Celebrando Israel em todo o mundo

Celebrando Israel em todo o mundo

Yom Ha’atzmaut é o Dia da Independência Nacional de Israel, que comemora a Declaração da Independência de Israel em 1948. O dia é marcado por cerimónias e eventos oficiais e não oficiais em todo o Israel e no mundo judaico.

Yom Hazikaron, o Dia da Memória dos Soldados Israelitas Caídos e das Vítimas do Terrorismo, é sempre no dia anterior ao Dia da Independência. Esse contraste intenso geralmente é marcado por uma cerimónia de encerramento de Yom Hazikaron, seguida pelo início das 24 horas de celebrações do Dia da Independência de Israel.

Uma das características marcantes dessas comemorações e celebrações são as bandeiras israelitas azuis e brancas. E, é claro, todas as decorações nessas cores.

Desfrute das fotos das celebrações e comemorações das nossas comunidades em Israel e ao redor do mundo CLICANDO AQUI!

Leitura para o 7º Dia de Pesach

Leitura para o 7º Dia de Pesach

7º Dia de Pesach

Por: Rav Reuven Tradburks

1ª aliá (Êxodo 13:17-22) O povo partiu do Egito em direção ao mar. Moshe levou os ossos de Yosef, como Yosef  tinha instruído o povo a fazer. Uma nuvem divina guiava-os de dia e à noite fogo.

Yosef estava tão confiante na redenção do Egito que estava disposto a que os seus ossos ficassem no Egito até serem retirados de lá quando o povo judeu fosse redimido. Para Yosef, a promessa divina não era mítica; era uma certeza.

2ª aliá (14:1-14:8) O povo acampa na praia; o faraó persegue-os, com a elite das suas forças de combate.

3ª aliá (14:9-14) Com o mar à sua frente e o faraó no seu encalço, as pessoas estão desesperadas. Questionam o porquê de Moshe os tirar do Egito  para morrerem no deserto. E dizem: isso é o que dissemos no Egito. Preferimos permanecer no Egito para viver e trabalhar como escravos do que deixar o Egito para morrer no deserto. Moshe tranquiliza-os.

Esta é a primeira vez que ouvimos falar sobre a relutância do povo em deixar o Egito. Enquanto a Torá conta a história do povo judeu a deixar a escravidão, isso não significa que todos os judeus fossem participantes voluntários. O ceticismo não é uma invenção moderna; faz parte da condição humana. Mas, embora céticos, eles tomaram o seu lugar como parte do povo judeu que foi redimido. Os céticos juntam-se à aventura judaica da redenção, embora com ceticismo.

4ª aliá (14:15-25) D’us diz a Moshe para caminhar em frente e levantar o seu cajado sobre a água. A água dividir-se-á e o povo passará pela água. Moshe assim o fez, o mar dividiu-se, o povo passou e os egípcios perseguiram-nos. Ao amanhecer, os egípcios estão presos no mar, alegando que D’us está a lutar a batalha dos judeus.

A redenção ocorre com a água. A primeira coisa na Criação foi a água; o versículo 2 da Torá afirma que o espírito de D’us pairava sobre as águas. A água repete-se como um símbolo de começos. A divisão do mar e a redenção do Egito encerram um capítulo da história judaica e abrem um novo começo. É o início da marcha nacional para receber a Torá e entrar na Terra de Israel. Um novo começo marcado pela água.

5ª aliá (14:26-15:26) As águas do mar voltam, afogando os egípcios. O povo canta Az Yashir, a canção de agradecimento. Miriam conduz as mulheres na canção. Começa a jornada para o deserto.

A redenção traz a canção. Essa música cria um paradigma religioso. Quando somos destinatários dos dons Divinos, devemos responder com apreço e alegria. Isso também se reflete no nosso sidur. Quando mencionamos o êxodo do Egito nas brachot do Shemá, incluímos que o povo cantou esta shira. Devemos responder ao que Ele faz com o que nós fazemos. Cantar.

Leitura para o 1º Dia de Pesach

Leitura para o 1º Dia de Pesach

1º Dia de Pesach

Por: Rav Reuven Tradburks

1ª aliá (Êxodo 12:21-24) Oferece a oferenda de Pessach, coloca o seu sangue nas ombreiras e permanece dentro de casa até de manhã, pois D’us passará pelas casas identificadas com o sangue e o seu primogénito será poupado. Esta lei é eterna.

A simplicidade desta narrativa enfatiza o seu drama. Peguem no Pessach e ofereçam-no; e eles assim o fizeram. A disposição do povo em desafiar o Egito, em matar o seu deus (o cordeiro) é impressionante. O povo escravo ouviu o seu D’us, independentemente do risco dos seus dominadores.

E este é o primeiro ato de lealdade exigido por D’us ao povo judeu. Toda a Torá foram promessas de D’us para nós. Agora Ele pede que Lhe estendamos a nossa mão em troca. O Sagrado poderia ter-nos redimido, poderia ter passado sobre as nossas casas sem o sangue nos batentes das portas. Mas Ele queria que estendêssemos a nossa mão para Ele.

2ª aliá (12:25-28) Quando entrares na terra e os teus filhos te perguntarem o que é este serviço, responderás que é um Pessach, pois Hashem passou pelas nossas casas. O povo fez como Moshe ordenou.

Esses versículos simples são tão dramáticos quanto o primeiro. “Quando entrares na terra” –  O quê? Escravos no Egito, vivendo apenas de esperança, estão a receber instruções para cumprir esta mitsvá quando entrarem na terra. A terra de Israel é a coisa mais distante das suas mentes, atoladas na escravidão. Desde os primórdios da nossa história temos sonhos e visões de futuro, ignorando a crueldade da realidade do momento.

3ª aliá (12:29-36) À meia-noite, todos os primogênitos do Egito são mortos. O Faraó ordena que Moshe e Aharon saiam e levem todas as pessoas para o celebração e para o abençoem também.

Embora o acumular de situações até este momento tenha levado muitos meses, a redenção ocorre num piscar de olhos. Sair fora. Agora.

Os judeus, mesmo sabendo que serão redimidos naquela noite, não estão preparados para o momento. A antecipação não diminui o espanto do momento. Eles não tinham preparado provisões. Fieis eles eram; mas preparados não estavam.

4ª aliá (12:37-42) O povo partiu, incluindo 600.000 em idade militar, muitos outros que se juntaram, e foram carregados de rebanhos. A massa foi assada à pressa, pois foram expulsos à pressa. Os judeus viveram no Egito 430 anos; partiram exatamente após 430 anos. Este dia que D’us antecipou para a sua partida permanece um dia marcante para os judeus para sempre.

A Torá enfatiza que este dia foi destinado para a redenção desde o início. Desde a nossa perspetiva, a redenção foi repentina; estávamos despreparados. Mas da perspetiva Dele, isso esteve em cima da mesa o tempo todo. Ele antecipou o evento antes de ele acontecer; nós marcamos o dia depois de ele ter acontecido.

5ª aliá (12:43-51) A Oferenda de Pessach: não judeus não podem participar, deve ser comida numa casa, não pode ser retirada de casa, nenhum osso pode ser quebrado, todos os judeus participam. quele que se junta ao povo judeu e é circuncidado pode juntar-se ao Pessach; existe uma só lei para todos. Naquele dia, D’us tirou o povo judeu do Egito.

A lei de que o Pessach não pode ser retirado de casa é muito parecida às leis sobre os korbanot não poderem ser retirados do Mikdash. As nossas casas tornam-se o Mikdash na noite do Seder.

A circuncisão e o Pessach são dois lados da mesma moeda – A Brit Milah é um sinal da aliança com D’us, enquanto Pessach é nossa renovação anual de dedicação a essa aliança.

Impressões de Lodz, Polónia

Impressões de Lodz, Polónia

Recentemente, patrocinámos e participámos no Seminário Prático na Polónia sobre o Judaísmo Polaco e o Hassidismo, no Passado e no Presente, através da nossa enviada Chaya Castillo.

Uma das cidades que os participantes visitaram e que causou uma grande impressão foi Lodz, a terceira maior cidade da Polónia, localizada aproximadamente a 140 km ao sul de Varsóvia. Os judeus de Lodz formaram a segunda maior comunidade judaica na Polónia pré-guerra, depois de Varsóvia.

A experiência começou com um belo Shabat em Lodz no complexo comunitário judaico, liderado pelo rabino Dawid Szychowski.

Visitar a cidade foi muito significativo. A visita ao cemitério, na companhia de Dina Feldman e Naftali Pisman, que têm raízes judaicas nessa mesma comunidade, foi uma experiência muito especial.

Noutra área de Lodz está o Monumento ao Coração Partido (Monumento ao Martírio das Crianças) em memória dos órfãos judeus da comunidade, muitos dos quais viveram e morreram num gueto separado para crianças dos 3 aos 16 anos durante o Holocausto. Foi extremamente difícil e emotivo imaginar o que aconteceu ali.

O Centro de Diálogo Marek Edelman tem uma exposição especial sobre o judaísmo, onde se promove nas crianças a empatia pelos outros, a fim de educá-las para o futuro. É importante ver que o povo polaco assumiu a responsabilidade de lembrar e falar sobre os judeus e o judaísmo, especialmente numa cidade polaca tão central, e que estão a reconhecer a importância do seu passado judaico.

Abaixo pode ver algumas das emocionantes fotografias da viagem a Lodz, mas para ver o álbum completo clique aqui.

Uma visita a Tarnow, Polónia

Uma visita a Tarnow, Polónia

Falámos recentemente sobre o Seminário Prático na Polónia sobre Judaísmo e Hassidismo Polaco, Passado e Presente,que contou com a presença de Chaya Castillo, da Shavei Israel. Uma das cidades que os participantes visitaram e que causou grande impressão foi Tarnów, uma cidade declarada ‘Judenrein’ (livre de judeus) em 1943.

Antes da Segunda Guerra Mundial, viviam em Tarnów cerca de 25.000 judeus. Os judeus, cuja presença registrada na cidade remontava a meados do século XV, compunham cerca de metade da população total da cidade. Uma grande parte dos negócios judeus em Tarnów era dedicada ao fabrico de roupas e chapéus. A comunidade judaica era ideologicamente diversificada e incluía o hassidismo religioso, os sionistas seculares e muitos mais.

Hoje, ainda não há judeus a viver lá, mas há muitos remanescentes do passado. Chaya falou sobre a sua experiência na cidade, sendo guiada pela nossa anfitriã, Magda Bartosz, filha de Adam Bartosz, o fundador e a figura mais importante na preservação e lembrança do judaísmo de Tarnow. Natalia Gancarz também trabalha com eles, e estava lá quando chegamos. Tomam conta do cemitério e dirigem o Comité para a Preservação do Património Judaico em Tarnow

Pode ver aqui mais fotos da visita a Tarnow