Parashat Vaetchanán

O paradoxo do povo escolhido

Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

Pois vós sois um povo santo para o Eterno vosso De’s. O Eterno vosso De’s escolheu-vos por povo Seu entre todos os povos que há sobre a face da terra. O Eterno comprazeu-se convosco e vos escolheu, não porque éreis mais numerosos que os demais povos, na realidade éreis o mais pequeno, mas sim porque o Eterno vos amava e porque quis cumprir o juramento que tinha feito a vossos pais. Por isso vos arrancou da mão do faraó, rei do Egito, redimindo-vos da casa da servidão. Tende em conta, pois, que só o Eterno vosso De’s, um De’s fiel que guarda o Pacto e é piedoso até à milésima geração com quem cumpre os seus mandamentos, e dá o seu merecido aos que o aborrecem… (Deuteronómio 7, 1-10)

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Parashat Matot-Masei

O código penal segundo a Torá

Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

E disse o Eterno a Moisés: — Diz aos filhos de Israel: “Quando atravessardes o Jordão para a Terra de Canaan designareis cidades de refúgio para quem entre vós tiver matado alguém sem querer. Estas cidades servirão de asilo (…), para que não seja justiçado antes de ser julgado perante o tribunal da congregação. As cidades destinadas para isso serão seis, que serão para vós cidades de asilo (…) tanto para os filhos de Israel como para o estrangeiro e o peregrino de outras terras, para que se possa refugiar ali qualquer pessoa que tirar a vida ao seu próximo por engano. Mas se o tiver ferido de morte com instrumento de ferro será considerado homicida e, por tanto, será morto irremediavelmente… Mas se, pelo contrário, causar a morte do seu próximo acidentalmente e sem ódio, derrubando-o ou mandando-lhe algo para cima sem querer, ou, se sem o ver, o matar acidentalmente com uma pedra, sem o fazer premeditadamente, o tribunal julgará entre o que matou e o vingador do sangue, segundo os seus conceitos. (Números 35,9 – 25)

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Parashat Pinchas

As festividades de Israel 

Retirado do livro Mas allá del versículo, do Rabino Eliahu Birnbaum

E no dia 14 do primeiro mês celebrar-se-á Pesach do Eterno. E o dia 15 desse mês será festivo. Durante sete dias comer-se-á Matzá. O dia primeiro será de santa convocação. Não fareis nele trabalho servil algum (…) Assim fareis os sete dias, oferecendo ao Eterno suas oferendas () E o dia primeiro do mês sétimo (Rosh Hashaná), será de santa convocação, não fareis nele trabalho servil. É dia que se celebrará ao som da trombeta () E o dia 10º do mesmo mês (Yom Kipur) será para vós de santa convocação. Afligíreis vossas almas e não fareis trabalho servil () E o dia 15 do mês sétimo será do mesmo modo de santa convocação (Sucot). Nele não fareis trabalho servil e celebrareis a festividade ao Eterno durante sete dias () E disse Moisés aos filhos de Israel tudo o que o Eterno tinha ordenado.“ (Números 29,1 – 39)

Esta parashá apresenta a sequência temporal dos acontecimentos da Torá; abre uma janela para o mundo fascinante das festividades, para que, através delas, conheçamos o seu significado e importância, assegurando assim a memória das tradições do povo judeu. Para além deste acervo de festividades que aparecem na Torá, existem outras que surgem e se tornam vigentes a partir das palavras dos nossos sábios, que fixaram normas e festividades em diferentes épocas, posteriores à entrega da Torá. As festividades da Torá e as estabelecidas pelos nossos sábios abrangem na sua totalidade os dias de alegria, invocação e memória do povo de Israel ao longo de todas as gerações.

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Parashat Balak

A maldição transformada em bênção.

Retirado do livro Más allá del versículo, do rabino Eliahu Birnbaum
E viu Balac, filho de Tsipor, tudo o que Israel tinha feito aos amorreus, e temeu muito Moab o povo de Israel (…) E Balac (…) que nesse tempo era rei dos Moabitas, enviou mensageiros a Bilam (…) Para lhe dizer: “Eis que um povo saído do Egito cobre a face da terra e agora habita frente a mim. Peço-te que maldigas esta gente, porque é demasiado poderosa para mim.

Talvez possa conseguir derrotá-los e expulsá-los da terra, porque sei que quem tu abençoas, abençoado é, e aquele a quem tu maldizes, maldito é” (…) E respondeu Bilam a Balac: “Eis-me aqui, mas por acaso eu poderei dizer qualquer coisa? A palavra que De’s puser na minha boca é a que eu direi.” E disse Bilam a Balac: “Constrói-me sete altares e prepara-me sete touros e sete carneiros” (…) E elevou esta invocação: “Do alto das rochas o vejo e desde o cimo das colinas o contemplo.

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Parasha Chukat

Uma ordem heterónoma para um homem autónomo.

Retirado do livro Más allá del versículo, do rabino Eliahu Birnbaum

E disse o Eterno a Moisés: “Eis aqui o preceito que dispõe o Eterno. Diz aos filhos de Israel que tragam uma vaca vermelha sem mácula alguma e sobre a qual não se tenha posto jugo. Dá-la-eis a Eleazar o sacerdote, que a tirará do acampamento e a fará degolar na sua presença… Quem tocar no cadáver de um homem ficará impurificado durante sete dias. Deverá purificar-se com as cinzas da vaca vermelha…”(Números, 19, 1 – 22)

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Parashá Korach

Retirado do livro Más allá del versículo, do rabino Eliahu Birnbaum

A rebelião em nome da ideologia

Corach, filho de Itzhar… e Datan e Aviram… encheram-se de soberbia e levantaram-se contra Moisés, acompanhados por duzentos e cinquenta homens dos filhos de Israel, toda a gente de renome e conjurando-se contra Moisés e Aarão, enfrentando-os: “Atribuís-vos demasiado. Toda a congregação é santa e o Eterno está no meio dela. Porque então vos engrandeceis sobre o povo do Eterno?” Ao ouvir isto, Moisés prostrou-se com o rosto em terra e logo disse a Corach e à sua gente: “Amanhã o Eterno fará saber quem é Seu e quem é santo e quem quer a Seu lado, já que quem for escolhido por Ele poderá aproximar-se a Ele…” E a terra abriu a sua boca e engoliu-os, junto com as suas tendas e todos os seus pertences…”  (Números, 16, 1-35)

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Parashat Behaalotcha

A Menorá: símbolo de dinamismo e otimismo.

Por Rabino Eliahu Birnbaum

«E disse o Eterno a Moisés: “diz a Aarão: Quando acenderes as luzes do candelabro, fá-lo de modo a que alumiem para a frente” e Aarão assim o fez, orientando as sete luzes para a frente conforme a ordem dada a Moisés pelo Eterno. A feitura do candelabro era de ouro cinzelado martelo, tanto no seu tronco como nas suas flores, conforme o modelo que tinha mostrado o Eterno a Moiseés.» (Números, 8, 1-5)

A Menorá (candelabro) é um dos utensílios mais importantes do tabernáculo do deserto e do templo sagrado de Jerusalém. Estava construída de uma só peça de ouro puro e enfeitada com gravuras e flores que lhe davam um aspeto belo e imponente.

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