Ensinando hebraico em Lodz, Polónia

Na semana passada chegou à comunidade de Lodz, Polónia, a professora de Hebraico Shosh Hovav, voluntária da Shavei Israel. Com grande entusiasmo, Shosh e o seu marido chegaram à Polónia na semana passada e foram muito bem recebidos pela comunidade de Lodz, onde foi iniciado um programa de estudos de hebraico para os membros da comunidade, abrangendo todos os níveis e idades.

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Televisão judaica pela internet – A primeira da Polónia!

Shalom.tv (szalom.tv, em polaco) é a primeira televisão pela internet (web TV) da Polónia. Transmitindo desde Lodz – uma cidade com uma longa tradição cinematográfica – o canal é gerido por profissionais: pessoas da comunidade judaica que são peritas em assuntos judaicos, e realizadores de cinema com muitos anos de experiência.

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Celebrando o Dia da Lembrança do Holocausto com a Marcha da Vida na Polônia

Esta semana o mundocelebrou o Yom HaShoah – Dia da Rememoração do Holocausto. Na Polônia, o dia acrescentou significado à anual Marcha da Vida, onde milhares marcham dos campos de concentração de Auschwitz para Birkenau. O emissário da Shavei Israel em Cracóvia, Avi Baumol, descreve a marcha e o memorial deste ano.

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O Surpreendente Ressurgimento Judaico em Chmielnik, Polônia – Uma cidade sem Judeus

Em uma pequena cidade polonesa de apenas 11.000 pessoas, sem um único judeu, um museu judaico “estado de arte” está sendo construído. Milhões de dólares foram investidos na restauração da sinagoga – de tirar o fôlego – da cidade. E agora, uma Mikvê (banho ritual judaico) de 150 anos, que o tempo tinha quase esquecido, foi re-descoberta.

Bem-vindo à Chmielnik, uma das cidades mais surpreendentes no centro-sul da Polônia.

O emissário da Shavei Israel para a Cracóvia, o Rabino Avi Baumol, recentemente visitou Chmielnik para tentar entender o que exatamente está acontecendo nesta pacata cidade. Ele foi convidado, pela cidade, para discursar como parte de um painel do evento “Um Dia de Judaísmo” – outra surpresa, levando em consideração a ausência de qualquer comunidade judaica em Chmielnik. O Rabino Baumol e outros participantes – um padre e um ministro – contaram apaixonadamente sobre “como os judeus e poloneses não-judeus podem trabalhar juntos e prosperar na Polônia,” relatou mais tarde o Rabino Baumol.

Chmielnik nem sempre foi assim. Antes da Segunda Guerra Mundial, mais de 80 por cento da população da cidade era judaica. Com base nas datas encontradas no antigo cemitério da cidade, os primeiros judeus chegaram a Chmielnik em 1565. A comunidade começou a florescer um século mais tarde, a partir de 1658, e a sinagoga foi, então, construída. Por volta de 1764, quando um censo foi realizado, haviam 1.445 judeus vivendo na cidade. O censo de 1897 mostrou que a comunidade já contava com 5.660 judeus. No seu auge, em 1939, a população judaica da Chmielnik alcançou 10,275.

Sem nenhum judeu em Chmielnik após o Holocausto, o que está por trás do ressurgimento na cidade, de uma notável memória institucional judaica? Piotr Krawczyk, um jovem polonês não-judeu, estava em seus 20 e poucos anos, quando, há 17 anos, encontrou um livro sobre Chmielnik. Krawczyk estava fascinado por conhecer mais da história da cidade, contudo, perplexo pela omissão de qualquer menção de que já houve uma próspera comunidade judaica. “Eu lembrei que meus avós me disseram que antes da guerra, haviam um monte de judeus aqui”, contou ao The Jewish Daily Forward.

Sentindo-se um sentimento de injustiça com a maioria assassinada da cidade, Krawczyk mergulhou profundamente nos arquivos da cidade. “A história dos judeus aqui é a história da cidade”, concluiu. Ele estava determinado a colocar a história judaica de volta no mapa de Chmielnik – e na auto-consciência da cidade.

Além do museu de U$$3 milhões e da restauração da sinagoga da cidade, Krawczyk estabeleceu o “Encontros com a Cultura Judaica,” um festival anual que comemora o passado judaico da cidade. Ele organiza programas para crianças de escolas locais e trabalha para preservar os restos dos cemitérios judaicos de Chmielnik. Seu livro, lançado em 2006, é o único deste tipo na história judaica da cidade.

O projeto do museu é impressionante, ocupando grande parte do antigo santuário da sinagoga, tem como peça central uma luz de fundo que reproduz, em alta escala, transparente, a bimá destruída, onde, certa vez, a Torá era lida. A parte das mulheres, construída com um teto de vidro, foi transformada em um pequeno centro de auditório com exposições. Perto dali, um restaurante de estilo judaico chamado Tsimmes serve pratos judaicos tradicionais como cholent, kugel, fígado picado e ganso assado (em referência aos tempos modernos, há também hummus no menu).

O discurso do Rabino Baumol aconteceu na recém transformada sinagoga-museu, mas o destaque, para ele, foi a inauguração do recém-descoberto mikvê. “Eles vão reformá-lo como parte do desejo de mostrar Chmielnik como uma importante parada na consciência polaco-judaica”, explica.

Na verdade, a cidade já se tornou uma parada popular no que é conhecido como a “Rota do Shtetl” para os visitantes que começam na Cracóvia buscando entender melhor a vida judaica polonesa no pré-guerra.

“Todo o evento foi muito bem feito, celebrando o diálogo e a tolerância,” acrescentou o Rabino Baumol. “Na minha apresentação, falei sobre Abraão como o pai de muitas religiões e a importância de todos nós seguirmos seus passos.”

Claramente, o espírito de Abraão está muito bem vivo em Chmielnik.

Seguem algumas fotos do evento “Um Dia de Judaísmo”, em Chmielnik:

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As Faces da Comunidade Judaica Polonês sendo Renovadas

12718402_981682778533720_931258048998404558_nO primeiro seminário de Purim organizado pela Shavei Israel para jovens judeus na Polônia aconteceu. Os 14 participantes desfrutaram de uma deliciosa viagem de dez dias para Israel… e aqui lhes mostramos as fotos.

A diretora de Marketing e Novas Mídias da Shavei Israel, Laura Ben David, juntou-se ao grupo em sua viagem ao parlamento de Israel – o Knesset – e como sempre, trouxe sua câmera. Ela compartilhou conosco algumas das notáveis fotos do grupo.

As faces destes judeus – já não mais tão ocultos – da Polônia são um testemunho vivo da resiliência notável de povo judeu. Muitos dos participantes do seminário nem sabiam que eram judeus até recentemente, com o envelhecimento de seus avôs e a revelação por parte destes, desta herança judaica. Agora, com a ajuda de Shavei Israel, eles visitaram a terra de seus antepassados.

Além das fotos no Knesset, o grupo nos enviou algumas fotos que tiraram por conta própria quando visitaram as cavernas e grutas de Rosh Hanikra, na visita a antiga cidade de Akko – por terra e mar (através de um passeio festivo de barco no Mediterrâneo ), e, ao co12670491_985048254863839_3734807100787966433_n-768x432memorar seu primeiro Purim em Israel.

(Não temos certeza quem é o pirata, mas estamos confiantes de que se trata de uma fantasia)

Pode ter sido a primeira visita destes a Israel em Purim, mas com base no que escutamos durante o seminário, esperamos ver alguns dos participantes poloneses, em breve, de volta a Israel – talvez no nosso seminário anual de verão, em Agosto.

 

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Krzysztof (Christopher) Sadowski – abraçando orgulhosamente suas antigas raízes judaicas escondidas

182078_104342152977864_477196_n-300x168Krzysztof Sadowski não se surpreendeu quando sua avó revelou a sua família que eram judeus, três meses antes de sua morte. Em vez disso, “Eu estava muito orgulhoso”, diz ele, “porque eu sei que eu pertenço a uma nação com mais de 4000 anos de história e uma profunda cultura”.

A história de Sadowski é um emblema da revitalização da vida judaica na Polônia. Com a geração que sobreviveu a Segunda Guerra Mundial e ao Holocausto morrendo, mais e mais pessoas compartilham suas raízes ocultas com seus descendentes antes de morrer.

Para Sadowski, sua avó tornou-se católica, mas “nunca se esqueceu de quem ela era”, diz ele. Embora a história apareceu com a avó de Sadowski, esta última manteve o segredo por muito tempo (“Era a época do comunismo na Polônia”, Sadowski diz, “e as pessoas tinham medo de falar sobre o que aconteceu antes guerra “). Ironicamente, a avó Sadowski disse a verdade a sua família na noite do jantar de Natal.

Sadowski é jovem – está terminando o colegial. Ele vive com seus pais em uma pequena cidade chamada Opole, perto do centro, perto da uma vez próspera cidade judaica de Breslau, e três horas de trem de Cracóvia. Sadowski aproveita cada chance que tem de visitar a cidade grande, onde tornou-se um frequentador da vida judaica ali, comendo no Centro Comunitário Judaico, aprendendo canções de Shabat e participando de discussões com o emissário da Shavei Israel, Rabino Boaz Pash. As viagens frequentes de Sadowski são mais fácies porque seu pai “trabalha faz muito tempo na linha ferroviária, portanto, tem bilhetes mais baratos”, diz ele com um sorriso.

Desde que descobriu suas raízes, Sadowski participou de dois seminários na Polônia com a Shavei Israel e aguarda a sua primeira visita a Israel, como parte da viagem patrocinada da Shavei Israel para “judeus ocultos” da Polônia. “Estou um pouco nervoso sobre o clima quente”, ele brinca. “Mas eu estou muito animado para ver os lugares que são tão importantes para o povo judeu”.

Na verdade, a relação de Sadowski com Israel, tornou-se o centro de sua identidade judaica. Na escola, geralmente lhe pedem para relatar a situação real de Israel. Ele tem feito apresentações para seus colegas sobre a sociedade, cultura israelense, os pioneiros de inovação árabe-israelense e sobre as tecnologias israelenses de irrigação que são desenvolvidas ali.

Sadowski é um consumidor voraz de mídia, pesquisa na Internet as últimas notícias sobre o Oriente Médio. Lê todos os livros que pode sobre temas judaicos, dos quais existem cada vez mais nas bibliotecas públicas da Polônia e no comercio. Esta abertura é um fenômeno relativamente novo. No passado, a mídia do governo “mentia sobre judeus e Israel”, explica ele. “Mas agora temos mais contato e uma mídia mais aberta. Podemos até ouvir música e ir a shows judaicos”.

Depois que Sadowski descobriu que ele era judeu, nunca escondeu de seus amigos da escola. Talvez um de seus atos mais significativo foi quando ele arranjou para que o então sheliach da Shavei Israel, o rabino Yitzhak Rapoport, fosse dar uma aula e uma palestra sobre o judaísmo.

Descobrir que era judeu não foi uma surpresa para Sadowski, por outra razão: A Polônia é um caldeirão de culturas, explica, “por causa de todas as guerras que aconteceram, com a Rússia, com a Alemanha e a Áustria, as pessoas não são só sangue polonês. Não é como Suécia, que você pode ver um alto, loiro, com olhos azuis e dizer que parece sueco. Aqui, você não pode dizer que dois poloneses são semelhantes. ”

Os anos de governo comunista, levou os polacos a não expressar abertamente sua filiação religiosa qualquer. Como resultado, anunciar publicamente na Polônia que um é de uma religião diferente, pode ser aceito com mais serenidade do que se imagina.

Sadowski aprendeu a ler em hebraico foneticamente com o sidur (livro de orações judeu). Ele está particularmente interessado na “coreografia” da oração – “quando parar, quando reverenciar, quando se fala baixo, é muito profundo”, diz ele – e na lei judaica. “Foi muito importante para mim ter certeza que eu sou judeu de acordo com a Halachá”, diz ele.

Mas, mais do que qualquer coisa, Sadowski adora cantar. “Eu estou sempre cantando”, diz ele, e admite que, por vezes, seus amigos dizem-lhe para se calar! Suas músicas favoritas são as Zemirot de Shabat que aprendeu em Cracóvia. A internet, mais uma vez, tem um papel importante: permite que você facilmente veja tanto as letras quanto as melodias, mesmo estando na casa de seus pais.

“As coisas que eu mais gosto podem ser descritas como uma pirâmide”, diz ele. “Ser judeu, cantar e Cracóvia”, esta ultima, tenta visitar todo Shabat que pode. Na verdade, ele espera se mudar para Cracóvia após a formatura da escola.

Quando o fizer, a comunidade de Cracóvia, certamente estendera uma calorosa recepção a este jovem líder judeu.

Emissário da Shavei Israel inaugura o primeiro evento “Ciclismo pela Vida” na Polônia

Em 1909, os avôs de Robert Desmond deixaram sua casa e sua família em uma pequena aldeia/shtetl de Chernigov, ao norte de Kiev, na Ucrânia, e se mudaram para a Inglaterra. Isto salvaria suas vidas, uma vez que assim escaparam das atrocidades que a vida judaica esperava na Europa Oriental nas próximas décadas.Biking-in-Poland-300x1691

Cerca de 100 anos depois, em outubro de 2013, Desmond, um engenheiro de sistemas em Londres, maratonista e ávido ciclista de longa distância, embarcou em uma perergrinação moderna em busca de suas raízes. Subiu na sua bicicleta para traçar o que chamou de “o caminho da libertação” – no sentido inverso – de Londres a Normandia, as praias francesas onde desembarcaram no dia D, passando por Paris, em direção a Alemanha e depois para a República Checa, terminando nos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Depois de sua longa jornada de 1350 milhas, Desmond terminou em Cracóvia, aonde conheceu e se tornou um grande amigo do emissário da Shavei Israel lá, o Rabino Avi Baumol. Depois de várias refeições de Shabat e sessões de Torá com a comunidade, Desmond começou a apreciar o notável renascimento atual da vida judaica na Polônia. Quis mostrar ao mundo o que estava acontecendo, e “qual a melhor maneira de fazê-lo, senão com a bicileta?”

Desmond e o Rabino Baumol se reuniram com o diretor da JCC de Cracóvia, Jonathan Ornstein e lhe presentearam com um plano: eles iriam criar um novo evento de ciclismo, desta vez não para Auschwitz, mas sim, para Cracóvia, terminando no JCC (Jewish Community Center) que se tornou o foco da dinâmica vida judaica da cidade, sob a liderança do Rabino Baumol. Eles a chamaram de “Ciclismo pela Vida”, uma variante da famosa “Marcha pela Vida” que, também ocorre no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

O trajeto de 50 milhas entre Auschwitz e Cracóvia aconteceu na sexta-feira 6 de Junho, deste ano, e Rabbi Baumol e Desmond se juntaram com outros 15 ciclistas, incluindo: um grupo que Desmond trouxe de Londres, os membros locais do JCC de Cracóvia e um pequeno contingente dos EUA. E uma campanha on-line foi realizada para angariar fundos para os membros seniores do JCC poderem visitar Israel.

O dia começou com uma cerimônia, às 11h30, diante dos portões de Birkenau, onde o Rabino Baumol, membros da comunidade judaica e o vice-diretor do Museu de Auschwitz, falaram sobre a importância deste evento que seria realizada pela primeira vez.

“Milhões de visitantes fizeram seu caminho para Auschwitz por aviões, trens e automóveis”, escreve o Rabino Baumol, “mas nós fomos os primeiros a fazê-lo de bicicleta, simbolizando o espírito incansável do povo judeu – podem destruir nossos ossos, destruir nossas comunidades e tentar erradicar as nossas memórias, mas vamos sobreviver, continuar a construir!”

O Rabino Baumol recitou duas orações antes de iniciar a viagem:”Baruch Dayan Haemet”, honrando a memória do passado, e “Tefilat Haderech” orando para que D’s nos guie em nossos trajetos futuros.

“A viagem foi linda, o cenário e o clima perfeitos”, continua o Rabino Baumol. “Cada ciclista conseguiu realizar a viagem de 55 milhas em direção ao JCC… de volta à vida em Cracóvia. Todos nós aprendemos que temos a capacidade física para fazer esta viagem, e quando o sol se pôs, nos juntamos para uma refeição de Shabat e para a oração. Entendemos a importância de nossa mensagem!”

Na noite de sábado, Cracóvia celebrou o “7@nite”, um evento anual em que milhares, na sua maioria poloneses não-judeus, chegam a Cracóvia para caminhar pelas, cerca de sete, sinagogas, que ainda estão abertas, no distrito centro de Kazimierz.

A noite começou com um serviço de Havdalah liderado pelo Rabino Baumol no telhado do JCC Cracóvia. Então, à meia-noite, o Rabino deu uma palestra sobre “os símbolos da sinagoga” com cerca de 100 pessoas presentes.

O Rabino Baumol e Desmond pretendem transformer o “Ciclismo pela Vida”, um evento anual, e esperam que no próximo ano o número de participantes triplique. O Rabino Baumol diz que o objetivo é simples, mas muito importante “transmitir a mensagem de que devemos o inferno de Birkenau e as almas que ali morreram nunca deve ser o nosso lugar de descanso. A jornada judaica nunca vai parar com a morte, mas vai voltar lá, não mais levados como animais em trens, mas com nossos próprios pés, guiando-nos a liberdade e a vida judaica restaurada na Polônia.”

 

Chegando a Cracóvia
Chegando a Cracóvia
Grupo em frente à Auschwitz
Grupo em frente à Auschwitz
Robert Desmond e o Rabino Avi Baumol
Robert Desmond e o Rabino Avi Baumol