Fundalmentamente Freund: Rock & Roll Sionismo

Por Michael Freund, Presidente e Fundador da Shavei Israel

 

De todos os lugares do mundo para se viver uma experiência sionista, o Rock & Roll Hall of Fame em Cleveland (EUA) parece ser o local mais improvável.

Andando pelos salões adornados com históricas lembranças como a jaqueta de ouro de Elvis Presley, o terno Ziggy Stardust de David Bowie e a motocicleta de John Cougar Mellencamp, é incrivelmente fácil ser puxado para um vórtice de nostalgia americana inspirado em alguns dos mais emocionantes sucessos musicais da última metade do século.

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A grandeza de Israel

Escrito por Tzivia Kusminsky nas vésperas do Yom Hatzmaut de 60 anos do Estado de Israel, em 2011

 

Ontem à noite, a emocionante celebração de Yom Hazicaron teve lugar por todo Israel e, possivelmente, em vários lugares na diáspora.

Soldados valentes e vítimas inocentes de ataques terroristas foram lembrados e suas memórias, foram abençoadas. E sentada em minha casa, no Yishuv Dolev, senti querer compartilhar vários dos pensamentos que me ocorreram.

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Israel celebra seu Primeiro Dia da Aliá!

O momento não foi intencional, mas há uma certa presciência ao fato de que no próprio dia das controversas eleições norte-americanas da semana passada, Israel comemorou seu primeiro “Dia da Aliá”, enfatizando a unidade e um senso compartilhado de propósito.

O mais novo feriado no calendário nacional de Israel, instituído pelo Knesset (parlamento israelense) em junho deste ano, tem como significado reconhecer a importância da Aliá para Israel, junto com as contribuições cruciais que os novos imigrantes fizeram no desenvolvimento do Estado Judaico.

Em todo o país, na última terça-feira, 8 de novembro, as escolas realizaram aulas sobre a imigração para Israel, o Knesset organizou reuniões especiais e cerimônias aconteceram na sede do Chefe das Forças de Defesa de Israel e nos escritórios da Polícia de Israel.

O dia terminou com uma reunião no Centro Internacional de Convenções de Jerusalém com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman e a ministra da Imigração e Absorção Sofa Landver, assim como o presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky. Os três últimos, sendo, também, imigrantes.

“Assim como eu, centenas de milhares de olim [imigrantes] chegam a Israel todos os anos por causa da mesma sensação de conexão com a pátria”, disse Landver ao Jerusalem Post. “Estou orgulhosa e animada que pela primeira vez, um dia para marcar a Aliá está sendo celebrado em Israel.”

A Shavei Israel em particular aprecia a instituição do Dia da Aliá.

Desde a fundação da organização, temos nos dedicado a promover uma verdadeira reunião internacional dos exilados. Nosso trabalho com comunidades judaicas na Índia, China, Europa e Américas ajudou milhares de judeus a se reconectar com sua herança e sua pátria.

E ainda não terminamos.

Vamos fazer o Dia da Aliá ser real para ainda mais judeus ao redor do mundo. Neste exato momento, 700 Bnei Menashe estão esperando para fazer a aliá. (Visite esta página para fazer sua doação e ajudá-los)

O primeiro-ministro Netanyahu resumiu o significado do dia. Aliá é “o propósito básico do Estado judeu e a realização das profecias bíblicas”, disse. “O povo judeu está retornando à Terra de Israel e construindo nela o Estado de Israel. Este é um grande feriado para todos os cidadãos israelenses, novos e velhos.”

Rede Shufersal e Shavei Israel ajudam aos imigrantes receberem o Ano Novo!

Os mais novos imigrantes à Israel das comunidades Bnei Menashe, Bnei Anussim e Subbotnik possuem mais um motivo para comemorar este ano novo judaico: a rede israelense Shufersal de supermercados doou NIS 50.000 (US$ 13.000) em cupons para os novos olim, para facilitar suas compras nas festividades.

Esta é a segunda vez que o Shufersal envolve-se com as comunidades apoiadas pela Shavei Israel. A rede doou esta mesma quantia pouco antes da festividade de Pessach, este ano.

Os cupons de Rosh Hashana serão destinados às 300 famílias mais carentes destas comunidades. Estes podem ser usados ​​em qualquer loja Shufersal e têm o propósito de impedir que as celebrações das festividades santas, pesem no bolso destas famílias (mesmo que também podem ser usados ​​em qualquer época do ano). A Shavei Israel tem trabalhado de perto com estas famílias desde sua Aliá, permitindo que a organização conheça seus rendimentos e despesas.

O programa com o Shufersal surgiu através de uma ligação familiar feita pela diretora do departamento de Bnei Anussim e Judeus Ocultos da Polônia da Shavei Israel, Tzivia Kusminsky.

Em abril, quando o programa começou, não sabia se seria algo singular ou se teria uma sequência. Estamos muito satisfeitos em trabalhar com o Shufersal nesta segunda versão do programa de Tzedaká do supermercado, ajudando a tornar as festividades, ainda mais doces para nossos novos imigrantes.

Bnei Menashe prestam homenagem às familias adotivas de Kiryat Shemona

Um dos programas mais importantes para garantir a absorção em Israel dos novos imigrantes Bnei Menashe, tem sido a criação de uma rede de famílias adotivas. Estas famílias dão as boas-vindas aos recém-chegados da Índia em suas casas, convidando-os para o Shabat e as festas, ajudando-os a navegar numa terra estranha repleta de novos costumes chocantes.

Na semana passada, os Bnei Menashe de Kiryat Shemona decidiram mostrar sua gratidão pelas famílias adotivas que ajudaram a facilitar esta transição. Representantes dos 120 Bnei Menashe que se instalaram na cidade mais ao norte de Israel, juntamente com suas 25 famílias adotivas, se reuniram na Yeshiva Hesder local para uma celebração comunitária – conectando os veteranos com os recém-chegados.

Esta noite foi uma iniciativa do membro da Shavei Israel, o Rabino Alon Mass. Também compareceram outros membros da equipe da Shavei, como: Hanan Orbach – diretor de absorção dos Bnei Menashe para a região norte; Asher Platzki e Yehuda Singson.

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Apresentação do Rabino Mass

O Rabino Mass contou como a comunidade prosperou neste último ano, desde que chegaram a Israel e se mudaram para suas novas casas. Hanan Orbach continuou, dando uma palestra sobre a visão da Shavei Israel em relação a absorção desta comunidade. As famílias adotivas de Kiryat Shemona compartilharam histórias de suas experiências e os Bnei Menashe, retribuiram, distribuindo pequenos presentes para cada família, incluindo uma carta especial de agradecimento.

A Shavei Israel preparou famílias adotivas em todas as cidades onde os Bnei Menashe se assentaram, desde a mais recente onda de aliá que começou em 2012. Atualmente estes estão localizados em Tiberias, Nazaré Superior, Safed e Akko – além de Kiryat Shemona.

As famílias adotivas, normalmente, estão conectadas com um Garin Torani local – jovens israelenses que se deslocam em conjunto para uma cidade para reforçar o  carácter religioso do local. A equipe da Shavei Israel prepara o terreno antes de que um novo grupo de Bnei Menashe se mude, divulgando sua chegada iminente e pedindo ajuda de voluntários. E então a Shavei Israel combina as famílias adotivas com os Bnei Menashe – como num site de busca por relacionamento!

Uma das histórias mais comoventes compartilhadas nesta noite foi a de Yoel e Ora Isso Itol, uma família Bnei Menashe que acabou de ter um bebê. Sua família adotiva preparou um Kidush (comes e bebes) no Shabat seguinte, após os serviços na sinagoga, cuidando de todos os preparativos para os novos pais sobrecarregados. Para grande surpresa de todos, o recém-nascido recebeu o nome de Yaffa – o mesmo nome que a mãe adotiva da família.

Mostramos abaixo, algumas das fotos desta comovente cerimônia em Kiryat Shemona:

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A Shavei Israel e o Shufersal fazem as compras de Pessach mais fáceis este ano

Qualquer pessoa que já tenha feito compras para a festa de Pessach, sabe que pode sair muito caro. A preparação e a troca dos alimentos tradicionais para os alimentos Kasher para Pessach – a matzá, gefilte-fish, charoset. sopa e peito de frango, e etc – “fermentam” a conta.

Isso nem sempre é fácil para os novos imigrantes que a Shavei Israel tem ajudado a fazer aliá para Israel. E assim, este ano, 300 famílias mais necessitadas obtiveram uma assistência financeira da rede de supermercados Shufersal de Israel, que doou NIS 50.000 (US$13.000) em vales para a Shavei Israel distribuir aos Bnei Menashé, Bnei Anussim e as comunidades judaicas subbotnik de Israel.

Os vouchers podem ser utilizados em qualquer supermercado Shufersal e em qualquer época do ano. A Shavei Israel tem trabalhado de perto com estas famílias desde sua aliá, o que nos dá uma idéia de seus salários e suas despesas, e permite-nos identificar aqueles que mais necessitam a ajuda.

As famílias que vivem na área de Jerusalém receberam seus vales em pessoa, já os Bnei Menashe que vivem no norte de Israel receberam através de um membro da equipe da Shavei Israel que os visitou para distribuir este presente especial de Pessach.

Esta parceria com o Shufersal aconteceu através de uma ligação familiar feita pela diretora do departamento de Bnei Anussim e Judeus Escondidos da Polônia da Shavei Israel, Tzivia Kusminsky. Os vales são apenas para este ano, mas continuarem trabalhando com o Shufersal, a fim de estender o programa e torná-lo parte regular do trabalho de caridade do supermercado.

A Shavei Israel tem trabalhado incansavelmente ao longo da última década para tornar o dito “no próximo ano em Jerusalém” – cantado no final do Seder de Pessach – uma realidade viva para as comunidades judaicas remotas e anteriormente conhecidas como “perdidas”, mundo afora.

Com a ajuda do Shufersal, para alguns dos mais recentes imigrantes à Israel, chegar ao final da Hagadá e poder desfrutar o Afikoman – a simbólica “sobremesa” da refeição – será muito mais doce e especial este ano.

O Ano Sabático

A “Shmitá”descarga-2

Iniciamos o ano sabático que, como o próprio nome diz, ocorre a cada sete anos. Com o início do ano de 5775, que aconteceu no último dia 25 de setembro de 2014, entramos no ano de Shmitá, o Ano Sabático.

O que isso quer dizer?

A diferença existe, principalmente, para aqueles que habitam a Terra da Profecia, no Estado de Israel. A Torá, no capítulo 25 do Livro de Levítico, indica que este país, a terra que havia prometido aos patriarcas e neste momento a outorgava ao povo de Israel, possui ‘condições’ especiais e, portanto, também ‘necessidades’ especiais.

Poderiamos resumir este ano em uma frase curta: a terra deve descansar de qualquer trabalho agrícola ao longo do ano. Não se pode semear e nem colher o produto do campo, ao longo deste ano, tudo que nascer na terra pertence a todos. Tanto o proprietário registrado quanto os seus vizinhos, quanto estranhos e até mesmo animais, domésticos ou selvagens, pode usufruir deste produto.

Além disso, os frutos que nascem este ano possuem “virtudes espirituais” especiais, ou seja, são frutos de uma “santidade” especial, e assim sendo, só podem servir para a alimentação humana e não para outras necessidades. Por exemplo, não podem ser exportados. E a sua venda deve ser feita em condições especiais para evitar lucros na comercialização. Esta santidade permite que aqueles que a consomem abram, ainda mais, suas almas para o verdadeiro entendimento, compreendendo o Criador em níveis sem precedentes. Não é um “arrebatamento”, em que perdemos a nossa conexão com o mundo que nos rodeia, mas justamente o contrário, se trata de uma visão extraordinária que nos permite compreender melhor a presença divina neste mundo.

O Jubileu

Com certeza não para por aí. Vamos expandir nosso conhecimento através de outro mandamento que está intimamente ligado à Shmita: o Jubileu. Conhecemos este conceito em relação a nossa vida profissional, quando, em uma certa idade nos aposentamos de nosso trabalho. Em outras culturas foi atribuído outros significados religiosos que não nos dizem respeito. O significado deste conceito na Torá é que, a cada 50 anos nossa “ficha se limpa” em relação a dois temas principais: o patrimônio e a liberdade.

Quando o povo de Israel chegou à Terra da Aliança, o país que O Criador havia prometido para Avraham, nosso Patriarca, e depois para seus filhos, Itschac (Isaac) e Ya’akov (Jacó), cada tribo e cada família de Israel recebaram sua parcela de terra, como lemos em vários capítulos da Torá e do Livro de Yehoshua (Josué). Esta porção de terra foi transmitida por herança aos seus descendentes, geração após geração. Era responsabilidade de todos preservar esta herança, cultivar a terra e, assim, nos conectar ao Criador através da Aliança que Ele fez com nossos Patriarcas.

A Perda de Herança

Através da Venda

Por empecilhos da vida, nem sempre se conseguia manter a herança. Alguns agricultores não conseguiam extrair o melhor de sua terra e, com o tempo, foram forçados a vendê-la, total ou parcialmente. O comando indica que quando o ano do Jubileu chega, a herança deve ser devolvido a seus proprietários originais. Desta maneira, o comprador é, na verdade, um mero usufrutuário desde o momento da compra até o qüinquagésimo ano, o ano do Jubileu. No ano do Jubileu, tudo começa novamente. Uma nova oportunidade é dada ao herdeiro para refazer suas vidas na porção de terra da Terra Santa dada a seus ancestrais.

O Escravo

Em paralelo, haviam indivíduos que não conseguiam viver de forma independente, cultivando sua terra e fazendo o seu próprio negócio. Muitas vezes entravam em dívidas e tentando resolvê-las, poderiam, de maneira negativa, terminar roubando, acreditando que desta maneira resolveriam seus problemas econômicos. Quando o ladrão se apresentava no tribunal e alegava não ser capaz de reembolsar o montante roubado, ou quando um devedor declara não ser capaz de reembolsar os empréstimos que realizou, poderiam chegar a um acordo indicado na Torá: a escravidão. Não se trata do tipo de escravidão que existia com os africanos nas Américas, ou a atual escravidão ‘branca’. Nem mesmo era uma escravidão econômica, no sentido de que o empregado estava vinculado permanentemente ao seu trabalho, sem qualquer possibilidade real de se sair dele ao longo de sua vida. A Torá fala de um conceito do qual alguém está disposto a pagar suas dívidas através de seu serviço por seis anos. A Torá obriga o ‘mestre’ do devedor reabilitá-lo por seis anos, ensiná-lo a ser produtivo e gerir adequadamente os seus ativos, de modo que quando seja libertado ao final dos seis anos, possa saber administrar uma vida honesta, sem precisar se meter em problemas novamente.

Esta condição de “escravidão” era tão boa que a Torá prevê a possibilidade de que, após seis anos, o escravo não queira deixar seu mestre, porque está “satisfeito”. Pois não apenas resolvie todas suas dívidas, mas também vive uma vida sem responsabilidades financeiras, uma vez que o mestre lhe fornece comida e abrigo, tanto para ele quanto para sua esposa e filhos. A Torá diz, então, que o escravo pode optar por ficar neste estado até o ano do jubileu. E então no Jubileu, um novo começo toma lugar. O escravo deve sair, já não é mais uma opção, e assim, reconstruir sua vida em liberdade. O mestre fornece um fundo que lhe permite começar com o pé direito e o escravo, como pessoa livre, retorna à sua herança.

A Shmitá Atual

Vemos, portanto, que o Jubileu representa nossa ligação indiscutível com a Terra da Profecia que herdamos de nossos antepassados.
Em menor escala, a cada sete anos e em um ciclo fixo, que começou, de acordo com Maimônides (com base em textos rabínicos), no ano 2510 da criação (3.265 anos atrás), se contava sete shmitot para chegar ao Jubileu, e assim (no ano 51), recomeçava o próximo ciclo. Tudo isso quando o povo estava habitando Israel, cada um na sua terra de herança. Quando as pessoas foram exiladas por Senaqueribe de suas terras, e o resto, mais tarde, por Nabucodonosor para a Babilônia, deixaram de vigorar os mandamentos de Shmitá e o Jubileu.

Esta é, portanto, uma condição básica: o povo deve estar habitando a Terra de Israel e cada tribo e cada família em sua herança. Desta maneira, hoje, quando cumprimos o mandamento de Shmita não estamos cumprindo o preceito bíblico, mas sim o preceito rabínico que nos ordena a continuar praticando ambos mandamentos, para, assim, quando cada estiver de volta ao seu lugar, estivermos preparados.

Mesmo assim, adequar o cumprimento dos preceitos da Shmita para as condições atuais, é muito difícil. Os agricultores se envolvem em convenções internacionais para fornecer produtos agrícolas a cada ano, e os clientes nem sempre estão dispostos a aceitar que, durante o ano sabático não receberão o produto. Muitos agricultores dependem de cada dia de trabalho duro no campo para sobreviver, e se são forçados a abandonar esta fonte de renda por um ano inteiro, deixam a agricultura para buscar outros meios de subsistência.

Desta maneira, e uma vez que este comando não possui atualmente seu verdadeiro valor bíblico, se permite haláchicamente (ou seja, de acordo com a lei rabínica) muitas atividades, para que, assim, os agricultores possam cumprir as suas obrigações internacionais e também com o preceito de Shmitá. Também existe como solução haláchica, embora algo que nem todas as opiniões aceitam, as vendas dos campos para um não-judeu, para que estes trabalhem durante o ano sabático. Ainda assim, é feito em condições muito especiais de trabalho, supervisionadas pelo tribunal.

Nos mercados de Israel podem ser vistos, ao longo deste ano e do ano que se segue, as indicações de que os produtos foram produzidos sob a supervisão dos tribunais rabínicos.

Existem diferentes pontos de vista sobre quais as prioridades nas orientações que se deve seguir em relação aos alimentos este ano, e eu transmito a vocês aquela que recebi de meus professores, e a qual, uso na minha casa.

Primeiro estão os alimentos cultivados sob a supervisão dos tribunais, que possuem as virtudes espirituais que mencionamos acima.

Em segundo lugar, aquelas que cresceram em estufas ou plataformas desconectadas diretamente da terra.

Em terceiro lugar, as frutas cultivadas no sul de Israel, lugares que não estavam nos territórios de Israel na conquista de Josué e, portanto, não possuem o mesmo nível que os outros que sempre estiveram sob o domínio de Israel.

Em quarto lugar, os produtos importados, quando o produto não existe em Israel.

Em quinto lugar, os produtos de campos vendidos a não-judeus.

E, finalmente, como última opção, os produtos importados, apesar de ser possível encontrar os mesmos produzidos localmente.

Benefícios espirituais

É claro que o mandamento se aplica somente ao Ano Sabático em Israel, na Terra da Profecia. Nenhum outro país no mundo tem esse privilégio. Como já dissemos, é a Terra da Aliança, que possue suas condições especiais e seus comandos especiais. O cumprimento do mandamento de Shmitá, sendo cumprido da melhor maneira possível, traz a todo o país uma bênção especial, aumentando a produção agrícola, como nos promete a Torá no mesmo capítulo 25 de Levítico, e como vêm experimentando um número cada vez maior de agricultores em Israel.

Devidamente cuidando da nossa herança e cumprindo nossos deveres para com ela, aproximamos cada vez mais o momento que poderemos desfrutar de todas as suas vantagens, tornando a Santidade não mais uma palavra rara, exótica ou mesmo negativa, como pode significar a muitos de nossos vizinhos, mas sim algo palpável, agradável e maravilhoso.

Habituar-se ao uso correto dos frutos neste ano de Shmitá, torna os benefícios espirituais mais acessíveis. Não podemos desperdiçar esta oportunidade!!

Shana Tova! Feliz Ano Novo!