UM ANO DEPOIS DO MUITO ESPERADO CASAMENTO, CASAL BNEI MENASHE TEM UM FILHO

Um casal Bnei Menashe de Tiberias celebrou recentemente o brit milá do seu primeiro filho. Pinhas e Linor Vaiphei casaram no ano passado em Israel depois de Linor ter feito aliá desde Manipur, na Índia, com o apoio da Shavei Israel. Tinham esperado cinco longos anos para se reunirem em Israel. Nas fotografias podem ver o recém-nascido Ziv Vaiphei com o sandak (padrinho) Ovadia Manlun, tio do bebé, casado com a irmã de Linor.

A Shavei Israel deseja aos felizes pais um grande mazal tov por terem trazido o seu filho ao pacto de Abraão, e abençoa-os para que o criem orgulhosamente judeu na Terra de Israel.

O Arco-íris e os cuidados com o Brit (Pacto)

noajTrecho retirado do livro “Anatomia da Alma”

O arco-íris, como pacto, é outro símbolo que se refere ao cuidado com o Brit. Como vimos, a Torá nos reflete a história da humanidade. Ao analisar a história de Noé e o Dilúvio, podemos ver como esta reflete a batalha contra a imoralidade universal (Gênesis 6-9).

As almas da geração do Dilúvio estiveram imersas em imoralidade. Praticavam adultério, homossexualidade, masturbação e bestialidade (Bereshit Rabah 6:5). O constante menosprezo do sêmen sagrado invocou julgamentos espirituais terríveis, até o ponto em que a humanidade teve que ser eliminada.

A punição desta geração foi “de acordo com seu crime”. O principal pecado da geração do Dilúvio foi a emissão do sêmen em vão. O Talmud diz que aquele que emite sêmen em vão é considerado como se estivesse trazendo o dilúvio ao mundo (Nida 13a). Podemos entender isso melhor quando constatamos o fato de que uma única descarga de sêmen contém várias centenas de milhões de espermatozóides, dos quais, cada um e um, com o potencial de fertilizar o óvulo feminino e assim, gerar vida! Esta semente está “viva” e possue o poder de gerar vida, de modo que qualquer emissão em vão é, na verdade, um desperdício de vida – assim como um dilúvio que gera (D’us nos livre) perda de vidas.

Noé foi o único homem daquela geração considerado digno de ser salvo do dilúvio que D’us trouxe ao mundo. Foi a única figura bíblica entitulada de Tzadik. Porque o Tzadik é alguém que mantém sua aliança, e Noé, foi o único que cuidou de seu Brit, de sua aliança, numa geração imoral.

Para escapar do dilúvio, Noé teve que construir uma arca para proteger a si e sua família, juntamente com, pelo menos, dois animais de cada espécie. Rebe Nachman ensina que a palavra hebraica para “arca” é teivah, que também pode ser traduzido como “palavra”. A “palavra” era, na verdade, a oração de Noé. Essencialmente, foi a “palavra” da oração, a maneira mais sagrada e eficaz de usar a fala humana, que protegeu os que estavam na Arca do dilúvio destrutivo (Likutey Moharan I, 14:10).

Vemos então que a única opção de salvação que teve Noé, como Tzadik desta geração, foi dirigir suas orações a D’us. O Tzadik, como vimos, é assim chamado porque mantém sua aliança. Isto permite que a pessoa se conecte com a “Malchut” (reinado), que representa o poder da fala, e, assim, fortalecer a oração e direcioná-la da maneira mais adequada. Foi através de suas orações que Noé foi capaz de se salvar da destruição do Dilúvio. Como Tzadik, soube fortalecer suas orações para também pode salvar sua família.

Ao sair da arca, depois do dilúvio, Noé foi dominado pela visão da destruição do mundo. Pediu, então, a D’us que “prometesse” nunca mais trazer o dilúvio sobre a terra. Como prova desta promessa, D’us criou para Noé o sinal do arco-íris que serviria como um lembrete deste pacto.

Quando D’us cria esta aliança, Ele o faz esperando que, em troca de sua proteção, o homem cumpra com sua parte e respeite a moralidade humana. Mas logo em seguida, Cham, o filho mais novo de Noé, comente uma tremenda transgressão sexual. E então, Noé o amaldiçoou duramente, dizendo: (Gênesis 9:18-29), “Um escravo será”.

Cham, o filho de Noé, transgrediu o pacto através da mesma força que tinha lhe permitido sobreviver, por mérito de seu pai – o Brit. Cham é também a palavra hebraica para “Quente”, indicando o “sangue quente da luxúria” que arrasta as pessoas (Tikuney Zohar 18, 37a). Por causa deste “calor” selvagem da transgressão e por haver se tornado um escravo de seus desejos, Cham foi amaldiçoado com a escravidão. E este é o destino que espera aquele que não controla sua luxúria.

Trazendo esses conceitos para uma aplicação mais prática, o Rebe Nachman ensina que o Brit de Noé e o Brit de Abraham têm muito em comum: o arco-íris, que simboliza o Brit de D’us com Noé, é chamado de keshet, que também é traduzido como “Arco”. O Pacto de Abraham também é chamado de Keshet HaBrit, a “Arca da Aliança”; e faz alusão ao Britquando este é usado com pureza. O órgão no qual está o Brit é visto como um arco e o sêmen, como a flecha (Zohar III, 272a; Likutey Moharan I, 29: 6). Ao cuidar do Brit, se obtêm o poder de uma oração eficaz; ao corrigir este Brit, a pessoa pode-se tornar um “arqueiro”, atingindo precisamente o “alvo” com suas orações, da maneira mais eficaz (Likutey Moharan II, 83:1).

A oração é afetada pelo Brit pois Zeir Anpin corresponde a voz e a Malchut (Zohar II, 230b). Yesod, que é uma manifestação de Zeir Anpin representa o Brit, que a Malchut recebe do Yesod. Portanto, todo aquele que guardo o Brit, retifica sua voz e dá o poder a fala, a oração. Por outro lado, aquele que degrada seu Brit danifica sua voz, perdendo o sentido da oração. Sendo assim, prejudicando o Brit se diminue o poder da oração (Likutey Moharan I, 27 6; ibid II, 1:10).

Isso também alude ao fato de que a traqueia é suportada por seis anéis de cartilagem. Yesod é a sexta Sefirah de Zeir Anpin. Assim, através da degradação do Yesod, o “sexto” aspecto de Zeir Anpin, a voz, é danificado.

Vimos que o sêmen provem de todo o corpo. Rebe Nachman ensina que aquele que guarda a aliança será merecedor de sentir em todo o seu corpo, a doçura de suas orações. Todos os seus ossos sentirão essa doçura, como cantou o Rei Davi (Salmos 35:10), “Todos os meus ossos dirão: ‘Oh Deus, quem é como tu’ ‘”. E assim, suas orações serão como flechas atingindo o alvo com precisão, justiça e verdade (Likutey Moharan I, 50: 1).

Abraham Sutton, Chaim Krame

Mais uma prova da importância do Brit Milá

Um enxerto da pele do prepúcio no lugar das pálpebras, realizado no hospital Kaplan, próximo a Tel Aviv, em Israel, salvou a visão de um bebê que havia nascido com um grave defeito nos olhos e corria o risco de ficar cego. A idéia foi do cirurgião Asher Milstein, especialista em ocuplástica, que decidiu realizar a operação exatamente oito dias após o nascimento do bebê, na data em que, segundo a tradição judaica, é feita a circuncisão em crianças do sexo masculino. Como o bebê, que havia nascido sem pálpebras, é de familia religiosa, era importante respeitar a tradição.images (2)

Em entrevista à BBC Brasil, Milstein explicou que a pele do prepúcio tem textura e espessura “idênticas” à pele das pálpebras e que ambas são as peles mais finas do corpo humano.

“A pele do prepúcio também é altamente adequada para esse tipo de operação, pois cresce de forma compatível ao crescimento do corpo”, acrescentou o cirurgião. O bebê, cujo nome não foi divulgado, nasceu no hospital Kaplan há cerca de 5 semanas.

A ausência de pálpebras, considerada um defeito raro, faz com que seja impossível fechar os olhos, provocando o ressecamento da córnea, que por sua vez leva à cegueira. Milstein diz que, inicialmente, considerou a possibilidade de enxertar pele retirada da região que fica atrás das orelhas — técnica geralmente utilizada em casos semelhantes.

No entanto, o bebê também apresentou um problema na região do nariz e pode vir a necessitar daquela porção de pele e de cartilagem para uma cirurgia futura. Por isso, o médico tomou a decisão inédita de utilizar a pele do prepúcio do próprio bebê, que seria retirada na circuncisão.

Milstein disse que consultou a literatura médica e encontrou apenas um precedente de utilização da pele do prepúcio para uma operação na região dos olhos, que ocorreu no Egito, há vários anos.

Depois da operação, os olhos do bebê israelense ficaram fechados por três semanas. Após a retirada dos curativos, a equipe médica constatou que o bebê enxerga normalmente. O médico afirmou que o sucesso da operação demonstra que a pele do prepúcio pode ser utilizada amplamente na área da cirurgia plástica, “inclusive em casos de homens adultos”.

Segundo Milstein, a manutenção do prepúcio “não é necessária” e em casos de ferimento, essa pele pode ser utilizada para cobrir áreas danificadas no corpo do próprIo paciente.

“Devemos ter a mente aberta para ideias novas”, disse o Dr. Asher Milstein.

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Conheça um pouco mais sobre o Brit Miláh

Fonte: www.chabad.org

O que é
O Brit Milá é um preceito positivo da Torá na qual D’us ordena realizar a circuncisão de todo menino judeu. É um dos rituais mais sagrados e como é efetuado sem a consciência da criança, significa um ato de fé acima da lógica, mantido através das gerações; é sinônimo de uma aliança viva e eterna entre o homem e D’us.

O primeiro
Brit Milá é o sinal especial que tem distinguido o judeu dentre as nações, desde quando o patriarca Avraham circuncidou a si mesmo e a todos os de sua casa, por ordem Divina, na idade de 99 anos.

Quando Yishmael, o primeiro filho de Avraham, fez o Brit milá, já possuía 13 anos, estava completamente capacitado a compreender este mandamento. Estava orgulhoso de sua decisão em submeter-se racionalmente a um preceito de D’us. Sua aceitação do Brit Milá estava limitada à razão.

Yitschac, por outro lado, nasceu um ano após ter sido ordenado a Avraham fazer o Brit e foi circuncidado com apenas oito dias, um bebê sem o desenvolvimento intelectual.

Lei Judaica
Pela Halachá, Lei Judaica, um judeu deve circuncidar seu filho no oitavo dia após o nascimento, quando sua faculdade da razão ainda não está desenvolvida. Isto significa que um judeu está ligado e comprometido com D’us o mais cedo possível, de um modo absoluto e abrangente, que transcende sua razão e percepção.

Shalom Zachor
Na primeira sexta-feira após o nascimento de um filho, é feita uma cerimônia conhecida pelo nome de Shalom Zachor, traduzido como boas vindas e agradecimento a D’us pelo nascimento do bebê. Recebe na verdade esta designação por ser no Shabat, (também conhecido como Shalom, paz), quando nos reunimos para saudar o recém-nascido (Zachor).

Costuma-se convidar amigos para celebrar a chegada do novo membro logo após a refeição de Shabat à noite, quando então servem-se alimentos e bebidas além do prato essencial desta noite: grão-de-bico, conhecido como arbis ou nahit, que simboliza luto. Por que luto em uma ocasião tão festiva?

Para lamentar o fato de que ao nascer, a criança esqueceu a Torá que estava aprendendo no útero materno. Este aprendizado inicial da Torá lhe dá, mais tarde, a capacidade de adquirir o conhecimento e a sabedoria de D’us, por si mesma.

O dia do Brit Milá
O Brit é executado no oitavo dia subsequente ao nascimento da criança. Por exemplo, se a criança nasceu no domingo (do pôr-do-sol de sábado até o pôr-do-sol de domingo) o Brit é realizado no domingo seguinte. Isto se aplica mesmo quando o oitavo dia cai num Shabat ou em algum Yom Tov (desde que o nascimento tenha sido de parto normal —caso tenha sido de cesariana, o Brit é adiado para o dia seguinte).

A circuncisão é realizada através de um “Mohel”, homem temente a D’us, cumpridor dos preceitos judaicos e versado na prática da circuncisão, conforme as leis da Torá.

É o Mohel que decide se a criança está apta ou não a ser circuncidada. Se decidir que ela não está fisicamente capacitada a se submeter à circuncisão no tempo prescrito, por estar com icterícia, se encontrar abaixo do peso mínimo exigido (kg) ou algum outro problema, o Brit é adiado. Uma vez atrasada a cerimônia, ela não poderá ter lugar num Shabat ou em um Yom Tov, mas deverá ser realizada na primeira oportunidade.

Sempre que praticável, o Brit deve ser realizado pela manhã como sinal de nossa urgência em cumprir uma mitsvá, a vontade de D’us. Nunca deve ser realizado à noite.

Não se costuma convidar as pessoas para o Brit, mas simplesmente informá-las sobre a hora e o local, pois não seria apropriado que elas declinassem de um convite para um evento, no qual Eliyáhu, o profeta, estará presente.

O Profeta Eliyáhu
Na cerimônia de cada Brit Milá o Profeta Eliyáhu é uma visita ilustre que traz muita honra.

Há muito tempo, um dos reis de Israel, influenciado por maus conselheiros, aboliu a cerimônia da circuncisão. Eliyáhu, que vivia naquela época, clamou então a D’us relatando que o povo de Israel havia abandonado Sua valiosa aliança. A partir de então, D’us o instruiu a estar presente e a testemunhar todas as circuncisões. Por esta razão uma cadeira especial é designada em honra ao Profeta Eliyáhu, em cada Brit Milá.

O Mohel
Embora a Torá aponte o pai para circuncidar seu filho, o Brit é geralmente feito por um Mohel, pois a maioria dos pais não está qualificada para executar tal ato. O homem escolhido para fazer o Brit deve ser observante e temente a D’us, e estar adequadamente habilitado e treinado. A circuncisão realizada através de um cirurgião judeu, mas que não seja um Mohel, adulterará inteiramente o significado do Brit Milá, pois este ato é o elo espiritual que liga a criança a D’us.

Sandec, Kvater e outras honras
Juntamente com o Mohel, o Sandec, a pessoa que segura a criança durante a circuncisão, deve ser alguém de grande estima da família e da comunidade.

O dia do Brit Milá é visto como uma festa para o Sandec, tal como para o pai e o Mohel. Geralmente, um casal (de noivos ou casados) é escolhido para servir de Kvater (aqueles que trazem a criança para o aposento onde o Brit terá lugar).

A mulher toma a criança dos braços da mãe e por sua vez a entrega ao homem que a levará para o aposento. Ele ou ainda outro homem coloca então a criança sobre a cadeira reservada ao Profeta Eliyáhu. A tradição nos diz que ao dar a honra de ser Kvater a um casal ainda sem filhos, confere-se a este uma bênção especial para que se torne fértil e tenha seus próprios filhos.

Em seguida, o pai coloca o bebê no colo do Sandec. Depois que o Mohel executa a circuncisão, mais dois homens podem receber honras especiais: um, a de segurar a criança, enquanto o outro recita a bênção e a prece especial onde em seguida é anunciado a todos o nome judaico da criança. Na refeição que se segue é costume acender velas em honra da Simchá, porém, nenhuma bênção especial é recitada.

No Bircat Hamazon, Bênção de Graças recitada após uma seudat mitsvá, refeição festiva, vários pedidos são acrescentados para o bem-estar do nenê recém circuncidado, por seus pais, o Sandec e o Mohel.

Através do Brit Milá um menino se identifica como judeu logo no início de sua vida e permanece, por toda ela, ligado à sua Fonte.