Mercado Kosher na vila Monte Do Bispo, Portugal

No mês passado, o Rabino Elisha Salas, emissário da Shavei Israel em Portugal, visitou a aldeia de Monte do Bispo.

O rabino deu uma conferência sobre kashrut (a dieta alimentar judaica), inserida no Mercadinho do Festival de Outono de Monte Do Bispo.

Monte Do Bispo é uma aldeia a 12 km de Belmonte, em Castelo Branco, perto da Guarda e de Coimbra, locais que contam com um rico passado judaico.

O festival contou com diversos eventos culturais e com uma feira de produtos locais das áreas vizinhas, no qual participaram o rabino e os seus alunos. Continue reading “Mercado Kosher na vila Monte Do Bispo, Portugal”

Queijo Kosher em Belmonte com o Rav Elisha Salas

Procurando queijo kosher em Portugal? Vá a Belmonte, onde o emissário da Shavei Israel, o Rabino Elisha Salas, está supervisionando uma nova linha de queijos kosher de ovelha. (Este na foto é o nosso estimado rabino acima de uma grande piscina de leite de ovelha!)

Esta não é a primeira vez que o rabino Salas explora o mundo da fabricação de queijo. Supervisionou a produção de queijo em Trancoso, outra cidade portuguesa com uma comunidade Bnei Anussim.

O último queijo perfurmado da Shavei Israel é patrocinado pelo rabino Usher Eckstein, que ensina em Nova York, onde também fornece supervisão kosher.

Todos os novos queijos de ovelha são certificados de chalav israel (leite acompanhado por um judeu desde o príncipio de sua produção).

O rabino Elisha diz que o trabalho não somente fornece queijo kosher em Belmonte, mas também fornece trabalho para as famílias judaicas locais, descendentes de Bnei Anussim, que vivem em Belmonte.

O Rabino Salas tem estado na estrada mais do que de costume: assumiu a posição do ex-emissário da Shavei Israel na Espanha, o Rabino Nissan Ben-Avraham, dando classes e visitando as comunidades da nação vizinha. Ele visitou recentemente a comunidade Bnei Anussim em Alicante, encontrando-se com o presidente, ensinando para dez pessoas e dando boas-vindas ao Shabat.

“Não há nenhum minian regular (quórum de dez homens) em Alicante”, relata o Rabi Salas, “e esta foi a primeira vez na história da comunidade que um shacharit [serviço da manhã] foi realizado”.

A comunidade já lhe pediupara aumentar os dias de estudo.

“Eles não querem me deixar descansar!”, Ele brinca.

Aqui estão mais algumas fotos.

O Pão Judaico

A proibição do “Pat-Acum”

Até o final do Segundo Templo, há cerca de dois mil anos atrás, se consagrou uma série de leis destinadas a afastar os judeus dso não-judeus em várias questões que poderiam causar alguma certa intimidade excessiva. Esta era uma época em que as relações com pessoas de outras nacionalidades significava, praticamente2, tornar-se um idólatra. O Talmud (Tratado de Shabat, 17b) explica que os grandes sábios de Israel se reuniram em um mesmo lugar e promulgaram uma série de leis – dezoito no total – entre as quais, quatro, eram no sentido desta separação. Entre estas está aquela que nos interessa agora: a proibição do pão.

O decreto diz que um judeu não pode comer um pão preparado por um não-judeu, o chamado “pat-acum” (pão idólatra).

Existem diferentes opiniões sobre este decreto. Alguns sábios argumentam que a proibição se refere, apenas, ao pão preparado nas casas dos não-judeus, e não trata do pão preparado na padaria, uma vez que a intenção do decreto era evitar a intimidade excessiva entre judeus e não-judeus. Outros acreditam que o decreto foi considerado de uma maneira geral, contudo, mais tarde os sábios perceberam que as pessoas não conseguiriam cumprir com este decreto e permitiram o pão de forno. E, finalmente, outros dizem que o decreto do pão, assim como outros do estilo, não foi aceito por todos e assim, encontraram necessário limitar, somente, o pão caseiro.
Intervenção judaica

Isto significa que, aonde seja possível encontrar pão preparado por judeus, não deve-se comer “pat-acum”, e apenas quando não há outra alternativa, o pão de forno será permitido, mas não na casa de um não-judeu. Em Israel, por exemplo – ou em locais onde muitos judeus vivem e podem ser encontrados facilmente um pão preparado por judeus – não há desculpa para comer “pat-acum”. Em lugares onde existem poucos judeus observantes, no entanto, ou quando a diferença de preço significa que as pessoas vão ter que pagar muito mais para obter um pão preparado por judeus, será permitido comer o “pat-acum”.

Além disso, o Talmud explica que esta situação pode ser facilmente resolvida, simplesmente, como um judeu participando, mesmo que pouco, da preparação do pão. Por exemplo, de acordo com uma primeira opinião, basta um judeu ligar o fogo e, de acordo com uma segunda opinião, mais liberal, basta que agregue um pouco de lenha no fogo do forno, já aceso. Quando os fornos de pão tinham as portas abertas ao público, que poderia atingir a boca do forno, havia um judeu da comunidade encarregado de adicionar um pouco de lenha no forno para que todo o pão preparado naquele lote, fosse permitido.

Tudo isto partindo do princípio de que todos os ingredientes do pão são permitidos.

Porém, existem alguns problemas.
Problemas potenciais

Em primeiro lugar, a farinha deve ser “velha”. A Torá diz que a produção de ‘novo’ trigo é proibida até depois do segundo dia da Festa de Pessach. Normalmente, o trigo (e outros cereais com glúten) são plantados e crescem antes de Pessach e se recolhe algumas semanas depois da festa, e, então, não há nenhum problema com o trigo. Mas com a globalização, chegámos a um ponto em que, quando a farinha está faltando em um lugar, você pode, facilmente, conseguir no outro lado do mundo, e se este trigo foi plantado depois de Pessach e ainda não chegou o seguinte Pessach, tanto o trigo como a farinha serão proibidos. Isso é bem regularizado em Israel, onde as importações de trigo são monitoradas.

O segundo problema é que, em Mallorca ainda existem fornos que passam manteiga nos instrumentos usados para fazer o pão. Embora seja verdade que o gosto que eles podem dar ao pão não é importante, no entanto não será possível comer destes e, portanto, é necessário encontrar fornos onde não se usa manteiga ou, pelo menos, tenam instrumentos separados para pãos que não colocam manteiga. A maioria dos fornos “modernos” já não faz mais uso de banha para preparar o pão, eliminando, assim, este problema.

As mulheres judias são muito cuidadosos em peneirar a farinha antes de preparar a massa, uma vez que podem existir vermes na farinha, e se utiliza uma peneira bem apertada para evitar estes vermes. Isto é a priori, pois, desta maneira, todos aqueles que querem preparar um pão ou qualquer outro produto com farinha, devem verificar a farinha corretamente. Contudo, presume-se que a maioria dos fornos modernos usam farinha de boa qualidade e mesmo que exista algum inseto, se assume que devem ter desaparecido no processo de fabricação do pão.

Atualmente podem ser adicionados estabilizadores no processo de fabricação de pão, e em alguns deles pode ser que venham um produto que não é permitido pela lei judaica. Há listas desses produtos, que podem ser facilmente consultadas, com a marcação de quais são permitidos e quais não são. Em alguns casos, o fato de que contém elementos proibidos não significa, necessariamente, que o produto está proibido, em cada caso é necessária uma decisão rabínica.

 

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Autor:

Rabino Nissan ben Avraham

O “Fuagrá” – Temas de Kashrut

8220137875Nas leis da “dieta judaica”, há uma seção muito importante que é importante conhecer. Quando um animal é atacado por uma fera no campo, não se pode comer este animal, pois a Torá, no livro de Shemot diz “Não comereis a carne de um animal despedaçado por uma fera no campo; vós a deitareis aos cães” .

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