Criando Patriotas Israelenses

Recentemente, o Ministro da Educação Guidon Saar anunciou o lançamento de uma iniciativa educacional sionista, que vai transformar profundamente a juventude israelense. Em seu discurso no Knesset (Parlamento de Israel), Saar disse que um programa, a princípio em fase de experiência, será lançado o mais breve possível nas diferentes escolas do país, e vai permitir aos alunos visitar Hebron e o Túmulo dos Patriarcas.

Anteriormente, a turnê conhecida como “turismo étnico”, tem sido limitada a estudantes da área de Jerusalém num projeto-piloto. No ano passado, aproximadamente 3.000 adolescentes em escolas secundárias, dois terços pertencentes as escolas leigas, participaram do projeto. Esta é uma iniciativa muito valiosa pelo qual Saar deve ser premiado e que sem dúvida ajudará tremendamente a inculcar nos jovens israelenses mais apreço por sua própria terra.

Em junho último, o Ministro da Educação acompanhou crianças da cidade de Beit Shemesh, durante uma visita a Hebron e disse aos jornalistas que “visitas de estudantes a Hebron vai dar a eles as raízes históricas do povo de Israel. Cada judeu deve conhecer as raízes da sua nação”.

Além disso, é extremamente bem conhecido o fato de que o sistema educacional israelense precisa urgentemente de uma forte injeção de sionismo e valores judaicos. Estudantes israelitas devem ter um maior conhecimento do nosso passado, e não existe melhor lugar para fazê-lo do que em Hebron, local onde estão enterrados os nossos patriarcas.

Todo aquele que ficar ciente da heróica história do regresso do povo judeu a Hebron, não pode deixar de ser movido pela fé e perseverança que ela comporta.

Passear pelas ruas antigas da cidade onde Rei David governou, e fazer uma oração silenciosa diante do túmulo do nosso patriarca Abraham, são experiências fortes e emotivas que devem fazer parte da educação de todo jovem israelense.

Sem surpresa, no entanto, a proposta do plano criou vários movimentos de protesto da extrema esquerda, que não parecem tolerar a idéia de que os jovens israelenses saibam mais sobre seu patrimônio. Quando o programa foi lançado no ano passado, o diretor do Partido Meretz, o parlamentar Chaim Oron, chamou o programa de “lavagem cerebral”, enquanto o congressista Ahmed Tibi, afirmou que “obrigar os alunos a visitar os territórios ocupados é uma coesão ideológica”.

Assim que o programa foi divulgado, mais de duzentos professores assinaram um carta dizendo que se negam a participar do que eles denominam um esforço “manipulativo”. Alguns dos professores, em entrevista a imprensa, foram tão longe ao afirmarem qua a iniciativa do Ministro Guidon Saar, promove valores sionistas e nacionais, como se tivesse algo de errado nisso.

O que parece que se esqueceram, esses professores, é que os colégios não existem apenas para ensinar matemática ou sintaxes, mas também valores para um bom cidadão. E ser um bom cidadão significa apreciar e compreender a sua própria nação, sua história, legado e tradições.

A Terra de Israel tem uma grande quantidade de lugares que relatam a história de nosso povo e evocam orgulho nesta saga tão especial. Estamos servidos de símbolos marcantes, desde o Kotel Hamaaravi até a Tumba de nossos patriarcas e a Tumba de Rachel, a qual muitos israelenses já não tem visitado mais.]

Mudar esta tendencia transformando estes lugares em parte da educação de cada estudante é meio para fortalecer nossa determinação nacional e assegurar que a próxima geração amará e apreciará este país. Se nossas escolas podem encontrar tempo para discutir trapézios e hexágonos, então possivelmente podem também criar uma sã dose de orgulho nacional. Criar patriotas israelenses, gente virtuosa, seguros de si mesmos e confiantes da justiça de sua causa, é a chave para asegurar nossa existência.

Como disse o filósofo do século XVIII, o Barão de Mostesquieu, promover o amor por nosso próprio país “deveria ser o objetivo principal da educação”. Este deve ser o nosso lema também.