É verdade que os Judeus não comem pão na Páscoa Judaica?

22100_868977493163774_35417065694560783_nÉ verdade que os Judeus não comem pão na Páscoa Judaica?

RESPOSTA:

– Provavelmente, a observância mais importante da festa de Pessach envolve evitar o Chametz (fermento) durante toda festa (7 dias em Israel e 8 dias fora de Israel). Se trata de uma celebração do fato de que os judeus sairam do Egito com muita pressa, e não tiveram tempo de deixar o pão, que preparavam para a viagem, fermentar. Também se trata de uma forma simbólica de eliminar o “fermento” (arrogância, orgulho) de nossas almas.

Chametz inclui qualquer coisa feita dos cinco principais grãos (trigo, centeio, cevada, aveia e espelta) que não tenha sido completamente cozida por 18 minutos, após o primeiro contato com a água. Os judeusde origem Ashkenazita, também evitam comer arroz, milho, amendoim, leguminosas (feijão) e alguns outros alimentos que são comumente usados para fazer pão, ou são cultivados e processados perto de algo chametz, e, portanto, foram proibidos para evitar qualquer confusão ou “contaminação” cruzada. Tais itens acrescentados pelos Judeus Ashkenazitas, são chamados de “Kitniyot.”
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Belmonte – Portugal dá as Boas-Vindas à Nova Professora de Hebraico

Penina-Amid-with-9A comunidade de Bnei Anussim em Belmonte, Portugal, estão com uma nova professora de hebraico. Penina Amid, que passou a maioria de sua carreira ensinando hebraico no sistema escolar israelense, e agora está aposentada, está viajando voluntarimente para Belmonte, durante o mês de Março, como parte de um projeto anual chamado “Mês do Hebraico”. O programa, que é patrocinado pela o município de Belmonte, destina-se principalmente para os não-judeus que desejam se conectar com o passado judaico de Belmonte – a cidade teve uma próspera comunidade judaica antes da Inquisição. Amid está dando uma aula semanal para os residentes locais.

Além disso, Amid está ensinando hebraico para os cerca de 100 membros da comunidade de Bnei Anussim em Belmonte. Estas aulas estão sendo realizadas diariamente e incluem ambos os grupos e sessões individuais “one-on-one”.

Belmonte é a base do emissário da Shavei Israel para Portugal, o Rabino Elisha Salas, que ensina os diferentes tópicos da vida judaica, em Português. Os Bnei Anussim de Belmonte nunca tiveram um professor hebraico dedicado… nunaca tiveram, até agora. Sua estadia na cidade não será longa, mas, com certeza, muito apreciada.

Amid está hospedada no centro Shavei Israel’s Beit HaAnusim, na cidade. Antes de sua visita a Portugal, ela também se ofereceu para ensinar hebraico aos judeus etíopes que haviam recem chegado a Israel.

Mais informações sobre Belmonte aqui neste artigo, de Leah Jaya Bisquert Bertomeu, que passou o Pessach com a comunidade dos Bnei Anussim, em 2013. O Rabino Shlomo Riskin também visitou Belmonte e escreveu sobre sua viagem em 2011.

Direito da Primeira Noite

O Dia do Casamento1734743408_7068ac36b5_o

O Tratado Talmúdico de Ketubot explica, em suas páginas iniciais, que os Sábios haviam decretado que os casamentos deveriam ser realizados nas quartas-feiras, uma vez que eram nas manhãs de quinta-feira que aconteciam as sessões dos Tribunais e, no caso de haver algum problema na noite de núpcias, o noivo poderia levar o caso a julgamento antes de acalmar sua ira.

Antes de mais nada, devemos explicar este caso. Sabemos que o adultério é severamente proibido. Anteriormente os casamentos eram divididos em duas partes: na primeira, denominada “Kidushín” o noivo cosagrava sua noiva, tornando-a sua esposa legal, embora ainda não iniciando sua vida de casado. Após esperar alguns meses mais, ou, até mesmo um ano inteiro, era realizada a segunda parte, chamada de “Nesuin”, onde uma festa marcava o início da vida de casado. Atualmente, as duas partes são realizadas juntas, em um único ato. Detalhe, que ambos os nomes em hebraico, são palavras no plural.

Na fase da Nesuin, o noivo se compromete, assinando um documento chamado de ‘Ketubá’, em cuidar de sua esposa, conforme prescrito na Torá (Êxodo 21:10) e acrescentado pelos Sábios. É, também, estipulada uma quantia para o caso da esposa ficar viúva e não ficar abandonada caso, por exemplo, os filhos de um outro casamento do homem herdarem todo seu dinheiro. Ou mesmo, caso o marido decida divorciar-se dela. Esta soma de dinheiro é geralmente chamada de “Ketubá”, ou seja, a soma estipulada da Ketubá.
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Por que os judeus não comem carne de porco?

images (1)PERGUNTA–> Por que os judeus não comem carne de porco?

RESPOSTA –> Embora sempre inventem algum motivo novo pelo qual não se deve comer a carne do porco, o motivo judaico é, simplesmente, pois a Torá (a Bíblia Judaica) proibe fazê-lo (Levítico 11:1)

Não tem nada a ver com Trichinosis ou qualquer outra doença que possa vir como resultado deste tipo de alimentação, embora a Torá nos ordene cuidar de nossas vidas e não nos expor ao perigo. D´s nos passou este comando, e o transmitiu com, relativamente, pouca explicação.

Em 1492 os Reis Católicos emitiram um decreto no qual todos os judeus estavam forçados a se converter ao cristianismo. Muitos judeus, não tendo para onde ir, optaram por permanecer na Espanha fingindo ter abandonado sua religião. Uma das coisas que foram necessárias, era comer carne de porco. E, portanto, isto tornou-se uma cicatriz cultural judaica. Muitos judeus mesmo que não seguem nenhuma das outras leis ou costumes, evitam comer a carne de porco, não deixando que, desta forma, lhe arranquem também este pedaço de seu judaísmo! Também o fazem como uma demonstração a D´us de que, embora ainda não estejam cumprindo com as outras leis, esta, da qual, não possui uma razão aparente, o fazem, somente para demonstrar seu amor a D´us! Portanto este se tornou um santo preceito judaico!

Qual o significado da Vaca Vermelha no Judaísmo?

imagesPERGUNTA: Qual o significado da Vaca Vermelha no Judaísmo?

RESPOSTA: A vaca vermelha, era usada para purificar um israelita que havia entrado em contato com um cadáver. Este costume durou desde a construção do Tabernáculo, no deserto, até a época do Templo. O Livro dos Números, estipula que o animal deveria ser da cor vermelha, sem defeito, e não poderia ter sido usado para nenhum outro trabalho.
O ritual consistia no seguinte: Após ser abatida, a vaca era queimada. Então, madeira de cedro, hissopo e lã escarlate tingida, eram adicionados ao fogo. As cinzas restantes eram, então, colocadas em um recipiente contendo água pura e a água do vaso era aspergida, pelo sacerdote, sobre a pessoa que se tornou impura pelo contato com um cadáver, purificando-o.
De acordo com a Mishná, a cerimônia da queima da vaca vermelha acontecia no Monte das Oliveiras.
A existência de uma vaca vermelha que está em conformidade com todas as exigências impostas pela Lei Judaica, é raridade, e hoje, praticamente inexiste. O animal deve ser inteiramente de uma cor, e há uma série de testes listados pelos rabinos para garantir isso. Por exemplo, o cabelo da vaca deve ser absolutamente linear. Segundo a tradição judaica, apenas nove vacas vermelhas foram realmente abatidas no período que se estende desde Moisés até a destruição do Segundo Templo.
A dificuldade de encontrar um animal assim, combinado com o ritual detalhado em que é utilizado, classifica de maneira especial a Vaca Vermelha, na tradição judaica. Este é considerado o principal exemplo de uma “Chok”, ou seja, uma lei bíblica da qual não há nenhuma lógica aparente, e, portanto, cabe nos cumpri-lá, simplesmente, por se tratar de uma ordem divina.
O Instituto do Templo, uma organização dedicada a preparar e organizar a reconstrução do Terceiro Templo em Jerusalém, têm buscado identificar possíveis vacas vermelhas, consistentes com os requisitos da Lei Judaica. Ainda nenhuma vaca foi declarada perfeitamente qualificável.

Por que as mulheres judias devem cobrir a cabeça, quando estão casadas?

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PERGUNTA –> Por que as mulheres judias devem cobrir a cabeça, quando estão casadas?

RESPOSTA –> A Tradição Oral Judaica ensina que uma mulher que vai a feira com a cabeça descoberta, está ignorando a religião judaica. O Talmude inclusive debate se esta é uma proibição da própria Torá, ou uma lei imposta pelos sábios para afastar o homem do pecado, de qualquer maneira, todos, aceitam que se trata de uma violação da lei judaica, sendo, inclusive, uma razão válida para o marido pedir o divórcio.

A base para a argumentação de que se trata de uma proibição da Torá, é da porção bíblica que relata sobre a mulher suspeita de trair o marido que era trazida ao Templo para jurar que não o fez, a Sotá. Nesta porção, está escrito “e descobrirá a cabeça da mulher”, que nos leva a entender que, toda mulher casada deve estar com a cabeça coberta, e, o ato de descobrir sua cabeça no Templo, parece nos ensinar que tal atitude que gerou uma suspeita de adultério ao marido, não é digna de uma mulher casada.

O Talmude ensina também que um homem não deve ler a reza santa do Shemá Israel, na frente de uma mulher que está com a cabeça descoberta, e a razão para isso é a de que o cabelo da mulher pode ser bastante sedutor e este não coneguirá se concentrar.

Desta maneira, podemos entender que o cabelo da mulher é bastante sedutor e constitui uma parte essencial da beleza feminina. Assim sendo, as mulheres judias ao cobrirem suas cabeças após o casamento, o fazem por recato e discrição.

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O Final da Escuridão

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá – Miquets

 

O Fim da Prisão

A palavra “miquets” em hebraico significa “no final”. O Midrash comenta a expressão, usando o verso em Jó 28:3, aonde diz que o Criador “põe fi10805773_809737109087813_8521807054217106547_nm à escuridão”. Há coisas que são ou podem chegar a ser eternas, enquanto, existem outras coisas que possuem um final. A escuridão certamente se enquadra no grupo das coisas que não são infinitas.

No nosso caso, se trata dos anos em que Yosef esteve na prisão de Faraó. De acordo com a nossa tradição, Yosef esteve preso por doze anos: os primeiros 10 anos, até o momento em que lhe ocorreu pedir ajuda ao copeiro de Faraó, no final da Parasha anerior, com mais os dois anos de trevas na prisão, que lhe foram acrescentados neste momento.

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