Jornalistas buscam a Shavei Israel para obter conhecimento sobre a Lei Espanhola

Spanish passportJornalistas buscando conhecimento numa nova lei aprovada semana passada na Espanha, que concede direito de cidadania para os Bnei Anussim – descendentes de pessoas que foram forçadas a se converter ao catolicismo há 500 anos – procuram a Shavei Israel. Três artigos publicados no The Jerusalem Post e no JTA citam a opinião do presidente da Shavei Israel, Michael Freund, sobre a nova legislação espanhola, no qual ele afirma se tratar de uma tentativa de corrigir os decretos draconianas e frequentemente assassinos da Inquisição, que começaram em 1492.

No artigo do The Jerusalem Post, Freund diz que este passo na Espanha deve inspirar o governo israelense a se conectar mais com os Bnei Anussim. “Eu acho que a decisão da Espanha deve ser uma chamada para o governo israelense “acordar” e embarcar numa nova abordagem estratégica e, assim, chegar nos Bnei Anussim. Um número crescente [de Bnei Anussim] estão buscando reforçar suas identidades judaicas, recuperar suas raízes e voltar para o nosso povo. É vital que Israel tome medidas que reforcem esta ligação.”

No artigo do JTA, Freund urge ao governo israelense “seguir o exemplo ibérico e reconhecer os descendentes dos judeus sefaraditas ibéricos”.

No segundo artigo publicado no The Jerusalem Post, Freund compara a lei espanhola com uma lei aprovada, anteriormente, em Portugal, da qual chamou-a de “mais amigável” (pois para receber a cidadania espanhola, os Bnei Anussim devem demonstrar um alto conhecimento de espanhol ou de sua vertente hebraica, o Ladino, bem como demonstrar familiaridade com a cultura da Espanha e seu sistema constitucional. A lei portuguesa não inclui todas estas condições).

No entanto, Freund diz: “Tal atitude deve ser elogiada. É “refrescante” ver os países europeus demonstrando um esforço para acolher os judeus de maneira tão aberta. Esperamos que possam, assim, enviar um sinal forte para outros países no continente e sublinhar como a conexão histórica da Europa com o povo judeu remonta, realmente, a muitos séculos.”

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