AS COMUNIDADES DA SHAVEI ISRAEL CELEBRAM PESACH

Comunidades judaicas de todo o mundo partilharam connosco mais fotografias dos seus preparativos para o seder de Pesach e das suas férias de Col HaMoed (dias intermédios entre os dias festivos). Aqui ficam alguns momentos da festa de Pesach de diferentes países e continentes.

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Duas toneladas de matzá enviadas de Israel para a Comunidade Judaica da Polónia

Publicamos a tradução do artigo publicado esta semana em Arutz Sheva.

A organização Shavei Israel envia duas toneladas de matzá para fornecer a pequena comunidade judaica da Polónia durante este Pesach.

A comunidade judaica da Polónia recebeu esta semana uma encomenda especial mesmo a tempo de Pesach: Duas toneladas de matzá de Israel. 1.692 caixas  de matzot Aviv, mais 90 caixas de matzá shmurá (“guardada”) feita à máquina e 45 caixas de matzá shmurá feita à mão, graças à organização Shavei Israel e ao seu diretor e fundador, Michael Freund.

Como a preparação da matzá exige uma supervisão muito rigorosa e a comunidade judaica da Polónia ainda é demasiado pequena para a poder efetuar,  costumam recorrer à matzá importada para a festa de Pesach, que, este ano, será a 19 de abril. A pedido do rabino máximo da Polónia, Michael Schudrich, o diretor da Shavei Israel, Michael Freund, concordou em patrocinar a compra e envio da matzá de Israel, que vai ser distribuída por cerca de uma dezena de famílias de toda a Polónia, incluindo Bielsko-Biala, Danzigue, Katowice, Cracóvia, Legnica, Lodz, Lublin, Poznan, Szczerczin, Varsovia e Breslávia.

A matzá, que os judeus comem em memória da pressa com que saíram do Egito durante o êxodo, vai ser usada em seders comunitários por toda a Polónia, e vai ser oferecida gratuitamente aos mais necessitados, como os idosos e pessoas doentes que não podem sair de casa, muitos dos quais são sobreviventes do Holocausto.

“Estamos muito gratos à Shavei Israel e a Michael Freund, que nos ajudam há muitos anos na educação judaica, por esta generosa oferta”, disse Monika Krawczyk, presidente da União das Comunidades Judaicas da Polónia.

Existem aproximadamente 4.000 judeus registados na Polónia hoje em dia, e há peritos que sugerem que pode haver mais dezenas de milhares por todo o país que até hoje ocultam as suas identidades ou que simplesmente desconhecem as suas origens familiares. Recentemente, um número cada vez maior dos chamados “judeus ocultos” tem vindo a retornar ao judaísmo e ao povo judeu. A Shavei Israel tem trabalhado ativamente na Polónia há mais de uma década, trabalhando em colaboração com o rabino máximo da Polónia, Michael Schudrich, e com os próprios “judeus ocultos”. 

“Pesach é uma festividade especial para todos os judeus do mundo. Aqui, onde a nossa comunidade passou por uma verdadeira libertação há 74 anos, da Alemanha nazi, e, depois, há 30 anos, por uma libertação menor mas igualmente verdadeira, da União Soviética, tem um significado particularmente especial. A matzá é o nosso símbolo destas libertações, tanto da antiga como das modernas. Graças à Shavei Israel, muitos judeus polacos vão poder contar com este símbolo da libertação neste Pesach”, explica o rabino Schudrich. 

“Para o número cada vez maior de polacos que descobrem as suas raízes judaicas”, disse o rabino Schudrich, “Pesach representa algo muito especial sobre a celebração da liberdade e o fim da escravidão ou da ocupação. A matzá representa essa liberdade, e cada judeu quer ter a sua caixa de matzá para Pesach. Graças à Shavei Israel, muitos judeus vão ter matzá este Pesach. Obrigado, Shavei Israel.”

“Temos muito gosto em fazer esta parceria com o rabino máximo da Polónia, o rabino Michael Schudrich, e com a Comunidade Judaica da Polónia, para ajudar a que todos os judeus da Polónia tenham matzá”, disse o diretor e fundador da Shavei Israel, Michael Freund. “Quase 75 anos depois de os alemães terem aniquilado mais de 90% dos judeus da Polónia”, nota Freund, “milhares de judeus em toda a Polónia vão juntar-se este ano para celebrar Pesach e comer a matzá, que simboliza a libertação e a determinação. Temos essa dívida para com os judeus polacos e para com o número crescente de polacos que estão a descobrir as suas raízes judaicas: estender-lhes a mão e ajudá-los.”