A virtude de Israel

Este artigo irá explicar qual é a virtude de Israel e o por quê de sermos o povo escolhido.

Será que recebemos a Torá e então nos tornamos o povo escolhido ou, justamente por ser o povo escolhido, recebimos a Torá?

A resposta a esta pergunta está nas bênçãos matutinas “…Quem nos escolheu dentre todos os povos e nos deu Sua Torá…”, ou seja, primeiro nos escolheu e, em seguida, nos deu a Torá.

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“Hashgachá” – Supervisão

Noções de Judaísmo
lupaO Criador Nos Supervisa

Um dos princípios de fé no judaísmo, o décimo, expressado por Maimônides no prefácio de seus comentários do último capítulo do Tratado Talmúdico Sanhedrin, é a segurança de que o Criador conhece todos os atos de cada indivíduo. Sendo assim, Ele supervisiona nossas ações e, em seguida, nos recompensa ou nos castiga de acordo com o que merecemos, como afirma o princípio de fé que se segue. Em hebraico é dado o nome de ‘Hashgachá’ a este conceito, que significa, “supervisão”, e, é baseado no Salmo 33 (versículo 14), que afirma que: “Desde el lugar de su morada El supervisiona (hashgachá) todos los moradores de la tierra”.

O Maimônides se basea em muitos versos da Torá e do Tanach, que expressam esta verdade. Um exemplo é o verso do Dilúvio (Gênesis 6:5) que diz “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Outro é sobre a Torre de Babel (Gênesis 11:5), quando diz “Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam”. Ou mesmo, no que se refere às maldades das cidades de Sdom e Amora (Sodoma e Gomorra): (Gênesis 18:20-21) “Disse mais o Senhor: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito. Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei.”
O que significa que D’us nos vê?

O próprio Maimônides explica no quarto capítulo, da primeira parte de seu livro “Guia para os Perplexos”, o significado dos verbos “ver” ou “olhar” quando nos referimos ao Criador. Pois, naturalmente, não devem ser tratados como a simples “visão humana”, através do sentido visual, interpretado pelos órgãos responsáveis pela visão, mas sim, pelo sentido figurado de “capturar”, “compreender” ou “perceber” algo, intelectualmente. E, em diversos outras fontes judaicas, também se explica que, tudo aquilo que nos referimos ao Criador é apenas uma interpretação nossa, e não realmente aquilo que é, pois, não têmos nenhuma possibilidade de compreender aquilo que está além de nossos sentidos humanos.

De qualquer maneira, fica claro, após os trechos que trouxemos, que o Criador está interessado naquilo que fazemos neste mundo. Não como afirmavam os filósofos gregos, que alegaram que D’us está tão elevado, que não pode estar interessado nao que suas criaturas no mundo fazem. Ao contrário, que é absolutamente imutável e dedicado apenas a, “pensar pensamentos sobre si mesmo”, como definido por Aristóteles.
Ele Abandonou a Terra

Esta visão de Aristóteles poderia ser, muito bem, a continuação do que foi expressado pelos habitantes de Jerusalém na última geração antes da destruição do Primeiro Templo. Conta o profeta Yechezkel (Ezequiel 9:9 – e também 8:14): “Ele me respondeu: “A iniquidade da nação de Israel e de Judá é enorme; a terra está cheia de sangue derramado e a cidade está cheia de injustiça. Eles dizem: ‘O Senhor abandonou o país; o Senhor não nos vê’.

Os Filhos de Israel, durante todo o tempo, desde sua formação e aparência do Povo no Êxodo do Egito, havia observado um alto grau da Presença Divina entre eles. Seja no Tabernáculo, no Templo ou nas visões dos profetas que tinham sido muito abundantes, refletindo-se na vida particular de cada um deles. No final do Primeiro Templo, o povo pecava por mau comportamento, que ocasionou, por consequencia, a destruição do Templo. A famosa Presença Divina tornou-se menos palpável, a ponto de que fossem capaz de imaginar que “O Senhor havia deixado a terra “por causa de seus pecados”, e, portanto, não importava mais o que faziam, pois “ninguém” mais podia vê-los. Se soltou a coleira!

Se trata do estado dos judeus da Diáspora, que começou já, com o profeta Yechezkel, quando se sentiam alienados e abandonados pelo Criador, e, assim, experimentavam o terrível contraste entre a Presença Divina, quase palpável, com as sombras dos dias que se seguiram, que em nada pareciam com suas experiências anteriores. Mas, isto, somente alguém que tenha experimentado e esteja, se privando neste momento da glória divina, poderia compreender. Nossos Sábios explicam que por eles que foi agregada a parte da oração, chamada de ‘Kedusha’, em que santificamos a D’us, quando o encarregado pelo ofício repete a oração da ‘Amidah’ em voz alta. Nesta oração se lê o versículo do profeta Yeshayá, (6:3), aonde, dizemos então: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos, a terra se enche de sua glória”. A glória do Criador significa que somos capazes de captar Sua presença, da qual se manifesta de alguma forma sobre a terra e, somente, nós, somos capazes de perceber.
Melhor Percepção

Certamente existem pessoas que captam melhor que outras, reconhecendo em sua própria vida as intervenções sobrenaturais, compreensíveis apenas se entendemos que o Criador ‘nos dá uma mão’ em certas ocasiões. Enquanto outros, não são capazes de compreender ou, que o Criador não se manifesta com eles da mesma forma.

Nossos Sábios explicam que nosso comportamento nos torna merecedores de uma maior ou menor intervenção divina em nossas vidas. Quanto mais conscientes estamos do cumprimento de Sua vontade, e, assim, guardamos seus mandamentos com mais cuidado, também nos qualificarmos para presenciar o Criador “mais atento” às nossas necessidades, disposto a resolver rapidamente nossas orações e súplicas. Lhe chamamos e nos responde, inclusive antes mesmo de que sejamos capazes de formular o pedido. Portanto, vão haver pessoas que, por sua desatenção e desrespeito pelo cumprimento da vontade divina, se sentirão negligenciadas pelo Criador e, assim, acreditarão que “o Senhor abandonou a terra”, como foi dito sobre esses pecadores de Jerusalém há 2450 anos, ou que pensarão que D’us “nunca esteve interessado” em no nosso mundo, como Aristóteles afirmou cem anos mais tarde.

Este princípio de fé, expressado por Maimônides de que “o Criador conhece nossos atos” aparece para negar estes pontos de vista e, incutir em nós, o conhecimento de que “Lhe interessamos” e nos “presta atenção”. Mesmo que nem sempre sejamos capazes, especialmente neste triste período do qual nos encontramos, sem Templo e sem profecia, que possamos perceber com nossos sentidos.

Precisamente, quanto mais e melhor nos O compreendamos, mais “hashgachá” perceberemos em nossas vidas, até que retorne em todo seu esplendor, com o Templo reconstruído.

As Provas da Vida

d794d795d7a8d793 (1)Nos ensina o livro Pêle Yoetz (abreviado do capítulo “Prova”):

Pedimos a D’us todos os dias que não nos coloque à prova. Isto significa que não incite o “urso” dentro de nós, o Yetser Hará [nossos instintos negativos] que nos induz constantemente a transgredir nossa própria vontade e a de nosso Criador, como o fez contra o Rei David, de abençoada memória.

Também abrange o pedido para que não nos prove com sofrimentos difícies, como a pobreza e similares, como provou Jó.

No entanto, não existe uma pessoa que não é testada por D’us, seja o rico em sua riqueza como o pobre em sua pobreza. Assim como o sábio em sua sabedoria, o aflito em suas aflições, o comerciante em seu comércio e o artesão em seu ofício. A cada dia e a cada momento a pessoa está sendo testada, pois seu Yetser vai redobrando as forças tentando puxá-lo para qualquer pecado ou para se fastar de qualquer boa ação, tanto a nível do pensamento, como na fala e nos atos. A pessoa deve ser forte para dominar seu instinto e se manter firme na prova, se afastando de todo o pecado e cumprindo o bem, como se deve. Para isso é necessária uma grande força e energia.

Sendo que não há nenhuma maneira de viver sem passar por provas, é bom que o indivíduo peça a D’us que Ele tenha misericórdia se o colocar a prova, para ajudar a pessoa a glorificar Seu nome. É bom pedir depois de cada oração e súplica, que D’us faça com nós o correto a Seus olhos, para que possamos servi-Lo e Lhe dar satisfação, “consertando nossas centelhas de santidade”.

Vale ressaltar que o Pêle Yoetz ensina que todos possuem seu teste, tanto os ricos quanto os pobres, isto significa que, todos devem tentar se superar no nível que se encontram. Não há quem se “salve” destes testes, como nossos s’bios ensinam, e, portanto, é importante lembrar que a solução não é se lamentar “se eu fosse mais rico”, “se eu fosse mais sábio” e etc. A solução é ter coragem e a força para tentar superar cada prova da vida!

A Verdadeira Felicidade

ClownsNossos sábios expressaram que o verso “Você comerá dos esforços do seu trabalho e será feliz e o bem estará com você” (Salmos 128:2), quer dizer, “feliz” – neste mundo e, “bem estará com você” – no mundo vindouro (Ética dos Pais 4:1).

Nesta passagem, os sábios discorrem sobre a importância de ser feliz com o que você tem.

No verso está escrito: “esforços do seu trabalho (tradução literal – “de sua mão”)” passando a mensagem de que: que seja um esforço apenas das mãos, dos braços, das pernas, ou seja, um esforço físico. Mas não uma pressão sobre o seu coração e sua mente.

Em outras palavras, deve funcionar, mas não sobrecarregar o indivíduo. Que não “ocupe completamente” sua mente e seu coração. Pois estes devem estar livres para o serviço divino, este sim, deve preencher sua mente e todo o seu coração.

O trabalho deve ser feito com toda, e muita, responsabilidade, mas o principal esforço de nossos órgãos deve ser focado no espiritual.

Baseado nas palavras do Rebe de Kotzk

Ciência Grega – Comentários sobre a Festa de Chanuká

O Amigo das Culturas9788_812951135433077_5942717673052276664_n-300x266

Alexandre, o Grande, visitava a Terra de Israel para encontrar um povo submetido aos persas desde a reconstrução do Segundo Templo, centenas de anos antes. O rei macedônio tinha aprendido a educação grega da boca dos melhores filósofos de seu tempo e não estava satisfeito. Os filósofos lhe ensinaram coisas que a maioria dos gregos não aceitavam como bom.

Entre outras coisas, ele queria aprender mais sobre as culturas asiáticas que o fascinavam. Os gregos acreditavam que possuíam a melhor cultura do mundo, e que não tinham nada a aprender com outros povos, muitos menos os persas e outros grupos asiáticos, que consideravam bárbaros. Alexandre, mesmo que não lhe haviam ensinado, tinha outra opinião, reconhecia que estes povos poderiam ter muito a ensinar. Dizem que, talvez, os rumores que chegaram a ele sobre a sabedoria do Oriente, se tratava da sabedoria dos sábios e profetas do Povo de Israel, que se tornaram famosos na época do Primeiro Templo. Infelizmente, não temos nenhuma evidência sobre esta informação. De qualquer maneira, é certo que ele se dirigiu diretamente ao povo de Israel.

Houve, de fato, um encontro entre Alexandre, que voltava de uma conquista no Egito, com o Sumo Sacerdote Shimon, o Justo? Os historiadores gregos não falam nada a respeito. Mas nosso Midrash sim! E descreve que, quando Alexandre avistou o Sumo Sacerdote, ele desceu de seu cavalo e se prostrou diante de Shimon, dizendo que sua figura o guiava em suas conquistas.
Amigos de Sabedoria

Desta maneira, os judeus receberam os gregos e sua cutura, sem muitos problemas, uma vez que Alexandre parecia respeitar os costumes de todos os povos conquistados e inclusive, se maravilhava com ele. Os gregos, afinal, eram amantes da sabedoria, assim como os judeus. De um lado estava a filosofia, uma invenção grega, como todos sabem e do outro, o judaísmo, que é baseado na sabedoria. No estudo e na sabedoria.

E, a principio, da mesma maneira, o judaísmo utiliza-se da sabedoria, para tentar compreender o mundo em que vivemos.

O Talmud conta que nos dois mil primeiros anos da criação, imperou o caos, aonde as pessoas não pudiam entender como o mundo funcionava. Até que Avraham veio e começou a explicar as regras do mundo.

Parecia, portanto, que a ciência grega poderia facilmente coexistir com a sabedoria judaica.
Sabedoria Aplicada

Até que descobriram que os gregos possuíam um problema sério com o sistema judaico de interpretar as coisas. Os gregos estavam interessados em processos físicos, em buscar entender o por quê das coisas. Sua ciência, portanto, se localizava exterior ao homem. Quer dizer, não se relacionava com a pessoa em si, e não tinha a intenção de fazê-la mudar. Era mais uma coleção de conhecimentos de um mundo externo, que não penetra dentro da pessoa e, portanto, não buscava a mudança individual.

Enquanto que o judaísmo busca exatamente o oposto. O mundo traz uma mensagem para o homem. O homem precisa ser aperfeiçoado, e precisa desenvolver constantemente sua posição no mundo em que vive. Podendo-se assim dizer que se trata de um processo recíproco, aonde enquanto o homem aperfeiçoa o mundo, ele também aperfeiçoa a si mesmo.
Não Somos Turistas

É claro que não se trata de um processo aleatório, como aprendemos de nossos sábios, que ensinam que, na verdade, este é todo o objetivo da humanidade, e esta é a sua missão. O homem não é um turista no mundo, que olha curioso ao que acontece a sua volta, sem nem sequer se sentir parte dela, embora esteja profundamente envolvido.

Existe um sistema, do qual os gregos não se interessavam, chamado de “sistema moral”. Da mesma maneira que existe uma interação física que gera resultados, existe também uma interação moral. Quando nossos atos seguem uma consciência ética, impactamos positivamente o mundo ao nosso redor, abrindo um canal muito profundo entre nós e o Criador do mundo, numa proporção incomum. Assim, também é o contrário. Quando vamos contra as regras morais, dificultamos a interação entre o divino e o mundano, criando interferências neste canal.

Os gregos não queriam nem ouvir sobre essa doutrina, que aos seus olhos, parecia limitar a capacidade humana, “roubando do homem, a sua liberdade”. E os gregos davam uma enorme importância para a liberdade. Contudo, estes não compreendiam, que os judeus também davam uma enorme importância para a liberdade, para a verdadeira liberdade.
O Significado da Liberdade

Os gregos não conseguiam entender que “liberdade” não é fazer aquilo que você quer na hora que quer, mas sim, fazer uso corretamente dos materiais que você dispõe, abrindo assim extraordinárias possibilidades que permitem que a sua criatividade seja realmente produtiva. Não somente a liberdade de poder escolher entre fazer a coisa certa e a errada. Se trata de libertar os canais divinos, que estão interferidos pela nossa teimosia de ir contra os padrões morais.

Neste ponto, nossos sábios dizem, que começou a guerra entre os gregos e os judeus: primeiro no nível ideológico e mais tarde a nível militar. Os gregos não podiam suportar um D’us invisível que cobra exigências morais das pessoas. Proibiram precisamente os mandamentos que interferiam com seus parâmetros físicos: a circuncisão (contra o corpo), a consagração do tempo – quando se calculava o começo dos meses lunares (e não de acordo com seus meses e o Shabat, (um dia de descanso físico para conectar-se com o transcendental).

Embora a guerra tenha seguido por alguns anos, mesmo após a reInauguração do Templo (após os gregos o terem profanado com seus ídolos helenistas), celebramos a santidade que foi restaurada de acordo com os parâmetros judaicos e a nova liberdade de ação de acordo com a Sagrada Torá, que foi novamente permitida. A celebração desta inauguração é chamada de Chanuká!
Inauguração e Educação

A palavra, “Inauguração” (Chanuká) está ligada, de acordo com a raiz de seu nome hebraico, a palavra “Educação” (Chinuch). A educação significa revelar o bom que já temos dentro de nós, e aprender a usá-lo corretamente. “Inauguração” significa, portanto, inaugurar e descobrir a função de cada objeto, de cada instituição, e fazer o melhor uso disso.

Isso tudo aconteceu há mais de dois mil anos, mas a teoria da educação no mundo está cada vez mais próxima da visão que o judaísmo, mantêm, já há três mil anos. O mundo percebeu, também, o quanto o uso incorreto de matérias-primas, que vai em contra as orientações ecológicas, pode ser desastroso.

Falta ainda compreender que o princípio da moralidade é o mais importante de todos, ao se pensar nas ações humanas. A importância da nossa intenção ao fazermos as coisas e não somente ‘como a fazemos’, tecnicamente.

A Confiança no Criador

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O livro “Chovot Halevavot” nos ensina que, todo ser humano confia em algo, seja na sua força física, sua inteligência, sua saúde, riqueza, etc. Ele sabe que se, algo acontecer, poderá contar com a sua força, conhecimento, etc. Entretanto, um Yehudi (Judeu), deve confiar, unicamente, no Criador. Isso não significa que a pessoa deve deixar de lado todas as suas obrigações diárias, confiando que D’us irá conceder todas as necessidades e todos os seus caprichos. Não é assim, têmos que trabalhar, agir, e é por isso que estamos neste mundo.

No entanto, o desafio é saber agir em conformidade com D’us, tendo sempre em consideração que, Ele faz tudo que é bom para nós, quer entendamos quer não entendamos. Ou seja, no momento em que fizermos o que precisa ser feito, devemos confiar que, se não conseguimos alcançar aquilo ou não obtivemos sucesso em algo, é porque assim Ele quer. Por exemplo, se alguém tem alguma dívida significativa para pagar – digamos, o aluguel da casa – e fez tudo o que estava a seu alcance, mas não obteve a quantia necessária e, não há mais nada a fazer, então, deve-se confiar em D’us. Não esperando que o dinheiro apareça magicamente, mas, talvez, o significado dos acontecimentos sim apareçam ou até mesmo o dinheiro, em algum momento.

Contudo, a parte mais difícil é quando este dinheiro não aparece ou não conseguimos resolver o problema, aí é quando têmos que ter uma grande força de fé para acreditar e confiar que, Ele é quem administra e gerencia tudo. Embora nem sempre seja fácil alcançar tal nível espiritual, este, deve ser o nosso objetivo. Conhecendo a meta – e tendo ela sempre presente – esperamos que, eventualmente, se torne parte de nossas vidas. Desta maneira, ao longo do tempo, nos desenvolveremos para pessoas que confiam plenamente em D’us, e então, nossas vidas atingirão níveis espirituais inimagináveis.

Baseado em uma palestra do Rabino Label Lam, “Dinâmicas da Segurança Divina”

Não depende de você terminar o trabalho, mas…

“Não depende de você terminar o trabalho, mas não por isso você está isento de fazê-lo” (Pirkei Avot – Ética dos Pais)sleeping-300x199

À primeira vista, esta não parece ser uma boa receita para a moral da pessoa. Afinal, se você sabe de antemão que não conseguirá terminar o trabalho, então por que decidirá começa-lo?? Certamente, não com muito entusiasmo.

Tudo o que podemos fazer é nos esforçar!?

Para responder a esta questão, devemos olhar uma outra fonte do Talmud (Tratado de Sucot) que diz: “Se alguém disser: ‘Eu me esforcei mas não encontrei (resultado)’ – não acredite nele. Mas se disser: ” Eu me esforcei e encontrei (resultado)’- você pode acreditar.”

A resposta é que a realização ou o sucesso não está em nossas mãos. É algo que, simplesmente, encontramos. É um presente de D’us! Tudo o que você possui é algo que D’us permite que você tenha, não algo que você tenha criado através de seu próprio esforço. É por isso que o Talmud ensina que se você faz o esforço, você vai encontrar, pois, embora o esforço não crie a realização, ele nos move no sentido de “encontrar” aquilo que D’us quer nos dar!

Isso responde a nossa pergunta original:

Como é possível começar um trabalho sabendo que você não poderá terminá-lo?

A resposta está contida nestas mesmas palavras. É impossível terminar qualquer trabalho, pois terminar o trabalho é o papel de D’us e não o seu. Tudo o que podemos fazer é tentar e se esforçar para que D’us Faça o resto.

Esta é a razão pela qual a desculpa de que “não terminaremos o trabalho” não nos isenta de se responsabilizar por ele e começá-lo. Uma vez que a conclusão que está nas mãos de D’us, é uma consequencia do esforço adequado que colocamos!