A nossa Laura Ben-David entre as americanas sionistas mais influentes!

A nossa Laura Ben-David entre as americanas sionistas mais influentes!

No âmbito das comemorações do 75º aniversário da Independência de Israel, a Hadassa, a Organização de Mulheres Sionistas da América, apresentou a lista das mulheres mais influentes na formação do futuro do Sionismo. Hadassa é a maior organização de mulheres judias dos Estados Unidos. Com quase 300.000 membros, simpatizantes e apoiantes, a Hadassa junta as mulheres em torno do objetivo comum de serem agentes de mudança em assuntos de vital importância tais como a segurança de Israel, o combate ao antissemitismo e a promoção da saúde da mulher.

Esta lista representa a diversidade do Sionismo moderno e as múltiplas maneiras nas quais as mulheres estão a construir pontes e a causar impacto. Nas palavras de Rhoda Smolow, Presidente Nacional da Hadassa, «Tal como já o faziam antes da fundação do Estado de Israel, as mulheres ajudam a formar e guiar o futuro de Israel, tanto “nos bastidores” como na esfera pública. Como organização líder de mulheres sionistas nos Estados Unidos, a Hadassa orgulha-se em trazer estas mulheres à luz. «Estas dezoito mulheres determinadas fazem um trabalho essencial, tanto individual como coletivo.», acrescenta Naomi Adler, Diretora da Hadassa. «Elas educam judeus e não-judeus sobre o que o Sionismo é e não é e defendem o Sionismo nos Estados Unidos e por todo o mundo. Todas as pessoas que se importam com Israel deveriam saber os seus nomes.»

Aqui incluímos a lista das 10 primeiras mulheres nomeadas.

Para ler o artigo original do Israel Hayom e ver a lista completa CLIQUE AQUI

1. Amy Albertson – Defensora, educadora e ativista online. Vencedora do prémio Warrior for Israel da Organização Internacional de Mulheres Sionistas, Amy empodera jovens judeus a serem judeus sem medo. Em 2015 fez aliá e dedicou-se a trabalhar com organizações judaicas sem fins de lucro. Criou o “A Israelita Asiática”, que conta as suas experiências como mulher judia americana chinesa.

2. Shiva Beck – Defensora. Shiva nasceu no Irão numa família orgulhosamente sionista que fugiu para Los Angeles depois da Revolução Islâmica. Depois de 20 anos a trabalhar no ramo do Direito, aposentou-se para se dedicar à defesa do Sionismo nos Estados Unidos e por todo o mundo.

3. Laura Ben-David – Fotógrafa, escritora, palestrante e profissional de marketing. Laura usa o seu talento para partilhar as suas paixões, entre as quais se contam Israel e o povo judeu, e para construir pontes entre as pessoas. Antiga chefe de redes sociais na Nefesh B’Nefesh, Laura é agora diretora de marketing na Shavei Israel. Fez aliá em 2002 e é autora de Moving Up: An Aliyah Journal.

4. Mayim Bialik – Atriz, autora e neurocientista

5. Daniella Greenbaum Davis – produtora premiada e colunista.

6. Rayna Rose Exelbierd – Empresária, palestrante motivacional e mentora de jovens

7. Rabanit Rachel Marder – Rabanit e escritora

8. Megan Nathan – profissional de filantropia e defensora de Israel

9. Zoya Raynes – líder em Wall Street

10. Tabby Refael – Colunista editorial premiada. 

 

PÃO DOS SETE CÉUS: UMA TRADIÇÃO SEFARDITA PARA SHAVUOT

PÃO DOS SETE CÉUS: UMA TRADIÇÃO SEFARDITA PARA SHAVUOT

Por Ronit Treatman

Quando os judeus deixaram a Península Ibérica após a promulgação do Decreto de Alhambra, levaram consigo a sua língua, tradições e cultura. O Pão dos Sete Céus era um tipo especial de chalá simbólica para Tikkun Leil Shavuot, a sessão de estudo de Shavuot durante toda a noite.

Essa tradição quase desapareceu durante o Holocausto, quando 96% da população judaica sefardita de Salónica foi morta. Este ano, preserve a tradição e a memória daquela comunidade fazendo o seu próprio Pão dos Siete Cielos.

Os primeiros sefarditas chegaram a Salónica, cidade do Império Otomano, em 1492, vindos de Maiorca. Eram “arrependidos”, que tinham voltado ao judaísmo após a conversão forçada ao catolicismo. Nos anos seguintes, juntaram-se-lhes judeus de Castela, Sicília, Aragão, Nápoles, Veneza, Provença e Portugal. Em 1613, os judeus compunham 68% da população.

Thessaloniki é o único exemplo conhecido de uma cidade desse tamanho na diáspora judaica que manteve uma maioria judaica durante séculos. Essa comunidade influenciou o mundo sefardita, tanto cultural quanto economicamente, e a cidade foi apelidada de A Mãe de Israel.

Uma das tradições que trouxeram da Península Ibérica foi uma chalá láctea feita especialmente para Shavuot. O Pan de Siete Cielos provavelmente recebeu o nome da antiga expressão “estar nos sete céus”. Este pão festivo foi feito pela primeira vez no início do século VIII, período conhecido como “a coexistência”.

A coexistência foi uma época de ouro para os judeus espanhóis, uma época em que judeus, cristãos e muçulmanos conviviam em paz, tornando a Península Ibérica um centro de inovação e intercâmbio cultural.

Os judeus sefarditas provavelmente foram inspirados pelas Monas de Pascua dos seus vizinhos cristãos. Eles começaram a fazer o pão dos sete céus para Shavuot, um dos poucos feriados em que é costume comer laticínios.

Alguns historiadores especulam que as Monas de Pascua e o Pan de Siete Cielos foram reinventados no Novo Mundo como Pan de Muerto. Quando os conquistadores (muitos deles convertidos) chegaram, encontraram uma cultura de sacrifícios humanos. Ficaram tão horrorizados que substituíram essa tradição pelo cozimento de um tipo de chalá doce, redondo, com símbolos esculpidos.

Para fazer o Pan de Siete Cielos é preparada uma massa de chalá rica e leitosa. São esculpidos na chalá símbolos da entrega da Torá no Monte Sinai. Primeiro, forma-se uma chalá redonda para representar o Monte Sinai.  Enrolam-se e pressionam-se em volta da chalá redonda sete pedaços de massa, formando um anel ao redor dela. Esses pedaços representam os sete céus. São então esculpidos e pressionados contra as nuvens símbolos da história de Shavuot.

Cada família tem as suas próprias tradições, mas alguns símbolos comuns são a Torá, a escada de Jacob, o poço de Miriam, a Estrela de David, a Hamsa ou as tábuas dos Dez Mandamentos. Depois de a chalá estar cozida, espalha-se mel por cima e polvilha-se com sementes de gergelim [sésamo]. Como uma avó explicou: “A Torá é tão doce quanto o maná para aqueles que se alimentam dela”.

Pão dos Sete Céus

Adaptado do livro de receitas Cookbook of the Jews of Greece (Livro de Receitas dos Judeus da Grécia), de Nicholas Starvroulakis
Ingredientes:
• 8 xícaras de farinha• 1⁄2 xícara de leite• 2 xícaras de água morna• 5 ovos• 2 colheres de chá de fermento biológico (fermento de padeiro) seco• 2 xícaras de açúcar• 3/8 xícara de manteiga derretida• 1 colher de chá de extrato de anis ou Arak• Mel e sementes de gergelim [sésamo] torrado
Instruções:
1. Despeje a água morna num recipiente grande.
2. Adicione o açúcar e o fermento.
3. Misture bem e espere até a mistura espumar, cerca de 10 minutos.
4. Numa tigela separada, coloque 3 xícaras de farinha.
5. Faça um buraco no centro da farinha.
6. Despeje a mistura de fermento neste buraco.
7. Comece a misturar a farinha até obter uma massa leve.
8. Cubra a tigela com um pano de prato limpo e deixe a massa descansar durante cerca de 45 minutos.
9. Abra a tigela e adicione os ovos, o leite, a manteiga e o extrato de anis ou o Arak.
10. Amasse e vá acrescentando mais farinha na massa até esta ficar elástica. Pode ser menos de 8 xícaras para atingir a textura desejada.
11. Cubra a tigela com um pano de prato limpo e deixe a massa crescer até dobrar de tamanho, cerca de 2 horas.
12. Quando a massa estiver levedada, pode esculpir seu Pão dos Sete Céus.
13. Primeiro, corte um pedaço de massa e enrole-o formando uma bola. Este será o Monte Sinai e será colocado no centro. Coloque-o numa assadeira grande forrada com papel manteiga [papel vegetal de cozinha].
14. Corte 7 pedaços de massa e abra-os com as mãos para formar cordas.
15. Enrole-os em volta da bola de massa. Estas são as 7 nuvens.
16. Em seguida, esculpa os símbolos de Shavuot à sua escolha e pressione-os contra as nuvens. Faça os símbolos que tiverem mais significado para si.
17. Cubra o pão com um pano de prato limpo e húmido.
18. Deixe a massa dobrar de tamanho.
19. Retire a toalha e pincele o pão com ovo batido (gemas batidas com um pouco de água).
20. Pré-aqueça o forno a 350 graus Fahrenheit (175 graus Celsius).
21. Coloque o pão no forno.
22. Coza durante cerca de 30 minutos, ou até que o pão esteja dourado e o fundo do pão soe oco ao bater.

DULCES EN ALMIBAR

Genie Milgrom, uma querida amiga da Shavei Israel, nasceu em Havana, Cuba, numa família católica de ascendência espanhola. Num trabalho incomparável de genealogia, ela foi capaz de documentar detalhadamente a sua linhagem judaica materna ininterrupta de 22 gerações, indo até 1405, época anterior à Inquisição em Espanha e Portugal. Genie viajou várias vezes para Fermoselle, a vila de seus antepassados ​​na região de Zamora, na Espanha, enquanto fazia pesquisas sobre o último judeu de Fermoselle e arredores.

Genie Milgrom já falou no Knesset em Israel e dá conferências ao redor do mundo, consciencializando o público sobre o assunto do retorno dos judeus convertidos ao cristianismo na época da Inquisição.

Genie é a autora do livro Mis 15 abuelas, bem como de Cómo encontré a mis quince abuelas, um guia passo a passo, De la Pira al Fuego e, é claro, Recetas de mis 15 abuelas: receitas e histórias únicas dos tempos dos cripto-judeus durante a Inquisição Espanhola, de onde vem este delicioso doce para Shavuot. Aproveitar!

Dulces en Almibar

Os doces
3 ovos
6 colheres de sopa de açúcar
6 colheres de sopa de manteiga derretida
1 colher de chá de fermento em pó
½ libra de farinha, e um pouquinho mais, se necessário
¼ xícara de leite integral
Azeite
Misture os ovos, açúcar, manteiga, fermento em pó e um pouco de farinha até que possa formar uma bolinha. Adicione o leite e adicione mais farinha aos poucos até formar uma pasta. A mistura deve ser a mais macia possível. Coloque a fritar, deitando a mistura no azeite com uma colher, e, depois de escorrer, coloque em um prato e despeje a calda sobre eles.

Mais uma iguaria espanhola!
Almibar
2 xícaras de água
1 xícara de açúcar
1 colher de sopa de rum ou outro licor
1 colher de sopa de raspas de laranja ou limão
Misture tudo em fogo médio-alto, mexendo sempre, até formar uma calda pesada.