TU BE’AV: o “dia dos namorados” judaico

Apenas uma semana após o dia de grande luto do povo judeu, o 15° dia do mês de Av, hoje, é originalmente um dia de bastante alegria!
No período do Segundo Templo, este dia foi instituído para marcar o início da colheita da uva, que terminava no Yom Kippur. A festividade de Tu B’Av quase desapareceu do calendário judaico por muitos séculos, mas foi restabelecida nas últimas décadas, especialmente no moderno Estado de Israel. Em sua encarnação moderna está gradualmente se tornando um dia hebraico-judaico do Amor, um pouco parecido com o “Dia dos Namorados”.

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O Amor no Judaísmo

Como você define o amor pela Torá? Vejamos, o primeiro caso em que é mencionado o amor de uma pessoa pela outra é quando D’us ordena a Abraão sacrificar o filho que ele ama. O que, na verdade, isso nos ensina? O amor de um pai para o filho é o protótipo de todos os amores. Ou seja, é o amar incondicionalmente, apenas por este ser seu filho. Este é o tipo de amor que deve existir também, com as outras pessoas.

O caso seguinte de amor na Torá, é o de um homem por sua mulher: nosso antepassado Isaac amou sua esposa Rivka (note que está escrito isso depois de Isaac haver casado com ela, não durante um longo período de namoro).

O amor é criado e manifestado através de doação. A palavra hebraica para amor é “ahava”, que vem da raíz “hav” – dar. Aprendemos do caso em que Rachel diz ao marido Yaacov, “hava li banim…”, “Dá-me filhos”. Isso nos mostra o por que de que geralmente os pais amam a seus filhos mais do que estes amam seu progenitores. Quando a pessoa pode dar e dar torna-se como um pai que dá e não espera nada em troca.

Assim deve ser assim com o cônjuge também. Da mesma maneira que nunca vimos alguém se divorciar de seus filhos, o homem não deveria se divorciar-se de sua esposa. Nunca escutamos um caso em que alguém diga ao seu filho, “desculpe, mas conheci o filho do vizinho e me apaixonei”. Claro que na Torá é contemplado o divórcio. Mas, apenas, como um último recurso, o menos desejado. Caso todas as outras opções tenham se esgotado – sob o aconselhamento de um sábio – pode-se então pedir o divórcio. No entanto, aquele que casa tem que fazê-lo com a mentalidade de que é para a vida toda. Não se trata de um copo descartável, ao contrário do que algumas pessoas pensam em outros lugares. Se exige esforço e uma entrega total.

Em seguida, vem o amor ao próximo (obviamente, se não houver amor próprio não existe amor a ninguém mais, pois não se pode dar o que não se tem). Depois segue-se o amor ao convertido, que é algo mais elevado, pois eu o amo, já que compartilhamos o mesmo D’s. Pode não ser da minha raça, nem compartilharmos o mesmo sangue, só a nossa crença nos une. Finalmente, a Torá ordena o amor ao Criador, com todo o teu coração, com toda tua alma e com todas as posses. Quer dizer, se alguém diz que ser judeu sai caro, é verdade, mas têmos que fazê-lo pois como lemos no Shema Israel, para amá-lo, mesmo que seja com toda tuas posses!