A cantora Bnei Menashe, Dina Samte, que é cega, acende a tocha do Dia de Independência de Israel

Dina Samte, da comunidade Bnei Menashe, recebeu uma honra sem precedentes na comunidade judaica indiana: foi escolhida para acender uma das tochas do Dia da Independência de Israel na cerimônia oficial do estado, que aconteceu semana passada em Jerusalém.

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Conferência questiona: Existem Bnei Anussim em Goa, Índia?

A história dos Bnei Anussim em Goa, na região sul da Índia, é geralmente ofuscada pelas maiores comunidades judaicas na Índia: os Benei Israel, os Cochin e os Baghdadi (para não mencionar os Bnei Menashe, com os quais a Shavei Israel tem trabalhado de perto).

Uma conferência na semana passada preocupou-se corrigir isso.

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Atividades de Chanuká da Shavei Israel na Europa, América do Sul e na Índia

Brian Blum
9/12/2013

Além do acendimento das velas de Chanuká pelo rabino Pinchas Punturello em Palermo e Sicília , emissários de Shavei Israel na Europa, América do Sul e Índia tiveram uma agenda lotada, planejada para esta última semana de festa. Segue aqui alguns dos destaques:Hanukah-Candles-in-Belmonte

Portugal: o Rabino Elisha Salas conduziu uma série de atividades no vilarejo de Belmonte, que tem um novo prefeito que está tornando prioridade a revitalização do passado judaica de Belmonte e, investindo no presente. O conselho local construíu uma Chanukiá de 5 metros de altura no centro da cidade e assou cerca de 300 sufganiot (rosquinhas de Chanuka). Os sufganiot foram a calhar na agenda particularmente cheia de palestras, filmes e concertos que se realizaram em honra ao feriado. Houve também uma exposição em honra do capitão Arthur Carlos Barros Basto, o “Dreyfus Português”, de quem a Shavei Israel ajudou a receber um perdão póstumo por parte do governo português. Você pode ler mais sobre Barros Basto e também sobre Belmonte aqui no site.DSC_3627-300x199

Espanha: O Rabino Nissan Ben-Avraham comemorou Chanuká, este ano, com os Bnei Anussim em dois locais espanhóis: Albacete para o primeiro dia da festa, e em Alicante, no segundo dia e para o Shabat. Em ambos, gozou da presença de alunos de longa data.

Polônia: o Rabino Yehoshua Ellis trouxe eventos de acendimento de velas em diferentes partes da região da Silésia, ao longo dos oito dias de Chanuká. Tais como uma festa para toda a cidade de Katowice, onde o rabino Ellis reside, incluindo um acendimento externo público das velas! Houve também festas nas cidades de Czestochowa e Bielsko-Biala. Michael Schudrich, rabino-chefe da Polônia, juntou-se às cChanukaMallorca4formatelebrações em Katowice, também.

Já o mais novo emissário da Shavei Israel para a Polônia, o rabino Avi Baumol, que reside em Cracóvia, celebrou a festa de Chanuká na cidade com uma palestra sobre “Chanuka como um feriado político, espiritual e nacional”. Ele também palestrou no Limmud Shabbaton, que aconteceu na Polônia durante Chanuká, sobre “o papel das mulheres nos tempos mod ernos”. Também levou as velas para um grupo idoso de judeus poloneses, participou de uma viagem de esqui para os membros do Cracóvia JCC, e deu uma palestra para estudantes no dDSC071692-300x225epartamento de História da Universidade Jagiellonian de Cracóvia.

Colômbia: O Rabino Marcelo Shimon Yehoshua da Shavei Israel passou todo o Chanuká na cidade de Cucuta, onde organizou em cada noite uma atividade diferente: uma noite de música, outra de culinária, aulas, jogos entre outros.

Índia: Os Bnei Menashe na Índia celebraram um grande momento este ano, com a ajuda da Shavei Israel. Dado o grande tamanho da comunidade que ainda existe na Índia, João Phaltual, nosso emissário para o estado indiano de Manipur (que possui a maior popKhanukah-Kut-5-300x225ulação de Bnei Menashe) foi apoiado por uma equipe de cerca de 100 “amigos” da Shavei Israel que lideraram atividades e aulas em todo o nordeste do país, sobre o tema “Acendendo as Chamas da Redenção”. As atividades incluíram competição infantil de música israelense, o questionário anual sobre Chanuká, produções teatrais recriando a luta entre os Macabeus e os gregos, muitos jogos com o Sevivon ou Dreidel (peão), e, claro, acendimento das velas nas oitro noites que se seguiram, nas 17 sinagogas participantes da aldeia. Durante o dia, os “amigos” da Shavei organizaram vários jogos, esportes e atividades recreativas. Em uma das aldeias dos Bnei Menashe, uma festa comunitária foi realizada no primeiro e também no último dia da festa. Os Bnei Menashe, além de tudo isso, tiveram um convidado especial da Terra Santa: o assistente social dos Bnei Menashe, Itzkhak Colney, que fez aliá em 2005, eque passou Chnukaá na região de Mizoram.

A Shavei Israel deseja a todos do povo judeu um Feliz Chanuká – onde quer que estejam no mundo!

Yehoshua Yakobi e os Bnei Efraim (Índia)

Tzadok Yacobi no Muro de Jerusalém
Tzadok Yacobi no Muro de Jerusalém

Os Bnei Efraim são uma pequena comunidade rural na Índia que afirmam ser os descendentes da tribo bíblica de Efraim, exilado da terra de Israel, cerca de 3.000 anos atrás. Apesar de que esta história está longe de ser esclarecida, pelo menos um membro deste grupo tem encontrado seu caminho para Israel, onde viveu os últimos 17 anos.

Yehoshua Yakobi, hoje com 39 anos, estava em seus 20 e poucos anos, quando começou a praticar a tradição judaica no remoto estado de Andhra Pradesh, sudeste da Índia.

Seu pai, Shmuel Yakobi é considerado o “fundador” da comunidade Bnei Efraim. Um ex-pregador cristão, Shmuel visitou Israel no início dos anos 80 e ficou convencido de que seu passado – e o de seu povo – era judeu, não cristão.

“Os Bnei Efraim”, afirma Shmuel, “migraram do norte da Índia, ou talvez via o Afeganistão ou pelas regiões de Mizoram e Manipur (onde os Bnei Menashe se assentaram após suas andanças), se assentando, finalmente, em uma área chamada Nandial.

Após voltar de Israel à Índia, Shmuel foi acompanhado em sua jornada ao judaísmo por seus irmãos e seus filhos – cerca de 30 familiares no total (hoje existem cerca de 120 famílias na comunidade). os irmãos de Shmuel, Tzadok e Aaron, tornaram-se líderes comunitários em sua aldeia natal de Kottareddipalem e estabeleceram várias sinagogas. Tzadok também visitou Israel, como mostrado na imagem acima.

Vários membros dos Bnei Efraim recentemente visitaram Israel. Em sua visita encontraram com o Rabino da Shavei Israel, o Rabino Eliyahu Birnbaum.

Esther Ephrathi, um dos membros desta comitiva, disse ao rabino Birnbaum, que todos os judeus pertencem a uma mesma família e que os judeus dispersos, como os Bnei Efraim, devem se juntar à família judaica em Israel.

Ephrathi resumiu a viagem, acrescentando: “Eu aprecio o povo judeu por cuidar dos lugares sagrados tão cuidadosamente. Eu sou muito grata ao Todo-Poderoso por me dar esta oportunidade de visitar a Terra Santa! ”

Quando Yehoshua imigrou para Israel, a Shavei Israel ainda não existia. No ano passado, no entanto, Yehoshua encontrou com o fundador e presidente da Shavei, Michael Freund, que sugeriu que ele começasse a traduzir livros e outros materiais religiosos do hebraico para o Telugu, idioma falado pelos Bnei Efraim, para que assim habilite a comunidade saber mais sobre as crenças e as práticas judaicas.

Yehoshua viveu seus primeiros 15 anos no país, em Jerusalém, estudando meio-período em uma série de yeshivot, servindo nas Forças de Defesa de Israel e, mais recentemente, trabalhando na biblioteca da Universidade Hebraica, onde conheceu sua esposa – também uma imigrante, mas, da Ucrânia.

Yehoshua mudou-se para Ramat Gan há dois anos para estar mais perto da família de sua esposa. Enquanto ele é formado em biologia e química, hoje trabalha como vendedor em uma loja de sapatos local. Ele continua estudando e disse que sente falta de Jerusalém.

Em novembro do ano passado, Yehoshua teve a breve companhia de seu tio, Tzadok, a quem Shavei Israel trouxe a Israel para estudar hebraico, Torah e Mishna. Ele também estudou com os rabinos Yehuda Gin e Gurion Sela da comunidade Bnei Menashe.

Sobre sua viagem, Tzadok escreveu em uma carta para casa, “Que Hashem abençoe a Shavei sempre e traga também seu povo – Bnei Ephraim – em breve à Terra Santa”. Em dezembro, Tzadok retornou à Índia para ensinar o que tinha aprendido.

O pai de Yehoshua, Shmuel, entretanto, continua a ensinar na Índia. Ele mantém-se atualizado sobre as notícias de Israel, lendo a edição internacional semanal do Jerusalem Post e espera publicar um CD com músicas dos Bnei Efraim cantadas em hebraico e com melodias tradicionais folclóricas Telugu.

Os Bnei Efraim possuem uma notável história e demonstram uma verdadeira paixão para com o Judaísmo. Apesar de suas raízes permanecerem obscuras, a Shavei Israel está ajudando a comunidade com o cumprimento de seu desejo sincero de aprofundar os seus conhecimentos na crença e prática judaica.

Comitiva dos Bnei Efraim com o Rabino Eliyahu Birnbaum

Uma tribo perdida que não é mais perdida

Em 24 de dezembro, enquanto a companhia aérea Uzbekistan Airways descia sobre Tel Aviv, mais de 50 pares de olhos olhavam para fora das janelas do avião, ansiosos para ter um vislumbre de sua nova casa.

Por mais de 27 séculos, seus ancestrais perambularam no exílio, sonhando com o dia que, apesar das probabilidades, poderiam voltar. E agora, essa ambição tão antiga se tornou realidade quando, 53 novos imigrantes da comunidade de Bnei Menashe do nordeste da Índia, chegou ao aeroporto Ben Gurion.

“Quem disse que nós não vivemos em uma época de milagres?” Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel que foram exilados pelo império assírio em 722 a.e.c. Apesar de terem sido excluídos do povo judeu por muitos séculos, os Bnei Menashe permaneceram fiéis à sua herança, teimosamente agarrados à fé de seus antepassados. Eles observaram o Shabat e mantiveram a alimentação kosher, realizaram as festividades, praticaram os rituais de sacrifícios e até discutiram bastante entre eles assim como os judeus têm feito desde tempos longínquos.

Na verdade, os Bnei Menashe nunca esqueceram quem eram e de onde vieram, e seus sonhos de retornar.

Esta lealdade está sendo recompensada neste momento quando, a odisseia extraordinária termina e eles voltam para a terra de seus ancestrais, a terra de Israel. Continue reading “Uma tribo perdida que não é mais perdida”

Vida Nova para 18 (Chai) casais de Olim da Índia

Restavam ainda alguns últimos preparativos, a faixa preparada no último momento acabava de chegar, a tinta ainda fresca, mas precisava ser pendurada rapidamente na fachada da Grande Sinagoga de Jerusalém já que em mais alguns minutos os convidados começariam a chegar.

Esse pequeno atraso, entretanto não tirou nem um pouco o brilho do evento ímpar e especial, realizado no fim da tarde de ontem (02/03) na Grande Sinagoga de Jerusalém. O casamento de 18 casais de olim chadashim da tribo Bnei Menashé da Índia que fizeram aliah nos últimos meses, foi um acontecimento que marcou e marcará por muito tempo, as vidas dos noivos e também daqueles que tiveram o privilégio de participar do evento.

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