Parashá da Semana – Ekev

Parashá da Semana – Ekev

Parshat Ekev

Pelo rabino Reuven Tradburks

1a aliá (Devarim 7:12-8:10) «Nos calcanhares» de manteres as mitzvoth, De’s manterá o Seu pacto contigo.  E amar-te-á.  Vais ter sucesso: económico, de saúde, militar. Se temerdes as nações da terra, imaginando como podereis prevalecer sobre elas, lembrai-vos do que De’s fez no Egito.  Os sinais, as maravilhas, o braço estendido.  Também o fará a estas nações. Quando entrardes na terra, recordai o maná no deserto. De’s aliviou a vossa fome através do maná, para vos ensinar que o pão vem dEle. Agora, quando entrardes na terra, será diferente: riachos e nascentes, trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeite e tâmaras.  Comereis e ficareis satisfeitos e abençoareis a De’s por todas estas dádivas.

Há muito amor nesta parshá. O Seu amor por nós traduz-se em dar-nos a terra.  Mais tarde, veremos que o nosso amor por Ele se traduz na nossa lealdade às mitzvoth.

Além do amor, recebemos o mandamento de nos lembrarmos.  Lembra-te do maná.  Não havia comida no deserto.  Ele alimentou-te. Lembra-te disso.  É Ele quem te dá o teu alimento. Na terra, vai parecer-te completamente diferente. O alimento cresce nas árvores, ou é trigo selvagem e cevada.  Quem precisa dEle?  Lembra-te do maná e de Quem to dá.

2ª aliá (8:11-9:3) Fica atento, no meio de todo o teu sucesso, para não te esqueceres de onde ele vem. Mesmo depois de Ele te ter liderado todos estes anos, pode acontecer que digas «todo este sucesso é fruto do meu trabalho».  Lembra-te: é Ele que te dá este sucesso, como expressão do brit que fez contigo. Se O esqueceres, Ele esmagar-te-á. Como vences as nações da terra, o mesmo te acontecerá a ti, «nos calcanhares» de O ignorares. Grandes nações esperam por ti; cidades fortificadas, pessoas fortes.  Fica a saber que Ele defenderá a tua causa e eles serão vencidos por ti.

Embora a aliá ainda tenha mais algumas linhas, a simetria dos «calcanhares» é bonita.  Começamos a parshá com «ekev». «Nos calcanhares» da tua lealdade às mitzvoth, De’s vai cobrir-te de amor. Terminamos esta secção com o oposto: serás vencido «nos calcanhares» de O ignorares. Bela simetria poética.

3a Aliá (9:4-29) Não penseis que o facto de expulsardes as nações se deve à vossa retidão e à maldade delas. Deve-se ao fracasso delas e ao pacto de De’s convosco.  Lembrai-vos: tendes uma longa história da vossa própria maldade. Em Horeb: Eu subi à montanha para obter as tábuas, escritas por De’s com tudo o que Ele disse no Sinai, durante 40 dias. Mas ordenou-me que descesse, pois tínheis feito um ídolo.  Com as tábuas na mão, desci, despedaçando-as ao ver o  bezerro de ouro.  Subi de novo para implorar por vós. E houve outros momentos de maldade. Mas supliquei, apelando ao pacto, pois sois o Seu povo.

Moshe empregou o verbo «lembrar» 3 vezes nesta parshá. Quando tiveres medo das fortes nações, lembra-te das maravilhas que Ele fez no Egito e que voltará a fazer por ti.  Quando tiveres um sucesso fabuloso na terra e estiveres tentado a tirar De’s da tua vida, lembra-te que é Ele quem te dá tudo, como fez com o maná no deserto.  E agora, quando te sentires superior às nações da maldade, lembra-te do bezerro de ouro, do teu terrível momento de loucura.  Moshe está preocupado com as maquinações da mente, com as nossas memórias curtas, com as ilusões.  Lembra-te da nossa história, diz ele. Aprende com ela. É Ele quem defende a nossa causa. É Ele a fonte do nosso sucesso. E não deixes que esse sucesso te suba à cabeça. Sofres de fraquezas, como todos os outros. Erros graves.  Mas, como veremos na próxima aliá, Ele não desiste de ti. E isso diz mais sobre a Sua grandeza do que sobre a tua.

4a aliá (10:1-11) De’s disse-me: grava duas tábuas de pedra para substituíres as primeiras e faz um Aron para elas. Foi feito um segundo conjunto como o primeiro, e colocado no Aron. Desci com o Aron. Os Leviim serão servos de De’s; eles levam este Aron. Implorei, e consegui que não fosseis destruídos. De’s disse: subi e conquistai a terra que prometi aos vossos antepassados.

Esta é a conclusão da história do bezerro de ouro. Moshe está a dizer ao povo para se lembrarem desta história, para moderarem os seus sentimentos de superioridade.  Não te sintas superior. O bezerro de ouro foi uma grande falha. No entanto, nesta conclusão, ele sublinha um ponto diferente: a reconciliação.  Como se dissesse: Não sois uma nação perfeita. Falhastes, e no futuro também falhareis. Mas não desesperes. O compromisso de De’s contigo é mais poderoso do que as tuas falhas. E este é exatamente o ponto de vista de Moshe.  Não digas que o facto de teres expulsado as nações da terra se deve à tua piedade. Porque tu falhas. Pelo contrário, deve-se ao poderoso compromisso de De’s, que transcende as tuas falhas, por mais flagrantes que sejam. Afinal, Ele transcendeu o bezerro de ouro.

5a aliá (10:12-11:9) Agora, o que quer De’s realmente de ti? Só isto: que O temas, que andes pelos Seus caminhos, que O ames, que O sirvas e que guardes todos os Seus mandamentos. O universo inteiro é dEle, mas Ele escolheu amar os teus antepassados. Circuncida o teu coração e para de endurecer o pescoço. Teme-O, serve-O, cede perante Ele. Ele é o teu De’s. Como vistes: Descestes ao Egito com 70 almas, todas as maravilhas que Ele fez, a derrota do poder do Egito no mar, o deserto, a terra engolindo os rebeldes na rebelião de Korah. Vistes tudo isto, portanto, guardai as mitzvoth para prolongar a vossa estadia na terra.

Estes 20 versículos são muito difíceis de resumir, pois são tão deslumbrantemente belos. Este é Moshe num momento de intimidade.  É como se ele se inclinasse um pouco mais para perto de nós, pusesse os cotovelos na mesa, e confidenciasse: escute, a sério, o que é que De’s quer? Poderíamos pensar numa resposta de uma palavra, ou de uma de frase, tipo: Lealdade. Ou: Que caminhemos humildemente com Ele. Ou: Verdade.  A resposta de Moshe não é o que fazer, mas as mais profundas aspirações. Moshe responde: Sabe o que De’s quer? Ele quer emoção, aspiração, sentimentos, sensibilidade. Ele quer que o seu ser mais profundo O queira, O ame, se una a Ele.  Largue as inibições, as distrações, e a superficialidade da vida e dê o seu mais profundo «eu» a Ele. Que frase: circuncida o teu coração, para de endurecer o pescoço. Ou seja, dá-me o teu verdadeiro coração, não sejas teimoso. Esta aliá classifica-se lá em cima, é das mais poderosas da Torá. Porque Moshe nos capta com uma pergunta simples: Afinal, o que quer De’s? E, na sua resposta, partilha connosco os seus sentimentos mais profundos, uma resposta muito profunda: Ele quer que O queiras, que O ames, que te preocupes com Ele. Entrega-te completamente.

6a aliá (11:10-21) A terra de Israel não é como o Egito: o Egito é fértil, com uma abundância de água. Israel depende da chuva dos céus; por isso De’s olha sobre a terra durante todo o ano. (2º parágrafo do Shema). E se guardares as Mitzvot e amares a De’s com todo o teu coração, então haverá chuva.  Se te afastares disto e servires outros deuses, então não haverá chuva, nem as colheitas crescerão. Fica sempre ciente disto, falando disso com os teus filhos e em tudo o que fizeres. Este amor de De’s vai prolongar o teu sucesso na terra.

Esta é uma nova reviravolta no tema do amar a De’s. Não só o teu sucesso militar dependerá do teu amor por De’s, mas também a chuva. E vais precisar de chuva. Não como no Egito. É quase como se De’s estivesse a dizer: Vou levar-te para a terra prometida por causa do meu amor por ti. Mas é uma terra que exigirá que derrotes as nações para a ocupar.  E é uma terra que requer que Eu lhe dê a chuva. E o sucesso destas duas coisas, o sucesso militar e a chuva, exigem que Me ames.  Resumindo: Eu amo-te e levo-te para uma terra onde terás de Me amar.

7a aliá (11:22-25) Se cumprires as Mitzvot, amares De’s e te unires a Ele, então prevalecerás sobre as poderosas nações da terra. De’s vai fazer com que te temam e ninguém será capaz de te enfrentar.

Moshe vira os sentimentos naturais das pessoas ao contrário: Eles têm medo do povo da terra; Moshe diz-lhes: em vez de se concentrarem no medo dos habitantes da terra, foquem-se no amor a De’s. E o medo? De’s vai pegar no medo que vocês têm deles, e vai virá-lo ao contrário: eles vão temer-vos a vocês.

Parashá da Semana – Ekev

Não temas

7:17: Se disseres no teu coração: estas nações são mais numerosas do que eu, como posso expulsá-las? Não os temas; lembrar-te-ás bem do que o Eterno, o teu De’s, fez ao Faraó no Egito… 21: Não tenhas medo deles, porque o Eterno, o teu De’s, está em ti.

Moisés faz o relato do que aconteceu nos quarenta anos no deserto. A lembrança do que aconteceu naquele período, como o pecado do bezerro de ouro que o levou a quebrar as tábuas da Lei, deve servir de ensino para a nova geração enfrentar os desafios que tem que encarar. Eles passarão de um estado em que De’s lhes dava tudo o que eles precisavam para viver, para um estado em que têm que se defender e enfrentar nações a seus olhos poderosas.

Moisés diz-lhes «não temam, não tenham medo» e ele diz-lhos numa linguagem pessoal, a cada um dos presentes, já que o medo é uma emoção profundamente individual. Sentimos culpa pelos acontecimentos do passado, vergonha do presente e medo e angústia pelo que pode acontecer no futuro.

O temor e o medo são emoções que «contraem o olhar», como diz Humberto Maturana. Paralisam-nos e não nos permitem reagir. Num momento assim, devemos sentir que a Presença Divina está a proteger-nos, e que com a Sua providência podemos superar todas as dificuldades.

Não tenhas medo, não te assustes no teu dia a dia porque De’s está em ti, essa é a mensagem que emerge deste texto e que nos deve acompanhar nos momentos em que nos deparamos com desafios que nos causam temor, ansiedade e medo.

O que é o único que devemos temer?

Somente o próprio Eterno. Isso significa estar ciente da Sua grandeza, simboliza o facto de que nada escapa Dele. Nossa reverência e temor do Eterno devem superar todas as outras apreensões e mais nada, nem a vergonha, nem qualquer autoridade ou poder, nem a dor ou a morte devem assustar-nos. Desta forma, não devemos temer ninguém nem nada que não seja Ele . O temor a De’s dá-nos liberdade, torna-nos livres perante todos os homens, colocando-nos sob o jugo dos Seus mandamentos.

Edith Blaustein

Parashat Ekev

Parashat Ekev

Ser ou Ter – Retirado do livro Ideas de Debarim, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe

  • O que é a Tefilá (Oração)?
  • É a expressão dos meus sentimentos para com De’s?
  • Então porque tem horários e textos fixos? Deveria ser completamente espontânea, quando eu precisasse e com as minhas próprias palavras.

Para entender a essência da Tefilá, devemos saber que, para o judaísmo, a fé não é um sentimento espontâneo, nem uma questão de acreditar ou não acreditar.

A fé é a força, a disciplina e o caminho para descobrir De’s. Uma arte que cada um deve desenvolver segundo o seu potencial espiritual.

A Tefilá é o instrumento da fé que nos desperta da rotina e nos faz ver a manifestação Divina nas coisas naturais.

A natureza é um conjunto de milagres, de manifestações de De’s que sucedem periodicamente.

Por acaso a aurora e o crepúsculo deixam de ser um milagre só porque se repetem diariamente?

O judeu entende que não, e todos os dias, de manhã e à noite, abençoa e reconhece a intervenção divina no nascer e no pôr do sol, observando nestes fenómenos naturais a perfeita harmonia que Ele impõe no Seu universo.

A prática constante destes exercícios capacita o judeu para descobrir De’s nas coisas de todos os dias.

Certa vez, o neto de Rabi Baruch estava a brincar às escondidas com outro menino. Escondeu-se e permaneceu no seu esconderijo durante um longo tempo, acreditando que o seu amigo procuraria por ele.

Por fim saiu e comprovou que o seu amigo se tinha ido embora sem ter procurado por ele, de modo que se tinha escondido em vão. Então correu para o escritório do seu avô e, entre lágrimas, queixou-se do seu amigo.

Depois de ouvir a história, Rabi Baruch rompeu em pranto e disse: – Também De’s diz Eu oculto-Me, e não há quem Me procure.

De’s esconde-se à espera que O descubramos, que O admitamos na nossa vida.

E quando percebemos que Ele se oculta, já O começamos a descobrir.

Mas para isso precisamos de poder dispor de tempo diariamente para poder meditar neste assunto. Infelizmente, a rotina louca na qual vivemos não nos deixa tempo para o que é verdadeiramente importante. O nosso trabalho ou a necessidade de sustento às vezes impede-nos de nos podermos dedicar àquilo que é mais importante.

Ser ou ter. O grande dilema. Dedico-me ao meu enriquecimento interior ou ao meu enriquecimento material? Somos valorizados pelo que somos ou pelo que temos?

Uma vez, um famoso rabino que vivia muito modestamente recebeu na sua casa a visita de uma das pessoas mais ricas da Europa, que se encontrava de passagem por essa cidade. O rabino era um erudito de renome, e a sua sabedoria era tão conhecida, que o milionário não quis deixar de aproveitar a oportunidade de o conhecer. Ao entrar na casa do rabino, ficou muito surpreendido ao ver que se tratava de apenas um cómodo, bastante escuro e com poucos móveis. Depois de conversar com o rabino e de se deleitar com a sua sabedoria, não pôde deixar de lhe perguntar: –  Rabino, o senhor é um dos maiores eruditos da nossa época. Porque vive de uma maneira tão precária? Porque não se muda para uma casa melhor, mais bonita, mas de acordo com aquilo que o senhor merece? – O rabino preferiu evitar responder naquele momento, mas prometeu responder no próximo encontro, que seria no quarto de hotel onde o rico visitante estava a hospedado.

Passados poucos dias, o ilustre rabino apresenta-se no hotel, e o rico convida-o a entrar no seu quarto. Aquele quarto, como todos os daquela época e naquela pequena cidade, era um quarto pequeno, com uma cama e um armário, sem casa de banho privativa. O rabino franziu o sobrolho e, espantado, perguntou ao milionário: – Diga-me, bom homem, como uma pessoa como o senhor pode viver num lugar tão precário como este? O senhor fala de mim, mas eu, para além da cama e do armário, tenho mesa e cadeiras, e para além disso, tenho casa de banho privativa… – A resposta daquele homem tão importante não se fez esperar:

– Rabino, acho estranha a sua pergunta. O senhor bem sabe que eu me encontro de passagem por este lugar. Não me incomoda hospedar-me num quarto assim durante a minha curta estadia por aqui. – O rabino sorriu e respondeu:

– Eu sabia que uma pessoa inteligente como o senhor iria estar de acordo comigo. Eu penso exatamente como o senhor, e é por isso que vivo onde vivo. Eu também estou de passagem por este mundo, que é apenas um corredor para o mundo verdadeiro. É por isso que não quero dedicar todas as minhas forças e o meu dinheiro a um lugar onde estou de passagem.

Depois de um tempo, o rabino encontrava-se de visita à cidade onde vivia aquele abastado homem, que, com muito gosto, o convidou a conhecer a sua casa. Ao entrar no magnífico palácio, o rabino deteve-se a observar as grandes obras de arte e os maravilhosos detalhes decorativos tão valiosos, mas, de repente, voltou-se para o seu anfitrião e ficou a olhar atentamente para ele, como se nada existisse ao seu redor. O milionário olhou para ele e disse: – Que se passa, Rabino? Viu algo de que não gostou? Então o senhor não me ensinou que tudo isto não é importante, e que estamos de passagem pela vida? – O rabino respondeu:

– Continuo a pensar o mesmo. Não mudei o meu ponto de vista. Só que, ao entrar na sua mansão, eram tantas as coisas belas para observar, que deixei de lhe prestar atenção a si, ao que o senhor é, e dediquei-me a prestar atenção ao que o senhor tem. Quando reparei nisso, pensei que deve ser muito triste convidar alguém, e o convidado, em vez de prestar atenção ao seu anfitrião, se dedicar àquilo que este tem. Por isso interrompi essa postura tonta e dediquei-me ao senhor, como se nada mais existisse. Mas quando as pessoas vêm visitar-me à minha humilde casa, não tenho dúvidas de que o fazem porque é a mim que valorizam. Na minha casa não há nada para ver, mas quando vêm visitar o senhor no seu palácio, é realmente a si que querem visitar? É a si que desejam ver? Ou às suas posses?

O ser humano não transcende na vida pelo cargo ao qual chegou na sua passagem pelo mundo. O Homem não se realiza como tal por acumular mais riquezas ou nobreza. Devemos dedicar tempo e esforço ao nosso enriquecimento inteletual, ao nosso crescimento espiritual, pois é isso o que verdadeiramente perdura.

Assim como o corpinho de um bebé é pequeno e precisa de cuidados e de alimentação, a alma, ao vir ao mundo, também é pequena e precisa de cuidados e alimento. O bebé é alimentado com leite, depois purés de legumes e depois carnes, mas a alma não se alimenta de sanduíches nem de batatas fritas. Se não alimentarmos o bebé, ele não crescerá, ficará doente e morrerá. Do mesmo modo, se não alimentarmos a alma, ela não cresce, não se desenvolve, fica doente e morre.

Como alimentamos a alma? A alma alimenta-se das mitzvot (preceitos). Ao cumprirmo-las, não só a alimentamos e a fazemos crescer, como conseguimos transcender na vida. A alma é o que fica quando o corpo se vai.

Para expressar isto numa fórmula matemática poderíamos afirmar: Alma = Eu – O meu corpo.

Mas se nunca nos dedicarmos ao cuidado ou nutrição da nossa alma, então, muito antes do corpo morrer, a alma que estava dentro dele já terá morrido. A alma não é um ser que vive incondicionalmente. A alma também morre, desaparece. Por isso devemos cuidá-la, dedicar-lhe tempo. Não é necessário que seja todo o tempo das nossas vidas, mas pelo menos que seja um pouco…

É melhor viver de um modo mais simples do ponto de vista material, reduzindo um pouco mais os luxos, para poder dedicar mais tempo à parte espiritual. Por tanto, tenhamos um momento diariamente para a nossa alma, preocupemo-nos por crescer todos os dias, assistindo a algum curso de judaísmo, meia hora por dia. Diminuamos um pouco a nossa dedicação àquilo que é material e enchamos a nossa alma de conteúdo, tal como diz o ditado «Não há pobre mais pobre do que o pobre em sabedoria e conhecimento».