Grande alegria em Cali

Queremos dar os parabéns ao rabino Asher Abrabanel e à sua esposa pelo seu casamento e desejar-lhes uma vida cheia de bênção, amor, harmonia e paz no lar!

Recentemente ocorreu um evento muito especial que tocou os corações de muitos, especialmente os da equipa da Shavei Israel. Queremos dar os parabéns ao rabino Asher Abrabanel e à sua esposa pelo seu casamento e desejar-lhes uma vida cheia de bênção, amor, harmonia e paz no lar. O rabino Asher contribui com as atividades da Shavei e é um representante da organização na sua cidade. Agradecemos imensamente o seu valioso trabalho para a Shavei e para a comunidade Maguen Abraham, de Cali, Colômbia.

O casamento contou com a presença de Rav Shimon Yechua, emissário da Shavei Israel na Colômbia, do Rav Shmuel Tawil e do Rav Yitzchack Abud, vindos especialmente do México. A cerimónia de casamento (mesader kiddushin) foi liderada pelo Rav Yitzchack Abud. O Rav Elad Villegas, diretor da ACIC (Associação das Comunidades Israelitas da Colômbia), dirigiu aos presentes algumas palavras e fez um brinde ao novo casal.

O CASAMENTO JUDAICO

O casamento é o começo de um mundo novo…

Que o Todo-poderoso,

Louvado por todos,

Maior que todos,

Superior a todos,

Abençoe o noivo e noiva!

MAZAL TOV!

Após um atraso de 10 anos, Yonatan e Shifra Haokip se casam!

Happy-couple-252x300Já compartilhamos com vocês, aqui na Shavei Israel, a história de Yonatan Haokip, um jovem Bnei Menashe, que sozinho, traduziu todo o livro dos Salmos para o Kuki, a língua dos Bnei Menashe. Agora, temos mais novidades para compartilhar – e lê-se bem em todas os idiomas: Yonatan acaba de se casar. E esta história é digna de destaque como mais uma grande conquista alcançada por Yonatan.

Yonatan conheceu sua pretendida esposa, Shifra, em 2001, quando os dois estudaram juntos no Centro ORT de Estudos Judaicos em Mumbai, na Índia. Se apaixonaram e prometeram um ao outro que iriam esperar até que fossem capazes de fazer aliá para se casar em Israel.

Shifra foi a primeira a dar um passo em direção a este sonho, em 2007, quando fazia parte do último grupo de Bnei Menashe com permissão para imigrar a Israel, logo antes de as portas da Aliá se fecharem abruptamente. Estas portas não reabririam até o final do ano passado, quando por meio de um lobby incessante por parte da Shavei Israel, a imigração foi reiniciada e um novo grupo de 274 Bnei Menashe chegou a Israel.

Yonatan havia seguido Shifra em 2009, mas não “oficialmente”. Como a Aliá da Índia não era possível no momento, ele apenas havia recebido um visto de turista para visitar Israel e, portanto, não estava elegível para receber a assistência dada aos Bnei Menashe pelo governo. Shifra e sua família começaram a aprender hebraico e passaram por um processo de conversão formal. Yonatan, enquanto isso, estudou na Yeshiva Machon Meir em Jerusalém. Voltou para a Índia, aonde passou o ano de 2011 como um “Parceiro” da Shavei Israel para a comunidade Bnei Menashe local.

Mas quando a Aliá dos Bnei Menashe foi retomada no final de 2012, o visto de Yonatan foi finalmente atualizado para uma licença completa de Residente Temporário. Junto com seus colegas Bnei Menashe, ele se mudou para Israel, morando no Centro de Absorção Givat Haviva, patrocinado pela Shavei Israel, e terminou sua própria conversão formal ao judaísmo. Estava então – finalmente – pronto para se casar com Shifra. O amor deste casal, embora distantes em alguns momentos, tinha permanecido forte por mais de uma década.

“É raro, mas é verdade”, diz Yonatan. “Estamos apaixonados por 10 anos, o que torna o casamento especial para todos os Bnei Menashe que conhecem o nosso amor e o nosso relacionamento.”

O casamento aconteceu em Migdal HaEmek, uma das duas principais cidades israelenses do norte que receberam os novos imigrantes Bnei Menashe. Como era o primeiro casamento Bnei Menashe que acontecia por lá, Yonatan contou que foi um evento repleto de personalidades, incluindo o prefeito, o vice-prefeito, parte da gestão da cidade, bem como o coordenador da Shavei Israel para os Bnei Menashe em Israel, Tzvi Khaute. O casamento foi realizado pelo neto do falecido Rabino Chefe de Israel, Mordechai Eliyahu.

Yonatan diz que ele e Shifra convidaram quase todos os Bnei Menashe de língua Kuki que vivem em Israel para o casamento, e a julgar pelas fotos, muitos se esforçaram para vir. E por que não? Uma história de amor como esta de Yonatan e Shifra não acontece todos os dias.

Parabenizamos Yonatan e Shfira e desejamos-lhes um caloroso Mazel Tov!

Direito da Primeira Noite

O Dia do Casamento1734743408_7068ac36b5_o

O Tratado Talmúdico de Ketubot explica, em suas páginas iniciais, que os Sábios haviam decretado que os casamentos deveriam ser realizados nas quartas-feiras, uma vez que eram nas manhãs de quinta-feira que aconteciam as sessões dos Tribunais e, no caso de haver algum problema na noite de núpcias, o noivo poderia levar o caso a julgamento antes de acalmar sua ira.

Antes de mais nada, devemos explicar este caso. Sabemos que o adultério é severamente proibido. Anteriormente os casamentos eram divididos em duas partes: na primeira, denominada “Kidushín” o noivo cosagrava sua noiva, tornando-a sua esposa legal, embora ainda não iniciando sua vida de casado. Após esperar alguns meses mais, ou, até mesmo um ano inteiro, era realizada a segunda parte, chamada de “Nesuin”, onde uma festa marcava o início da vida de casado. Atualmente, as duas partes são realizadas juntas, em um único ato. Detalhe, que ambos os nomes em hebraico, são palavras no plural.

Na fase da Nesuin, o noivo se compromete, assinando um documento chamado de ‘Ketubá’, em cuidar de sua esposa, conforme prescrito na Torá (Êxodo 21:10) e acrescentado pelos Sábios. É, também, estipulada uma quantia para o caso da esposa ficar viúva e não ficar abandonada caso, por exemplo, os filhos de um outro casamento do homem herdarem todo seu dinheiro. Ou mesmo, caso o marido decida divorciar-se dela. Esta soma de dinheiro é geralmente chamada de “Ketubá”, ou seja, a soma estipulada da Ketubá.
Continue reading “Direito da Primeira Noite”