PORQUE ESCOLHEMOS O JUDAÍSMO – CONTINUAÇÃO

PORQUE ESCOLHEMOS O JUDAÍSMO – CONTINUAÇÃO

Continuação do artigo sobre a família Bissato (Yehoshua de 45 anos, Chana de 36, e a filha Leah, de 10), que chegaram a Israel vindos de Caxias do Sul, Brasil. O caminho incomum destes ex-pastores na verdade afastaram-nos dos ensinamentos com que cresceram, na direção de um caminho que os levou ao judaísmo. Procuraram por um processo de conversão durante oito anos e estão animados por estarem finalmente em Israel e por começarem esta etapa final da sua jornada ao judaísmo.

“Estamos morando em Israel agora, mas não tomamos isso como garantido.”
“Um pouco da nossa história: Enfrentámos muitos desafios na nossa jornada. Então, finalmente recebemos a oportunidade das nossas vidas por parte da Shavei Israel e começámos a planear a nossa viagem. Depois veio o coronavírus e os ataques a Israel. Tive que fazer vários exames, na verdade tive Corona e minha esposa teve que fazer uma cirurgia. Esperámos mais de um ano até podermos finalmente embarcar num avião e tudo correu bem. Tanta espera e angústia…  Rezámos muito, chorámos muito… mas nunca perdemos a fé!”
“Tínhamos certeza de que chegaria o dia de nossa viagem a Israel. Depois de termos tido que cancelar a viagem três vezes, tudo correu bem. Cada etapa da jornada foi acompanhada de muita emoção e lágrimas, mas desta vez foram lágrimas de alegria e gratidão por vermos nosso sonho realizado!
Quando chegámos ao aeroporto de Ben Gurion, parecia que finalmente estávamos indo para casa. À chegada, fomos calorosamente recebidos por pessoas maravilhosas; temos muito a agradecer.
Logo após a nossa chegada, começámos as aulas no Machon Miriam, o curso de conversão em língua espanhola da Shavei Israel. Os professores são incríveis e têm uma compreensão profunda dos conceitos judaicos. Eles fazem-nos refletir sobre os temas apresentados, e a cada aula aprendemos e crescemos mais. Além disso, fomos recebidos como se fôssemos todos parte de uma grande família, onde todos se preocupam uns com os outros, e tentam ajudar em tudo o que precisarmos.”
“Estamos muito gratos por esta oportunidade, embora ainda tenhamos muitos desafios pela frente. A questão económica é algo que pesa muito sobre nós, claro, enquanto esperamos o privilégio de poder trabalhar em Israel. Embora tenhamos recebido muita ajuda até agora, todas as necessidades básicas como alimentação, aluguer, água, eletricidade e saúde exigem recursos consideráveis. Mas confiamos em De’s, e Ele certamente enviará muitas pessoas boas para nos ajudar. 
Só podemos agradecer a todos por tudo o que já vivemos aqui em Israel. Agora vamos continuar lutando até alcançarmos nosso objetivo final, que é nos converter ao judaísmo e fazer aliá.” ~Yehoshua, Hanna e Leah
Para ajudar a família Bissato e outros como eles que trabalham duro para completar sua conversão, pode fazer o seu donativo aqui neste link, e pode indicar num comentário qual a finalidade do seu donativo. Muito obrigado!
PORQUE ESCOLHEMOS O JUDAÍSMO

PORQUE ESCOLHEMOS O JUDAÍSMO

A família Bissato (Yehoshua, de 45 anos, Chana, de 36 e a filha Leah, de 7) vieram de Caxias do Sul [Brasil] para Israel, mas a viagem foi muito mais do que uma viagem de avião. Como ex-pastores, os seus estudos bíblicos na realidade afastaram-nos dos ensinamentos com que cresceram, na direção de um caminho que os levou ao judaísmo. Eles estão a procura de um processo de conversão há oito anos e estão animados por estarem finalmente em Israel e por começarem esta etapa final da sua jornada ao judaísmo. Aqui está a história deles:

“Desde o momento em que conhecemos o judaísmo, há sete anos, começámos a admirar o povo judeu, o seu modo de vida, as festividades e a sua reverência, temor e respeito por D’us e pela Torá. Uma vez que conhecemos um pouco mais sobre a Torá, decidimos que o D’us de Israel também seria nosso D’us.

“Com o passar do tempo, aprofundámo-nos nos nossos estudos e descobrimos que o povo judeu é diferente. Houve uma aliança, feita através de Abraão, passando por Isaque e Jacob. Depois de passar por muitas provas e demonstrar uma grande submissão para cumprir a vontade do Criador, Jacob recebeu o título de “Israel” [que pode ser traduzido como] “ yashar El ” ou “direto com D’us”, e, juntamente com o nome, a função de estudar e transmitir a Torá para a humanidade.

“Consequentemente, os Filhos de Israel receberam uma responsabilidade maior, uma nova situação espiritual e o jugo de todo o cumprimento da Torá. Percebemos que, apesar de sermos de outro povo, queríamos fazer parte desse povo, o Povo de Israel. Decidimos que deixaríamos o nosso povo, as nossas raízes, mesmo sabendo quanto esforço teríamos que fazer, e também que enfrentaríamos muitas dificuldades e até poderíamos enfrentar perseguições, antissemitismo e ódio gratuito, como o povo judeu sofre.

“Mesmo sabendo de tudo isso, continuámos firmes na nossa decisão, no nosso objetivo, e queríamos fazer parte deste povo, sermos “Israel”, convertermo-nos e tornarmo-nos judeus, assumindo a responsabilidade de manter todos os mandamentos, leis e costumes, honrar a aliança de Abraão, receber o jugo da Torá e servir a D’us.

“A partir de então começámos a estudar e a cumprir as mitzvot (mandamentos): comer kosher, guardar o Shabat, manter a pureza familiar, cumprir as exigências das festas, fazer orações e bênçãos diárias, aperfeiçoarmo-nos todos os dias na halachá (lei judaica) e ter consciência da importância que esta tem nas nossas vidas, desde o momento em que acordamos e em tudo o que fazemos.”

“De facto, sentimos que agora é como se estivéssemos “a voltar para casa”, a retornar às nossas verdadeiras raízes. Amamos Hashem, a Torá e o povo judeu. Não nos imaginamos a viver de outra maneira, exceto como judeus.

Decidimos realizar o nosso processo de conversão no Machon Miriam da Shavei Israel, pois é uma organização séria e comprometida em ajudar aqueles que desejam converter-se, tornando-se parte do povo judeu. Se D’us quiser, seremos capazes de atingir o nosso objetivo. Hashem é o nosso D’us, Israel é a nossa terra e o povo judeu é o nosso povo”.

À chegada a Israel, com Chaya Castillo da Shavei.

18.03 – Dia Nacional da Imigração Judaica

PROJETO DE LEI de 2008. (Do Sr. Dr. Marcelo Itagiba)
Dispõe sobre a instituição do dia 18 de março como data comemorativa
do “Dia Nacional da Imigração Judaica” e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei tem por objetivo instituir data para a comemoração
da contribuição do povo judeu na formação da cultura brasileira.
Art. 2° Fica instituído o dia 18 de março como o “D ia Nacional da
Imigração Judaica”.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

É inegável a importância, em todos os setores da vida nacional,
da contribuição dos imigrantes judeus para a formação social, política,
econômica e cultural do Brasil.
Aliás, os imigrantes judeus escreveram, desde o descobrimento,
importante parte da nossa história, a começar com Gaspar da Gama, intérprete oficial da frota de Cabral, dentre tantos outros que supervenientemente ajudaram a formar a nossa nação. Também, nos tempos atuais, permanece viva e forte a influência judaica no nosso dia-a-dia. Citam-se, aqui, por exemplo, alguns nomes em brevíssima lista de pessoas que representam essa marcante influência em todas as áreas da vida brasileira.

Na política, o Senador Aarão Steinbruch, que quando Deputado
ficou célebre por aprovar diversas leis trabalhistas, e coube-lhe a autoria da lei que instituiu o 13º salário; os Deputados Horácio Lafer, Rubem Medina, de oito mandatos, Celso Lafer, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e ministro das Relações Exteriores em duas ocasiões, em 1992 e de 2001 a 2002, além de embaixador do Brasil junto à OMC, e embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) de 1995 a 1998, e mais
recentemente, Alberto Goldman e Fábio Feldman.

Na indústria, por exemplo, são da comunidade judaica as famílias
Klabin, Lafer, Feffer e Steinbruch. Nas finanças, as famílias Safra e Safdié.

No comércio, os fundadores das Casas Bahia, do Ponto Frio, das Lojas Marisa, da Renascença Móveis, H. Stern, Samuel Klein, Monteverde, Bernardo Goldfarb, Jacob Voloch e Hans Stern.

Na construção civil, Rogério Schor, Rogério Jonas Zylbersztajn, Elie Horn e Jacob Steinberg.

No setor de mídia, Nelson Sirotsky, Victor e Roberto Civita, Adolfo Bloch e Sílvio Santos. Na televisão, Cláudio Besserman Vianna, mais
conhecido pelo nome artístico Bussunda, e Maurício Sherman Nizenbaum. No esporte, o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur
Nuzman e Bernard Rajzman, o Bernard do Jornadas nas Estrelas.

No cinema, Leon Hirszman, cineasta expoente do cinema novo,
Silvio Tendler, renomado documentarista brasileiro, Sura Berditchevsky, Eva Todor, Débora Block, Dina Sfat e Ida Szafran, conhecida como Ida Gomes, atrizes. Nas artes plásticas, Lasar Segall e Carlos Scliar, e, na música, Jacob Pick Bittencourt, o nosso Jacob do Bandolim, Jacqes Klein, virtuose do piano e o maestro Isaac Karabtchevsky.

Na ciência, Mário Schenberg e Otto Richard Gottlieb. Na
educação, Samuel Malamud. Nas profissões liberais, Jacob Kligerman, médico; na arquitetura, Rino Levi; e Bernard Dain, advogado. Na literatura, José Mindlin, Clarisse Lispector e Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras, dentre tantos outros que não deixam esgotar a lista, como o líder comunitário Osias Wurman.

Essa forte força cultural não pode, portanto, deixar de ser
festejada e difundida, principalmente entre a parcela mais jovem de nossa
população. Foi com este espírito, aliás, que, no dia 13 de dezembro de 2007, a Câmara dos Deputados teve a feliz e justa iniciativa de comemorar o 60º
aniversário da criação do Estado de Israel, momento em que, representando o meu Partido, o PMDB, registrei que a paz para os judeus vem sendo escrita à custa de toda sorte de provações, mas que, apesar disso, a comunidade
judaica mantém viva a tradição de celebrar seus heróis, homens e mulheres
que deixaram registrados para a eternidade.

Não foi fácil, pois, escolher uma data que representasse tão
importante contribuição, mas elegemos o dia 18 de março, dia da
reinauguração, em 2002, do Templo fundado na rua dos Judeus, em Recife, à época do domínio holandês, no Século XVII, a Sinagoga Kahal Kadosh Zur
Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas, não só porque é testemunha da presença dos imigrantes judeus no Brasil, mas,
também, porque sobre suas ruínas restauradas surgiu um museu que visa a
preservar a memória da vida judaica na história colonial brasileira.

O museu, de atividades exclusivamente culturais, é resultado de
um trabalho conjunto da Associação para a Restauração da Memória Judaica
nas Américas, Federação Israelita de Pernambuco, Prefeitura de Recife,
Universidade Federal de Pernambuco, Instituto do Patrimônio Histórico e
Nacional e Ministério da Cultura, patrocinado pela Fundação Safra.

Para esta empreitada intelectual, vale registrar, foram consultados
mais de 60 mil documentos relativos ao período em que se construiu referido Templo, marco da imigração judaica no novo mundo, guardados no Arquivo Municipal da Prefeitura de Amsterdã, e que agora fazem parte do acervo da Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel, aberta à visitação pública.

Assim, por todo o exposto, tomamos a iniciativa de propor a instituição do dia 18 de março como o “Dia Nacional da Imigração Judaica”, em efetivo reconhecimento nacional da contribuição dos imigrantes judeus na formação histórica, sócio-econômica, política e cultural brasileira, para o quê se espera total apoio dos ilustres pares.
Sala das Sessões, de de 2008.

Artículo escrito por Marcelo Itagiba, Diputado Federal – PMDB/RJ.

Ver Artigo Original

Perfil Bnei Anussim: Rachel Souza Lima – do Brasil à Beersheva

Menos de um mês antes da chegada programada em Israel de Rachel Souza Lima, na última etapa de sua longa jornada ao judaísmo, uma guerra começou com o Hamas na Faixa de Gaza. Ela nunca tinha estado antes em Israel e, então, ficou preocupada com seus trê filhos,  que chegavam junto com ela.

“Mas eu sabia que Israel estava bem protegido, com um grande sistema de segurança”, lembra Rachel. “Acima de tudo, D’us nos protege sempre. Sabia que estaríamos a salvo aqui.”

Rachel, de 39 anos, e três de seus quatro filhos – Hillel de 20 anos, Binyamin de 14 anos e Sarah, de 10 anos – chegaram em setembro de 2014 (Stefani, 24 anos, é casada e não veio com a família).

A Operação “Margem Protetora” de 51 dias terminou alguns dias antes de sua chegada. Como a vida voltou ao normal, a vida da família Souza começou de novo… de diversas maneiras.

Rachel cresceu em Lucélia (São Paulo), no Brasil, em uma família de Bnei Anousim – descendentes de judeus que foram forçados a se esconder ou obrigados a se converter ao catolicismo há 500 anos. Muitos escaparam da Europa para o novo mundo nos navios dos grandes exploradores. Mas a Inquisição seguiu também a esses judeus, e, como seus irmãos do “velho país”, suas vidas passaram a ser nas escondidas.

Agora, com a ajuda da Shavei Israel, Rachel e seus filhos voltaram ao judaísmo. Rachel estudou no Machon Miriam, o Instituto de Conversão e Retorno da Shavei Israel, em espanhol, italiano e português. Seu filho mais velho estuda na Yeshivat HaKotel na Cidade Velha de Jerusalém. Os dois filhos mais novos ainda estão aprendendo o hebraico.

Mas a maior – e mais inesperada – mudança para Rachel foi seu casamento, no dia 14 de julho, com Meir Yehuda Lima.

Seguem abaixo algumas fotos do casamento.

 


Como Rachel, Meir é de uma família de Bnei Anussim do Brasil que recentemente descobriu suas raízes judaicas. Meir, 51, trabalhou no Brasil instalando equipamentos de incêndio. Agora, já em Israel há cinco anos, está procurando um emprego em agricultura. Após o casamento, a família mudou-se para Beersheva, onde existem mais oportunidades para trabalhar a terra.

O casamento de Rachel e Meir foi um evento modesto na sinagoga Tov Lehodot LaHashem em Beersheva. Oitenta pessoas participaram. “Foi uma bela cerimônia religiosa”, diz Rachel.

Rachel começou a observar o Shabat no Brasil, mesmo antes de sua conversão. “Não trabalhávamos, fazíamos uma refeição especial com Chalá, orávamos e cantávamos canções judaicas”, diz ela. “Sempre que podíamos, comíamos comida kosher. Fazíamos tudo com entusiasmo, amor e alegria.”

Rachel diz que a maioria de seus amigos e colegas aceitaram o fato de ela não trabalhar mais no Shabat e nas festividades, assim como também que seus filhos não participariam das festividades não-judaicas da escola. “Não experimentei nenhum anti-semitismo como conseqüência d nossa observância,” diz.

“Israel”, ela diz, “superou minhas expectativas. É muito melhor do que eu imaginava!”. O que não é surpreendente. “As notícias só mostravam Israel em conflito. Mas não desisti do meu sonho de me mudar para cá.”

Rachel, Meir e as crianças estão, neste momento, nos estágios finais de realizar a Aliá. “Israel é um país maravilhoso. Estar aqui é muito gratificante. Temos tudo o que precisamos aqui para cumprir as mitzvot [mandamentos]”, acrescenta.

Rachel diz que seu hebraico não é tão bom (“eu preciso estudar mais”), mas depois de quase dois anos no país, seus filhos são quase fluentes. “Estamos integrando-nos gradualmente”, diz ela. “Temos amigos israelenses que nos ajudaram muito.”

A maior ajuda veio da Shavei Israel, que apoiou Rachel e sua família com estipêndios mensais por mais de um ano, já que eles têm navegado pelo complicado processo de conversão e imigração.

“Muchas gracias!”, ela diz em Espanhol e “Toda rabá”, em Hebraico, ambos querendo dizer “muito obrigado”.

Obrigado, Raquel, pela sua firmeza, sua determinação em fazer parte do povo judeu. Agradecemos aos partidários da Shavei Israel que tornaram possível trazer mais judeus, dos cantos mais distantes do mundo, de volta a sua raíz e para Israel. Se você estiver interessado em fazer parte dessa história e ajudar mais “Rachels” a retornarem, visite nosso e faça uma doação.

“Podemos fazer uma diferença real”, diz Rachel, “dando um bom exemplo, com muita fé em D’us, para então sermos uma luz para as nações com força, coragem e bondade. Esse é o cumprimento dos mandamentos que nos foram dados pelo nosso D’us e por Moisés, de abençoada memória “.