Comunidade Bnei Sefarad em Cuba

Comunidade Bnei Sefarad em Cuba

A comunidade Bnei Sefarad em Cuba é uma comunidade judaica emergente constituída por descendentes de «Anussim» sefarditas e portugueses (aqueles que foram convertidos à força na época da Inquisição) que passaram por um profundo processo de re-conexão com as raízes judaicas dos seus antepassados, com base em histórias familiares ricas em tradições dos Anussim.

O próprio rabino David Cordoba era membro da comunidade da cidade e tem sido o líder espiritual das comunidades Bnei Anussim locais. A comunidade conta com cerca de 80 famílias agrupadas em diferentes partes da ilha, principalmente em Havana e Santiago de Cuba. Os membros da comunidade estão a passar por um processo de conversão e retorno ao judaísmo com a assistência de um tribunal de conversão ortodoxa.

Os processos sociais e políticos no país também afetam a vida diária dos membros das comunidades judaicas. Há uma extrema escassez de recursos, Há falta de carne, de comida kosher, de lojas judaicas, de acesso a literatura judaica, de assistência rabínica direta e muito mais. A missão do rabino David Cordoba nas comunidades é ser o líder espiritual e tentar fornecer todos os serviços espirituais.

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Comunidade Judaica do Porto pressiona Estado para a reintegração de “Dreyfus português” no exército.

Comunidade Judaica do Porto pressiona Estado para a reintegração de “Dreyfus português” no exército.

Artur Carlos Barros Basto foi um oficial do exército português e o fundador da comunidade judaica portuguesa do Porto. Apelidado de “o Dreyfus português”, foi declarado “imoral” em junho de 1937 por ajudar os descendentes de judeus que retornavam a serem circuncidados. Agora está mais uma vez no centro dos acontecimentos, graças a uma campanha liderada pelos atuais líderes da comunidade judaica do Porto, cem anos após sua fundação em 1923, para que o Estado português reintegre postumamente o seu fundador no exército, de onde foi injustamente expulso por praticar o judaísmo.

A comunidade do Porto referiu-se a Artur Carlos de Barros Basto, o ex-capitão do exército que morreu em 1961, como “o Alfred Dreyfus português” – uma referência ao capitão do exército francês cuja condenação injusta por traição serviu como catalisador para o sionismo moderno.

Esta campanha para restabelecer Barros Basto como coronel, uma patente que ele teria alcançado em 1945 se não tivesse sido expulso, está a ser liderada pela neta de Barros Basto, Isabel Barros Lopes, que está a tentar fazer os esforços já feitos por sua mãe e avó para que Barros Basto seja reintegrado postumamente, o que até agora não foi conseguido.

Barros Basto converteu-se ao judaísmo em 1920, estabeleceu uma escola judaica, uma yeshiva  um jornal judeu, e é visto como o fundador da comunidade judaica do Porto. É hora de o país também reconhecer Barros Basto.

Bnei Anussim – Passado e Presente

Bnei Anussim – Passado e Presente

O Centro Maani da Shavei Israel acolheu a fascinante palestra intitulada “Bnei Anusim, Passado e Presente”, pela nossa querida Edith Blaustein. É importante que, tanto a nível pessoal quanto nacional, não esqueçamos o passado do povo judeu; vamos aprender com ele para moldar o presente e, assim, moldar o nosso futuro.

‘Anussim’, plural para ‘anuss’, que significa ‘os forçados’ são os judeus que foram forçados a abandonar a Lei Judaica contra a sua vontade. É o termo legal rabínico aplicado a um judeu que foi forçado a abandonar o judaísmo contra a sua vontade e que faz tudo ao seu alcance para continuar praticando o judaísmo sob a condição de coerção. É normalmente aplicado aos judeus ocultos na era da Inquisição espanhola (mais comumente – e negativamente – referidos como ‘Marranos’).

O termo é derivado da expressão utilizada no Talmud, “aberrá be’ones” [Avoda Zara 54a]:

“Certamente, quando se trata de linhagem, todo o povo de Israel são irmãos. Somos todos filhos de um mesmo pai, os rebeldes (reshaim) e criminosos, os hereges (meshumadim), os forçados (anussim), e os prosélitos (guerim) que estão ligados à casa de Jacob. Todos esses são israelitas. Mesmo que eles tenham deixado De’s ou rejeitado-O, ou violado a Sua Lei, o jugo da Lei ainda está sobre os seus ombros e nunca será levantado.”

 

Veja a gravação da conferência (Em espanhol):

Um novo emissário para a Comunidade Judaica de El Salvador

Um novo emissário para a Comunidade Judaica de El Salvador

A Shavei Israel, juntamente com o Beit Midrash Sephardi, nomeou o rabino Eliyahu Franco como o novo emissário para El Salvador, onde assumiu o cargo para trabalhar pelo fortalecimento da vida judaica no país.

Mais de 500 anos depois de seus antepassados judeus da Península Ibérica terem sido obrigados a se converter ao catolicismo, os Bnei Anussim (a quem os historiadores se referem pelo termo pejorativo “marranos”) em El Salvador terão o seu próprio rabino, nascido e criado na sua comunidade, para atender às suas necessidades espirituais e educacionais.

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Santidade na sede do Santo Ofício no México. Chanuka 2022 no Museu da Inquisição

Santidade na sede do Santo Ofício no México. Chanuka 2022 no Museu da Inquisição

Artigo de Enlace Judío, que pode ler na íntegra aqui

A Shavei Israel organizou uma cerimónia histórica de acendimento de velas de Chanucá no famoso Palácio da Inquisição, iluminando um edifício que durante séculos simbolizou a escuridão.

O evento, que foi organizado em conjunto com a comunidade judaica de Beit Moshe na Cidade do México, ganhou ainda mais força com a participação dos Bnei Anussim (denominados pelos historiadores como marranos), pessoas cujos antepassados judeus foram forçados a se converter ao catolicismo há mais de cinco séculos, e que continuaram a praticar o judaísmo em segredo ao longo das gerações.

O rabino Michael Freund, fundador e presidente da Shavei Israel, conduziu a cerimónia de acendimento das velas de Chanucá.