Perfil Aliá Bnei Menashe: Itzkhak Fanai – O Carpinteiro Cantante

Já ouviu falar sobre o carpinteiro cantante? Seu nome é Itzkhak Fanai e, junto com sua esposa e filho, estará fazendo Aliá (para Israel) no início de 2017.

Itzkhak é um dos 100 Bnei Menashe que imigrará do estado indiano de Mizoram no próximo ano com a ajuda de Shavei Israel. Conversamos com Itzkhak para conhecer mais sobre sua vida na Índia e escutar sobre suas expectativas em chegar a Israel.

Aizawl, a capital de arranha-céus de Mizoram
Aizawl, a capital de arranha-céus de Mizoram

Itzkhak, 30, recebeu este seu apelido através de uma combinação de sua profissão e seu treinamento religioso. Durante o dia, constrói estantes e armários. Nos finais de semana, é um cantor na sinagoga de Bnei Menashe em Aizawl, a capital conhecida como a “Hong Kong de Mizoram” (pelos seus arranha-céus surpreendentes no meio da Índia rural).

Como muitos Bnei Menashe, Itzkhak aproximou-se do judaísmo quando era adolescente, quando sua família descobriu suas raízes Bnei Menashe.

“Fiquei realmente espantado… e surpreso”, diz ele. Itzkhak ainda tem membros da família que não se juntaram à comunidade e que ele diz que “não entendem” a decisão de sua família de manter o Shabat, o kosher e as leis da pureza da família.

Felizmente, Itzhkak acrescenta que nunca foi discriminado quando abraçou o judaísmo e nunca experimentou nenhum anti-semitismo na Índia. O maior problema que a comunidade enfrenta atualmente, é o fato de não haver um shochet (ritual matadouro) em Aizawl – significando que não há carne kosher disponível.

Itzkhak espera continuar com sua atual profissão em Israel, assim que aprender o hebraico, mas está aberto a “qualquer trabalho decente que posso encontrar se surgir a necessidade.” Seus principais objetivos são “ser bom pai, fazer minha família feliz e cuidar do bem-estar de minha família, religiosamente e economicamente. Vou tentar o meu melhor para ser uma pessoa útil para a comunidade e para Israel. Estou pronto para ajudar os outros e para servir a nação judaica”.

Ele certamente já demonstrou isso na Índia: em 2013, Itzkhak participou do nosso seminário para os amigos da Shavei Israel em Sikkim, na Índia. Depois deste encontro passou a ensinar o hebraico e o judaísmo a outros Bnei Menashe.

Não é de surpreender, então, que seus talentos e dedicação estão sendo reconhecidos agora, colocando sua família no alto da última lista de Aliá. “Eu estive esperando para fazer Aliá por quase dez anos”, diz ele. “Foi difícil ver outros Bnei Menashe fazerem Aliá enquanto nós tivemos que ficar para trás. Mas a Shavei Israel nos deu esperança.”

Ele está muito animado com a possibilidade de “observar o Shabat e as festas judaicas, ‘pacificamente'” em Israel, além de “conhecer e rezar no Kotel” (o Muro Ocidental).

Caso você visite Nazareth, onde a família Fanai estará vivendo, e ouvir um carpinteiro praticando sua Chazanut (habilidades cantoriais), enquanto martelando as unhas, certifique-se de dizer olá. Pois, trata-se, sem dúvida, de Itzkhak Fanai.

Perfil Bnei Anussim: Rachel Souza Lima – do Brasil à Beersheva

Menos de um mês antes da chegada programada em Israel de Rachel Souza Lima, na última etapa de sua longa jornada ao judaísmo, uma guerra começou com o Hamas na Faixa de Gaza. Ela nunca tinha estado antes em Israel e, então, ficou preocupada com seus trê filhos,  que chegavam junto com ela.

“Mas eu sabia que Israel estava bem protegido, com um grande sistema de segurança”, lembra Rachel. “Acima de tudo, D’us nos protege sempre. Sabia que estaríamos a salvo aqui.”

Rachel, de 39 anos, e três de seus quatro filhos – Hillel de 20 anos, Binyamin de 14 anos e Sarah, de 10 anos – chegaram em setembro de 2014 (Stefani, 24 anos, é casada e não veio com a família).

A Operação “Margem Protetora” de 51 dias terminou alguns dias antes de sua chegada. Como a vida voltou ao normal, a vida da família Souza começou de novo… de diversas maneiras.

Rachel cresceu em Lucélia (São Paulo), no Brasil, em uma família de Bnei Anousim – descendentes de judeus que foram forçados a se esconder ou obrigados a se converter ao catolicismo há 500 anos. Muitos escaparam da Europa para o novo mundo nos navios dos grandes exploradores. Mas a Inquisição seguiu também a esses judeus, e, como seus irmãos do “velho país”, suas vidas passaram a ser nas escondidas.

Agora, com a ajuda da Shavei Israel, Rachel e seus filhos voltaram ao judaísmo. Rachel estudou no Machon Miriam, o Instituto de Conversão e Retorno da Shavei Israel, em espanhol, italiano e português. Seu filho mais velho estuda na Yeshivat HaKotel na Cidade Velha de Jerusalém. Os dois filhos mais novos ainda estão aprendendo o hebraico.

Mas a maior – e mais inesperada – mudança para Rachel foi seu casamento, no dia 14 de julho, com Meir Yehuda Lima.

Seguem abaixo algumas fotos do casamento.

 


Como Rachel, Meir é de uma família de Bnei Anussim do Brasil que recentemente descobriu suas raízes judaicas. Meir, 51, trabalhou no Brasil instalando equipamentos de incêndio. Agora, já em Israel há cinco anos, está procurando um emprego em agricultura. Após o casamento, a família mudou-se para Beersheva, onde existem mais oportunidades para trabalhar a terra.

O casamento de Rachel e Meir foi um evento modesto na sinagoga Tov Lehodot LaHashem em Beersheva. Oitenta pessoas participaram. “Foi uma bela cerimônia religiosa”, diz Rachel.

Rachel começou a observar o Shabat no Brasil, mesmo antes de sua conversão. “Não trabalhávamos, fazíamos uma refeição especial com Chalá, orávamos e cantávamos canções judaicas”, diz ela. “Sempre que podíamos, comíamos comida kosher. Fazíamos tudo com entusiasmo, amor e alegria.”

Rachel diz que a maioria de seus amigos e colegas aceitaram o fato de ela não trabalhar mais no Shabat e nas festividades, assim como também que seus filhos não participariam das festividades não-judaicas da escola. “Não experimentei nenhum anti-semitismo como conseqüência d nossa observância,” diz.

“Israel”, ela diz, “superou minhas expectativas. É muito melhor do que eu imaginava!”. O que não é surpreendente. “As notícias só mostravam Israel em conflito. Mas não desisti do meu sonho de me mudar para cá.”

Rachel, Meir e as crianças estão, neste momento, nos estágios finais de realizar a Aliá. “Israel é um país maravilhoso. Estar aqui é muito gratificante. Temos tudo o que precisamos aqui para cumprir as mitzvot [mandamentos]”, acrescenta.

Rachel diz que seu hebraico não é tão bom (“eu preciso estudar mais”), mas depois de quase dois anos no país, seus filhos são quase fluentes. “Estamos integrando-nos gradualmente”, diz ela. “Temos amigos israelenses que nos ajudaram muito.”

A maior ajuda veio da Shavei Israel, que apoiou Rachel e sua família com estipêndios mensais por mais de um ano, já que eles têm navegado pelo complicado processo de conversão e imigração.

“Muchas gracias!”, ela diz em Espanhol e “Toda rabá”, em Hebraico, ambos querendo dizer “muito obrigado”.

Obrigado, Raquel, pela sua firmeza, sua determinação em fazer parte do povo judeu. Agradecemos aos partidários da Shavei Israel que tornaram possível trazer mais judeus, dos cantos mais distantes do mundo, de volta a sua raíz e para Israel. Se você estiver interessado em fazer parte dessa história e ajudar mais “Rachels” a retornarem, visite nosso e faça uma doação.

“Podemos fazer uma diferença real”, diz Rachel, “dando um bom exemplo, com muita fé em D’us, para então sermos uma luz para as nações com força, coragem e bondade. Esse é o cumprimento dos mandamentos que nos foram dados pelo nosso D’us e por Moisés, de abençoada memória “.

BEM-VINDA À CASA ABIGAIL: a portuguesa que descobriu seu judaísmo

Abigail (Marina) Erlich estava programada para se apresentar diante do tribunal de conversão rabínica para, enfim, voltar formalmente ao judaísmo quando, no último momento, revelou ao Rabino Elisha Salas – emissário da Shavei Israel para Portugal e guia pessoal em vários anos de estudo  – que acreditava já ser judia.

“Eu sempre soube no meu coração que era judia, mas não tinha nenhuma prova, então nunca comentei a ninguém”, diz Abigail. Mas pouco antes de concluir seu processo de conversão, decidiu compartilhar sua história.

Quando era criança, a avó de Abigail lhe havia comentado que ela era judia. Mas os pais de Abigail eram fortes comunistas e nada queriam com a religião. Abigail cresceu completamente secular. “Sempre que o assunto vinha à tona, meus pais faziam o melhor para suprimir esta identidade”, diz ela.

Mas depois de Abigail estudar a Torá e a lei judaica por dois anos com o Rabino Salas, ela entendeu que, se sua avó era judia, ela também era.

A família de Abigail emigrou da Argentina para Portugal. Abigail contatou o gabinete do Rabino-Chefe de Buenos Aires, que localizou a sepultura da avó de Abigail em um dos cemitérios judaicos da cidade.

Esta foi a prova que precisava.

Abigail já havia reservado a passagem para Israel, onde ocorreria a conversão, então, mesmo assim, viajou – celebrando assim seu novo/velho status de “membro do povo judeu”. A corte rabínica, inclusive lhe forneceu a oportunidade de contar sua comovente história, e assim, receber sua bênção.

Marina-1Abigail é apenas um dos vários alunos do Rabino Salas em Portugal que optaram por se converter ao judaísmo nos últimos anos. Abigail vive em Belmonte, onde o Rabino Salas está baseado.

Quando perguntamos a Abigail de que maneira sua vida seria diferente a partir de agora, ela foi rápida em responder: “agora posso me casar!”. Abigail já estava participando dos serviços e celebrava as festas judaicas. Agora sua comunidade estará buscando fora de Portugal um partido adequado para Abigail.

Mazel tov, Abigail. É bom tê-la conosco novamente!

Fé, valor e descobrimento: de El Salvador à Jerusalem

Tudo começou em 1982, quando Yael e a mãe de Elisheva Franco ajudaram a abrir uma nova escola em El Salvador. A chamaram de, “Jerusalém”. A mãe das irmãs Franco não sabia nada sobre a tradição judaica e a escola era, somente, “uma escola secular normal”, conta Yael Franco.

Dez anos mais tarde, Yael e mãe de Elisheva chegaram a Israel com uma bolsa da Embaixada de Israel para estudar Educação em Haifa. Uma vez mais, não houve uma relação aberta com o judaísmo. “Ela sentia uma conexão com Israel, mas não sabia o por quê”, continua Yael.

Hoje em dia, toda a família Franco pratica um judaísmo tradicional. O irmão mais velho, Eliyahu, fundou a sinagoga Beit Israel, em San Salvador, a capital do país, e toda a família Franco passaram a ser seus membros fundadores.

Yael e Elisheva agora tomaram o passo seguinte: após a conversão formal ao judaísmo, no ano passado, ambos fizeram Aliyá para Israel.

Quando perguntamos a Yael, a que ela atribui tais mudanças impressionantes na sua vida e nas vidas de seus familiares, ela simplesmente diz: “Sinto como se D’us estivesse guiando nossa família, sem que percebamos. Pouco a pouco começamos a fazer as coisas. Primeiro foi o nome da escola, e então nossa mãe veio visitar Israel. Temos cumprido o Shabat, mesmo antes de termos qualquer conexão judaica”.

Histórias assim, geralmente, acontecem com Bnei Anussim de Espanha, Portugal e América Latina, quando uma herança judaica escondida surge dos lugares mais inesperados – como uma premonição espontânea de chamar uma escola de “Jerusalém”, no coração da América Central, há mais de 12 mil quilómetros da capital histórica do povo judeu.

Os Bnei Anussim são descendentes de judeus que foram forçados a se esconder ou forçados a se converter ao catolicismo há 500 anos. Muitos escaparam da Europa para o Novo Mundo em navios dos grandes exploradores, e estabeleceram-se em El Salvador, Colômbia e Chile. Mas a Inquisição seguiu estes judeus que, assim como seus irmãos que permanecerem nos países de origem, passaram à clandestinidade.

A Shavei Israel reuniu-se recentemente com quatro jovens de El Salvador, que estão agora em Israel nos vários estágios de conversão e Aliyá, estudando em paralelo, em Midrashot (seminários) e Ulpanim de hebraico na área de Jerusalém (uma quinta jovem, Aliza, não estava disponível para uma entrevista).

Rachel, 27, estudou comunicação em El Salvador e espera continuar nesse campo em Israel – talvez até mesmo tornar-se uma jornalista. “Eu sei Inglês e Espanhol, o que me abre muitas oportunidades”, diz ela. “Agora estou estudando o hebraico”.

O lado materno de Rachel chegou a El Salvador da Espanha e seu pai emigrou da Turquia. “Não sei se eram judeus, mas realmente não importa”, diz ela. “Logo no início, o que eu mais queria saber era sobre o judaísmo. Eu era “estranha” – a única entre meus amigos cristãos que não acreditava em Jesus”.

Enquanto estava na faculdade, Rachel fez amizade com alguns estudantes judeus. “Um dia eu estava caminhando para casa, e suspirei dizendo: ‘D’us, quero Lhe encontrar!’. Uma semana depois, um dos meus amigos judeus me convidou para visitar sua comunidade no Shabat. Eu não sabia nada sobre judaísmo ou sobre o Shabat. Mas fui. Cantamos os salmos e chorei: ‘D’us, eu Lhe encontrei!’. A partir daquele dia, nunca perdi um Shabat.”

Sonia, 28, encontrou seu caminho para a comunidade judaica de San Salvador através da única livraria judaica na cidade. Ela também não havia crescido como judia. “Mas eu sempre gostei de ler e minha família costumava dizer que os judeus eram o povo escolhido. Fui, então, para a livraria buscar mais informações. A mulher que trabalha lá me colocou em contato com a comunidade judaica”, conta.

Sonia estudou o trabalho social na universidade por um ano mas, “tive que deixar [os estudos] para trabalhar.” Trabalhava numa fábrica, na área de controle de qualidade. Agora em Israel, ela diz que gostaria de voltar aos seus estudos de trabalho social. “Acredito que existe um grande potencial aqui para ajudar outros com necessidade, especialmente em espanhol”, diz ela.

As irmãs Franco, são dez anos maiores do que Rachel e Sonia, e Yael Franco tem um filho de 13 anos, Joshua (Yehoshua), que chegou a Israel com ela. “Tudo veio do céu no momento certo”, diz Yael. “O pai de Yehoshua concordou em deixá-lo sair de El Salvador”.

Yehoshua fez o Brit Milá, quando era um bebê, mas o que é surpreendente é que seu tio, Eliyahu, não judeu e futuro líder da comunidade Beit Israel, assim como outros parentes do sexo masculino, também foram circuncidados quando eram jovens – “algo muito incomum em El Salvador”, conta Yael, “mas foi o que aconteceu na família Franco”. “Nunca comemos carne de porco, o que também é muito estranho para a América Central”, diz Yael. “E as mulheres sempre usavam saias. Nossos pais disseram que era uma coisa moral, mas nunca explicaram o por quê. Eu não acho que eles sabiam. Essa era a tradição.”

Os Franco eram ativos na igreja evangélica – seu pai era um líder religioso da comunidade, quando começou a ter dúvidas sobre o cristianismo. “Começamos a fazer muitas perguntas e, finalmente, decidimos que a igreja não era a verdade”, diz Elisheva. A medida que os discursos de seu pai começaram a divergir daquilo que os paroquianos esperavam “ele e toda a família foram expulsos”, conta Elisheva.

Somente quando deixaram a igreja, que chegaram a conhecer o judaísmo. Elisheva acrescenta: “Quando meu irmão fundou o Beit Israel, nossos velhos amigos ficaram muito irritados. Foram chamados de hereges e cortaram todo o contato. Foi a única vez que experimentamos qualquer espécie de anti-semitismo”.

Na verdade, El Salvador tem sido extraordinariamente gentil com os judeus. Quando falamos com Eliyahu Franco em 2013, ele disse que não era incomum ver uma Maguen David (estrela de David) ou uma Menorá usada como um elemento de design em um cartaz, um ônibus ou em frente a uma loja. Além do mais, Franco contou que usava seu Kipá (solidéu) abertamente na rua e, “as pessoas se aproximam de mim para dizer ue ‘amam os judeus'”.

Shabbat em Beit Israel é uma experiência incrível, explica Rachel. “Todo mundo vem para a sinagoga antes do Shabat e dorme lá. Todos trazemos e compartilhamos comida. Não há nem mesmo tempo para uma pausa na tarde de Shabat com tantas atividades e aulas! Assim é todos os sábados.”

Por Rachel quer abandonar uma comunidade tão inclusiva como esta?

“Não há nenhum outro lugar como Israel”, responde rapidamente. “Há algo especial aqui do qual eu faço parte. Já não posso mais pensar em viver em um lugar diferente. Sinto que tenho uma ‘conexão de alma’ aqui”.

Elisheva e Yael ambos trabalharam no “Jerusalem”, a escola de sua mãe, que finalmente começou a incluir aulas de história e tradição judaica. Depois de nove anos na comunidade Beit Yisrael, sabiam que era hora de seguir em frente. Viajaram primeiro para os EUA, onde as conversões ortodoxas foram feitas, e depois para Israel.

Elisheva diz que gostaria de escrever um livro sobre suas experiências. “Eu o chamaria de ‘A vida é um presente'”, diz. “Toda vez que temos um teste na vida, há, também, um propósito. Cada respiração que tomamos, cada olhar, cada fala, é um presente de D’us. Nem sempre é evidente.”

Elisheva espera que depois de aprender o suficiente, possa tornar-se uma professora de estudos judaicos para outros imigrantes de língua hispânica.

Elisheva, Yael, Sonia e Rachel chegaram em Israel – e em Jerusalém, em particular – em um momento difícil, durante a luta do país contra o terrorismo. Perguntamos-lhes se sentem medo.

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“Você está brincando?” perguntou Elisheva quase rindo. “Você não sabe o que se sente em El Salvador. Setenta pessoas são mortas a cada semana. É terrível. Me sinto muito mais segura em Israel.”

Sonia concorda. “Sinto-me segura aqui, porque estou perto de D’us.”

“É como uma grande família aqui e você nunca está sozinho”, acrescenta Elisheva. “Embora às vezes sejamos muito diferentes, as pessoas estão juntas, unidas.”

Yael e Elisheva tem uma mensagem para a comunidade em El Salvador: “Não nos esquecemos. Podemos ter sido as pioneiras, mas vamos ajudá-los a vir também.”

Yael enfatiza que ela é “grata pela atenção que a Shavei Israel nos deu, através do envio do [emissários da Shavei Israel] Rabino Daniel Tuito e o Rabino Yitzhak Aboud, que nos ajudaram a realizar o sonho de voltar a Eretz Israel [a terra de Israel] e recitar em nossa própria terra, o ‘Shema Israel Hashem Elokeinu, Hashem Echad‘”.

A Shavei Israel apoiou Yael, Elisheva, Rachel, Sonia e Aliza desde o início e continuará apoiando em suas novas vidas em Israel. Caso deseje ajudar a Shavei Israel com a comunidade de El Salvador e outras comunidades de Bnei Anussim na América Central e do Sul, por favor visite nossa página de doações.

“O processo que passamos é complicado e nem sempre é fácil”, conclui Rachel. “Mas D’us está sempre conosco. Ele escuta nossas orações. A minha alma está sempre procurando a verdade, para encontrar a D’us. Quero transmitir emuná – fé – da minha vida, e que possamos lutar pelo que é certo. Sei que D’us me ajudou.”

Após um atraso de 10 anos, Yonatan e Shifra Haokip se casam!

Happy-couple-252x300Já compartilhamos com vocês, aqui na Shavei Israel, a história de Yonatan Haokip, um jovem Bnei Menashe, que sozinho, traduziu todo o livro dos Salmos para o Kuki, a língua dos Bnei Menashe. Agora, temos mais novidades para compartilhar – e lê-se bem em todas os idiomas: Yonatan acaba de se casar. E esta história é digna de destaque como mais uma grande conquista alcançada por Yonatan.

Yonatan conheceu sua pretendida esposa, Shifra, em 2001, quando os dois estudaram juntos no Centro ORT de Estudos Judaicos em Mumbai, na Índia. Se apaixonaram e prometeram um ao outro que iriam esperar até que fossem capazes de fazer aliá para se casar em Israel.

Shifra foi a primeira a dar um passo em direção a este sonho, em 2007, quando fazia parte do último grupo de Bnei Menashe com permissão para imigrar a Israel, logo antes de as portas da Aliá se fecharem abruptamente. Estas portas não reabririam até o final do ano passado, quando por meio de um lobby incessante por parte da Shavei Israel, a imigração foi reiniciada e um novo grupo de 274 Bnei Menashe chegou a Israel.

Yonatan havia seguido Shifra em 2009, mas não “oficialmente”. Como a Aliá da Índia não era possível no momento, ele apenas havia recebido um visto de turista para visitar Israel e, portanto, não estava elegível para receber a assistência dada aos Bnei Menashe pelo governo. Shifra e sua família começaram a aprender hebraico e passaram por um processo de conversão formal. Yonatan, enquanto isso, estudou na Yeshiva Machon Meir em Jerusalém. Voltou para a Índia, aonde passou o ano de 2011 como um “Parceiro” da Shavei Israel para a comunidade Bnei Menashe local.

Mas quando a Aliá dos Bnei Menashe foi retomada no final de 2012, o visto de Yonatan foi finalmente atualizado para uma licença completa de Residente Temporário. Junto com seus colegas Bnei Menashe, ele se mudou para Israel, morando no Centro de Absorção Givat Haviva, patrocinado pela Shavei Israel, e terminou sua própria conversão formal ao judaísmo. Estava então – finalmente – pronto para se casar com Shifra. O amor deste casal, embora distantes em alguns momentos, tinha permanecido forte por mais de uma década.

“É raro, mas é verdade”, diz Yonatan. “Estamos apaixonados por 10 anos, o que torna o casamento especial para todos os Bnei Menashe que conhecem o nosso amor e o nosso relacionamento.”

O casamento aconteceu em Migdal HaEmek, uma das duas principais cidades israelenses do norte que receberam os novos imigrantes Bnei Menashe. Como era o primeiro casamento Bnei Menashe que acontecia por lá, Yonatan contou que foi um evento repleto de personalidades, incluindo o prefeito, o vice-prefeito, parte da gestão da cidade, bem como o coordenador da Shavei Israel para os Bnei Menashe em Israel, Tzvi Khaute. O casamento foi realizado pelo neto do falecido Rabino Chefe de Israel, Mordechai Eliyahu.

Yonatan diz que ele e Shifra convidaram quase todos os Bnei Menashe de língua Kuki que vivem em Israel para o casamento, e a julgar pelas fotos, muitos se esforçaram para vir. E por que não? Uma história de amor como esta de Yonatan e Shifra não acontece todos os dias.

Parabenizamos Yonatan e Shfira e desejamos-lhes um caloroso Mazel Tov!

Perfil Shavei Israel: Fabian Spagnoli – uma questão de identidade leva de volta para casa, para Israel

03/06/2013

Fabian-Spagnoli-203x300Fabian Spagnoli não sabe por que o homem da pequena loja na Espanha disse isso. Spagnoli tinha ido comprar um cobertor novo para sua cama. O homem na loja olhou para ele e disse direto: “Você é judeu.” Spagnoli e o lojista começaram a conversar e os dois se tornaram grandes amigos. O lojista, que era judeu, começou a ensinar Spagnoli coisas sobre judaísmo, sinagoga e oração. “A vida é um mistério”, diz Spagnoli. “É um equilíbrio entre nossas vontades pessoais e o que D’s quer. Claramente, estava escrito que este homem tinha que me dizer isso. É algo que não é lógico. Além do materialismo.”

Seja qual foi o motivo, o resultado deste “curioso” encontro tem sido uma grande mudança de vida para Spagnoli, que no início deste ano mudou-se para Israel com sua esposa e sua filha de 10 anos. Spagnoli, 50 anos, está agora explorando suas raízes como parte dos Bnei Anussim (um descendente de judeus que foram convertidos à força ao catolicismo, cerca de 500 anos atrás, e que são muitas vezes referidos pelos historiadores pelo nome depreciativo de ‘Marranos’) no Machon Miriam Instituto de Shavei Israel para Conversão e Retorno.

Spagnoli já se sentia um peixe fora d’água muito antes do incidente do cobertor. Nascido na Argentina, sua família emigrou para a América do Sul da Suíça após a Segunda Guerra Mundial. Mas o avô de Spagnoli não era de lá também, ele nasceu na Itália e seu nome – Spagnoli – significa “povo da Espanha” em italiano.

 

“Eu tinha um problema de identidade real”, Spagnoli admite. “Quando eu tinha 15 anos, eu costumava me perguntar: quem sou eu? Quem são meus ancestrais? Eu não me sentia totalmente argentino já que costumava viajar a cada verão para a Suíça para visitar meus parentes que ainda estavam lá. ”

Para tornar as coisas ainda mais complicadas, o pai de Spagnoli, embora não descrevendo-se um judeu, revelou uma história da família: a razão pela qual os Spagnolis – “pessoas da Espanha” – estavam na Itália, era em primeiro lugar porque eles eram judeus que haviam fugido da Inquisição. O jovem Spagnoli ficou completamente confuso!

Após o colegial, Spagnoli viajou pela Europa à procura de um lugar de conexão, mas acabou por regressar à Argentina para estudar Direito. Foi lá que ele conheceu sua esposa. Em 2001, porém, a crise econômica na Argentina enviou os Spagnolis para sua própria diáspora pessoal. “Minha esposa estava grávida e perdi meu emprego. A empresa fechou.”, diz ele. Decidiram, então, se estabelecer na Itália, na pequena cidade de Perugia, cidade natal de seu avô. Abriram uma hospedaria com cama e café-da-manhã e assim Spagnoli se sentiu finalmente à vontade. Mas não era para durar!

As palavras de seu pai e do lojista espanhol continuam a reverberar. Ele sabia que era judeu. “Na Itália, todos os escritórios públicos e escolas tem uma cruz”, diz ele. “Eu não queria viver em uma cultura católica. O fogo dentro de mim ainda estava queimando.”

Ainda na Itália, Spagnoli conheceu a Shavei Israel através da Internet. Ele começou a participar de seminários para Bnei Anussim (ele viajaria até a Espanha, uma vez que a Shavei ainda não tinha começado o seu trabalho no sul da Itália).

Sua convicção era cada vez mais forte. Sua jornada o levou a se casar com uma mulher judia. E o seu passado não era de Bnei Anussim ou oculto como o dele: ela cresceu em uma área judaica de Buenos Aires e seu pai, um imigrante da Ucrânia, era membro completo da comunidade judaica de lá. Como resultado, os Spagnolis eram legalmente elegíveis para fazer aliá sob a Lei do Retorno do Estado de Israel.

“Essa é a magia da vida”, diz Spagnoli. “Primeiro, eu estou em um seminário para Bnei Anussim em Barcelona, e agora estamos aqui em Israel. Há uma parte da vida que nós mesmos podemos gerenciar e outra parte que está além de nós. Pode chamar de destino … Eu não gostava desta palavra. Mas, agora, estando aqui, acho que poderia ser isso. ”

A esposa e a filha de Spagnoli já estão em Israel há três anos, mas Spagnoli ficou na Itália para cuidar de seu pai doente, que também se mudou para a cidade de sua família. Quando o pai de Spagnoli faleceu no ano passado, seu filho finalmente foi capaz de fazer aliá.

Spagnoli agora participa das novas aulas de língua italiana no Machon Miriam em Jerusalém ministradas pelo mais novo emissário da Shavei Israel, o rabino Pinchas Punturello. E já encontrou trabalho em uma operadora de viagens que se aproveita de sua proficiência em espanhol e italiano para o trabalho. (A esposa de Spagnoli também trabalha lá).

“Foi um desafio contar aos amigos na Itália que eu estava vindo para cá”, ele confessa. “Eles disseram -, há uma série de problemas em Israel”. Spagnoli aproveita esta falta de conhecimento sobre o Oriente Médio para “explicar às pessoas como aqui realmente é” e por vezes faz a função de comentarista em Israel em vários programas de rádio transmitidos na Argentina. Seu sonho é ainda maior. “Eu gostaria de ajudar a abrir um canal de notícias 24 horas, como a CNN, saindo de Israel”, diz ele.

Neste meio tempo, ele diz estar muito satisfeito com a decisão que tomou de vir para cá. E ele está particularmente satisfeito que sua filha está crescendo em um ambiente israelense ao invés de “uma cultura não-judaica na Europa.” Em última análise, ele acrescenta, “não há nenhum outro lugar para ir”.

Ainda assim, Spagnoli não tem ilusões. “Agora que estamos em Israel, a parte romântica da história, o flerte e o namoro, acabaram. Eu vou trabalhar e tomo o ônibus como qualquer outro cidadão israelense”. “Nem sempre é fácil. Mas é sempre fascinante.”

“Todo mundo aqui tem uma história, um livro sobre eles”, diz Spagnoli. “Eu gosto disso. Porque eu tenho o meu livro, também.”

 

“Ainda não está perdido” – o perfil de Michael Freund no jornal israelense Ma’ariv

13/06/2013Michael-at-home-Maariv

Em algum lugar, nos países e cidades que parecem nunca terem recebido qualquer estrangeiro, existe uma rica e dinâmica vida comunitária que gira em torno de antigos costumes judaicos, e às vezes até mesmo para os próprios residentes a origem deste folclore tradicional não é bastante clara . Em uma época em que declarar seu judaísmo não parece ser a opção mais segura, a organização Shavei Israel atua em diversas áreas remotas com as comunidades mais distantes, e os auxilia na luta pela sua identidade, suas tradições e sua religião.

Descendentes de Anussim (conversos) de Espanha, Portugal e América Latina; os Bnei Menashe da Índia; os judeus escondidos da Polônia; os Subbotniks da Rússia e mesmo as comunidades judaicas de China, Peru e Itália – a organização tem mantido conexões com todos estes em um esforço em manter a centelha judaica viva. “Somos um pequeno povo de um país pequeno, não temos muitos amigos no mundo”, diz Michael Freund, fundador da organização que transformou a sua visão na missão de sua vida. “Mas, por outro lado, existem essas comunidades que faziam parte de nós, e, se incentivarmos e fortalecermos estas conexões, apenas nos beneficiaríamos.”

 

A jornada de Freund com estas comunidades perdidas começou em 1996, quando imigrou para Israel de Nova York e encontrou trabalho no escritório de diplomacia pública do primeiro governo de Netanyahu. Freund foi o vice-diretor, e lidava, principalmente, com a comunicação com jornalistas estrangeiros. O trabalho deste novo imigrante estava calmo, até que lhe chegou uma carta que mudou seu mundo.

“Lembro-me deste envelope até hoje, feito de papel enrugado, laranja”, lembra Freund. “Era da comunidade dos Bnei Menashe, no nordeste da Índia, dirigida ao primeiro-ministro, em que eles pediam para voltar para a terra de seus pais, a Terra de Israel. Minha primeira resposta foi que isso parecia completamente absurdo – como poderiam os membros de uma tribo em uma área remota na fronteira com a Birmânia, Índia, serem nossos irmãos? – Mas algo na carta tocou meu coração, e eu lhes respondi.”

“Então me encontrei com eles. Vi que são muito sérios em seu desejo de se juntar ao povo judeu e viver uma vida de Torá e mitzvot, e eu disse para mim mesmo – se alguém é louco o suficiente para querer se juntar a nós, e fazem isso com honestidade e um desejo real, por que mandá-los embora? Eu aprendi suas tradições e costumes, até que me convenci de que estes eram realmente descendentes das tribos perdidas, e que são nossos irmãos”.

Freund conseguiu 100 vistos para eles virem a Israel, se converterem e receberem o status de novos imigrantes. Hoje, 17 anos após a primeira parada de sua jornada, Freund conseguiu reunir dezenas de comunidades que afirmam pertencer ao judaísmo mas, que perderam suas tradições ao longo dos anos.

Hoje, a Shavei Israel é a única organização judaica que atinge os “judeus perdidos” nas extremidades da terra, a fim de ajudá-los a voltar ao judaísmo. “Nós não somos apenas uma equipe de pesquisadores”, os membros da organização esclarecem “abordamos cada caso em um nível humano, oferecendo ajuda, apoio e compreensão em suas buscas sobre suas raízes judaicas, sua história judaica e a possibilidade de voltar a nação de Israel”. Freund e sua equipe estão ativos em 10 países, com uma grande variedade de comunidades especiais. Os Bnei Menashe na Índia são a maior delas, com cerca de 2.000 que já emigraram para Israel. No próximo ano, espera-se uma imigração adicional de 7.000.

“Após 2700 anos de peregrinação, eles estão voltando para casa. É o fechamento do círculo da história”, acrescenta Freund.

Os descendentes das 10 tribos

Os Bnei Menashe não são os únicos. Os descendentes dos conversos forçados de Espanha, Portugal e do sul da Itália estão lentamente voltando ao seu passado judaico que seus ancestrais tentaram esconder do terror da Inquisição. Em 1391, pogroms anti-judaicos varreram a Espanha. Milhares de pessoas foram mortas e milhares de outras foram forçadas a se converter ao cristianismo. As perseguições não pararam pelos próximos cem anos e, atingiram seu pico com a expulsão dos judeus da Espanha em 1492. Somente a Sicília, que era, então, parte do reino espanhol, tinha mais de 50 comunidades com milhares de judeus. Freund: “Nos últimos anos, mais e mais conversos estão “saindo do armário” e tentando voltar às suas raízes e ao seu povo.”

Nesta busca por diferentes judeus, tornou-se claro que algumas tribos indígenas, étnicas e grupos folclóricos em todos os continentes, foram identificados como possíveis descendentes das 10 tribos. Mas nem toda comunidade que tem costumes judaicos está necessariamente relacionada ao judaísmo. “Alguns anos atrás, fui abordado por um grupo de nativos americanos do Tennessee, que se autodeclararam descendentes das 10 tribos. Eu pedi para ver provas, o que praticavam, o que tinham, como sabiam, e eles me enviaram provas infundadas – era mais um desejo. Eu respeito o direito de cada pessoa de se auto-identificar com o que querem, mas isso não significa que temos que concordar com eles “, Freund diz. “Em certos casos, são pessoas que apenas querem uma passagem para um novo mundo. Tentamos ter muito cuidado para trabalhar apenas com casos de que estamos bem convencidos.”.

Libertação do comunismo

Os nativos americanos não foram tão bem sucedidos, mas na China, nos últimos anos, uma comunidade judaica real foi descoberta. Nos séculos VIII e IX, os comerciantes judeus chegaram na China através da ‘Rota da Seda’ entre a Pérsia e o Iraque, e lá se instalaram, com a bênção do rei. Segundo a lenda, eles não podiam dizer seus nomes judaicos e, assim, Levy, por exemplo, se tornou Li.

A comunidade cresceu, construindo uma sinagoga em 1163, chegando a uma população de 4.000 – 5.000 judeus durante a Idade Média, com instituições locais. Até os dias de hoje, na cidade de Kaifeng, existem cerca de 1.000 pessoas que parecem chineses, mas são identificados como os descendentes da comunidade judaica, inclusive com árvores genealógicas para provar isso.

A Shavei Israel diz que o comunismo chinês não conseguiu, nos últimos 70 anos, apagar completamente a memória desta tradição. “Há ainda jovens desta comunidade que se lembram de um avô que não trabalhava no sábado ou que mantinha certos costumes”, diz Freund.

Nos últimos anos, a China se abriu para o mundo e para a Internet, e a nova geração descobriu novas fontes de informação que anteriormente não tinham acesso. Freund: “Tudo o que esta geração sabe é que eles são descendentes do povo judeu. Recentemente, após terem sido expostos à mais informações, começaram a se reunir uma vez por semana, a fim de celebrar o Shabat e estudar juntos. Nos últimos anos, trouxemos dois pequenos grupos de 12 pessoas a Israel, e todos foram convertidos.”.

Vingança por anos de exílio

Não entenda errado: Estas mesmas comunidades judaicas ou talvez-judaicas, mundo afora, não estão somente esperando “para serem descobertas” e voltar a Israel. Muitos dos conversos de Espanha e Portugal, por exemplo, não estão interessados na religião, mas estão conscientes de sua conexão com o povo judeu. Mesmo assim, a Shavei Israel ainda acredita que reforçar a ligação com estas comunidades pode ser útil para a diplomacia pública, para a luta contra o anti-semitismo e, para o turismo.

Freund promete não abandonar a obra de sua vida: “Devemos fechar o círculo da história. Pode ser a melhor vingança por tudo o que nos foi feito no decorrer do Exílio – trazer o povo judeu de volta para casa!”

 

Este artigo foi publicado originalmente no site do Ma’ariv em Inglês, como parte da série “Os 100 Judeus Mais Influentes no Mundo.”