Uma visita inspiradora à Casa de Rav Kook

Visita de estudo à Casa de Rav Kook

O Centro Ma’ani da Shavei Israel realizou um evento especial em espanhol para os estudantes de Ora Jalfon no Machon Miriam, que consistiu numa visita de estudo à Casa de Rav Kook. Também participaram vários estudantes de língua espanhola de Midreshet Lindenbaum e Yeshivat Hakotel. No total, foram cerca de 30 participantes.

Hoje, a Casa de Rav Kook em Jerusalém é um museu visitado por diversos grupos turísticos, bem como por yeshivot, escolas, midrashot e ulpanot, tanto israelitas como da diáspora.

É a casa onde viveu o rabino Abraham Itzhak Hacohen Kook (1865 – 1935) a partir 1921, data em que foi estabelecido o Rabinato de Israel e o Rabino Kook foi nomeado o primeiro Rabino Chefe Ashkenazi de Israel sob o mandato britânico.

Graças aos fundos doados pelo filantropo americano Harry Fischel, a «Beit Harav», como é conhecida, foi inaugurada em 1923, na presença do Alto Comissário da Palestina, Herbert Samuel.

Um século depois, a casa permanece exatamente como era durante o tempo em que Rav Kook e a sua família moravam lá. Os móveis estão no mesmo lugar; nada mudou, ainda existe até mesmo uma sensação de santidade que emana das paredes….

No dia 25 de dezembro, a Beit Harav recebeu o grupo da Shavei Israel, juntamente com os alunos de Lindenbaum e de HaKotel. Foi emocionante para os alunos, assim como para mim, pois servi como guia para a visita. Numa conversa telefónica subsequente com alguns dos visitantes, ficou patente que todos tinham ficado impressionados com a personalidade multifacetada de Rav Kook – rabino, filósofo, poeta, escritor, consultor, cabalista – e que «sendo haredi, ele era tão aberto aos outros».

Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer os diferentes espaços, como o escritório particular do Rav ou o heder haorhim (sala de visitas), onde Albert Einstein esteve presente numa breve visita ao rabino!

O showroom e o Beit Hamidrash (sala de estudo), berço do que é hoje a Yeshivá Mercaz Harav, têm uma cadeira que foi enviada especialmente para o rabino pelo rei George da Inglaterra.

Outro objeto imbuído de significado e história é a tapeçaria que o fundador da Escola de Arte Betzalel, Boris Schatz, ofereceu a Rav Kook.

No fim, quis surpreender os meus visitantes com a música inspiradora Kanfei Ruah, que, na verdade, é um poema de Rav Kook.

Ben Adam, ale lemaala alé
Filho do homem, voa alto, voa sempre alto, pois há uma força profunda em ti. Asas de águia estão em ti.
Não as esqueças, usa-as, não seja que elas te esqueçam…
Filho do homem, voa alto, sempre alto …

Gostaria de agradecer a Chaya Castillo, diretora do departamento espanhol da Shavei Israel, pelo seu inestimável apoio na organização desta visita, bem como durante todo o programa.

~ Ora Jalfon

Conferência: As tribos perdidas de Israel

Por Oro Jalfon

Foi uma agradável surpresa para mim, uma judia sefardita que nunca teve que lutar para preservar o seu judaísmo, participar de uma conferência sobre «As Tribos Perdidas de Israel», que ocorreu em 24 de novembro no Centro Ma’ani, em Jerusalém.

Edith Blaustein, vice-diretora geral encarregada da administração da Shavei Israel, foi a oradora que nos apresentou, a um grupo de ouvintes fascinado à volta de uma mesa no escritório do centro, os périplos dos dispersos de Israel, na sua vontade de ferro de continuarem apegados à tradição judaica e na sua determinação de voltar para casa, Eretz Israel.

A partir da divisão do reino de Israel e do subsequente exílio das tribos, Edith evocou a rota da seda, um conjunto de redes comerciais que trouxeram migrações culturais e identitárias, entre as quais se destaca o estabelecimento de uma comunidade judaica na China, «Os judeus de Kaifeng».

A Shavei Israel assumiu o desafio de transcender importantes fronteiras físicas e culturais e de responder ao despertar para Sião dos membros desta comunidade. Assim, episódios comoventes, tais como a recusa das jovens chinesas à proposta das madrichot (guias) israelitas de irem fazer um tiul por Israel sem levarem guarda-chuvas (elas geralmente não apanham sol!), ou o pedido de um membro Kaifeng de não tirar fotos no primeiro casamento desta comunidade realizado em Eretz Israel, atestam as imensas dificuldades dessa tarefa heróica.

Os Bnei Menashé, outra odisseia! Os descendentes da tribo de Menashé, estabelecida desde o século XVIII no nordeste da Índia, em Manipur e Mizoram, vivem um momento de florescimento do retorno às origens, graças aos centros de aprendizagem estabelecidos pela organização Shavei Israel.

Durante a sua apresentação, a professora Edith Blaustein mostrou-nos uma fotografia do rabino Shlomo Amar, ex Grande Rabino Sefardita de Israel, junto aos membros de um grupo de Bnei Menashe. Após dois anos de pesquisa, ficou claro e foi decretado que a tribo de Menashé tem raízes judaicas, o que levou à conversão do primeiro grupo na história desta comunidade.

Esta importante palestra foi organizada por Chaya Castillo, diretora do Departamento de Bnei Anusim, dos Judeus da Polônia e do Centro Ma’ani, no âmbito de uma série de conferências intituladas Higanu habaita, «chegamos a casa»!

Não deixe de verificar o nosso site para conhecer os próximos eventos!

HISTÓRIAS PESSOAIS DE BNEI ANUSSIM: UM NOVO PROJETO DO CENTRO MA’ANI.

Esta semana, o Centro Ma’ani da Shavei Israel lançou uma nova série de conferências para os Bnei Anussim e para todos os que estiverem interessados na sua fascinante história. Nos encontros mensais, os participantes vão partilhar as suas experiências pessoais, descrevendo o seu retorno às suas raízes judaicas e o seu caminho de volta ao judaísmo e ao Estado Judaico.

O primeiro evento da série atraiu tanto os estudantes do ulpan Machon Miriam, da Shavei Israel, quanto o público em geral. O orador convidado foi Leya Chaya Israel, que fez aliá há 5 anos e meio, de Espanha. Nascida em Alicante, interessou-se pela tradição judaica depois de participar num seminário da Shavei Israel em Barcelona, e continuou a estudar com o rabino Nissan ben Abraham, o nosso emissário em Palma de Mallorca.

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Série de Conferências do Centro Ma’ani: Comunidades Judaicas Perdidas e Escondidas

O Centro Ma’ani da organização Shavei Israel lançou uma série de conferências muito interessantes e emocionantes dedicadas às comunidades de judeus perdidos e ocultos em todo o mundo.

São dadas conferências a diferentes grupos, tanto israelitas como estrangeiros: estudantes, reformados, famílias que acompanham novos imigrantes, grupos de Bnei Akiva, grupos de turistas e outros. São também realizadas aulas semanais para os próprios imigrantes sobre as festas e a tradição do povo judeu.

Aqui temos uma descrição dos temas e algumas fotografias das conferências recentes:

As duas primeiras conferências cobriram o tema da comunidade Bnei Menashe na Índia e a sua aliá e absorção em Israel. Os oradores foram Avi Mizrahi, diretor do projeto Bnei Menashe Aliyah e do Departamento de Absorção, e Tzvi Khaute, coordenador dos Bnei Menashe, que falou com um grupo de estudantes estadunidenses.

A terceira conferência foi dedicada à comunidade de Bnei Anussim (descendentes dos conversos ao cristianismo à força durante a Inquisição espanhola) da Europa Ocidental e da América Latina. A oradora foi Edith Blaustein, vice-presidente da Shavei Israel. A quarta conferência teve lugar na segunda-feira 4 de junho e foi proferida pelo Rabino Hanoj Avitzedek, sendo dedicada à comunidade de Judeus Incas, também conhecida como a comunidade de Bnei Moshe do Peru.

Eran Barzilay, coordenador da comunidade judaica da China na Shavei Israel, deu uma conferência intitulada “Da Muralha da China até ao Muro de Jerusalém, a fascinante viagem dos descendentes da China”, sobre a vida e as tradições da comunidade judaica de Kaifeng. A seguinte conferência, a cargo do Dr. Velvel Chernin, cobriu o tema dos judeus Subbotniks da Rússia e dos países pós-soviéticos, bem como a situação atual desta comunidade.