na Polónia e comunidades de Subbotniks na Rússia, ambos os quais a Shavei Israel auxilia no retorno à sua herança cultural, alguns continuando para um processo de conversão e até mesmo aliá (imigração) para Israel.

REFUGIADOS JUDEUS DA UCRÂNIA: O QUE SIGNIFICA NA POLÓNIA

REFUGIADOS JUDEUS DA UCRÂNIA: O QUE SIGNIFICA NA POLÓNIA

 

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O meu nome é Yehoshua Ellis. Eu moro na Polónia, onde trabalho como rabino com a comunidade judaica local, e interesso-me pela Ucrânia desde a última invasão de Putin. Fui revigorado pelo presidente Volodymyr Zelensky e pelo mandato que ele conquistou em 2019. Disse-lhe isso quando nos encontramos em Cracóvia no início de 2020.

Aqui em Varsóvia não estamos na linha da frente da mais recente atrocidade de Putin, mas estamos a lidar diretamente com as suas consequências. No momento da redação deste artigo, mais de meio milhão de refugiados fugiram da Ucrânia – e mais da metade deles cruzaram para a Polónia. Desde o momento em que esta guerra começou, estivemos ocupados a transportar fornecimentos necessários para a Ucrânia e a retirar pessoas, especialmente judeus.

Como estudante de história da Mitteleuropean, esta invasão assusta-me muito. A última vez que a Europa viu algo assim, vinte milhões de pessoas morreram deste lado do Atlântico, e nem é necessário mencionar o que aconteceu com os judeus. Mas a nossa situação é notavelmente diferente desta vez.

Embora já existam milhares de refugiados judeus da Ucrânia, eles são refugiados porque são ucranianos – não porque são judeus. Este é um desenvolvimento novo e totalmente positivo. Quando se analisam os dados sobre esta migração, vê-se claramente que há uma percentagem muito elevada de judeus entre os refugiados, em comparação com a sua percentagem relativamente à população ucraniana. Mas a razão pela qual os judeus estão a sair em maior número é porque tendemos a ter mais mobilidade, e não porque as empresas e propriedades judaicas estejam a ser especificamente visadas pelos beligerantes.

Os refugiados judeus estão numa situação melhor do que seus congéneres não judeus. Os judeus ucranianos têm um lugar – Israel – onde podem estabelecer-se permanentemente e onde têm laços familiares e culturais. A Agência Judaica está a trabalhar duramente para garantir que os potenciais imigrantes sejam atendidos enquanto esperam na Polónia pelo voo para Israel. O JDC está a fornecer psicólogos e a Comunidade Judaica de Varsóvia, juntamente com uma infinidade de organizações judaicas polacas, estão a organizar voluntários e profissionais para ajudar esses judeus, bem como aqueles que não querem mudar-se para Israel. Em toda a Europa existe uma ampla rede de organizações judaicas locais e internacionais que se mobilizam para ajudar a todos, especialmente os judeus.

A nossa comunidade está a trabalhar para cuidar das suas necessidades judaicas também. Estamos a trabalhar para organizar rabinos de língua ucraniana/russa para ler a Meguilá e fornecer programação para a festa de Purim. Aumentámos o nosso pedido de Matzah e estamos a comprar Hagadot em russo. Não sabemos o que esta guerra trará a seguir, mas sabemos que estas festas estão a caminho. Nestes projetos estamos em dívida com a generosa assistência de todo o mundo judaico, incluindo World Mizrachi.

Em última análise, esta crise diz muito mais sobre os judeus ucranianos do que os judeus do mundo. Não duvido que o antissemitismo esteja bem vivo na sociedade ucraniana e que as indignidades sejam diárias. Entendi. Eu vivo na Polónia. Ainda assim, o nível de aceitação e integração dos judeus na sociedade ucraniana é notável. Afinal, o principal herói que emerge desta crise é o presidente da Ucrânia, Zelensky, que é judeu.

A situação dos judeus ucranianos demonstra claramente que a Ucrânia está a criar uma sociedade democrática baseada na cidadania. Este é um exemplo com o qual o mundo inteiro deveria aprender. É isso que torna a Ucrânia uma ameaça tão grande para Putin e a razão pela qual o mundo livre precisa de fazer tudo o que pudermos para apoiá-lo. A guerra que está a ser travada na Ucrânia é pela alma do mundo e pelo Direito internacional, mas também é a batalha de um pequeno país que acredita no valor da democracia, da cidadania e do Estado de Direito. Esses são os valores que permitiram que os judeus e a vida judaica florescessem em todo o mundo e os valores que precisamos defender a todo custo.

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O rabino Yehoshua Ellis foi emissário da Shavei Israel em Katowice, Polónia. Comprometemo-nos a ajudar a angariar fundos urgentemente necessários para o número crescente de refugiados. Qualquer pessoa que deseje ajudar os refugiados judeus da Ucrânia na Polónia é bem-vinda a fazer donativos aqui e direcionaremos os fundos para comida kosher para refugiados judeus, transporte para refugiados da fronteira e remédios/necessidades pessoais para os refugiados.

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Um Tu Bishvat memorável em Lodz, Polónia

Um Tu Bishvat memorável em Lodz, Polónia

A comunidade judaica em Lodz na Polónia, onde temos o emissário da Shavei Israel Rav Dawid Szychowski, celebrou um Tu Bi-shvat muito especial.
Houve um encontro com o os membros judeus que apresentaram os seus projetos para a comunidade.

Na segunda parte do evento todos se deslocaram para uma Tenda da Paz especial, preparada pela Igreja Católica como parte da sua participação nos “Dias do Judaísmo”.

Os “Dias do Judaísmo” são celebrados pela Igreja Católica todos os anos desde 1998 em muitas cidades da Polónia. Esses dias são a chance para os católicos redescobrirem as raízes judaicas da sua religião e recordarem que o antissemitismo é um pecado.
A Tenda da Paz foi erguida no local onde antes existia a Sinagoga Judaica de Baluty.

O evento começou com um show emocionante.

A parte principal da noite foi o seder Tu-Bishvat liderado pelo nosso rabino Dawid Szychowski, que explicou o significado dos símbolos e da festa.