Parashat Vayishlach

Encontro com Esav

Questões

    • Por que Yaacob envia os mensageiros para Esav ?, Isso vai diretamente.

    • Por que ele diz a ele que estava com Labão e (de acordo com Rashi) que ele cuidou dos Mitsvot (preceitos), o que interessa isso a Esav ?.

    • Por que Yaacob divide seu acampamento?

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Parashat Vayetzé

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Diz-me em que pensas e dir-te-ei quem és…

Iaacov já tem quase 80 anos ou mais, e, no entanto, vemo-lo muito ativo.

Qual é a chave para Iaacov se manter fiel aos princípios de Abraão e Isaac apesar de estar em casa de Labão?

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Parashat Toldot

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Conhecendo Rivka

Rivka, mãe de Yaacov e Esav

A primeira vez que a Torá nos fala de Rivka é no fim da parashá Chayei Sarah, 24: 16, onde nos é dito que Rivka era linda, virgem e recatada.

Rivka sai sozinha para pastorear o gado. Tem uma personalidade dominante e sabe o que fazer, o que se torna evidente quando o servo de Abraão lhe pede água e ela oferece-se para dar de beber aos camelos também. Não é preciso que se lhe diga o que fazer; Rivka tem iniciativa própria. Isto não contradiz as leis do recato.

Rivka é rápida e ágil. Para além disso, ao pensar nos camelos, demonstra também a qualidade de ser bondosa e de ter piedade com os animais. Vemos que não se trata de uma bondade simples, mas sim de algo fora do normal. Rivka dá de beber sozinha a dez camelos, o que é uma tarefa árdua. Não se assusta com o trabalho pesado e com o esforço por aquilo que considera correto.

Depois perguntam-lhe se ela quer ir com o servo de Abraão ou não, o que nos demonstra que já em sua casa Rivka era conhecida como alguém que tem poder de decisão, que sabe o que quer e que tem opiniões próprias; não vai atrás dos outros. Talvez isso seja o que a vai ajudar a sair do mundo de idolatria e a abandonar tudo para ir atrás daquilo em que acredita, tal como fez Abraão.

Qualidades em comum com Abraão: Rivka fala pouco e faz muito. Pratica Chessed — bondade. Acolhe os convidados, deixa toda a sua família e a sua terra e vai para a terra de Canaã.

Em resumo: Personalidade forte, decide o que é importante, tem iniciativa e sabedoria prática, sabe desenvencilhar-se sozinha, tem segurança em si própria e autoestima. Quando lhe perguntam se quer ir ou não, responde de forma direta e concisa: “Sim, irei.”

Posteriormente encontra-se com Isaac. Desce do camelo e cobre o rosto. Isto não é mero recato; a torá não obriga a mulher a cobrir o rosto. Para além disso, se o tivesse feito por recato, teria coberto o rosto durante todo o caminho que fez com o servo de Abraão que a foi buscar. Rivka cobriu o rosto para começar uma relação de respeito e romantismo com Isaac.

Com Rivka, a Torá alonga-se para nos mostrar uma relação mais romântica e carinhosa com o seu marido, até ao ponto de nos contar que Isaac estava a brincar com Rivka, coisa que a Torá não faz com o resto das matriarcas.

É a única que viveu à sombra dos três patriarcas: Abraão, Isaac e Yaacov.

Quando a sua gravidez se complica, Rivka recorre a De’s. Alguns comentaristas dizem que rezou, e outros dizem que foi consultar De’s através dos profetas (Abraão ou os filhos de Noé). Mas em ambos casos Rivka recorre a Ele. Tem emuná — fé em De’s.

No que diz respeito à sua relação com os filhos, o amor de Rivka por Yaacov supera o seu amor por Esav, o que talvez se deva ao facto de Rikva ver que Yaacov era fiel ao legado de Abraão e Isaac, enquanto que Esav era um homem comum, que corria atrás do mundo material.

Se prestarmos atenção, notaremos que Rivka não tolera esta maneira de Esav se comportar. Nunca o chama “filho meu” ou “meu filho”, enquanto que chama sempre Yaacov “filho meu”, pois é ele quem segue os ideais com os quais ela se identifica, enquanto que Esav lhe recorda mais a casa de Labão e Betuel, de onde partiu.

No entanto, Rivka não é insensível a Esav, pois sofre muito quando tem conhecimento de que ele tomou esposas canaanitas.

Mas o seu amor por Yaacov faz com que Rivka perca a sua objetividade e leva-a a impelir o seu filho a enganar o seu pai para receber a bênção paterna.

Rivka provém de uma casa de engano e idolatria, o que se verá mais claramente quando Yaacov se hospedar em casa de Labão, irmão de Rivka. Mas apesar de tudo, Rivka sobrepõe-se e consegue mudar todos esses valores. Deixa a casa de Betuel e Labão para ser uma digna mulher da casa de Abraão e Isaac e ser a mãe de Yaacov.

Parashat Chaiei Sarah

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Conhecendo Sara

Sara, esposa de Abraão:

Sara era irmã de Abraão por parte do pai, por isso a relação entre eles era mais próxima. Viveram juntos pelo menos 70 anos, se considerarmos que Abraão casou aos 75, ou quase 100, se calcularmos que casaram mais jovens.

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Parashat Vaierá

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Anteriormente vimos que Abraão está no nível mais elevado de amor a De’s. Abandona tudo para se aproximar de De’s e ensina a sua casa a andar nos caminhos de De’s, justiça e equidade. Quer conhecer De’s e a maneira como Ele controla o mundo. Faz dois pactos com De’s. Todo ele era bondade, como De’s.

Agora devemos ver o outro aspeto, o temor a De’s. E para isso vem esta prova.

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Parashat Vaetchanán

O paradoxo do povo escolhido

Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

Pois vós sois um povo santo para o Eterno vosso De’s. O Eterno vosso De’s escolheu-vos por povo Seu entre todos os povos que há sobre a face da terra. O Eterno comprazeu-se convosco e vos escolheu, não porque éreis mais numerosos que os demais povos, na realidade éreis o mais pequeno, mas sim porque o Eterno vos amava e porque quis cumprir o juramento que tinha feito a vossos pais. Por isso vos arrancou da mão do faraó, rei do Egito, redimindo-vos da casa da servidão. Tende em conta, pois, que só o Eterno vosso De’s, um De’s fiel que guarda o Pacto e é piedoso até à milésima geração com quem cumpre os seus mandamentos, e dá o seu merecido aos que o aborrecem… (Deuteronómio 7, 1-10)

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Parashat Matot-Masei

O código penal segundo a Torá

Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

E disse o Eterno a Moisés: — Diz aos filhos de Israel: “Quando atravessardes o Jordão para a Terra de Canaan designareis cidades de refúgio para quem entre vós tiver matado alguém sem querer. Estas cidades servirão de asilo (…), para que não seja justiçado antes de ser julgado perante o tribunal da congregação. As cidades destinadas para isso serão seis, que serão para vós cidades de asilo (…) tanto para os filhos de Israel como para o estrangeiro e o peregrino de outras terras, para que se possa refugiar ali qualquer pessoa que tirar a vida ao seu próximo por engano. Mas se o tiver ferido de morte com instrumento de ferro será considerado homicida e, por tanto, será morto irremediavelmente… Mas se, pelo contrário, causar a morte do seu próximo acidentalmente e sem ódio, derrubando-o ou mandando-lhe algo para cima sem querer, ou, se sem o ver, o matar acidentalmente com uma pedra, sem o fazer premeditadamente, o tribunal julgará entre o que matou e o vingador do sangue, segundo os seus conceitos. (Números 35,9 – 25)

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