Naomi Orkisa – de uma fazenda de cogumelos à um consultório odontológico

Durante o dia, ela trabalha em uma fazenda de cogumelos em uma colina nos arredores de Jerusalém. À noite, ela sonha com uma nova carreira: uma profissão em que não precise se inclinar tanto, como o faz nos campos.

Naomi Orkisa é uma das jovens e ambiciosas mulheres das quais a Shavei Israel está ajudando com os estudos no programa para auxiliares de consultório dentário e higienistas da escola odontológica do Hospital Hadassah. Naomi pertence a comunidade Bnei Moshe, uma pequena comunidade no Peru, fundada por dois irmãos católicos da cidade de Cajamarca, que, após terem lido e estudado a Torá, decidiram, em 1958, abraçar o judaísmo. A maioria da comunidade Bnei Moshe, desde então, se converteu ao judaísmo sob os auspícios do Rabinato Chefe de Israel e muitos, se mudaram para Israel.

Naomi cresceu em um lar muito pobre no Peru. A família fez o seu melhor para enfrentar às despesas através da venda de água – posuíam um poço no jardim e, já que não havia encanamento na área em que viviam, a água era uma mercadoria valiosa.

Desde que imigrou para Israel com sua família em 2004, Naomi, agora com 30 anos, tem sido responsável por cuidar de seus pais idosos, enquanto que, ao mesmo tempo, cuida de seu próprio filho. Agora que seu filho tem idade suficiente para ir para a escola, Naomi finalmente tem a oportunidade de melhorar a sua situação: tornar-se uma assistente dentária é um bilhete para fora da pobreza que a tem acompanhado por toda sua vida.

Mas dedicar tempo para assistir às aulas e estudar deixa muito menos tempo para se dedicar ao seu trabalho na fazenda de cogumelos. Isso significa uma queda significativa em seu salário (que chega a até 70%). E portanto nós da Shavei nos oferecemos para ajudá-la.

Temos corrido atrás de doadores que têm nos ajudado a realizar o sonho de Naomi e outras mulheres que também têm buscado uma vida mulher dentro de seu povo e habitando a Terra de Israel.

Esperamos conseguir continuar ajudando a estas fortes guerreiras a realizar seus sonhos!

O emissário da Shavei Israel para a Polônia ajuda uma família a dedicar um memorial para os judeus de Wolbrom que foram assassinados no Holocausto

Albert Narcissus y Rabbi Ellis en Wolbrom
Albert Narcissus y Rabbi Ellis en Wolbrom

Antes da Segunda Guerra Mundial, a população da pequena cidade polonesa de Wolbrom era mais de um terço, judeus. Contudo, até o final do Holocausto, os nazistas assassinaram quase toda a comunidade judaica local, cerca de 4.500 pessoas. Dos 7 membros da família Narcissus, apenas o mais velho, de 16 anos de idade, Naftali, sobreviveu, fugindo de Wolbrom antes que os alemães chegassem.

A presença de um Narcissus em Wolbrom reapareceu agora. Algumas semanas atrás, o filho de Naftali, Albert, que mora na Austrália, foi para Wolbrom para inaugurar um monumento que celebra as raízes de sua família na cidade. Quem o guiou em todo este processo foi o Rabino Yehoshua Ellis, emissário da Shavei Israel para Katowice. (Wolbrom está a cerca de 53 quilômetros de distância de Katowice)

O Rabino Ellis esteve envolvido com este projeto desde o início, ajudando-o a traduzir o texto para o memorial em hebraico, supervisionando onde colocá-lo no cemitério judaico de Wolbrom, localizando registros familiares e organizando um passeio em Wolbrom para a família, durante a emocionante visita.

O Rabino Ellis presidiu a inauguração do memorial, que teve lugar no dia 21 de julho de 2014. Os que vieram da Austrália eram: Albert e sua esposa Hedda, juntamente com seus filhos e netos. Também participou do evento o Sr. Steven D. Reece, presidente da Fundação Matzevah, que ajuda a manter e restaurar cemitérios judeus na Polônia.

O memorial está escrito em Inglês, hebraico e polonês: “Em memória de Abraham e Chaja Narcissus e seus entes queridos Leib, Harszela, Hiller, Luby e suas crianças, que morreram no Holocausto, e ao único sobrevivente, Naftali. Que sua memória seja uma bênção e suas almas tecidas na coroa da vida eterna.”

O avô de Albert Narcissus, Abraham, nasceu em Wolbrom em 1895, o quinto filho de uma família que comercializou grãos para a sua subsistência. “Hoje é um dia importante na história da minha família”, disse Albert na cerimônia, um memorial coberto por bandeiras israelenses e polonesas. “Este dia teria deixado o meu pai muito feliz e orgulhoso, porque garante a continuidade da família. Sem esta lápide, não haveria um lugar que a minha família e as gerações futuras, seriam capazes de visitar e entender o que aconteceu aqui.”

Os judeus de Wolbrom foram forçados a viver em um gueto durante os primeiros anos de guerra. Outros 3.000 judeus de Cracóvia chegaram a cidade durante este período, levando o gueto a uma grave superlotação e condições terríveis. A “liquidação” do gueto começou no dia 5 de setembro de 1942, quando a maioria dos judeus foram enviados para o campo de concentração de Belzec. Aqueles que permaneceram – cerca de 600 judeus, principalmente os incapacitados e os doentes – foram levados para a floresta ao sul da cidade e baleados pelos nazistas. Em novembro deste mesmo ano, a maioria dos judeus que estavam escondidos para evitar a deportação, bem como alguns membros da “polícia” judaica – algo como 200 pessoas – foram, então, capturados e mortos.

Depois da guerra, 300 judeus voltaram a viver em Wolbrom. Mas, finalmente, mais tarde emigraram da Polônia para Israel.

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Aliá da Índia: Aviel Tongkhohao Hangshing – O Bnei Menashe mais velho a chegar a Israel

Aviel-Hangshing-smEm 2002, o presidente da Shavei Israel, Michael Freund e o Rabino-chefe de Efrat Shlomo Riskin, visitaram os Bnei Menashe na Índia. Durante dez dias eles viajaram entre os povos dos estados indianos de Manipur e Mizoram e reuniram-se com dezenas de membros da comunidade de Bnei Menashe para ouvir as suas notáveis histórias​​. Aviel Tongkhohao Hangshing, era um deles.

Um ancião da comunidade de Kangpokpi, Hangshing que assistia a uma sessão de perguntas e respostas sobre Israel e Aliá, timidamente levantou a mão e então, o Rabino Riskin lhe concedeu a palavra na reunião.

“Rabi”, começou Hangshing. “Estou preocupado com uma coisa, agora estou com 81 anos, e não tenho certeza se vou ser capaz de ir para Israel, e ainda não tive a oportunidade de fazer uma conversão formal ao judaísmo, mas cumpro com a lei judaica, e todas as Mitsvot, aqui na Índia. A minha pergunta é: quando eu ir para o céu, recebrei os créditos por estas”?

O Rabino Riskin foi às lágrimas pela angústia sentida na pergunta de Hangshing e então respondeu: “É claro que irá contar!”.

Nos anos seguintes, Hangshing tornou-se um dos pilares de apoio a Shavei Israel na Índia, ajudando a identificar quais Bnei Menashe eram próprios para fazer Aliá e serviu, também, como um dos líderes da comunidade local.

Mas quando as portas da Índia se abriram novamente para a Aliá, no ano passado, Hangshing veio a Michael Freund com uma pergunta diferente. “Eu sou velho. Não sei quando a minha hora irá chegar, mas sinto que devo chegar a Israel antes de morrer. Você pode, desta vez, fazer isso acontecer?”.

No dia 29 de maio de 2014, Aviel Hangshing desembarcou em Israel, cumprindo um sonho do qual se ocupou por muitos anos. Chegou com sua esposa e duas filhas, que agora vivem no centro de absorção de Kfar Hasidim junto com outros 300 novos imigrantes Bnei Menashe.

Hangshing é o Bnei Menashe com mais idade a chegar a Israel! “O dia seguinte que chegamos a Israel foi o meu aniversário de 90 anos!” Diz com orgulho!

Procurando em seus dados, pedimos ao Tzvi Khaute, coordenador da Shavei Israel para os Bnei Menashe, verificar quando, de fato, Hangshing, nasceu. “Bem, ele, na verdade, tem 93 anos” Khaute diz: “Mas, na Índia, não se preserva os registros como se deveria e, assim, por vezes, as pessoas vão dizer que possuem uma idade diferente, a fim de poder conseguir um emprego.”

Se ele realmente tem 90 ou 93 anos não tem nenhuma importância. O encontro de Hangshing com Freund foi tão doce quanto o leite de coco que Hangshing costumava tomar na Índia. “Ele veio até mim, me abraçou e disse: “muito obrigado, agora eu posso morrer aqui na Terra Santa”, disse Freund, “eu disse: não apresse as coisas! Eu quero que primeiro, vivas na Terra Santa!”.

Adesão

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá – V’etchanan


Vida

No capítulo 4 do livro de Devarim, encontramos um versículo muito interessante: “E vocês, que aderiram ao Senhor teu D´us, estão todos vivos hoje.”

Em primeiro lugar, este versículo se refere ao que é relatado nos versículos anteriores sobre o Povo de Israel, aonde, ao chegar nas planícies de Moav, muitos pecaram com a idolatria chamada Peor, e outros também se prostituiram com as midyanitas e as moavitas. Todos que cometeram qualquer um destes erros graves, foram mortos por uma febre súbita, até Pinchas interromper a punição ao matar Zimri, um dos líderes da tribo de Shimon e a Cozbi, uma princesa midyanita. Assim, todos os que pecaram, morreram. Mas vocês, Moshe continua dizendo, estão todos vivos hoje!

Visto desta forma, o versículo explica que os únicos que sobreviveram por não cometer tais pecados, são aqueles que, agora, estão ouvindo e, que, em breve entrarão na Terra Prometida.

Precisamos, contudo, nos esforçar um pouco mais para perceber que há muito mais escondido no verso.
Continue reading “Adesão”

Comício dos Bnei Menashe em Migdal HaEmek em apoio às Forças de Defesa de Israel

Bnei-Menashe-support-for-war-in-Migdal-HaEmek-300x168Como a operação “Muro de Proteção” continua sendo realizada na Faixa de Gaza, os Bnei Menashe se reuniram na semana passada para demonstrar seu apoio para as Forças de Defesa de Israel. 25 Bnei Menashe juntaram mais 200 moradores de Migdal HaEmek para acenar bandeiras israelenses, cantar e recitar salmos na rua principal desta cidade da baixa Galiléia, no norte de Israel.

35 novas famílias de imigrantes de Bnei Menashe, que haviam passado, anteriormente, pelo centro de absorção de Kfar Hasidim, mudaram-se para Migdal HaEmek com a ajuda da Shavei Israel, no início deste ano.
Como a operação “Muro de Proteção” continua sendo realizada na Faixa de Gaza, os Bnei Menashe se reuniram na semana passada para demonstrar seu apoio para as Forças de Defesa de Israel. 25 Bnei Menashe juntaram mais 200 moradores de Migdal HaEmek para acenar bandeiras israelenses, cantar e recitar salmos na rua principal desta cidade da baixa Galiléia, no norte de Israel.

35 novas famílias de imigrantes de Bnei Menashe, que haviam passado, anteriormente, pelo centro de absorção de Kfar Hasidim, mudaram-se para Migdal HaEmek com a ajuda da Shavei Israel, no início deste ano.
Como a operação “Muro de Proteção” continua sendo realizada na Faixa de Gaza, os Bnei Menashe se reuniram na semana passada para demonstrar seu apoio para as Forças de Defesa de Israel. 25 Bnei Menashe juntaram mais 200 moradores de Migdal HaEmek para acenar bandeiras israelenses, cantar e recitar salmos na rua principal desta cidade da baixa Galiléia, no norte de Israel.

35 novas famílias de imigrantes de Bnei Menashe, que haviam passado, anteriormente, pelo centro de absorção de Kfar Hasidim, mudaram-se para Migdal HaEmek com a ajuda da Shavei Israel, no início deste ano. Continue reading “Comício dos Bnei Menashe em Migdal HaEmek em apoio às Forças de Defesa de Israel”

Comunidade Judaica em Camarões

 Camarões moderna: fazendo Chalot em Bet Yeshourun
Camarões moderna: fazendo Chalot em Bet Yeshourun

Há alguns que acreditam que uma antiga presença judaica pode ter existido no Camarões em razão da constante passagem de comerciantes judeus que vinham do Egito. De acordo com estes relatos, as primeiras comunidades judaicas em Camarões observavam alguns rituais como a separação de produtos lácteos e de carne, bem como o uso do Tefilin.

Outros afirmam que os judeus migraram para Camarões muito mais tarde, após terem sido forçados a migrar para o sul devido às conquistas islâmicas do norte da África.

As principais reivindicações de uma presença judaica em Camarões foram feitas pelo rabino Yisrael Oriel, anteriormente conhecido como Bodol Ngimbus – Ngimbus. Ele nasceu na tribo Ba- Saa. A palavra “Ba- Saa”, diz ele, é originária da expressão hebraica “em uma viagem”. Oriel também afirma ser um levita, descendente de Moisés.

Segundo Oriel, em 1920 haviam 400.000 “israelitas” em Camarões, mas em 1962 o número teria diminuído para 167.000, devido às conversões ao cristianismo e ao islamismo. Ele admitiu que estas tribos não tinham sido aceitas de acordo com a lei judaica, embora alega que ainda pode provar que são judeus a partir de fontes rabínicas medievais.

Um site chamado “Jewish Cameroon” (Camarões judeu) fornece mais detalhes. Oriel descreve o período entre 1920 e 1962 como uma “Shoah espiritual”. Isto, por causa da intensa atividade missionária que fazia com que, como na União Soviética, os judeus não tivessem permissão para educação judaica, nem para os Batei Din (tribunal judeu), nem sinagogas ou Sifrei (livros da) Torá. “Tudo foi ensinado por meio da tradição oral”, diz Oriel.

O pai de Oriel, como consta no site, Hassid Peniel Moshe Shlomo (Ngimbus Nemb Yemba) foi um fabricante de têxteis, escrivão, mohel (realizava o ritual da circuncisão) e era o líder tribal. Oriel diz que seu pai foi preso 50 vezes por ensinar suas crenças judaicas tradicionais. Em 1932, ele fugiu de uma escola católica, pois queriam treina-lo para o sacerdócio.

O avô de Oriel teria construído uma sinagoga em Camarões, que agora está em ruínas, e teria sido o último Gabai da sinagoga.

A mãe de Oriel, que ele chama de Orah Leah (seu nome de batismo era Ngo Ngog Lum), teve uma grande cozinha, em que o leite e a carne estavam sempre separados, “por seis metros”, diz ele. Pouco antes de sua mãe morrer, em 1957, ela lhe disse: “Meu filho amado, um dia você vai para o ‘Yesulmi'”. Foi apenas em 1980 que ele percebeu que ela deveria ter se referido a Jerusalém.

Oriel deixou Camarões na década de 1960 depois que o país conquistou a independência. Estudou direito e relações internacionais na França.

Oriel converteu-se formalmente ao judaísmo ha cerca de 20 anos e foi ordenado como rabino em Israel, logo em seguida fez aliá e viveu em Israel por um tempo. Ele agora reside em Londres e reza na congregação Persa-Hebraic, na Sinagoga Marroquina “Hida” e no and Beit Midrash de East Bank, Stamford Hill, Londres.

Oriel permanece ativo na tentativa de trazer o judaísmo para Camarões, bem como para a vizinha Nigéria, e trazer, o que ele chama de, “as 10 tribos perdidas” de volta ao redil. Mais informações sobre Oriel podem ser encontradas no site “Jewish Cameroon”, incluindo algumas reivindicações e queixas que Oriel detém contra a comunidade judaica atual.

Outros estudos sobre as tribos judaicas relatadas nos Camarões, incluem a tribo de Haussa, que se dizem descendentes da tribo de Issachar, e foram forçados a se converter ao Islã nos séculos VIII e IX, alem da tribo de Bamileke, que são em grande parte cristãos hoje. Nchinda Gideon afirma que esses primeiros imigrantes construíram sinagogas, mas hoje, não há mais registros delas em Camarões.

O ator americano, Yaphet Kotto
O ator americano, Yaphet Kotto

O ator americano Yaphet Kotto, cujos pais emigraram de Camarões para os Estados Unidos, afirmam ter ascendência judaica. Kotto, que morreu em 2008, teve um papel de protagonista na série de televisão de “Homicídios: Vida na Rua” e também apareceu em filmes como ‘Alien’ e o filme de James Bond, ‘Live and Let Die’.

Em sua autobiografia intitulada ‘Realeza’, Kotto escreve que seu pai era “o príncipe de Camarões”, um judeu observante que falava hebraico. A mãe de Kotto supostamente se converteu ao judaísmo antes de se casar com seu pai. Kotto também diz que seu bisavô, o Rei Alexander Bell, governou a região de Douala em Camarões, no final do século 19 e também era um judeu praticante.

Kotto diz que sua família paterna é originaria de Israel que migraram para o Egito e, em seguida, para Camarões, e assim, foram judeus na África por muitas gerações. Kotto escreve que ser negro e judeu deu ainda mais razões para as outras crianças mexerem com ele, em sua infância em Nova York. Ele diz que ele foi para a sinagoga e, ocasionalmente, usava um solidéu, quando ele era mais jovem.

Uma conexão muito tênue , principalmente linguística entre Camarões e antigo Israel pode ser encontrada através de uma outra tribo conhecida como a Bankon que vivem na região litorânea de Camarões. A palavra ” Ban ” – também pronunciado ” Kon ” – significa “filho de príncipe “, em assírio , um dialeto aramaico. Em seu trabalho As Línguas Negro- africanos, um estudioso francês, Lilias Homburger , ressalta que a linguagem do Bankon é ” Kum “, que pode derivar da palavra hebraica para “levantar ” ou ” levanta-te! ” Além disso, os assírios chamada a Casa de Israel pelo nome de Kumri.

Presença judaica mais recente em Camarões

Em frente à sinagoga Beth Yeshourun
Em frente à sinagoga Beth Yeshourun

Há doze anos atrás, 1.000 cristãos evangélicos nos Camarões decidiram que não queriam mais praticar seu cristianismo e se voltaram para o judaísmo, abraçando as práticas da Bíblia. Sua conversão ao judaísmo de maneira informal é semelhante a da comunidade judaica Abuyadaya de Uganda que, em 1919, também se converteu ao judaísmo, apesar de que, em ambos os casos, nunca se encontraram com judeus e nem tiveram nenhuma orientação no desenvolvimento de sua identidade judaica. A comunidade de Camarões se chama Beth Yeshourun e é muito pequena, com apenas 60 membros no total.

Muito do que a comunidade aprendeu foi através da Internet, incluindo orações e músicas. Alguns da comunidade aprenderam o hebraico, outros oram numa mistura de hebraico, francês e transliterado.

Os Rabinos Bonita e Gerald Sussman visitaram a comunidade em 2010. Sua descrição pode ser vista em detalhes no site do Kulanu. Aqui estão alguns destaques desta viagem.

• Os Sussmans preferiram confiar no nível de Kashrut da comunidade, comendo principalmente peixes e legumes.
• Os membros da comunidade lavaram as mãos ritualmente antes de comer o pão na refeição.
• A comunidade possuia bastante conhecimento sobre a tradição judaica e fez muitas perguntas do Sussman sobre as leis judaicas, como o que comer em um evento de uma família que não é kosher, quando você reza o serviço vespertino de Mincha quando está viajando e se deve você ficar de pé durante as orações da Amidah se está doente.
• O serviço de Shabat, realizado na sinagoga de Beth Yeshourun, foi notavelmente semelhante ao judaísmo ortodoxo convencional de hoje, incluindo a Kabbalat Shabat, o canto do Lecha Dodi e até mesmo a oração de Yigdal no final.
• No dia do Shabat, a comunidade cantou uma mistura de canções na língua local, bem como canções israelenses modernas, como “Jerusalém de Ouro”.
• A comunidade reza três vezes por dia e tem sessões de estudo da Torá, duas vezes por semana, usando o material recolhido a partir da web.
• A comunidade criou seu próprio Sidur (livro de orações) de 150 páginas, também por download do conteúdo da Internet.