HISTÓRIAS PESSOAIS DE BNEI ANUSSIM: UM NOVO PROJETO DO CENTRO MA’ANI.

Esta semana, o Centro Ma’ani da Shavei Israel lançou uma nova série de conferências para os Bnei Anussim e para todos os que estiverem interessados na sua fascinante história. Nos encontros mensais, os participantes vão partilhar as suas experiências pessoais, descrevendo o seu retorno às suas raízes judaicas e o seu caminho de volta ao judaísmo e ao Estado Judaico.

O primeiro evento da série atraiu tanto os estudantes do ulpan Machon Miriam, da Shavei Israel, quanto o público em geral. O orador convidado foi Leya Chaya Israel, que fez aliá há 5 anos e meio, de Espanha. Nascida em Alicante, interessou-se pela tradição judaica depois de participar num seminário da Shavei Israel em Barcelona, e continuou a estudar com o rabino Nissan ben Abraham, o nosso emissário em Palma de Mallorca.

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Uma história de marranos: duas cozinhas, mas ninguém sabia porquê

um artigo de Shimon Cohen

Arutz Sheva falou com Sarah Israel, uma descendente de marranos (judeus forçados a converterem-se ao cristianismo durante a Inquisição Espanhola), que encontrou o caminho de volta ao judaísmo na sua Espanha natal.

Sarah explicou que a sua mãe passou por um processo de busca espiritual, mas nenhuma religião a satisfazia, até que descobriu o judaísmo e sentiu que “é onde está o verdadeiro D’us e é onde ela pertence”. A sua mãe aproximou-se do judaísmo e Sarah também se interessou. Mais tarde, Sarah participou de uma reunião de Shabat organizada por emissários da Shavei Israel que tinham ido a Espanha. (A Shavei Israel é uma organização israelita que ajuda judeus perdidos e escondidos a voltarem às suas raízes.)

“Fui no Shabat e eles falaram sobre os marranos”, diz Sarah, explicando que, inicialmente, não via nenhuma conexão entre os Marranos e ela e a sua família. Naquela altura, Sarah desejava juntar-se ao povo judeu como Rute, a moabita, mas, durante esse Shabat, a conversa girava em torno de costumes tradicionais que eram preservados entre os marranos de geração em geração e que tinham raízes no judaísmo.

A conversa levou-a a pensar sobre os costumes com os quais cresceu em sua casa. Entre outras coisas, lembrava-se do costume de quebrar um copo em casamentos, o que ninguém na família podia explicar.

Sarah também conta que na casa da sua avó havia duas cozinhas, por uma razão desconhecida. Ninguém sabia porquê e ninguém perguntava, e a família habituou-se a isso. Quando a sua avó morreu, foi colocada no chão, contrariamente aos costumes cristãos normais na região. Mais tarde, quando falou com voluntários da organização funerária judaica em Madrid, Sarah descobriu que esse também é um costume judaico. (Há um costume judaico de, se uma pessoa morrer em casa, o cadáver ser colocado se possível no chão e coberto até que seja levado para ser preparado para o enterro.)

A conversa que Sarah teve depois do Shabat com os emissários da Shavei Israel sobre os costumes da sua família foi para ela o fechar de um círculo. Sarah, que queria conectar-se com o povo judeu, descobriu que era, na verdade, parte do povo judeu – uma parte que teve que abandonar o judaísmo e andar errante por centenas de anos.

No seu livro Vasijas Reparadas (publicado em hebraico  [e em espanhol]), Sarah descreve como ela e o seu filho Baruch lidaram com a adaptação à vida judaica numa pequena vila espanhola, onde ela e a sua família passaram pelos primeiros estágios da conversão. Por um lado, foi muito difícil, pois ninguém na aldeia estava familiarizado com os costumes judaicos ou mesmo com os próprios judeus. Por outro lado, Sarah disse que o relacionamento com as pessoas da sua aldeia era muito bom. Os vizinhos eram compreensivos e respeitavam as escolhas da família, tendo acompanhado o processo de transição da família e sua mudança final para Madrid.

Quando a família chegou a Madrid, a prática do judaísmo tornou-se muito mais fácil, graças à grande comunidade judaica ali existente. Depois de passarem por um processo de conversão preliminar em Madrid, a família mudou-se para Israel para concluir o processo, estabelecendo-se em Beit El.

Quando lhe perguntámos sobre os relatos de dezenas de milhões de pessoas em Espanha, Portugal, Brasil, Honduras e outros países que afirmam terem ligação ao povo judeu por serem descendentes de marranos, Sarah diz que, na sua opinião, esse é um dos sinais da redenção. “Há uma promessa de De’s de que todas as almas retornarão para que a redenção seja completa – este é definitivamente um sinal de redenção.” No entanto, de acordo com Sarah, cada caso deve ser examinado em profundidade, pois pode assumir-se que, ao longo dos anos, tenha havido oportunistas que tenham tentado “apanhar boleia” do povo que produziu tantos intelectuais, líderes e pessoas de influência.

Renascimento Judaico na América Central

Artigo por Rhona Lewis

É mais do que o corte de cabelo que transforma o bebé Yitzchak num rapaz. É mais do que o bolo cor-de-rosa e branco enfeitado com o número 12 que marca a passagem da Keren à idade adulta. É mais do que a Chupá, centros de mesa e danças por separado. É o renascimento do judaísmo e está a acontecer num cantinho longínquo do mundo — em El Salvador, na América Central. O rabino Elisha Salas tornou-se o rabino permanente desta comunidade em agosto deste ano e está lá para orientar estas pessoas, chamadas Bnei Anussim, na passagem pelos marcos da vida judaica.

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“Oculto: os judeus secretos da Espanha”- a estréia musical em Jerusalém

Recentemente, Sharon Katz e Avital Macales, da Comunidade de Performance Feminina de Jerusalém, apresentaram um lindo musical “Oculto: os judeus secretos da Espanha” baseado no romance “A Família Aguilar” do rabino Marcus Lehmann e contando uma história de judeus da Espanha o que preferiu permanecer no país após a infame expulsão nos anos da Inquisição e manter sua identidade judaica em segredo.

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Ocultos: Os judeus espanhóis secretos

O musical histórico sobre Bnei Anussim

Recentemente tem havido um grande interesse na história dos Bnei Anussim — descendentes dos judeus convertidos pela força ao catolicismo no tempo da Inquisição Espanhola. De facto, este interesse tem aumentado tanto que se reflete em muitas esferas, particularmente nas artes. Um belíssimo exemplo disso é o novo musical histórico baseado no livro The Family Aguilar (A Família Aguilar), do rabino Marcus Lehmann.

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O emissário da Shavei Israel celebra o seu primeiro casamento em El Salvador

O dia 9 outubro foi um dia muito especial de alegrias consecutivas, muitas emoções e um ambiente de felicidade para as famílias da comunidade de Beit Israel, de San Salvador.

O rabino Elisha Salas, que recentemente começou a sua atividade como emissário da Shavei Israel para a comunidade local de Bnei Anussim, partilhou connosco algumas fotografias destes incríveis eventos, designadamente do casamento de Yehudit Bat Abraham e Moisés Hernández, o primeiro casamento celebrado pelo rabino Salas como rabino da comunidade de El Salvador.

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Há vida judaica em Maiorca

Inauguração da placa memorial em honra dos 37 descendentes de judeus Chuetas executados pela Inquisição em 1691.

Por Miquel Segura Aguiló

Com o coração já mais sossegado e as emoções mais bem controladas, é a minha vez de comentar o grande evento que teve lugar no passado domingo na praza Gomila, da cidade de Maiorca. Que posso dizer? 30 Anos a lutar por uma mínima reparação, e no dia em que Hashem permite que esta chegue fui invadido por um conjunto esmagador de sensações contraditórias.

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