ALIÁ BNEI MENASHE: ELON HAOKIP

Ainda este ano, a Shavei Israel trará um grupo de 250 imigrantes Bnei Menashe do nordeste da Índia para Israel em Aliá.  

Entre eles está Elon Lunkhojang Haokip, de 55 anos. Um nativo de Manipur muito animado por realizar o seu sonho e retornar à terra dos seus antepassados.

Elon lembra-se de se começar a interessar pela sua herança judaica há cerca de vinte anos, quando soube que as origens da sua família remontam às Dez Tribos Perdidas de Israel. Elon começou a viver o estilo de vida de um judeu praticante, e escolheu usar os seus talentos para apoiar a sua comunidade. Desempenhou primeiro a função de chazan(cantor) no centro comunitário local de B.Vengnom, Beith Shalom, e, mais tarde, a de mohel, trazendo cerca de 1000 meninosBnei Menashe para o Pacto de Abraão.

Elon é casado e tem quatro filhos e uma filha que se juntarão a ele no caminho de regresso ao Estado judaico.

 — É como um sonho para mim, ir para a terra que eu sempre desejei, e este sonho está finalmente a tornar-se realidade, com a ajuda da Shavei Israel! — Exclamou Haokip, emocionado.

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A data em que a família de Elon se poderá mudar para Israel, juntamente com os outros Bnei Menashe que farão Aliá com eles, depende em parte do financiamento. O custo por imigrante é de apenas US $ 1.000, o que cobre passagens aéreas e transporte da Índia para Israel, bem como alguns dos custos iniciais de absorção.  Por cada US $ 1.000 angariados, Elon ou outro Bnei Menashe poderá fazer a longa jornada de volta a Sião

Apoie a aliá dos Bnei Menashe e faça uma  verdadeira diferença!

Mais 204 Bnei Menashe chegaram em Aliá a Israel!

A Shavei Israel deu as boas-vindas a mais 204 imigrantes da comunidade Bnei Menashe, que fizeram Aliá a Israel vindos da Índia no passado mês de Março.

Dois grupos de olim (imigrantes) chegaram ao aeroporto Ben Gurion nos dias 20 e 22 de Março, apenas uma semana antes de o povo judaico em todo o mundo celebrar Pesach.

Temos muito gosto em partilhar convosco algumas fotos das chegadas e dos reencontros entre amigos e família.

Primeiras fotos da Aliá de Novembro de mais um grupo Bnei Menashe

Group-photo-300x207A Aliá da Índia volta a acontecer! O primeiro vôo – de vários que estão para chegar – com 50 novos imigrantes Bnei Menashe, do estado de Manipur (Índia), desembarcou no início deste mês.

A equipe de Shavei Israel está na Índia, preparando mais de 200 imigrantes que chegarão, b”h, durante este mês de Novembro.

Bem-vindos de volta para casa!

 

 

 

Trazemos abaixo algumas fotos.

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Uma tribo perdida que não é mais perdida

Em 24 de dezembro, enquanto a companhia aérea Uzbekistan Airways descia sobre Tel Aviv, mais de 50 pares de olhos olhavam para fora das janelas do avião, ansiosos para ter um vislumbre de sua nova casa.

Por mais de 27 séculos, seus ancestrais perambularam no exílio, sonhando com o dia que, apesar das probabilidades, poderiam voltar. E agora, essa ambição tão antiga se tornou realidade quando, 53 novos imigrantes da comunidade de Bnei Menashe do nordeste da Índia, chegou ao aeroporto Ben Gurion.

“Quem disse que nós não vivemos em uma época de milagres?” Os Bnei Menashe são descendentes da tribo de Menashe, uma das dez tribos perdidas de Israel que foram exilados pelo império assírio em 722 a.e.c. Apesar de terem sido excluídos do povo judeu por muitos séculos, os Bnei Menashe permaneceram fiéis à sua herança, teimosamente agarrados à fé de seus antepassados. Eles observaram o Shabat e mantiveram a alimentação kosher, realizaram as festividades, praticaram os rituais de sacrifícios e até discutiram bastante entre eles assim como os judeus têm feito desde tempos longínquos.

Na verdade, os Bnei Menashe nunca esqueceram quem eram e de onde vieram, e seus sonhos de retornar.

Esta lealdade está sendo recompensada neste momento quando, a odisseia extraordinária termina e eles voltam para a terra de seus ancestrais, a terra de Israel. Continue reading “Uma tribo perdida que não é mais perdida”

Testemunho Ocular: “e voltarão juntos formando uma grande multidão”

Addis Ababa – Etiopia
São cerca da 11 horas da noite, em uma noite de maio em Addis Ababa e grandes partes da capital da Etiópia se encontra completamente escura, resultado dos cortes de luz que vem aumentando nos últimos meses.

Soldados e policiais patrulham as ruas em frente à Embaixada Israelense com metralhadoras kalatchnikov penduradas no pescoço. Enquanto controlam o tráfego que vem de ambas direções, um grande ônibus pára antes de estacionar na empoeirada via pública.

Quando seu ruidoso motor parecer descansar, oficiais israelenses revisam uma enorme quantidade de papeis, enquanto preparam os eventuais passageiros com destino ao aeroporto. De lá tomarão um vôo da Ethiopian Airlines com o objetivo de realizar a viagem milenar de regresso à terra de seus ancestrais à Terra de Israel.

Enquanto isso, dentro de um complexo vizinho, 42 Falash Mura (descendentes de judeus etíopes que se converteram ao cristianismo no início do século XIX), se sentam pacientemente e tranqüilamente em bancos de madeira, esperando para subir ao ônibus. Suas feições delatam uma silenciosa dignidade, mas não muito mais do que isso. Não existem suspiros emocionados ou qualquer reação do tipo emocional.

Apenas Yossi, uma criança encantadora de três anos com um contagioso sorriso, desafia todo esse ambiente, e parece perceber a importância do passo que está prestes a dar.

Há dez dias, Yossi e os outros chegaram a Addis Ababa após dois dias de viagem, desde Gondar, ao norte da Etiópia. Após recuperarem-se da longa viagem, passaram por um intensivo mini seminário organizado pelos funcionários israelenses, com o objetivo de familiarizá-los dos distintos aspectos da aliah.

Este grupo, que conta com 38 adultos, duas crianças e dois bebes, é o penúltimo grupo de Falash Mura que o governo de Israel planeja trazer ao Estado Judeu. Conforme informações dos funcionários do governo, outros 300 Falash Mura, aproximadamente, serão trazidos a Israel no fim de junho, e depois a operação estará encerrada.

Os funcionários da embaixada, já começaram a procurar emprego em outros lugares, pois existem os rumores da redução do quadro de empregados. É o fim de uma era, disse um oficial, acrescentando orgulhosamente que a antiga comunidade judaica da Etiópia encontrou finalmente o caminho de volta a sua casa.

Ativistas israelenses e norte americanos não concordam e dizem que ainda existem 8700 Falash Mura na região de Gondar. Eles acusam o governo israelense de querer encerrar o processo rapidamente sem avaliar devidamente essas pessoas. Eles ameaçam seguir pressionando até que o último membro dos Falash Mura que queira retornar ao judaísmo e ao povo judeu, tenha êxito e lhe seja permitido a aliah.

Porém estas disputas, parecem estar longe da mente daqueles presentes hoje em Addis Ababa, pois estes potenciais imigrantes caminham ao ônibus após terem recebido o visto de entrada dos funcionários israelenses.

Mesmo os mais cínicos observadores não podem deixar de ser influenciados por sua paciência e passividade, ao mesmo tempo em que deixam para trás tudo o que conhecem para enfrentar, no melhor estilo Abraham Avinu, o incerto futuro que os espera.

Quando chegam ao aeroporto, descem do ônibus, ajudando uns aos outros calmamente. Uma mãe carrega seu bebe, e o balança suavemente de um lado para o outro até que ele pega num sono profundo.

Uma senhora de idade, com muita dificuldade para ver e caminhar, é ajudada por dois jovens até o terminal de embarque.

Atrás dela, um homem com muletas tenta seguir o grupo, cada passo que dá com dificuldade, o aproxima mais a Jerusalém.

Vendo esta cena diante de meus olhos, o versículo de Jeremias (Cap. 31) me vem rapidamente à mente: “e os reunirei dos mais distantes confins da terra, e com eles trarei o cego e o coxo, a mãe e seu filho; e voltarão juntos formando uma grande multidão”.

De fato, é fácil imaginar que assim talvez tenha sido o êxodo do Egito, ao mesmo tempo em que estes remanescentes do judaísmo etíope retornam à terra prometida, escrevendo um novo capítulo na história.

Existem aqueles que vêem os Falash Mura como emigrantes com dificuldades econômicas, ou como, inclusive, gente que se aproveita do sonho sionista. E assim, dizem os críticos, sua motivação é simplesmente para elevar o nível de vida e escapar-se para o Ocidente. Porém, todo o cinismo do mundo não pode negar o fato dessas preciosas almas, estes “judeus perdidos” estarem, finalmente, regressando a sua gente e a sua terra.

É notório dizer, porém, que outro país faria semelhante esforço? No momento em que os Estados Unidos estão apertando o cerco por causa da imigração mexicana, França e Espanha combatem as ondas de imigração do Norte da África, o pequeno Estado de Israel cruza desertos para trazer de volta milhares de africanos como cidadãos com todos os direitos.

À medida que avançam e cruzam pelos guardas do aeroporto etíope, com seus poucos pertences à mão, não podemos deixar de ver na realização de seu sonho, a concretização do nosso também.

Vida Nova para 18 (Chai) casais de Olim da Índia

Restavam ainda alguns últimos preparativos, a faixa preparada no último momento acabava de chegar, a tinta ainda fresca, mas precisava ser pendurada rapidamente na fachada da Grande Sinagoga de Jerusalém já que em mais alguns minutos os convidados começariam a chegar.

Esse pequeno atraso, entretanto não tirou nem um pouco o brilho do evento ímpar e especial, realizado no fim da tarde de ontem (02/03) na Grande Sinagoga de Jerusalém. O casamento de 18 casais de olim chadashim da tribo Bnei Menashé da Índia que fizeram aliah nos últimos meses, foi um acontecimento que marcou e marcará por muito tempo, as vidas dos noivos e também daqueles que tiveram o privilégio de participar do evento.

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Prêmio “O Sionista do Ano”

O Movimento de Libertação Nacional do Povo Judeu está passando por maus momentos.

Seja pra que lado for, o Sionismo e seus valores estão em queda. A Aliah está diminuindo, assentar na terra santa já não está em moda, e as instituições sionistas clássicas sofrem ataques por promover o aspecto judaico do estado.

Recentemente, o Ministro de Absorção anunciou que uma irrisória soma de 19700 pessoas escolheram imigrar para Israel em 2007, representado um total diminuto de dois décimos de 1% dos judeus da Diáspora. Este percentual é o menor dos últimos 20 anos.

O governo de Israel nunca esteve tão impotente para enfrentar um ataque externo e inclusive temas básicos e fundamentais como a unidade de Jerusalém são temas de controvérsia política mais do que de consenso popular.

De fato, inclusive o “mui” amigo de Israel na Comunidade Internacional, o Primeiro Ministro Ehud Olmert, afirmou ao jornal Jerusalém Post, que devemos nos acostumar a ver o futuro do país em base aos limites fronteiriços de 67, e Jerusalém dividida.

Foguetes seguem caindo em Sderot e no Neguev, Iran continua enriquecendo urânio e nossos líderes parecem não se importar com nada.

Até mesmo no que diz respeito à criatividade, o Sionismo está perdendo terreno, a mídia israelense e os campos universitários se tornaram celeiros do pós-sionismo radical. O editor do maior jornal israelense em hebraico, alega que Israel foi “violada” política e diplomaticamente e que praticamente ninguém se incomoda com o fato.

Entretanto, na Universidade Hebraica de Jerusalém, um estudante graduado recebeu honrarias por uma pesquisa que fez, na qual conclui que os soldados israelenses são racistas porque não violam as mulheres palestinas (Jornal Makor Rishon, 23 de dezembro).

Será que estamos enlouquecendo?

Parece até que John Adams, um dos fundadores dos Estados Unidos, não estava tão errado quando questionou a resistência do poder nas sociedades livres. “A democracia nunca dura muito”, escreveu, “rapidamente é desperdiçada, fica exausta e se auto-elimina. Nunca existiu uma democracia que não tenha cometido suicídio”, disse Adams.

Porém, esta não tem porque ser nossa realidade. Apesar de que tantas coisas se encontram mal ao nosso redor, o mais importante é centrarmos nas coisas boas desse país e celebrar os frutos do Sionismo.

Em vez de nos curvarmos ao cinismo e de nos prostrarmos à derrota, devemos redobrar nossos esforços por alentar o ideal sionista de Israel e de sua juventude, promovendo valores básicos como amor pelo país, patriotismo e orgulho judaico, que devem se tornar prioridade máxima, particularmente porque estes princípios são essenciais para Israel e seu futuro.

Se uma recente pesquisa for correta, e ela afirma que um terço da juventude israelense está pensando em viver no exterior, então algo saiu terrivelmente errado na forma com que nós, enquanto uma sociedade, inculcamos algumas de nossas opiniões mais básicas e fundamentais.

Eventualmente, que existem várias formas de mudar isso, desde revisar o sistema de educação, reenfatizar os símbolos nacionais, até transformar o discurso público.

Entretanto, existe uma idéia relativamente simples e direta, que pode ter um impacto mais imediato e direto: que Israel comece a repartir prêmios ao “sionista do ano”.

É verdade, que já temos o Prêmio Israel, que é entregue no Dia da Independência em uma cerimônia televisionada e conta com a participação de distintas figuras políticas. Porém o Prêmio Israel, como declara o seu próprio site oficial, tem por objetivo premiar aqueles que “tenham demonstrado excelência e tenham inovado em seu campo de trabalho ou que tenham realizado uma contribuição exclusiva à sociedade israelense”. Isto pode incluir artistas, cientistas e especialistas acadêmicos, todos eles importantes e merecem um destacável reconhecimento. Porém, o Prêmio falha por não ressaltar excepcionais e relevantes realizações de verdadeiro Sionismo e isto é um erro que deve ser corrigido.

Se o que uma nação decide honrar, demonstra uma grande mensagem com respeito aos seus valores, então o que podemos dizer do fato de não rendermos nenhum tributo à ideologia que fez surgir o estado de Israel?

Com a entrega do prêmio “o sionista do ano” a indivíduos, organizações ou comunidades, Israel transmitirá importantes mensagens direcionadas a contínua vitalidade do Sionismo e de sua importância vital para o futuro do país.

Isso permitirá ao jovem compreender que nossa sociedade e nossas instituições nacionais dão grande valor não apenas aos benefícios na área de alta tecnologia, mas também, em áreas tais como o serviço público.

A Broadway tem os Prêmios “Tony”, Hollywood tem o “Oscar” e a televisão o “Emmy”, é tempo de Jerusalém começar a distribuir o “Prêmio Herzl”.