O Rav Nissim Karelitz emitiu um parecer histórico sobre os Chuetas.
De Miquel Segura Aguiló
No passado dia 21 de outubro, o povo de Israel sofreu a perda do importante rabino e posek, Shmaryahu Yosef Nissim Karelitz. Apesar das notícias publicadas pela imprensa internacional, poucas pessoas em Espanha mencionaram o seu desaparecimento. Entre nós, o seu nome deveria ficar inscrito num lugar de honra, porque Karelitz decretou, em julho de 2011, que «Todos os descendentes de conversos de Maiorca (Chuetas) que possam demonstrar que a sua avó materna, antes da segunda guerra mundial, tinha como segundo sobrenome um dos 15 considerados xuetes, devem ser considerados judeus, filhos de Israel.»
O mencionado rav, dirigente de um dos principais tribunais rabínicos do mundo, enviou a Maiorca uma delegação que, com discrição e silêncio, levou a cabo uma profunda investigação nos âmbitos históricos e genealógicos. O cronista teve o prazer e a honra de o acompanhar nas suas diligências. Poucos meses depois, chegava-nos o seu parecer, hoje conhecido e aceite pela generalidade do mundo judaico. Que o De’s de Abraão tenha acolhido a sua alma, e que a sua memória permaneça.
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