A Exposição sobre os Criptojudeus está de volta ao Brasil

Pelo segundo ano consecutivo Shavei Israel realiza no Brasil a Exposição “Criptojudeus – Uma chama que a Inquisição nunca conseguiu apagar”.

Como parte da programação deste ano, estive na cidade de Porto Alegre no último dia 16 de junho onde proferi a palestra de abertura da Exposição naquela capital.
A Shavei Israel trabalha com parceiros neste projeto, e nesta capital o nosso parceiro foi o Instituto Cultural Judaico Marc Chagall que presidido pela Professora Ieda Gutfreind, organizou, divulgou e presidiCriptojudeus- a chama que a Inquisição nunca conseguiu apagau o evento.

Na noite de abertura o publico presente estava composto por membros do Ishuv porto-alegrense, representantes de Bnei Anussim e o público em geral. O lugar escolhido para a exposição não poderia ter sido melhor, um prédio no centro da cidade de Porto Alegre que funciona até hoje uma agencia dos correios e que é um centro cultural para exposições diversas denominado Memorial do Rio Grande do Sul.
Os painéis expositores foram expostos na sua devida ordem e aí estiveram até o dia 27 de junho, quando a Exposição foi encerrada.

Tive a oportunidade de conhecer um grande número de pessoas, desde Diretores e Presidentes de instituições comunitárias à simples marranos que estavam ali na busca de uma resposta para suas dúvidas. Eram pessoas entusiasmadas e com muita sede de conhecimento e durante quase duas horas, após a explanação que fiz sobre a Exposição, as perguntas não cessaram e tive, ao final, que pedir licença pois o lugar estava fechando as portas e teríamos que nos retirar.

Como é uma exposição itinerante, seguimos viagem para a próxima parada. Após uma breve estadia em São Paulo, chegamos a Curitiba a capital do Estado do Paraná onde seria realizada a segunda e para mim, última etapa da Exposição. Meir Fucsman, diretor Administrativo da organização já se encontra no Brasil onde no dia 15 de julho fará a abertura da Exposição em Recife e no dia 4 de agosto em São Paulo, quarta e última capital programada para esse ano. Nesta Capital a exposição será realizada no Centro de Cultura Judaica, no Sumaré.

Um detalhe a parte de nossa estadia em Curitiba foi o grande prazer de ter reencontrado a família Zugman. Convidado para um delicioso churrasco kasher em sua Chácara, Ari, Noemia, Sr. Saul e demais familiares me proporcionaram momentos de descontração e prazer num lugar que mais parecia o paraíso pela belíssima vista a beira de um grande lago, verdadeiro paraíso.

Interessante frisar a conversa que tive com o senhor Saul Zugman, pai do Ari que nos disse possuir uma propriedade a algumas horas de distância da capital, e que a teria comprado de um senhor de engenho e que lá teria encontrado uma construção que ele diz ser uma mikve. Impressionado quis conhecer o lugar mais devido ao escasso tempo que tínhamos, a visita ficou para uma outra oportunidade. É sabido que um grande números dos senhores de engenho e dos donatários de terras brasileiras na época da colonização, eram cristãos-novos.

Mas voltando a Exposição, o nosso parceiro nesta capital foi o Instituto Cultural Judaico-Brasileiro Bernardo Schulman e nosso contato foi seu próprio presidente o Sr. Boris Sitnik, pessoa simpaticíssima e que nos proporcionou momentos de muitas alegrias e satisfação, seja durante o evento, ou seja quando ao final deste, nos convidou para um jantar e bate-papo num restaurante onde devido as minhas restrições alimentícias não tivemos muitas opções no cardápio, o que não prejudicou em modo algum, pelo contrário, só valorizou o descontraído e gostoso encontro que ele e sua esposa me proporcionaram.

A abertura da Exposição foi um evento interno, para a comunidade e alguns convidados especiais na sede do Centro Israelita do Paraná, e contou com cerca de 80 pessoas, e contou com a presença do presidente da Federação paranaense, o Sr. Isaac Baril, do Rabino Mendi Stolik do Beit Chabad local, diversos professores bem como estudiosos e interessados no tema. Assim como em Porto Alegre, os Bnei Anussim também se fizeram representar e impressionou-me bastante o fato deles levarem uma vida segundo os preceitos judaicos apesar das dificuldades que encontram para serem reconhecidos e aceitos como descendentes dos cristãos-novos, também reconhecem a necessidade de uma conversão.

A Exposição em Curitiba terá ainda uma segunda fase que acontecerá a partir do dia 4 de julho no Haal da Secretaria de Cultura do Estado com o patrocínio do Governo do Estado do Paraná e ficará aberta ao público em geral para visitação até o dia 18 de julho.

Na certeza do dever cumprido, pois assim nos sentimos quando estávamos retornando a Israel, já estamos novamente na ativa no escritório da Shavei Israel a disposição de todos.

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