Shavei Israel Celebra Chanuká: Bnei Anussim em Portugal, San Nicandro e El Salvador

As comunidades da Shavei Israel ao redor do mundo comemoraram Chanuká na semana passada. Segue aqui uma seleção de fotos de Portugal, San Nicandro e El Salvador.

Portugal

Na pequena aldeia de Belmonte, os membros da comunidade de Bnei Anussim: Madalena Barata, Marina Ehrlich, Pedro Turner, Ana Braz e Sandra Berlim, acenderam suas velas de Chanuká. Aqui estão algumas fotos para iluminar até a noite mais fria de dezembro.

Na terça-feira da semana passada, um acendimento público das velas foi celebrado na praça da cidade, juntamente com o prefeito. Sufganiot (roscas doces características de Chanuká) foram distribuídos para as cerca de 150 pessoas que enfrentaram o frio para sair de casa.

El Salvador

No último dia de Chanuká, a comunidade de Beit Israel em San Salvador organizou um desfile que contou com uma festa incluindo música e “pirotecnia”.

Itália

Nosso correspondente na Itália informou que na quarta-feira, 28 de dezembro, houve uma cerimônia comunitária de acendimento das velas na Prisão Steri de Palermo, a antiga sede infame da Inquisição. Oitenta pessoas foram estimadas junto com o conselho local.

Colômbia

No domingo, realizou-se um grande evento para os filhos da comunidade Beit Hillel em Bogotá. Oitenta pessoas participaram. Na terça-feira a noite em Cucuta, foi realizado um jantar festivo para 60 pessoas.

Mas não se retire tão cedo: Quinta-feira foi o casamento de vários casais que recentemente retornaram ao judaísmo.

San Nicandro

Seguem abaixo fotos da pequena comunidade de Bnei Anussim em San Nicandro, na Itália.

whatsapp-image-2016-12-24-at-23-34-17

Cerimônia histórica de Chanuká em uma Prisão da Inquisição

Gil Ronen (Arutz 7)
10/12/2013

A cerimônia de acendimento das velas de Chanuká foi realizada quarta-feira na infame prisão Steri em Palermo, Sicília, que serviu como sede da Inquisição espanhola entre 1601 e 1782.

A cerimônia – a primeiro desse tipo – foi chefiada pelo rabino Pinhas Punturello, emissário da organização Shavei Israel para o sul da Itália e Sicília. Entre os participantes estavam o Professor Roberto La Galla, chanceler da Universidade de Palermo, outros membros do corpo docente, bem como cerca de 100 Bnei Anussim que vivem na Sicília.

Os Bnei Anussim são os descendentes de judeus que foram convertidos à força ao cristianismo sob o regime de terror da Inquisição. Muitos desses “cristãos-novos” fizeram o máximo para permanecer fiel às suas raízes judaicas, passando adiante a fé e as práticas de seus antepassados através das gerações.Candle-Lighting-300x225

“Centenas de anos depois da prisão do Palácio Steri operar para apagar a luz de Israel, nós viemos aqui hoje para mostrar que a chama judaica continua queimando”, disse Michael Freund, fundador e presidente da Shavei Israel, que trabalha para trazer os Bnei Anussim de volta ao redil judaico. “Durante 200 anos, os judeus foram torturados dentro dos muros deste palácio, e muitos deles foram queimados na fogueira pela Inquisição por, secretamente, manter seu Judaísmo. E é por isso que este evento não é apenas histórico e sim, também, simbólico, pois a luz das velas de Chanuká chegou ao lugar onde a escuridão da Inquisição uma vez reinou”.

Freund contou que ainda se pode ver inscrições de graffiti nas paredes das celas de confinamento solitário da prisão, entre eles, dois escritos em letras hebraicas.

A perseguição dos judeus na Sicília chegou a um clímax em 1492, quando os judeus da Espanha – incluindo aqueles na Sicília – foram expulsos à força. Havia pelo menos 37 mil judeus que viviam em 52 comunidades da ilha na época. Muitos foram expulsos e, outros, que foram forçados a converter-se, continuaram a sofrer com a Inquisição por gerações.

Atividades de Chanuká da Shavei Israel na Europa, América do Sul e na Índia

Brian Blum
9/12/2013

Além do acendimento das velas de Chanuká pelo rabino Pinchas Punturello em Palermo e Sicília , emissários de Shavei Israel na Europa, América do Sul e Índia tiveram uma agenda lotada, planejada para esta última semana de festa. Segue aqui alguns dos destaques:Hanukah-Candles-in-Belmonte

Portugal: o Rabino Elisha Salas conduziu uma série de atividades no vilarejo de Belmonte, que tem um novo prefeito que está tornando prioridade a revitalização do passado judaica de Belmonte e, investindo no presente. O conselho local construíu uma Chanukiá de 5 metros de altura no centro da cidade e assou cerca de 300 sufganiot (rosquinhas de Chanuka). Os sufganiot foram a calhar na agenda particularmente cheia de palestras, filmes e concertos que se realizaram em honra ao feriado. Houve também uma exposição em honra do capitão Arthur Carlos Barros Basto, o “Dreyfus Português”, de quem a Shavei Israel ajudou a receber um perdão póstumo por parte do governo português. Você pode ler mais sobre Barros Basto e também sobre Belmonte aqui no site.DSC_3627-300x199

Espanha: O Rabino Nissan Ben-Avraham comemorou Chanuká, este ano, com os Bnei Anussim em dois locais espanhóis: Albacete para o primeiro dia da festa, e em Alicante, no segundo dia e para o Shabat. Em ambos, gozou da presença de alunos de longa data.

Polônia: o Rabino Yehoshua Ellis trouxe eventos de acendimento de velas em diferentes partes da região da Silésia, ao longo dos oito dias de Chanuká. Tais como uma festa para toda a cidade de Katowice, onde o rabino Ellis reside, incluindo um acendimento externo público das velas! Houve também festas nas cidades de Czestochowa e Bielsko-Biala. Michael Schudrich, rabino-chefe da Polônia, juntou-se às cChanukaMallorca4formatelebrações em Katowice, também.

Já o mais novo emissário da Shavei Israel para a Polônia, o rabino Avi Baumol, que reside em Cracóvia, celebrou a festa de Chanuká na cidade com uma palestra sobre “Chanuka como um feriado político, espiritual e nacional”. Ele também palestrou no Limmud Shabbaton, que aconteceu na Polônia durante Chanuká, sobre “o papel das mulheres nos tempos mod ernos”. Também levou as velas para um grupo idoso de judeus poloneses, participou de uma viagem de esqui para os membros do Cracóvia JCC, e deu uma palestra para estudantes no dDSC071692-300x225epartamento de História da Universidade Jagiellonian de Cracóvia.

Colômbia: O Rabino Marcelo Shimon Yehoshua da Shavei Israel passou todo o Chanuká na cidade de Cucuta, onde organizou em cada noite uma atividade diferente: uma noite de música, outra de culinária, aulas, jogos entre outros.

Índia: Os Bnei Menashe na Índia celebraram um grande momento este ano, com a ajuda da Shavei Israel. Dado o grande tamanho da comunidade que ainda existe na Índia, João Phaltual, nosso emissário para o estado indiano de Manipur (que possui a maior popKhanukah-Kut-5-300x225ulação de Bnei Menashe) foi apoiado por uma equipe de cerca de 100 “amigos” da Shavei Israel que lideraram atividades e aulas em todo o nordeste do país, sobre o tema “Acendendo as Chamas da Redenção”. As atividades incluíram competição infantil de música israelense, o questionário anual sobre Chanuká, produções teatrais recriando a luta entre os Macabeus e os gregos, muitos jogos com o Sevivon ou Dreidel (peão), e, claro, acendimento das velas nas oitro noites que se seguiram, nas 17 sinagogas participantes da aldeia. Durante o dia, os “amigos” da Shavei organizaram vários jogos, esportes e atividades recreativas. Em uma das aldeias dos Bnei Menashe, uma festa comunitária foi realizada no primeiro e também no último dia da festa. Os Bnei Menashe, além de tudo isso, tiveram um convidado especial da Terra Santa: o assistente social dos Bnei Menashe, Itzkhak Colney, que fez aliá em 2005, eque passou Chnukaá na região de Mizoram.

A Shavei Israel deseja a todos do povo judeu um Feliz Chanuká – onde quer que estejam no mundo!

A Shavei Israel acenderá velas de Chanuká em uma famosa prisão da Inquisição!

Brian Blum
5/12/2013
Este Chanuká, luzes festivas preencherão um palco infamemente associado à 200 anos de tortura e assassinato. Pela primeira vez na história italiana, o emissário da Shavei Israel para os Bnei Anussim do leste italiano, o Rabino Pinchas Punturello, acenderá as velas de Chanuká em Palermo, Sicília, no temido Palácio Steri.

Steri-Palace-smSteri-Palace-sm-224x300-224x300Steri foi a principal sede da Inquisição nos anos 1601-1782. No sub-solo do edifício se encontrava a prisão da Inquisição em que os judeus eram presos em pequenas celas aonde esperam seu destino nos terríveis autos-de-fé. Estas masmorras são notáveis pelo graffiti que ainda existe em suas paredes; duas inscrições estão escritas em letras hebraicas.

O Rabino Punturello visitou o Palácio Steri para um seminário de três dias, organizado no mês passado pela Shavei Israel para os Bnei Anussim. O seminário atraiu 80 pessoas do sul da Itália, incluindo Anussim e netos de judeus que se mudaram para Palermo nos anos 1900-1960 da Alemanha, França, Rússia, Tunísia e Argélia. O Rabino Punturello reuniu uma lista de oradores de nível internacional para o evento, incluindo o Professor Luciana Pepi, que ensina filosofia na Universidade Hebraica de Palermo, e Rita Calabrese, que pesquisa a história das mulheres durante a República de Weimar. O tema do semDSCN1686-300x225inário foi “Comunidade e Identidade Pessoal.”

Após a visita do Rabino Punturello ao Palácio Steri, este contatou o prefeito de Palermo, que concordou com o Rabino de que é chegado o momento de substituir as trevas pela luz. O acendimento das velas acontecerá na última noite de Chanuká, 4 de dezembro de 2013.

O Rabino Punturello vem trabalhando pelos Bnei Anussim no sul da Itália desde maio. Ele reside em Jerusalém, e passa 10 dias por mês na Itália, organizando seminários (como este último) e visitando Bnei Anussim de pequenas comunidades ao longo do sul italiano e na Sicília. Já escrevemos sobre ele aqui no site. O Rabino Punturello acenderá as luzes de Chanuká cada dia em um lugar diferente, incluindo Messina, Catania e Siracusa, além de Palermo também.

Shavei Israel celebra Hanukkah 2012 ao redor do mundo

Editado por Brian Blum – 17/12/2012

Talvez mais do que qualquer outro feriado do calendário judaico, em Hanukkah é celebrada a determinação do povo judeu em sobreviver. Dois mil anos atrás, um pequeno grupo de combatentes, liderados por Juda Macabeu, lutou contra os governantes helenísticos de Israel, que queriam assimilar o povo judeu com o Império Grego.

O Victoria resultando em muitas maneiras pressagia o renascimento do moderno Estado judeu independente. Além disso, dá esperança aos muitos indivíduos corajosos das tribos perdidas e ocultas comunidades judaicas, que atualmente lutam sua maneira de reivindicar a identidade judaica que lhes foi tirado.

Em honra do feriado, pedimos três membros de comunidades judaicas com as quais a Shavei Israel trabalha, que partilhem conosco suas histórias judaicas e o que Hanukkah significa para eles. Todos vem de uma parte diferente do mundo – Yitzchak Lhungdim é um Bnei Menashe da Índia, Jaume Floch i Mola é um Bnei Anussim da Espanha e Filtzgova Tova bat Avraham é uma judia Subotnik da Russia – mas todos hoje, são muito gratos pela oportunidade de poder abertamente celebrar o milagre de Chanucá este ano.

Na minha adolescência, eu nunca teria acreditado que o meu perfil corresponde a de uma pessoa religiosa ou mesmo alguém com uma minima consciência de sua relação com o Criador. Eu cresci em uma família católica, e quando tinha apenas 10 anos, concluí que nenhum dogma tinha sentido. Realizando uma extrapolação rápida, eu decidi que todas as religiões eram falsas. Logo segui um caminho racional “clássico”: na escola procurei um feedback sobre a verdadeira natureza da realidade em filosofia e ciência, e estudei física na universidade. Mas não encontrei o que eu queria.

Jaume Floch i Mola de Barcelona, Espanha (Bnei anussim)

Enquanto minha carreira específica progredia, fiz amizade com um casal de Barcelona. Ambos eram relacionados com a libertação política da Catalunha, e compartilharam uma profunda afinidade filosófica. Um dia, me disseram que se converteram ao judaísmo. Eu não entendi. Como poderia um casal tão educado e inteligente adotar o judaísmo, uma “religião”?

Esta aparente contradição quebrou meus anos de preconceito contra a religião e levou-me aos meus primeiros questionamentos sobre o judaísmo. Meu foco, no entanto, era muito impulsivo e desorganizado e levou-me a uma crise alguns anos depois. Eu decidi que deveria tentar mais profundamente, então eu comecei a freqüentar as aulas no Chabad de Barcelona. Então, ampliei minha participação para os sábados e mais tarde comecei a freqüentar aulas do Rabino Nissan Ben Avraham (emissário da Shavei Israel na Espanha).

Eu comemorei meu primeiro Hanukkah em 2009, no Parque Turo em Barcelona. Lembro da minha grande alegria de reviver a história dos Macabeus, que enfatizava a grande distinção entre a mentalidade limitada da nação pagã coerciva dos gregos e da luminosa e libertadora visão, centrada na Torá e no D’us de Israel.

Este Hanukkah, eu posso mais profundamente internalizar o conceito fundamental e as Halachot (Leis) da festa e comemorar com a comunidade judaica, em Barcelona. Vou me juntar novamente com o Chabad na Praça Sant Jaume para acender a menorah. Eu olho com grandes expectativas para tudo o que Hashem reserva para mim na minha jornada pessoal!

Chag Chanukah Sameach Kol Israel Am vontade [Hanukkah feliz a todo o povo de Israel]!

Yitzhak Lhungdim de Bongmol Tampak, Índia (Bnei Menashe)

Nasci em 1970 na aldeia Bongmil Tampak perto da fronteira da Índia com Myanmar (Birmânia). Mas apenas em 1997, graças a D’s, comecei a praticar o judaísmo quando, então, me tornei um membro da comunidade de Churachandpur, Manipur, principal centro da Shavei Israel para os Bnei Menashe na Índia.

Mesmo antes, eu me lembro uma vez quando eu era pequeno, que houve um terremoto e meu avô gritou “os filhos de Menashe ainda estão vivos!” Surpreendentemente, não houve danos.

Como eu me tornei mais envolvido com o judaísmo, não vivia perto da sinagoga, mas andava até lá – 4 ou 5 kilometros – todos os sábados. Pedi aos líderes da comunidade para me ensinar o judaísmo, e depois escrevia tudo o que ouvia. Eu estava tão feliz.

Em 2000, estabeleceu-se uma nova sinagoga em Churachandpur e foi nomeado cantor. Até então, eu sabia o suficiente para ensinar a comunidade por mim mesmo, sobre as leis judaicas e outras questões como, a forma de guardar o Shabat. Às vezes, inclusive, viajando para outras comunidades também.

Minha conexão com a comunidade judaica continuava a crescer. Em 2005, eu me casei com minha amada esposa, Leah. Então, em 2007, fui selecionado para participar do primeiro seminário de membros da Shavei Israel. O seminário foi realizado no Nepal e entre os professores incluiu o diretor da Shavei Israel, Michael Freund, o Rabino Hanoch Avitzedek (diretor do Departamento de Bnei Menashe), Tzvi Khaute (coordenador dos Bnei Menashe) e o Rabino Yehuda Gin, de Manipur e que agora vive em Israel.

Agora, com a bênção de Hashem e do trabalho duro da Shavei Israel, fiz aliá para Israel. Temos três filhas e um filho e vivemos perto de Jerusalém.

Celebrei Hanukkah pela primeira vez em 1997. Todos os membros da comunidade em Churachandpur acendaram as velas juntos. A história da festa e dos milagres me tocou – como Hashem ouviu aqueles que fizeram teshuvá e como ele ajudou os Cohanim, Matatias e seus filhos, ao lutar contra os gregos para salvar os judeus de seus inimigos.

Com a bênção de Hashem, vou passar este Hanukkah com minha família, com alegria e saúde, amor e felicidade em nossos corpos e almas. Hashem irá abençoar a nação de Israel e permitirá que aqueles na diáspora, façam aliá rapidamente em nossos dias. E que D’s possa abençoar a Shavei Israel por todo o trabalho feito com os Bnei Menashe. Amém!


Filtzgova Tova bat Avraham Voronezh, Rússia (judia Subotnik)

Eu cresci em uma pequena cidade da Rússia, nos anos 60, em um lugar com uma forte comunidade judaica. Nós éramos diferentes das outras comunidades rurais, porque eles eram particularmente coesivos, sempre realizando atos de amor, como se faz com a família próxima.

Quando criança, com uns 5 ou 6 anos, eu ia com os adultos as orações públicas recitadas em hebraico. Isso me deu um profundo sentimento de pertencer a algo secreto … e queria saber mais. Isto continuou quando era pequena e folheando o sidur me perguntava sobre a natureza das letras hebraicas que estavam escritas lá. Ou quando os adultos eram chamados na Torá na sinagoga e os nossos avós que se aproximavam de nós para nos beijar. Ou quando perguntava sobre o objetivo das mezuzot, que estavam nos batentes de nossas casas, e os adultos respondiam que havia algo, ou alguém, que protegia a casa à noite. Todas essas imagens permanecem na minha memória para sempre.

Manter a tradição não foi fácil quando o estado tentou nos “educar” no espírito do comunismo. Naqueles dias difíceis, nossos avós estavam tentando proteger o nosso futuro, com orações para D’s.

Uma das festas que celebrávamos era a Páscoa, o que era sempre divertido. Toda a nossa família, que não era pequena – 15 ou 20 pessoas – se reuniam para assar as Matzos. A linha de produção eram praticamente a de uma indústria – organizávamos um negócio em uma casa especial e as pessoas trabalhavam em turnos. Todas as crianças tinham uma tarefa importante – usávamos engrenagens de velhos relógios para fazer furos na massa. Estes preparativos eram como um feriado em si.

A festa mais deliciosa era, naturalmente, o Shabat. O sabor da comida esplêndida é inesquecível.

Quando o regime comunista, e os muitos anos que tentaram incutir em nós as idéias de Marx e Lênin, terminaram, foi a chama da fé pura, que os nossos antepassados nos concederam em nossa infância, que nos salvou e nos ajudou a seguir em frente, mesmo quando a sociedade ao nosso redor estava se desintegrando.

No início dos anos 90, a comunidade judaica de Voronezh, viajava 200 quilômetros a cada domingo para o nosso povo, para ajudar a reconstruir as bases da vida judaica. Nos ensinaram a ler e escrever em hebraico. Foi maravilhoso.

Aos poucos, começamos a organizar nossa escola judaica aos domingos, onde agora preparávamos a nova geração nos fundamentos do judaísmo e em hebraico. Agora, isso é feito sob a supervisão de nosso rabino Shlomo Zelig Avrasin (emissário da Shavei Israel na Rússia).

Quando eu penso sobre minhas primeiras memórias de Hanukkah, elas também são da minha infância. Fazíamos a menorah de batatas frescas, aonde colocávamos as velas de cera. Em seguida, era especialmente maravilhoso ficar em casa nas noites frias de inverno, e ver as velas de Hanukkah, enquanto ouvíamos o crepitar das toras no fogo. Sentíamos que estávamos no meio de um milagre, trazendo luz para a escuridão.

Então, já adultos, ganhamos uma menorá real, não de batata, com velas kosher. Nós celebramos com os judeus de Voronezh. O feriado foi quente e delicioso. E a tradição continua a cada ano.

Este ano vamos comemorar Hanukkah cheios de espírito. Vamos sentar em torno da mesa – todos, crianças e adultos – e desfrutar da luz da menorah. E, claro, comer sufganiyot, latkes e outros pratos deliciosos.

Chanukah Sameach!

 

O Final da Escuridão

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá – Miquets

 

O Fim da Prisão

A palavra “miquets” em hebraico significa “no final”. O Midrash comenta a expressão, usando o verso em Jó 28:3, aonde diz que o Criador “põe fi10805773_809737109087813_8521807054217106547_nm à escuridão”. Há coisas que são ou podem chegar a ser eternas, enquanto, existem outras coisas que possuem um final. A escuridão certamente se enquadra no grupo das coisas que não são infinitas.

No nosso caso, se trata dos anos em que Yosef esteve na prisão de Faraó. De acordo com a nossa tradição, Yosef esteve preso por doze anos: os primeiros 10 anos, até o momento em que lhe ocorreu pedir ajuda ao copeiro de Faraó, no final da Parasha anerior, com mais os dois anos de trevas na prisão, que lhe foram acrescentados neste momento.

Continue reading “O Final da Escuridão”

Chanukiá ou Menorá?

downloadPergunta: Qual a diferença entre a Menorá e a Chanukiá?

Resposta: A cada ano, a partir do dia 25 de Kislev (por volta de dezembro, no gregoriano), os judeus de todo o mundo celebram Chanuká, a festa das Luzes. A principal tradição religiosa de Chanuká é acender a Chanukiá. Algumas pessoas confundem a Chanukiá com uma Menorá, no entanto, existe uma diferença substancial entre ambas.

A Chanukiá é uma espécie de candelabro, com nove braços. Oito velas estão na mesma linha e a nona vela está fora de lugar, ou a uma altura diferente ou mesmo em uma posição diferente. Podem ser de todas as formas e tamanhos!

A Chanukiá representa o milagre dos oitos dias que as velas permaneceram acesas no Segundo Templo com somente uma pequena quantidade de óleo, encontrada depois da guerra com os gregos. A única vela que está fora de lugar é conhecida como a “vela dos serviços” ou em hebraico, “Shamash”. Este é usado para acender todas as outras velas na Chanukiá e deve ser a primeira vela a ser acesa.
Continue reading “Chanukiá ou Menorá?”