Bnei Anussim – Passado e Presente

Bnei Anussim – Passado e Presente

O Centro Maani da Shavei Israel acolheu a fascinante palestra intitulada “Bnei Anusim, Passado e Presente”, pela nossa querida Edith Blaustein. É importante que, tanto a nível pessoal quanto nacional, não esqueçamos o passado do povo judeu; vamos aprender com ele para moldar o presente e, assim, moldar o nosso futuro.

‘Anussim’, plural para ‘anuss’, que significa ‘os forçados’ são os judeus que foram forçados a abandonar a Lei Judaica contra a sua vontade. É o termo legal rabínico aplicado a um judeu que foi forçado a abandonar o judaísmo contra a sua vontade e que faz tudo ao seu alcance para continuar praticando o judaísmo sob a condição de coerção. É normalmente aplicado aos judeus ocultos na era da Inquisição espanhola (mais comumente – e negativamente – referidos como ‘Marranos’).

O termo é derivado da expressão utilizada no Talmud, “aberrá be’ones” [Avoda Zara 54a]:

“Certamente, quando se trata de linhagem, todo o povo de Israel são irmãos. Somos todos filhos de um mesmo pai, os rebeldes (reshaim) e criminosos, os hereges (meshumadim), os forçados (anussim), e os prosélitos (guerim) que estão ligados à casa de Jacob. Todos esses são israelitas. Mesmo que eles tenham deixado De’s ou rejeitado-O, ou violado a Sua Lei, o jugo da Lei ainda está sobre os seus ombros e nunca será levantado.”

 

Veja a gravação da conferência (Em espanhol):

Um novo emissário para a Comunidade Judaica de El Salvador

Um novo emissário para a Comunidade Judaica de El Salvador

A Shavei Israel, juntamente com o Beit Midrash Sephardi, nomeou o rabino Eliyahu Franco como o novo emissário para El Salvador, onde assumiu o cargo para trabalhar pelo fortalecimento da vida judaica no país.

Mais de 500 anos depois de seus antepassados judeus da Península Ibérica terem sido obrigados a se converter ao catolicismo, os Bnei Anussim (a quem os historiadores se referem pelo termo pejorativo “marranos”) em El Salvador terão o seu próprio rabino, nascido e criado na sua comunidade, para atender às suas necessidades espirituais e educacionais.

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Santidade na sede do Santo Ofício no México. Chanuka 2022 no Museu da Inquisição

Santidade na sede do Santo Ofício no México. Chanuka 2022 no Museu da Inquisição

Artigo de Enlace Judío, que pode ler na íntegra aqui

A Shavei Israel organizou uma cerimónia histórica de acendimento de velas de Chanucá no famoso Palácio da Inquisição, iluminando um edifício que durante séculos simbolizou a escuridão.

O evento, que foi organizado em conjunto com a comunidade judaica de Beit Moshe na Cidade do México, ganhou ainda mais força com a participação dos Bnei Anussim (denominados pelos historiadores como marranos), pessoas cujos antepassados judeus foram forçados a se converter ao catolicismo há mais de cinco séculos, e que continuaram a praticar o judaísmo em segredo ao longo das gerações.

O rabino Michael Freund, fundador e presidente da Shavei Israel, conduziu a cerimónia de acendimento das velas de Chanucá.

 

Primeira cerimónia de acendimento das velas de Chanuka no Palácio da Inquisição, na Cidade do México

Primeira cerimónia de acendimento das velas de Chanuka no Palácio da Inquisição, na Cidade do México

A Shavei Israel organizou uma cerimónia histórica de acendimento de velas de Chanucá no Palácio da Inquisição, levando luz a um edifício que simbolizou a escuridão durante séculos.

O evento, que foi organizado em conjunto com a comunidade judaica Beit Moshe na Cidade do México, ganhou ainda mais força devido à participação dos Bnei Anussim (que os historiadores designam pelo termo pejorativo marranos), pessoas cujos antepassados judeus foram obrigados a se converter ao catolicismo há mais de cinco séculos, mas continuaram a praticar o judaísmo em segredo ao longo das gerações.

O rabino Michael Freund, fundador e presidente da Shavei Israel, liderou a cerimónia de acendimento das velas de Chanucá. Entre os participantes estavam o rabino Yitzhak Abud, da Cidade do México, Moshe Rivera Reyes, presidente da comunidade Beit Moshe, e Aaron Francisco Javier Perez, líder da comunidade.

O Palácio da Inquisição foi durante muito tempo um símbolo do controlo da Igreja Católica sobre a colónia espanhola do México, então conhecida como Nova Espanha. Abrigou a filial local do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição, fundado em Espanha, que funcionou de 1571 a 1820 e é conhecido por ter perseguido centenas de pessoas por praticarem secretamente o judaísmo, muitas das quais tendo sido torturadas e executadas. A maioria das vítimas no México eram descendentes de judeus convertidos à força em Espanha e Portugal que fugiram das inquisições desses países.

O edifício abrigou mais tarde uma universidade e agora é um museu.

“Séculos depois de o Palácio da Inquisição ter sido usado na tentativa de extinguir a luz de Israel, viemos aqui para mostrar que a chama do judaísmo nunca pode ser extinta”, disse Freund. “Durante séculos, os judeus foram torturados pelos fanáticos da Inquisição, e muitos foram queimados na fogueira por praticarem secretamente o judaísmo. Onde antes governava a escuridão da Inquisição, agora prevalece a luz de nossas velas de Chanucá”.

Começando com a sua criação em 2010 com 70 membros, a comunidade Beit Moshe da Cidade do México reconectou-se com o judaísmo e a tradição judaica. Tem uma sinagoga, um rolo de Torá e uma mikveh (banho ritual). Os emissários da Shavei Israel atendem a comunidade desde 2018, fornecendo orientação sobre questões relacionadas à vida judaica e ajudando os membros a recuperar a sua identidade judaica perdida.

Veja as fotos do evento abaixo. Crédito da foto: ENLACE JUDÍO, Cortesia de Shavei Israel.

Descendentes de judeus portugueses e espanhóis podem pedir certidão sefardita

Descendentes de judeus portugueses e espanhóis podem pedir certidão sefardita

Artigo original da publicação guiame. Pode ler o artigo completo aqui

Os descendentes de comunidades judaicas espanholas e portuguesas, cujos ancestrais foram convertidos à força a partir do século XIV, agora podem solicitar um “Certificado de Ancestralidade Sefardita”.

As pesquisas acadêmicas e genéticas recentes mostraram que essas pessoas, principalmente na América Latina, América do Norte e Europa, têm “ascendência judaica significativa” que remonta à época da Inquisição nos dois países europeus.

A iniciativa foi lançada pelo Instituto de Experiência Judaica da Federação Sefardita Americana (ASF IJE), Reconectar, uma organização dedicada a ajudar os descendentes de comunidades judaicas espanholas e portuguesas a se reconectarem com o povo judeu.

A autora premiada, pesquisadora e genealogista Genie Milgrom conseguiu documentar completamente sua linhagem materna ininterrupta de 22 gerações, desde 1405 até a Espanha e Portugal pré-Inquisição.

Ela também está liderando o trabalho para digitalizar os registros da Inquisição que fornecem uma grande quantidade de informações genealógicas para aqueles que procuram descobrir suas possíveis raízes judaicas.

Estas e outras informações no site da certificação ajudarão os descendentes, também conhecidos como Anussim, Marranos, Conversos ou Cripto-Judeus, a descobrir sua herança.