De Toledo a Jerusalém

De Toledo a Jerusalém

No Museu de Arte Judaica Eichal Shlomo, decorre há várias semanas a exposição “De Toledo a Jerusalém”, um conjunto de obras do artista Abraham Kron. O Centro Ma’ani da Shavei Israel organizou uma visita guiada ao museu para que amigos e alunos da organização pudessem participar e apreciar o melhor da arte judaica. Este encontro teve duas partes: a primeira foi a visita ao museu, onde tivemos a explicação de Mayán, e a segunda foi uma apresentação feita por Chaim Adar Eliyahu, que nos contou sobre o seu processo de conversão ao judaísmo e sobre seu pai, o pintor Abraão Kron. 

O filho do artista, nosso querido aluno e amigo da Shavei, Chaim Adar Eliyahu, esteve no museu para nos receber e explicar o trabalho de seu pai. Quadros com pinturas lindas e muito coloridas adornavam as paredes do Eichal Shlomo, e Chaim contou-nos a história por trás de cada peça e seus significados mais intrínsecos. Todos os visitantes ficaram maravilhados com um encontro tão maravilhoso com a história do artista e sua criação, onde o espiritual e o material ganharam vida entre o pincel e a tela, pois cada pincelada evidenciava um profundo amor pela terra de Israel e uma identidade judaica indiscutível e vibrante.

Queremos agradecer ao nosso amigo Chaim pela calorosa receção, pois foi uma tarde de pura arte num local muito bonito, onde não faltaram canções, poemas e os sorrisos de todos os nossos convidados. Abaixo pode ver as fotos e vídeos do evento:

Artigo e fotos de Eliav Riera

Parashá da Semana – Ve’etchanán

Parashá da Semana – Ve’etchanán

Por: Reuven Tradburks

1a aliá (3:23-4:4) Supliquei a De’s que me permitisse entrar na terra. Ele recusou: Sobe a montanha e olha para a terra onde não entrarás. Encarrega Yehoshua; ele liderará o povo.  Agora, Ysrael, Shema, ouve os mandamentos para que permaneças na terra.  Viste o que aconteceu com Baal Peor: aqueles que seguiam Baal Peor foram punidos, enquanto aqueles que não o fizeram, sobreviveram.

Nesta aliá, o discurso de Moshe faz uma viragem.  Em Parshat Devarim falou da marcha para a terra: o parênteses de 40 anos por causa dos espiões, a retoma da marcha e as vitórias sobre Sichon e Og.  O tema foi a marcha para a terra. Esta primeira parte desta aliá devia estar na parashá da semana passada.  Eu também queria entrar na terra, mas De’s recusou, permitindo-me apenas um vislumbre. Começa o tema seguinte no discurso de Moshe: a vida na terra.  Talvez a recusa de De’s em permitir que Moshe entrasse na terra seja o preâmbulo perfeito para falar sobre a vida na terra.  Saibam isto: viver na terra é um dom, um dom divino. Ele dá.  E Ele tira. Este presente não é um direito adquirido. Eu sei isso por experiência própria.  Vivam de maneira que o mereçam.

2ª aliá (4:5-40) Guardai as mitzvoth, pois são sábias.  As nações olharão para as mitzvoth e dirão: Que povo sábio.  E quem tem um De’s tão próximo quanto o nosso o é de nós?  Ou quem tem leis tão nobres como as da nossa Torá?  Lembrai-vos do dia no Sinai, a montanha em chamas e a escuridão da nuvem.  Ouviu-se A Voz, mas não havia nenhuma forma.  Não façais imagens.  Ensinei-vos as mitzvoth; guardai-as, pois são o pacto com De’s.  Os vossos filhos farão imagens e serão exilados, atirados para os confins da terra, servindo ídolos nesses lugares. Eles regressarão a De’s, procurando-O com todo o coração.  Ele não esquecerá o Seu pacto.  Porventura há outro povo que tenha ouvido a voz de De’s no meio do fogo?  Ou mais Alguém que tenha tirado o Seu povo, com sinais e maravilhas, de entre outro povo?  Sabei e gravai nos vossos corações que não há nenhum deus além de De’s.

Moshe enfatiza 2 coisas únicas das quais nós usufruímos: o nosso De’s e a nossa Torá. Há outras nações que reconhecem isto.  A mensagem implícita aqui é: porquê ir correndo para outros deuses e outras religiões, quando a nossa é tão profunda que as outras nações a reconhecem? Se eles veem a nossa religião como profunda, nós também devíamos vê-la assim.

3a Aliá (4:41-49) Moshe separou 3 cidades de refúgio para aqueles que matarem uma pessoa acidentalmente no lado leste da Jordânia. Moshe ensinou estas leis no lado leste do Jordão, nas terras já conquistadas.  Estas terras conquistadas estendem-se  desde o Mar Morto até ao Monte Hermon.

O facto de Moshe escolher 3 cidades de refúgio no lado leste do Jordão é a sua confirmação do direito de Bnei Gad, Bnei Reuven e metade de Menashe de habitarem lá.  Rav Yoel Bin Nun defende que esta vasta área sobre o Jordão torna-se parte da terra prometida. Moshe recebeu ordens na 1ª aliá para subir a montanha e olhar para oeste, norte, sul e leste. Bem, olhar para leste seria olhar para fora da terra de Israel.  Porquê olhar para aí?  Assim, Rav Yoel sustenta que a derrota de Sichon e Og foi o início da conquista da terra, e que essas terras se tornaram parte de Eretz Yisrael.   Moshe olha para leste porque aquela terra também faz parte de Eretz Yisrael.  Então Moshe participa sim, pelo menos no início, da conquista da terra de Israel.

4a aliá (5:1-18) Monte Sinai. Moshe chamou o povo: Shema, Yisrael, os mandamentos, porque o nosso De’s fez um pacto no Sinai.  Ele fê-lo convosco, cara a cara, no meio do fogo.  Eu transmiti a mensagem porque tivestes medo.  E Ele disse: «Sou o De’s que te tirou do Egito.» Não façais imagens.  Nem useis o Meu nome em vão.  Guardai o Shabbat como um dia de descanso para lembrar que fostes escravos no Egito.  Honra o teu pai e a tua mãe.  Não assassineis, não cometais adultério, não roubeis, não testemunheis falsamente, não cobiceis.

Moshe descreve a entrega da Torá no Sinai. Ao fazê-lo, sublinha o brit, o pacto.  É este pacto que anima todo o resto do livro.  Há dois pactos: o brit feito com Avraham para entregar a terra, e o brit feito no Sinai, que são as mitzvoth que devemos guardar. O primeiro brit, dar-nos a terra, veio sem nenhuma expectativa em particular.  Mas o segundo brit não é assim. E é isso que Moshe está agora a enfatizar.  Não parem no Brit 1; ele está ligado ao Brit 2.  A entrega da terra está ligada às mitzvoth.  Não é que esteja dependente delas. Bereshit dá-nos a entender que a promessa da terra é sem expectativas.  Mas o sucesso na terra está ligado ao Brit 2, as mitzvoth.  A promessa da terra nunca diminui; mas o sucesso na terra pode diminuir.  Moshe introduz este tema aqui, no início do seu longo discurso ao povo; e é este tema que vai ecoar ao longo de todo o resto do seu discurso.

5a aliá (5:19-6:3) Quando ouvistes estas palavras no meio do fogo e da nuvem, ficastes com medo.  Abordastes-me e dissestes: Agora sabemos que o Homem pode ouvir a voz de De’s, mas temos medo de morrer. Moshe, vai tu ouvi-Lo, não nós.  De’s concordou e disse-me: Tu ficas Comigo e Eu digo-te todos os mandamentos para guardares na terra.

A palavra Shema aparece 8 vezes nos primeiros 7 versos desta aliá. As pessoas ouviram A Voz no Sinai, mas tinham medo.  Então, Moshe, ouve-O por nós.  E De’s ouviu a sugestão deles e disse que era boa. Está bem, Moshe vai ouvir a voz de De’s. Mas o problema não é quem vai ouvir.  A questão é quem vai escutar. Quer dizer: quem vai ouvir a voz com o seu ouvido, isso pode ser Moshe, não há problema.  Mas quem escuta, quer dizer, quem ouve, entende, compreende e aceita, isso têm que ser todos.  Daí o último versículo da aliá, 8 versículos depois, voltar ao Shema: Shemata Yisrael, ouviste Israel e, portanto, guarda as mitzvoth.  Há audição e audição…  Moshe é o vosso aparelho auditivo para ouvir; mas são vocês que precisam de escutar.

6a aliá (6:4-25) O Shema.  Shema Yisrael, De’s é Um. Amarás a De’s, e terás isso no teu coração constantemente; ensinando-o aos teus filhos, falando disso em todos os momentos e em todos os lugares. Amarra-te com amor a De’s; deixa que esse amor te guie, a ti e à tua casa.  Quando entrardes na terra, encontrareis coisas que não construístes: grandes e boas cidades, casas cheias de coisas maravilhosas, cisternas, vinhas, olivais.  Mas tende cuidado para não esquecer De’s. Temei-O, servi-O. Fazei o que é moral e bom aos Seus olhos e Ele far-vos-á bem. Quando os vossos filhos vos perguntarem sobre todos estes mandamentos, dizei-lhes: Éramos escravos no Egito, e De’s tirou-nos de lá e deu-nos esta terra.  Estes mandamentos são para cultivar em nós o respeito e o temor por Ele e trazer-nos mérito para nos preservarmos nesta terra.

Amamos a primeira linha do Shema, mas a ênfase do parágrafo está na segunda. Amor de De’s. Todo o teu coração, toda a tua alma, toda a tua força.  Estamos tão habituados a dizer esta frase que já nem reparamos no seu poder. Moshe está a falar com o povo: Entreguem-se completamente a isto. Deixem-se ir. Ponham todas as vossas forças nisto.  Sem inibições. O amor de De’s deverá estar presente em toda a tua vida: a borbulhar até se alastrar os teus filhos, percorrendo-te nas tuas viagens, nas tuas ações, nos teus pensamentos, em tua casa.  É forte, não é? Não admira que este parágrafo seja o coração da nossa tefila diária.  Temos de ser obcecados por De’s. Não menosprezo a complexidade do que é a crença.  Mas Moshe, aqui, é claro como a água: Ama De’s com todo o teu coração, alma e força. Com tudo.

7a aliá (7:1-11) Quando entrardes na terra, conquistai as sete nações.  Não façais nenhum pacto com eles.  Não vos caseis com eles, pois isso levará à adoração de ídolos.  Vós sois o povo santo de De’s. Não porque sejais numerosos, mas porque Ele vos ama e fez um pacto convosco.  Sabei: Ele guarda o Seu pacto. Vós também, guardai as mitzvoth.

Alex Israel faz um comentário incisivo (num shiur no Virtual Beit Midrash). Existem dois tipos diferentes de adoração de ídolos.  Os Dez Mandamentos dizem-nos para não fazermos imagens.  Por outras palavras: mesmo que acredites em De’s, mas queiras ter uma imagem, não faças isso. Acreditas no De’s certo, mas não podes fazer representações. Aqui somos advertidos para termos cuidado em não servir outros deuses.  Deuses errados. Este é o fascínio da pertença a um grupo: casas com uma mulher, juntas-te ao grupo da religião dela, desfrutas da companhia, da camaradagem, do sentido de pertença que uma comunidade religiosa traz…  Há muitos elementos bons, muito bons até, em qualquer comunidade religiosa.  Mas isso é uma completa violação da nossa relação única com De’s (para além da tolice de acreditar nesses deuses). Não é a mente que te atrai; é a comunidade que vem com a mulher. Casar com um não-judeu é o início do processo de adoração de ídolos.  Portanto, nada de casamentos mistos.

Ajuda nas inundações da Colômbia

Ajuda nas inundações da Colômbia

Quando o jejum de Tisha B’Av estava começando, agências de ajuda humanitária na Colômbia estavam trabalhando horas extras atendendo a várias emergências de chuvas excecionalmente fortes que levaram à evacuação de 66 casas em Bello e à inundação de empresas em Copacabana. [Copacabana é o nome de uma cidade na Colômbia] A enchente repentina inundou quase 150 casas nos setores de El Cairo e Playa Rica, onde alguns dos membros da nossa comunidade judaica foram afetados.

Desde o final do Shabat, seus rabinos, Hatzalah e membros da comunidade têm prestado apoio e assistência de emergência. Felizmente não houve perda de vidas, mas as perdas materiais ainda não foram calculadas. As famílias afetadas, que fizeram tanto esforço para se juntar ao povo judeu, ficaram literalmente apenas com as roupas que estavam vestindo.

Como a maioria de nós está longe demais para poder ajudar a remover toda a lama e detritos que vieram com a enchente, nós, na Shavei Israel, estamos recorrendo a você para ajudar a fornecer uma ajuda econômica para substituir pertences perdidos (camas, móveis, fogão, geladeira, roupas, sapatos, comida) e consertar as casas para torná-las habitáveis ​​novamente.

Você pode ajudar a fazer a diferença. Basta clicar AQUI e selecionar ‘Flood relief in Bello, Colombia’ em ‘Choose a Project’. 

Levando apoio e sidurim para Cuba

Levando apoio e sidurim para Cuba

A Shavei Israel tem um novo emissário em um dos lugares mais improváveis: Cuba. E estamos todos muito animados em fornecer a esta comunidade o tão desejado apoio judaico! 

O rabino David Córdoba, ele próprio nascido em Cuba, emigrou para Israel em 2018 após sua própria busca pessoal, onde descobriu as raízes judaicas de sua família entre os Bnei Anussim. Agora casado, com três filhos e morando em Beit Shemesh, Israel, Rabi Córdoba recebeu sua ordenação rabínica do Beit Hamidrash Hasefaradí em Jerusalém.

O rabino Córdoba ficou emocionado com a oportunidade de ir para o país onde nasceu ajudar a comunidade judaica de lá, e estamos felizes em apoiar os seus esforços. Ele planeja levar 20 livros de oração em hebraico e espanhol Bircat Shelomó (20 é o máximo que ele consegue carregar!). Você pode comprar e dedicar esses siddurim  por US$ 30 cada para ajudar a custear as despesas. Basta clicar no botão abaixo e selecionar ‘Sidur for Cuba’ em ‘Choose a Project’. Sinta-se à vontade para adicionar uma dedicatória!

PARTICIPE CLICANDO AQUI

O rabino Córdoba com Michael Freund

Bnei Anussim contam

Bnei Anussim contam

No âmbito das atividades do Centro Ma’ani, com a ajuda do conselho de Shaar Binyamin e o nosso querido amigo Federico Pipman, representante de Mama Mía 360, esta semana tivemos o painel de Histórias Pessoais “Bnei Anussim contam” e tivemos como convidados especiais Rav Eliahu Franco, de El Salvador, e Eliav Riera, de Cuba.

As histórias foram muito emocionantes e inspiradoras para o público e, sem dúvida, vieram para demonstrar a transcendência do povo judeu ao longo da história. Os nossos convidados partilharam a sua experiência de retorno ao judaísmo e o caminho árduo que percorreram, bem como todas as bênçãos e milagres que viram no seu caminho e que continuam a ver nas suas vidas construídas agora na terra de Israel.

Pode ouvir as histórias como foram contadas ao vivo no vídeo que compartilhamos abaixo:

PRIMEIRA PARTE:

SEGUNDA PARTE:

No âmbito do evento também convidámos o Rav Natan Menashe que nos cativou com uma aula especial intitulada “Descovery”, onde expôs a descoberta dos segredos encontrados no Tanach e as surpreendentes revelações da Meguilá Esther. No livro de Ester estão os presságios dos eventos que mais tarde aconteceriam ao povo judeu e a notável atuação da rainha Ester que, como muitos dos Bnei Anussim, mais tarde teve que esconder o seu judaísmo e a sua origem para salvar a sua vida e a de todo o povo judeu.

Também tivemos a honra de conhecer duas importantes personalidades que “por acaso” nos vieram visitar: Israel Gantz, prefeito de Shaar Binyamin, e o autor e escritor do livro Pninei Halacha, Rav Eliezer Melamed, que partilhou connosco uma linda mensagem sobre Tisha B’ Av.

O evento foi catalogado por muitos como um encontro enriquecedor e necessário onde cada pessoa presente pôde conhecer um pouco mais sobre o judaísmo e sobre as histórias pessoais dos convidados que, de forma especial, ajudam a fortalecer e animar o povo judaico e as pessoas em processo de conversão ao judaísmo. Veja todas as fotos do evento CLICANDO AQUI.