Yom Hazicaron LaShoá Velagvura!

news_holocaustoO DIA DA LEMBRANÇA DO HOLOCAUSTO E DA CORAGEM!

Começando na noite de ontem e com eventos que se extendem até a noite de hoje, Israel parou sua rotina por um dia para lembrar do terrivel genocidio que o mundo presenciou em silêncio e exterminou da maneira mais cruel, 6 milhões de judeus.

A data de hoje remete ao famoso levante do Gueto de Varsovia, aonde jovens de não mais de 20 anos, sem armas, com fome, tifo e quase nenhuma esperança, organizaram uma revolta histórica contra o exército nazista. A revolta não durou muito, mas seu poderoso espirito trouxe uma forte mensagem do povo judeu ao mundo, a forte mensagem de que este povo eterno, não se renderia sem lutar!

E com este espirito, renasceu das cinzas, apenas três anos após o fim deste terrivel massacre e desta catastrófica humilhação, um pequeno estado. Um pequeno estado de um grande povo. Um povo eterno! Um povo que não morre, e não esquece seu passado! E apenas assim, consegue contruir um brilhante futuro!

Hoje em Israel nos reunimos para lembrar e escutar daqueles que vivenciaram os limites da crueldade humana, que o Estado de Israel, hoje, é um milagre e, que, Israel e os judeus continuarão existindo, enquanto que aqueles que pretendem exterminá-los perecerão na sua própria maldade…

Lembramos e dizemos: NÃO ESQUECEREMOS E NÃO PERDOAREMOS…

EM MEMÓRIA DAS 6 MILHÕES DE VITIMAS, HASHEM IKOM ET DAMAM!

A Carta sobre “A Apostasia”

2008_10_18_spain_cordoba_jewish_section_ben_maimonidesO Almohades

A partir da segunda metade do século 11, da era comum, e durante quase 200 anos, se seguiram, na chamada Andalúcia, duas severas dinastias muçulmanas. A primeira foi a dos ‘Murabitun’ (almorávides – “os lutadores”), que chegaram em Andalúcia perto do ano 1086, para impor o verdadeiro Islã, que havia sofrido uma mudança pelos muçulmanos que já habitavam a região. Quando estes se enfraqueceram, após cerca de um século, chegaram seus parentes, os ‘muwajidún’ (almohades – os “unificadores” do nome de Alá), que lutaram para estabelecer novamente o verdadeiro Islã.

Estas duas dinastias nasceram no Magrebe, o que hoje conhecemos como Marrocos, mais precisamente nas montanhas do oeste do Atlas, e, lutavam para estabelecer um Islã mais conectado às normas que haviam recebido nas grandes escolas de Qairuán, Tunísia e Bagdá, na Mesopotâmia. Os ‘muwajidún’ lutaram principalmente contra a corporeidade de Alá, que consideravam uma heresia para o Islã, e, por esta razão, se autodenominaram os “unificadores” do nome de D´us, ou seja, aqueles que estabeleciam a verdadeira teologia islâmica, no seu ponto de ver, obviamente.

Ambas as dinastias, que eram conhecidos por suas ferocidades, pela violência e intolerância, tanto com seus correligionários, quanto com os “dhimmis” – judeus e cristãos que viviam em suas terras, pagando altos impostos, e, em teoria, eram aceitos pelo Islã, por serem anteriores ao Islã, e chamados de “Povos do Livro”, ou seja, ambos receberam uma versão anterior do Kurán, o “Taura” (Torá) e o “Ingil” (Evangelho), respectivamente.

Quando conquistaram o Magrebe, logo em seguida chegaram a Andalúcia, e, então começaram a exigir que todos se convertam ao islamismo. Aqueles que puderam, fugiram para outras terras, e aqueles que permaneceram, aparentemente deveriam ter aceitado o Islã, embora tenha continuado a existir comunidades cristãs e judaicas, sob este domínio. Curiosamente, parece que, precisamente bem no olho do furação, na cidade de Fez, os judeus mantiveram uma certa independência ou, pelo menos, o direito de seguir sua religião.
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É verdade que os padres da Igreja Católica deixaram o Holocausto acontecer?

PERGUNTA –> É verdade que os padres da Igreja Católica deixaram o Holocausto acontecer?

hitler_cardinal4RESPOSTA:

Com certeza esta afirmação não é correta. Pois diversos padres católicos não apenas saíram ativamente contra os nazistas, como salvaram muitos judeus. É o caso, por exemplo, do Papa João Paulo II.

A Igreja, principalmente o Vaticano, ficaram com esta fama pois a reação do Papa Pio XII ao Holocausto é contestável. Existem relatos e documentos que comprovam que este tentou ajudar alguns judeus e foi bem sucedido, mas estes sucessos isolados apenas destacam a influência que ele tinha, que poderia ter sido utilizada para fazer muito mais pelos judeus. Este, inclusive, preferiu fazer tudo escondido e permanecenu, assim, publicamente em silêncio a tudo o que acontecia. Sem nenhum grande pronunciamente contra Hitler e seu exército. Seja qual tenha sido sua motivação, o Papa Pio XII, assim como muitas outras autoridade na época, não fizeram tudo o que estava a seus alcances para evitar este terrível genocídio e terminou manchando, uma vez mais, o nome da Igreja.

Contudo, segue a história de um padre que, assim como muitos outros colegas, arriscou sua vida para salvar os judeus. Este foi Alfred Delp!

Alfred Delp nasceu em Mannheim, Alemanha, de uma mãe católica e pai protestante. Apesar de católico batizado, ele depois se tornou um luterano. Aos 14 anos ele deixou a igreja luterana e recebeu os sacramentos da Primeira Eucaristia e da Confirmação como católico. Em sua vida adulta Delp foi um fervoroso promotor de melhores relações entre as igrejas. Continue reading “É verdade que os padres da Igreja Católica deixaram o Holocausto acontecer?”