Quantos dias se celebra a festa de Purim?

PERGUNTA: Quantos dias se celebra a festa de Purim? Escutei que são dois dias, mas sempre pensei que era um só!

11034190_427682484048783_8185785077779584637_nRESPOSTA: O 14º e o 15º dia do mês hebraico de Adar são os dias em que se celebram a festa de Purim. Mas, na prática, se costuma celebrar somente um destes dias. Este dia específico depende da localização da pessoa, pois nos locais onde Purim é comemorado no dia 14, este não é comemorado no dia 15, e vice-versa.

Este dias diferentes de Purim foram estabelecidos em cidades diferentes, pois mesmo nos tempos da história de Esther, estes foram celebrados em dias diferentes. A batalha contra os inimigos dos judeus ocorreu no dia 13 de Adar, e o povo comemorou no dia seguinte, o dia 14. Contudo, na capital da Pérsia, em Shushan, a batalha durou 2 dias: o dia 13 e o dia 14. Assim sendo, a comemoração em Shushan foi apenas no dia 15 de Adar.

Seguindo esta teoria, apenas a cidade de Shushan deveria comemorar no dia 15 de Adar. Contudo, os sábios da época, não quiseram conceder uma honra a uma cidade do exílio e não a Jerusalém e as demais cidades santas de Israel e emitiram a seguinte decisão:

A cidade de Shushan (hoje Susa, no Irã), onde ocorreu o milagre, tem uma importância própria e comemora a festa de Purim no dia 15 de Adar. Qualquer outra cidade que possuia uma assentamento e era muralhada, desde a época de Yehoshua, discípulo de Moshe, são consideradas importantes, e, portanto, também celebram o Purim no dia 15. Todas as cidades que não estavam muralhadas, na época de Yehoshua bin Nun, celebram o Purim no décimo quarto dia de Adar.

Hoje, a única cidade em que Purim é comemorado no dia quinze de Adar (além de Shushan) é Jerusalém. Embora a Meguilá também seja lida no dia 15 de Adar em outras cidades de Israel, como Akko, Yaffo, e Tiberíades, se trata apenas de um costume baseado na possibilidade de estes podem ter sido cercados por muralhas no tempo de Yehoshua.

O que é o “Livro de Esther” que se lê na festa de Purim?

PERGUNTA: O que é o “Livro de Esther” que se lê na festa de Purim?

downloadRESPOSTA:  A história da Rainha Esther que deu origem a festividade de Purim, é conhecida no judaísmo como “Meguilat Esther”, o pergaminho de Esther! Este é um dos cinco “pergaminhos” das escrituras bíblicas.

A história da Meguilá sucede na Pérsia entre os séculos 4 e 5, a.e.c. Esta relata a trama que envolveu o reinado do Rei Achashverosh (Xerxes I) que aprovou uma lei criada por seu principal conselheiro, Haman, que objetivava matar todos os judeus de todos os 127 reinados da Pérsia. Através de uma ação conjunta da Rainha Esther, esposa do Rei Achashverosh, de origem judaica e de Mordechai, outro conselheiro real, também líder da comunidade judaica da Pérsia, estes conseguiram anular o decreto, enforcar Haman e seus cúmplices, e salvar todos os judeus de um terrível genocídio. Neste momento foi decretado um dia de festa no judaísmo, para que, em todas as gerações se lembre o milagre de Purim e assim agradecemos a D´us por esta história e tantas outras que acontecem com o Povo de Israel!

Neste contexto e como parte desta lembrança, os sábios da Mishná, estipularam a leitura da Meguilá Esther, como leitura obrigatória para todos os judeus do mundo. E assim, tem sido nos ultimos 2300 anos! Continue reading “O que é o “Livro de Esther” que se lê na festa de Purim?”

É verdade que os judeus abençoam os Raios e os Trovões?

Pergunta: É verdade que os judeus abençoam os Raios e os Trovões?download

RESPOSTA: Na verdade, os judeus abençoam a D’us uma bênção especial, ao escutarem um trovão e ao ver um raio. A bênção não é direcionada a estes!

Com certeza, sempre haverão as razões científicas destes efeitos naturais, mas uma razão não exclui a outra. Ou seja, D’us inclui no funionamente da natureza estes efeitos, com algum propósito e, embora, funcionem naturalmente, estes nos fazem refletir sobre algo para nossas vidas. O Talmud afirma que “O trovão foi criado apenas para endireitar a desonestidade dos corações”. Assim como outros fenômenos naturais, o trovão nos assusta e nos faz lembrar do D’us, Todo-Poderoso. Ou seja, o trovão é na verdade, nosso “despertador espiritual”!

Neste sentido, ao escutar o trovão, e refletir sobre a presença de D’us no mundo, se abençoa dizendo: “Bendito és Tu, ó D’us, Rei do Universo, por Sua força e poder encherem o mundo.”

A bênção que se diz ao ver um raio é: “Bendito és Tu, ó D’us, Rei do Universo, que realiza as obras da criação.” Numa reflexão clara dos fenomenos naturais que D’us criou para nos “iluminar” em nosso serviço divino!

Qual a Importância Dos Dez Mandamentos para o Judaísmo?

PERGUNTA –> QUAL A IMPORTÂNCIA DOS DEZ MANDAMENTOS PARA O JUDAÍSMO?

imagesRESPOSTA –> Segundo a tradição judaica, D’us deu ao povo judeu 613 mandamentos. Todos estes, igualmente sagrados, obrigatórios e diretamente de D’us.

Qual então a importância especial dos, famosos “dez mandamentos”? Primeiramente, na Torá, estes mandamentos são referidos como “Aseret ha-Dvarim, e, em textos rabínicos, como “Aseret ha-Dibrot”. (Asseret significa dez). A raíz das palavras “Dvarim” e “Dibrot” é a mesma da palavra “falar” ou da palavra, “coisa”. Desta maneira, este conjunto de legislações é conhecido como “Dez provérbios”, “Dez declarações”, “Dez palavras” ou, até mesmo, as “Dez coisas”, mas na Torá, nunca como “Dez Mandamentos”.

Os sábios ressaltam a importância destas “dez declarações” como sendo a base para todos os 613 mandamentos. Por exemplo, o mandamento de não trabalhar no Shabat, obviamente, se enquadra na categoria de lembrar o dia do Shabat e santificá-lo. Menos óbvio, porém, está o mandamento de jejuar no Yom Kipur que se encaixaria nest mesma categoria. E assim todos os outros. Continue reading “Qual a Importância Dos Dez Mandamentos para o Judaísmo?”

O terrível Holocausto atingiu somente os Judeus Ashkenazitas?

PERGUNTA: O terrível Holocausto atingiu somente os Judeus Ashkenazitas?main_article1b

RESPOSTA: Com certeza não! O Holocausto nazista que devastou praticamente todo o judaísmo europeu, também atingiu de maneira brutal os grandes centros europeus sefaraditas, assim como as comunidades do Norte da África. Comunidades judaicas sefaraditas de grande importância histórica foram praticamente destruídas no Holocausto, além de pequenas comunidades sefaraditas que existiam em países como Holanda, França e mesmo Polônia.

Bálcãs

Na véspera da II Guerra Mundial, a comunidade sefaradita da Europa estava concentrada nos países balcânicos da Grécia, Iugoslávia e Bulgária. Seus principais centros eram Tessalônica, Sarajevo, Belgrado e Sofia, e a experiência das comunidades judaicas dos Bálcãs durante a guerra variou muito de lugar para lugar.

Continue reading “O terrível Holocausto atingiu somente os Judeus Ashkenazitas?”

O que é o Ladino?

PERGUNTA DA SEMANA: O que é o Ladino?images

RESPOSTA:
O Ladino, também conhecido como “judeo-espagnol” é um idioma que teve suas origens por volta de 1492, quando os judeus foram expulsos da Espanha. O espanhol falado pelos judeus no final do século 15, foi então influenciado pelas várias línguas mediterrâneas faladas nos diferentes lugares aonde os judeus foram viver e um novo idioma judaico foi criado.

Embora o Ladino tenha suas próprias características, ele e o espanhol não são tão diferentes. Há semelhanças fortes e evidentes, assim como existem, por exemplo, entre o Espanhol e o Português. Além do Espanhol o Ladino tem influência do árabe, do turco, do grego e inclusive do português. Continue reading “O que é o Ladino?”

O que o Judaísmo opina sobre a vida em outros planetas?

הורדPERGUNTA DA SEMANA: O que o Judaísmo opina sobre a vida em outros planetas?

RESPOSTA:

Antes de mais nada vale esclarecer o fato de que certamente não somos os únicos “seres conscientes” do universo.

Não faltam, por exemplo, referências nos ensinamentos dos sábios judaicos sobre “anjos mais elevados”, que possuem uma consciência da realidade muito superior a nossa. O Maimônides, entre outros, escreve sobre os corpos celestes como também sendo seres conscientes.

A singularidade da humanidade não é a nossa consciência, mas sim, a maneira com que esta nossa consciência é capaz de difereciar o bem e o mal e escolher um deles! O chamado, “livre arbítrio”.
Continue reading “O que o Judaísmo opina sobre a vida em outros planetas?”