SETE BÊNÇÃOS PARA O NOVO CASAL

SETE BÊNÇÃOS PARA O NOVO CASAL

Imediatamente após o casamento, a maioria dos casais recém-casados ​​costuma partir para a lua de mel, mas  na tradição judaica os noivos continuam a celebrar com a comunidade durante uma semana após o casamento. Todos os dias são oferecidas aos noivos refeições especiais, por diferentes amigos ou familiares. Essas refeições festivas são chamadas ‘Sheva Brachot’, ‘Sete Bênçãos’, devido às 7 bênçãos que são recitadas em cada uma dessas refeições (desde que haja um quorum de 10 homens  e esteja presente pelo menos uma nova pessoa que não esteve presente no casamento)

Seguindo essa tradição, a equipa da Shavei Israel homenageou os nossos queridos recém-casados, Chaya e Eliav , no último dia das suas ‘Sheva Brachot’, juntamente com o presidente da Shavei, Michael Freund, professores do programa de conversão de língua espanhola do Machon Miriam, o Rav Natan Menashe e o Rav Yechiel Chilewsky, alunos da Machon Miriam, amigos próximos e familiares do novo casal.

Várias pessoas falaram, incluindo Michael Freund, que abençoou o casal, desejando-lhes que o tempo os faça apenas melhorar, como os melhores vinhos, e que eles possam transformar elementos materiais, tais como o vinho, em algo sagrado e espiritual.

Desejamos ao ‘nosso’ novo casal apenas o melhor! Amor e felicidade na construção de um lar de Torá e mitsvot!

O casamento de que estávamos à espera!

O casamento de que estávamos à espera!

Todos na Shavei Israel ficámos muito felizes quando Chaya, a nossa colaboradora de longa data, casou com Eliav, o nosso colaborador mais recente, no início desta semana. Mas a celebração foi mais do que apenas um casamento, e mais do que apenas a alegria partilhada pelos colegas de trabalho.

Esta história de amor estava a ser construída há anos. Chaya e Eliav uniram-se, literalmente, contra todas as probabilidades e vindos de diferentes partes do mundo. Michael Freund, presidente da Shavei Israel, conheceu Eliav em Cuba há 5 anos; Michael Freund queria ajudá-lo a vir para Israel, mas foi tudo muito complicado e demorou até ao verão de 2021 para Eliav finalmente chegar a Israel. Pouco depois desse encontro em Havana, Chaya juntou-se à Shavei Israel como diretora do Departamento de Bnei Anussim. Mal sabia ela, que o homem com quem um dia iria casaria entraria na sua vida através do trabalho.

Quando Eliav já estava em Israel para iniciar o seu processo formal de conversão com a Shavei Israel, ele e Chaya conheceram-se… e apaixonaram-se.

Uma vez que a conversão de Eliav fosse finalizada, eles poderiam casar. Foi um evento lindo e emocionante, graças a muitas pessoas que ajudaram, à Shavei Israel e, claro, às pessoas da escola de ensino médio Neve Chana, que organizaram e cederam o local para o casamento.

Como disse Michael Freund: “Fiquei emocionado quase até às lágrimas no casamento de Chaya, originária do México, e Eliav, originário de Cuba, duas almas muito especiais que encontraram o seu caminho de volta ao povo judeu e que Hashem reuniu como só Ele pode fazer. Que eles sejam abençoados com a construção de um lar judaico com orgulho, patriótico e de princípios, aqui na Terra de Israel. Mazal Tov!!”

Chaya e Eliav, que a vossa vida juntos seja tão linda quanto foi o vosso casamento, e que conheçam apenas bênçãos e felicidades!!

Não há nada como a singularidade de um casamento judaico

Não há nada como a singularidade de um casamento judaico

Aproveite, saboreie-o e abrace a felicidade, mas não perca de vista a sua parte no esquema maior da eternidade de Israel.

Por Michael Freund

Há momentos na vida de significado tão profundo que ficam indelevelmente gravados nas nossas memória, para nunca desaparecer nas névoas do passado.
Estar sob a hupah e ver um filho a casar é exatamente um desses momentos, intocado na sua alegria. De facto, a pureza não adulterada do cenário e a santidade do momento, tornam o sentido de destino quase tangível.
Na semana passada, mereci ter uma experiência destas, quando o meu segundo filho e sua noiva se casaram. Foi um evento tradicional judaico, com muita dança e música alegre, cheio de vitalidade, que se estendeu até altas horas da noite.
Não tenho dúvidas de que os vários tipos de casamentos, sejam eles cristãos, muçulmanos ou laicos, estão cheios das suas próprias versões de pompa, cerimónia e alegria. A junção de um casal, o estabelecimento de laços matrimoniais no meio da cuidadosa coreografia, é certamente um evento partilhado pela maioria da humanidade.
E, no entanto, enquanto estava sob o dossel do casamento, ao lado do meu filho, no meio da mistura de solenidade e diversão típica da ocasião, não pude deixar de concluir que um casamento judaico é algo único e que traz lições poderosas, não apenas para os noivos, mas também para todos os presentes.
Um casamento, é claro, é um rito de passagem pessoal e muito íntimo para o jovem casal e para as suas famílias. E, no entanto, como muitos outros elementos da vida judaica, tem uma camada adicional de significado, que evoca o nosso passado, ao mesmo tempo que aponta o caminho para o nosso futuro coletivo.
Como parte da cerimónia, são recitadas sete bênçãos, ou Sheva Brachot, a primeira das quais sendo a bênção por um copo de vinho. Inexplicavelmente, seguem-se várias bênçãos que aparentemente não têm nada a ver com o casamento, incluindo uma bênção geral que diz que D’us “criou tudo para Sua glória”, duas bênçãos sobre a criação do Homem, e  uma sobre o retorno a Sião.
É somente na sexta das sete bênçãos que finalmente mencionamos a alegria dos noivos, pedindo ao Criador que lhes dê felicidade.
Porquê?
Talvez se possa sugerir que a estrutura das Sheva Brachot se destina a enfatizar aos presentes que o estabelecimento de uma casa judaica deve conter um chamamento e um propósito mais elevados.
Sim, o amor e o romance, a parceria e o apoio mútuo são muito importantes, mas também há um toque de alerta para que todos os casais vinculem a casa que estão a construir ao destino judaico.
Todos os casamentos judaicos dão-nos um vislumbre do carácter indestrutível de Israel, à medida que se adiciona outro elo à longa e ziguezagueante cadeia da jornada do nosso povo ao longo das gerações.
É uma espécie de vitória sobre todos aqueles que se levantaram contra nós e buscaram a nossa destruição ao longo dos milénios, um triunfo do espírito e da determinação.
Isso é confirmado por uma declaração no Talmude (Berachot 6b) que descreve a grandeza da mitzvah de trazer alegria aos noivos. O rabino Nahman bar Yitzchak diz, sobre alguém que o faz, que “é como se tivesse reconstruído uma das ruínas de Jerusalém”.
Fica claro a partir disto que a celebração de um casamento judaico está misticamente ligada à reparação dos danos do exílio e da destruição. Talvez de alguma forma, a música e a dança, o puro regozijo do evento, venham para corrigir o ódio sem sentido que precipitou a queda de Jerusalém na época do Segundo Templo, um evento que lembramos, visual e auditivamente, quando o noivo quebra o copo no auge da cerimónia.
Quando entram na hupa, os noivos entram como indivíduos. Mas quando saem, são uma unidade, estão ligados um ao outro.
Sempre me perguntei porque em hebraico uma noiva é conhecida pela palavra kallah. Ocorreu-me que essa palavra é semelhante à raiz de VaYechulu, com a qual começamos a recitação do kidush todas as sextas-feiras à noite, ao recordar a criação do universo. Nos seus comentários, tanto Ibn Ezra quanto Yonatan Ben Uziel explicam VaYechulu como “o completar”. Que D’us tinha  completado a formação do céu e da terra, assim como uma noiva e um noivo se completam, complementando os seus talentos, equilibrando as suas falhas e construindo juntos um futuro judaico mais brilhante.
Isto não quer dizer que a alegria pessoal do evento seja substituída ou ultrapassada pelas suas componentes comunitárias ou cósmicas. Longe disso. Apenas adiciona um elemento muito especial, transformando a alegria privada do casal e elevando-a a uma alegria de significado nacional.
E essa é, em poucas palavras, a abordagem judaica da vida tal como é incorporada na cerimónia de casamento. Aproveite, saboreie-o e abrace a felicidade, mas não perca de vista sua parte no esquema maior da eternidade de Israel.
O escritor é fundador e presidente da Shavei Israel (www.shavei.org), que ajuda tribos perdidas e comunidades judaicas ocultas a retornar ao povo judeu.

Grande alegria em Cali

Recentemente ocorreu um evento muito especial que tocou os corações de muitos, especialmente os da equipa da Shavei Israel. Queremos dar os parabéns ao rabino Asher Abrabanel e à sua esposa pelo seu casamento e desejar-lhes uma vida cheia de bênção, amor, harmonia e paz no lar. O rabino Asher contribui com as atividades da Shavei e é um representante da organização na sua cidade. Agradecemos imensamente o seu valioso trabalho para a Shavei e para a comunidade Maguen Abraham, de Cali, Colômbia.

O casamento contou com a presença de Rav Shimon Yechua, emissário da Shavei Israel na Colômbia, do Rav Shmuel Tawil e do Rav Yitzchack Abud, vindos especialmente do México. A cerimónia de casamento (mesader kiddushin) foi liderada pelo Rav Yitzchack Abud. O Rav Elad Villegas, diretor da ACIC (Associação das Comunidades Israelitas da Colômbia), dirigiu aos presentes algumas palavras e fez um brinde ao novo casal.

O CASAMENTO JUDAICO

O casamento é o começo de um mundo novo…

Que o Todo-poderoso,

Louvado por todos,

Maior que todos,

Superior a todos,

Abençoe o noivo e noiva!

MAZAL TOV!

Uma História de Amor em Belmonte, Portugal!

Uma aristocrata romana certa vez provocou o Rabino Yossi Ben Ḥalafta, um dos sábios mais importantes da época da Mishna, com uma pergunta capciosa.

“Em quantos dias D’us criou o mundo?”, perguntou.

“Em seis,” o rabino respondeu.

“E o que D’us tem feito desde então?”, continuou questionando.

“Combinando casais para se casarem”, respondeo o Rabino Yossi.

“Apenas isso?”, disse a romana confrontando o rabino com desdém. “Eu mesmo posso fazer isso. Lhe demonstrarei como o faço, tão rapidamente”.

A história continua no Midrash, em Bereshit Rabba (68:4), e é relatado que, naquela noite, a mulher romana começou a formar casais entre seus escravos. Mil de seus escravos do sexo masculino foram juntados com mil escravas do sexo femenino. Contudo, pela manhã, um escravo apareceu com a cabeça esmagada, outra havia perdido um olho, enquanto que uma terceira cambaleava por causa de uma perna quebrada.

O Rabino Yossi que havia previsto exatamente tal resultado, disse à nobre romana: “Pode parecer fácil para você, mas para D’us, é tão difícil quanto abrir o Yam Suf (Mar Vermelho).”

D’us, que deveria estar assistindo ao recente Shabaton, tão especial, que foi realizado em Belmonte Portugal, demonstrou mais uma vez Sua habilidade de juntar casais, mesmo nas situações mais improváveis.

No último mês de maio, o emissário da Shavei Israel para Portugal, o Rabino Elisha Salas recebeu um Shabaton na cidade de Belmonte, hospedando 120 judeus chassídicos de Nova Iorque no hotel que recentemente se tornou kosher, o Har Sinai Hotel (confira nosso artigo sobre o Shabaton, clicando aqui). O Rabino Isroel Nachum de Safed organizou a expedição que o Rabino Salas apelidou de “uma experiência extraordinária e única em Portugal.”

Deve ser isso que sentiram, também, Chunie Reinhold e Ruth Rodrigo.

Chunie, 29, foi um dos Chassidim que visitaram Belmonte e Ruth, 22, é uma judia local de Belmonte, que se preocupou em proporcionar uma verdadeira hospitalidade portuguesa aos visitantes. Ambos começaram a conversar … e conversar… e assim passaram grande parte do fim de semana.

Chunie voou de volta para Nova Iorque com o grupo, mas sabia que já havia sido afetado. Uma semana depois, voltou para Belmonte e após alguns dias, propôs casamento a Ruth. Sua família, em seguida, voou de Nova Iorque para conhecer Ruth e sua família.

O casamento acontecerá em Setembro, em Nova Iorque. Ruth se mudará aos EUA para ficar com seu novo marido.

 

Quando a mulher romana descobriu, há 2.000 anos, o quão desafiador pode ser juntar casais apropriados, ela convocou o Rabino Yossi novamente à seu palácio e lhe disse: “Seu D’us é único e sua Torá é verdadeira, agradável e louvável”. “Você respondeu com sabedoria!”.

Mazel tov ao mais novo casal de noivos, Chunie e Ruth!

Apresentamos algumas fotos abaixo:

Shiduch1-Belmonte Shiduch2 Shiduch3 Shiduch5 Shiduch6 Shiduch7