Shavei Israel cria um novo e inovador centro de programas para a juventude judaica de Katowice, na Polônia

Shavei Israel cria um novo e inovador centro de programas para a juventude judaica de Katowice, na Polônia

Brian Blum

Israelicafe11-300x225Noemi, Varvara e Devora são três jovens que estavam todas na periferia da comunidade judaica em Katowice, Polônia – interessadas, mas, principalmente, isoladas. Além disso, todas enfrentavam dificuldades financeiras, o que as tornou pessoalmente e espiritualmente vulneráveis. Seus futuros pareciam incertos, na melhor das hipóteses – até o emissário da Shavei Israel para a região, o Rabino Yehoshua Ellis, aparecer!

O Rabino Ellis conseguiu um apartamento no centro de Katowice e convidou as jovens para morar lá – com metade do aluguel subsidiado pela Shavei Israel. O único requisito: que as mulheres organizassem pelo menos um programa por mês para jovens judeus em Katowice.

É uma situação em que todos ganham, diz o rabino Ellis. “Fomos capazes de proporcionar às moças um lugar saudável e seguro para viver, ao mesmo tempo que damos uma nova voz a comunidade judaica de Katowice”. Noemi, Varvara e Devora concordam e têm ativamente organizado eventos desde que se mudaram, no começo de abril.

Jovens judeus poloneses têm, há tempos, carecido de cuidado em Katowice. A comunidade ao todo tem apenas 120 membros oficialmente “registrados” – nenhum deles com menos de 40. O Rabino Ellis sabia que havia uma demanda crescente. “Mas uma programação para jovens deve, idealmente, ser feita pelos próprios jovens”, explica ele. “Se eu fizer isso, torna-se basicamente uma oportunidade para “se encontrar com o rabino” e fazer perguntas”.

Katowice é uma cidade relativamente pequena – com apenas cerca de 600 mil habitantes -, mas é o centro de uma área urbana de mais de 5 milhões de pessoas. Os judeus na região da Silésia estão espalhados, pode levar de 30-40 minutos para viajar de ônibus ou trem para a principal comunidade judaica da Shavei Israel em Katowice. Noemi, Varvara e Devora viviam todas na periferia, assim, reuni-las no centro teve um efeito imediato em suas capacidades pessoais de se conectar de forma mais significativa à vida judaica organizada, além da própria programação que estão realizando.

O novo apartamento está localizado perto da Comunidade Judaica de Katowice, que consiste em uma sinagoga, escritórios, uma cozinha e uma sala de jantar aonde a comida kosher é feita para a comunidade, grande o suficiente para acolher as refeições dos feriados judaicos e nos Shabatot. Há também um espaço para hospedar visitantes.

No mês que as moças se mudaram, já haviam estabelecido uma série de novas atividades judaicas visando a população mais jovem. Um “clube de cinema israelense” encontra-se a cada duas terças-feiras em uma sala especial reservada em um café local; o grupo comenta e discute as últimas ofertas culturais do Estado Judeu. Este evento se alterna com um “café israelense”, realizado no próprio apartamento, onde vários israelenses, estudantes de medicina em Katowice, ensinam os habitantes como preparar clássicos (e kosher) pratos israelenses. O primeiro alimento do prato: shakshuka, um prato popular de ovo com tomate. Entre cozinhar e comer, o grupo discute eventos atuais, tendências e política de Israel.

A terceira atividade é uma aula semanal de krav maga, um sistema de auto-defesa israelense que incorpora elementos do boxe, judô, jiu-jitsu e wrestling.

Todas as três atividades têm uma conexão israelense. É esta uma coincidência ou foi programada? O Rabino Ellis sugere que jovens judeus poloneses estão mais interessados em “avançar com o seu judaísmo do que olhar para trás” para o Holocausto. E quando você pensa no futuro, nada se compara a Israel, diz ele.

Pode haver outra razão que explique porque os judeus de Katowice são tão sionistas: Katowice foi efetivamente o lugar aonde o sionismo político moderno começou. Treze anos antes do famoso Primeiro Congresso Sionista da Basileia, Suíça, aconteceu o “Congresso Katowice”, realizado em 1884. Entre as 30 personalidades que participaram, estava o sionista pioneiro Leon Pinsker, fundador do Hovevei Zion (“Amantes de Sião”), movimento que promoveu o assentamento na Terra de Israel. A organização Agudat Israel também teve o seu início em Katowice, em 1912.

O Rabino Ellis nomeou tanto o programa para a juventude quanto o apartamento onde Noemi, Varvara e Devora vivem de “Be’er Miriam” – “O Poço de Miriam”, em hebraico – fazendo referência tanto a irmã de Moisés, quanto ao poço que, pelo mérito de Miriam, acompanhou o povo judeu no deserto depois de terem deixado o Monte Sinai.

A Miriam bíblica está, também, intimamente conectada com música. A quarta atividade que as moças organizaram em seu curto período “na ativa” foi um concerto de músicas ao estilo Klezmer, executada por uma banda judaica local, no feriado de L’ag B ‘Omer. Quarenta pessoas participaram!

Be’er Miriam não é a única fonte de conteúdo judaico em Katowice. Neste último ano, desde que o Rabino Ellis foi nomeado emissário da Shavei Israel para a região, ele montou uma agenda cheia de atividades. Há refeições semanais e orações no Shabat, no domingo, de manhã e à noite, há aulas sobre os diferentes aspectos da vida e da lei judaica e também, aulas de hebraico. Em breve, com a ajuda do Be’er Miriam, estão planejando abrir uma escola aos domingos para as crianças judias da área.

O Rabino Ellis diz que já pode ver mudanças em Noemi, Varvara e Devora. “Elas estão tendo um papel ativo na vida judaica agora”, diz ele. “Se elas estavam na periferia antes, olhando do lado de fora para dentro, agora estão no centro, estendendo a mão para os outros”. Rabino Ellis acrescenta que espera que este modelo possa ser replicado em outras cidades polacas, permitindo assim, que jovens judeus poloneses possam assumir a responsabilidade e criar suas próprias oportunidades culturais.

 

O Bar-Mitzva de uma criança de 16 anos

A história de Karol deveria transmitir para nós uma grande confiança na eternidade do Povo de Israel.1381962_10151742744891630_972878118_n

Lentamente e de uma maneira um pouco desconfiada, Karol começou a recitar a bênção de antes da leitura da Torá. É possível perceber um pouco de nervosismo em sua voz quando pronuncia as palavras em hebraico, plenamente consciente da solenidade da ocasião.

Com seus pais e irmãos o assistindo com evidente orgulho, e com a comunidade o apoiando com amor e alegria, Karol passou por este sublime rito em que se tornou um adulto, assim como o resto dos jovens judeus o fazem, por todo o mundo.

Só que este não foi um Bar-Mitzva comum. Read more