As Forças de Defesa de Israel contatam a Shavei Israel

Bnei Menashe soldiersPela primeira vez, um comandante de uma unidade das Forças de Defesa de Israel, encarregado de interagir e integrar os novos soldados do exército que são novos imigrantes no país, contatou a Shavei Israel para pedir uma ajuda.

Danielle, oficial encarregada da base do exército de Michve Alon, no norte de Israel, contatou o Rabino Hanoch Avitzedek da Shavei Israel, responsável pelo departamento dos Bnei Menashe. A base de Michve Alon presta assistência aos novos imigrantes que precisam de um impulso extra – como um “ulpan”, com aulas de hebraico – antes de iniciarem seus três anos de serviço obrigatório nas forças de combate – onde somente falam hebraico.

“Estamos recebendo cada vez mais soldados Bnei Menashe”, Danielle disse ao Rabino Avitzedek. “Nosso trabalho é dar-lhes a melhor preparação e conhecimento para melhorar a si mesmos, não apenas para serem melhores soldados, mas poderem ter sucesso em Israel, de uma maneira geral”. Danielle explicou que sentiu que seria importante para ela e sua equipe “receber algum tipo de treinamento para conhecer melhor os Bnei Menashe e entender suas necessidades específicas.”

Danielle tinha planejado um treinamento externo e uma capacitação para sua equipe de 40 pessoas, aonde queria dedicar as primeiros quatro horas do dia para aprender sobre os Bnei Menashe. O Rabino Avitzedek imediatamente concordou. Chamou Esther Colney, uma assistente social Bnei Menashe, a primeira desta comunidade a se graduar neste campo (seu irmão Itzhak, atualmente também é um assistente social licenciado).

Juntos, o Rabino Avitzedek e Colney apresentaram a história dos Bnei Menashe – como chegaram à Índia, o status da comunidade de acordo com a Halachá (lei judaica), como mantiveram a identidade judaica ao longo de tantos séculos na diáspora e em qual fase os Bnei Menashe se encontram atualmente no processo de Aliá. O Rabino Avitzedek e Colney também explicaram e discutiram a mentalidade dos Bnei Menashe e suas diferenças, por vezes dramáticas, a mentalidade dos israelenses nativos, e quais desafios e possíveis obstáculos estes devem enfrentar.

“Por exemplo: os Bnei Menashe são muito fechados quando se trata de expressar seus sentimentos”, diz o Rabino Avitzedek. Isso deixa mais difícil para os comandantes dos Bnei Menashe entender como aprimorar suas experiências iniciais no exército.

“Se perguntarmos a um Bnei Menashe como as coisas estão indo, eles sempre vão dizer, ‘OK, Graças a D’us'”, o Rabino Avitzedek continua. “Expressar diretamente seus sentimentos ou falar mal um pai ou de um ancião, na cultura dos Bnei Menashe é inaceitável. Isto significa para um oficial que ele não pode contar com as expressões faciais de uma Bnei Menashe, ou suas palavras, para perceber quais são suas necessidades”.

O Rabino Avitzedek deu um exemplo de um caso extremo, aonde a falta de comunicação resultou em um soldado Bnei Menashe que entrou em uma situação de risco. “O soldado não estava dormindo, parou de falar, estava psicologicamente em um lugar ruim”, diz o rabino Avitzedek. “Eu o conhecia pessoalmente, era um bom garoto. Então eu fui averiguar a situação. Descobri que sua família morava no sul, na cidade de Sderot, mas ele foi designado para uma base no norte, que era muito longe para ele. Era a base certa para ele, em termos das condições oferecidas, mas se tratava de uma “base aberta” – na qual se dorme em casa todo dia – e então ele não podia chegar de tão longe, toda noite. Então, ao invés de contar sua situação ao seu comandante, ele começou a dormir em um parque público, nas proximidades da base. Mas como em sua cultura não se pode criticar os pais ou, seus responsáveis, ele não se permitiu reclamar que ‘não estava bem’ ou pedir uma ‘mudança em sua situação'”.

A capacitação que Danielle organizou aconteceu na cidade de Akko (Acre) em um espaço cedido pela “Garin Torani” local – um grupo de jovens famílias religiosas que “adotaram” od Bnei Menashe que vivem na cidade. O dia de capacitação foi um sucesso, o suficiente para que uma segunda, e maior, capacitação – desta vez com com toda a equipe de 300 pessoas – estar prevista para acontecer na base de Michve Alon, no final deste ano. Danielle espera continuar com tais capacitações a cada tantos meses. “Com certeza, teremos o maior prazer de fazê-lo!”, afirma o Rabino Avitzedek.

Michve Alon é como “a torre de Babel”, ressalta o Rabino Avitzedek. “Existem soldados de cerca de 42 países diferentes, que ficam lá por 4-5 meses, antes de sair para as principais unidades do exército”. Atualmente cerca de 30 soldados Bnei Menashe estão no exército, mas como a Aliá da Índia continua, esse número tende a aumentar, fazendo com que esta capacitação e relações como estas – entre comandantes como Danielle e a Shavei Israel – sejam cada vez mais importantes.

E não se trata apenas dos Bnei Menashe. Durante um dos intervalos entre as palestras, um soldado se aproximou do Rabino Avitzedek e disse: “Foi muito emocionante ouvir sobre os Bnei Menashe. Mas você sabe alguma coisa sobre os judeus de Kaifeng?”. Acontece que aquele soldado estava encarregado de um novo recruta da China do qual a Shavei Israel ajudou a fazer aliá. O Rabino Avitzedek também está encarregado do departamento judaico-chinês da Shavei Israel e ficou mais do que feliz em compartilhar suas percepções sobre este papel essencial do FDI nesta “reunião de exilados”.

Nós não temos fotos da capacitação em Akko – os regulamentos das FDI proibe – mas o programa está avançando. A próxima capacitação está prevista para novembro e será na própria base de Michve Alon. Enquanto isso, apresentamos algumas fotos abaixo dos novos recrutas Bnei Menashe na base de Michve Alon.

As fotos foram tiradas por nossa própria diretora de marketing, Laura Ben-David.

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