Kidush Hashem

 

Em memória das almas santas e puras do

Rabino Ehud Fogel e sua esposa Ruth

e dos filhos Yoav, Elad e Hadassa

Assassinados em Itamar

לזכרם לעילוי נשמתם של הקדושים והטהורים

הרב אהוד פוגל הי”ד ורעיתו רות הי”ד

וילדיהם יואב, אלעד והדס הי”ד

שנטבחו באיתמר יע”א

 

“Porquanto te ordeno hoje que ames a Adonai teu D’us, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o Adonai teu D’us te abençoe na terra a qual entras a possuir.”

(Devarim 30:16).

Um dos textos áureos da sagrada Torá nos orienta a amar a D’us e que no seguimento de suas leis viveremos e multiplicaremos. Mas, quando vemos que se ocorre justamente o contrário? Quando em lugar de viver morremos em nome de D’us, o que seria isso? Existiria alguma mitzvá (mandamento) de morrer em nome de D’us e da Torá?

Recentemente, no dia 11 de março 2011 (6 de Adar b), uma família foi vitimada por atentado no assentamento Itamar no centro norte de Israel. Cinco integrantes da família Fogel morreram a golpes de faca por terroristas palestinos. Não que houvera um motivo aparente, se é que há algum motivo que justifique a barbárie, apenas morreram por serem judeus. Tampouco é a primeira vez na história que judeus são executados por diferanças étnicas. Progrom, inquisição e shoá já fazem parte de nosso calendário nos dias de memória de suas vítimas, de forma que tais atos já se tornaram parte da rotina do povo judeu. Todo aquele que entrega sua vida em defesa da fé e do povo judeu ou morre em atentados e progroms santificam o Nome de D’us, mitzvá shel kidush Hashem.

Rambam, Rabi Moshe ben-Maimon, trás em seu livro Mishnê Torá, nas leis básicas da Torá, capítulo 5 lei 1, que toda a casa de Israel deve santificar o nome de D’us e não profaná-lo, com está escrito: “E não profanareis o meu Santo Nome, para que Eu seja santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o D-us que vos santifico” (Vaicrá22:32). Como pode ser que alguém ao mesmo tempo pode cumprir esses dois mandamentos de não profanar e de santificar o nome de D’us? O cumprimento de mandamentos (shabat, kashrut, taharat mishpacha, etc.) é uma forma de santificação do Nome Divino. O Não cumprimento destes é uma forma de profanação. Assim, um mandamento positivo santifica o nome de D’us e um mandamento negativo profana, chas vehalila (D-us nos livre). Contudo há uma situação em que o cumprimento do mandamento de Kidush Hashem não depende do cumprimento de outro.

Explica Rambam: no caso em que se levanta um não judeu para forçá-lo a infringir qualquer dos mandamentos da Torá, ou caso contrário, tal judeu deverá infringir o mandamento e preservar sua vida, como está escrito: “Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o Eterno” (18:5). E se preferiu neste caso sacrificar sua vida terá que prestar contas com D’us.

A alma de todo judeu é uma ferramenta de santificação do nome de D’us. O fato de somente existir faz de cada um cornetas que anunciam Sua majestade, o qual é feito por meio do cumprimento de mitzvot. Portanto, devemos sempre preservar nossas vidas para que tais cornetas sigam soando. Por isso os sábios estipularam uma halachá onde proíbe que se coloque em risco a própria vida.

Contudo, há uma situação onde o mandamento toma a posição inversa. Tráz a Guemará (Sanhedrim 72a) que há três mandamentos os quais se está obrigado a deixar-se morrer e não infringir-los, são eles: idolatria, relações sexuais ilícitas e assassinato. Ora, se a Torá nos ensina a viver pelos mandamentos como agora deveríamos morrer por eles? Este é o caso, não raro, singular no judaísmo onde se morre por D’us e esta morte é o nível mais alto de Kidush Hashem.

Como vimos antes a alma de todo judeu é uma ferramenta de santificação. Se esta alma morre já não se pode santificar a D’us, ou seja, cumprir mitzvot. Justamente estes três pecados estão em um nível tão baixo que quem os comete automaticamente mata sua própria alma. Isso porque estes vão em contra a essência da Torá. Divididos em três esferas distintas, cada pecado incorre à aniquilação da vida e ao propósito da Torá.

  • Assassinato por si só expressa a aniquilação da vida. Tirar a vida de alguém, mesmo que para salvar a sua própria, demonstra a desvalorização pelo outro. Afinal, quem disse que sua vida tem mais valor que a do outro ou poderá cumprir mais mitzvot que o outro? “… Para que vivas, e te multipliques…” quem comete assassinato impede em dobro a possibilidade de vida e de multiplicar-se.
  • Relação sexual ilícita é uma forma de morte social. Ir-se contra o modo natural e indicado pela Torá de procriação é impedir que a vida flua como se deve. O impedimento da continuidade da vida é uma forma lenta de se matar uma sociedade. A pureza familiar e chupa (matrimônio) não somente mantém o desenvolvimento do povo judeu mas também o protege, como no caso em que Bilan (Balão) trocou sua maldição por uma bênção ao ver a disposição das tentas de Israel, a qual não permitia que estas tivessem suas portas frente umas às outras.
  • Idolatria expressa a morte espiritual de cada judeu. A razão para que alguém peque e mantenha sua vida é para que siga cumprindo mandamentos. A prática de idolatria torna sem sentido essa expressão. Como poderia alguém ter em mente salvar sua vida para seguir servindo a D’us se o mais importante mandamento e base da toda a Torá (“E amarás o Senhor teu D’us com todo o teu coração, e com toda a tua alma, e com todas as tuas forças” – Devarim 6:8) não o cumpriu? Quando um judeu pratica idolatria ele mata sua própria alma e renega a Torá, como escreve Rambam:

“Todo aquele que pratica avodá zará (idolatria) apostata toda a Torá, todos os profetas e tudo que se decretou desde o princípio até o fim dos tempos, como está escrito: ‘desde o dia que o SENHOR ordenou até as vossas gerações’”

(Leis à idolatria cap.2:4)

Todo aquele que entrega sua vida em nome da Torá, morre em defesa do povo judeu ou é assassinado por sua condição judaica cumpre a mitzvá de Kidush Hashem, e sua recompensa é o mundo vindouro. Além do mais, seu grau é o mais elevado na esfera espiritual “resplandecendo à sombra das asas da Shechiná de D’us” (Melamed Zechut, Rav Aharon R. Charney), como nos ensina chazal (sábios de bendita memória) que “nenhuma criatura pode estar ao seu lado” (Pessachim 50).

Nos ensina a Guemará (Avodá Zará 10) que o mundo vindouro pode ser comprado no decorrer de muitos anos ou em um instante. Kidush Hashem tem como sua recompensa imediata o Olam haba (mundo vindouro). Explica Rav Itzhak Hotner (Medo de Itzhak – Promessas 25:13,14) que o mundo das almas não é suficiente para recompensar quem entregou seu corpo e sua alma, porque aí não existe corpo. Apenas com a ressurreição dos mortos e o então Olam Habá que se pode recompensar pois ai terá corpo e vida; cumprindo a lei de midá negued midá (medida por medida).

Esperamos poder santificar o Nome Divino com nossas vidas e não com nossa morte. Às famílias que tiveram parentes mortos em defesa de Israel, atentados e progroms segue nossos votos de consolo e recordo das memórias das almas santas e puras. Que D’us abençoe e console todas as famílias das vítimas em guerras, atentados e perseguições.

Santificação e Moralidade

Parashiot: Acharei Mot – Kedoshim

As vezes nos perguntamos de que forma as mitzvot santificam as atividades humanas. Esta parashá nos ensina que se o homem de Israel deseja ser santo, deve imitar a Deus, e podmeos encontrá-Lo em nosso interior ou exterior, a nível transcendental. Acreditar em Deus exige que o homem aspire desenvolver valores elevados e absolutos representados por Deus, que é o fator metafísico superior ao homem.

 

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O Surgimento dos Judeus Ocultos de Turquia

Recentemente, numa pequena sinagoga de New Jersey, uma tragédia judaica de mais de três séculos, chegou a um tão esperado fim.

De pé diante de um tribunal rabínico, um “judeu oculto” da Turquia encerrou um ciclo histórico emergindo das sombras do passado e regressando formalmente ao povo judeu.

O jovem em questão, que agora tem o nome hebraico de Ari, é um membro dos “Donmeh”, uma comunidade de milhares de pessoas que são descendentes dos seguidores do falso messias Shabetai Tzvi.

Pode até soar raro, e inclusive exagerado, porém, depois de tantos anos, ainda existem pessoas que acreditam que ele voltará a redimir a Israel.

No século XVII, Tzvi irrompeu em cena no judaísmo, aumentando as esperanças de redenção e eletrizando os judeus em todo o mundo. Dotado de um enorme carisma, percorria várias comunidades judaicas e prometia que a tão esperada liberação do exílio estava ocorrendo.

Porém sua carreira messiânica chegou a um repentino final quando o Sultão otomano lhe determinou que fizesse uma escolha extrema: converter-se ao islamismo ou morrer pela espada. O futuro reclamante do trono do Rei David deixou de lado o heroísmo e se converteu em um mulçumano, junShabbatai6to com 300 famílias que se encontravam entre seus mais fiéis seguidores.

Apesar de aparentemente praticarem o Islam, os Donmeh (também conhecidos como os Maaminim, palavra hebraica que significa “crentes”), no entanto continuavam, em segredo, observando uma forma mística de judaísmo.

Estudiosos como Gershom Scholem, escreveram extensamente sobre os Donmeh, e Marc David Baer, da Universidade de California, publicou recentemente um novo e importante estudo acerca deles.

Até o dia de hoje, alguns destes “shabtainos” preservam diversos costumes judaicos, como a celebração das festas, o estudo do Zohar e, inclusive, recitam porções do livro de Salmos todos os dias. E seguem os “18 Mandamentos” impostos a eles por Shabtai Tzvi, que inclui uma proibição absoluta de casamentos mistos.

Durante muitos anos, concentraram-se na cidade grega de Salonica, até que foram expulsos para a Turquia em 1923/24, como parte dos intercâmbios populacionais entre os dois países. Este capítulo doloroso de sua história resultou ser uma benção disfarçada, porque os salvou da má sorte que tiveram os judeus da Grécia, onde a maioria deles foram assassinados pelos nazistas.

Porém, apesar da conversão dos Donmeh ao islamismo e o transcurso de mais de 300 anos, ainda são vistos com receio pelos muçulmanos turcos, e são alvos frequentes da imprensa do país, que os acusa de ser parte de uma conspiração sionista internacional.

Assim que não nos surpreende que os Donmeh se encolheram e essencialmente, passaram a clandestinidade, levando, na realidade, uma vida dupla para sobreviver. Mesmo que muitos deles tenham se assimilado na sociedade turca, milhares ainda vivem em cidades importantes como Istambul e Esmirna.

Há cerca de dois anos, em uma visita a Istambul, reuni-me com alguns membros da geração mais jovem dos Donmeh, incluindo Ari. Devido ao atual estado das relações diplomáticas turco-israelenses, não posso divulgar detalhes sobre eles para não identificá-los, apenas dizer que todos expressaram uma profunda vontade de retornar ao judaísmo.

Quando os conheci no lobby de um pequeno hotel, Ari, em particular, parecia especialmenete nervoso. Ficava constantemente observando o lugar, a princípio parecia ter medo de ser visto com um judeu de Israel que usava uma kipá.

Contou-me sobre os maus tratos que suportaram os Donmeh nos meios de comunicação turcos, e disse: “Estou cansado de ocultar-me e estou cansado de fingir. Quer ser um judeu, quero voltar ao meu povo”.

Quando o sondei a respeito de seus conhecimentos judaicos, me surpreendeu ver o quanto era versado sobre vários conceitos cabalísticos. E não me refiro a pseudo Cabala praticada por Madonna e outros em Hollywood, mas sim a real Cabala.

Mais tarde, Ari me levou para dar uma volta na cidade, mostrou-me o cemitério Donmeh e outros lugares fundamentais para a vida oculta da comunidade. Com uma evidente sensação de frustração, explicou que a comunidade judaica da Turquia não se aproximava da questão Donmeh, temerosa da reação que isto poderia provocar.

“Estou prisioneiro entre dois mundos”, disse. “Os turcos me veem como um judeu, porém os judeus não me aceitam”.

Porém, tudo isso mudou há algumas semanas, quando Ari deu o valente passo de viajar ao Estados Unidos para submeter-se ao retorno ao judaísmo. Depois que os rabinos examinaram seu caso, levando em conta o fato de que seus antepassados haviam se casado exclusivamente entre eles, deram as boas vindas a Ari de volta ao seu povo.

Falando comigo pouco depois, Ari não pode conter suas emoções: “É um milagre, agora sou um judeu ‘oficial’, depois de todos estes anos!” No sábado seguinte, foi honrado numa sinagoga em Nova Yorque com a mitzvá de carrager a Torá diante da congregação. Abraçou o Sefer com força e amorosamente em seus braços, carregando-o como a um bebe recém nascido, enquanto lágrimas de alegria e alívio corriam por sua face.

Ari não é o único. Existem muitos outros jovens Donmeh que também tentam encontrar seu caminho de regersso, e o povo judeu tem que ajudá-los. Independentemente dos erros que seus antepassados tenham cometido, os Donmeh de hoje se agarraram a sua herança judaica e a mantiveram viva. Àqueles que desejam recuperar suas raízes temos o dever de possibilitar que o façam.

Bem vindo novamente ao nosso povo, Ari, e que teu retorno abra o caminho para outros Donmeh.

O Povo e a Terra – Um Mistério Divino

Comentário sobre a Porção Semanal da Torá – Lech Lechá

 

Quando Abraão, o patriarca maior de todos os judeus, recebeu seu chamado Divino, o primeiro comando foi sair de onde estava e o segundo ir para a terra que o Eterno lhe mostraria. Inevitavelmente, a cada geração dos seus descendentes, esta mesma voz ecoa: “Sai e vai, sai e vai, sai e vai !”

Parece que há sempre uma diáspora e, ao mesmo tempo, uma constante necessidade de retorno para um lugar já antes escolhido e estabelecido por D’us.

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Tragam os Bnei Menashê de Volta para Casa, à Israel!

Num lugar muito distante, no noroeste da Índia, vivem milhares de homens e mulheres que desejam juntar-se ao povo judeu.

Dispersos pelos estados de Mizoram e Manipur, respeitam a lei judaica, observam o Shabat e as festividades e inclusive rezam em hebraico, com seus rostos e seus sonhos em direção a Sion.

Conhecidos como Bnei Menashê, traçam sua ancestralidade até a tribo de Menashê, uma das dez tribos perdidas que foram exiladas da Terra de Israel pelo Império Assírio cerca de 2700 anos atrás.

Apesar de vagarem há muitos séculos, os Bnei Menashê se apegam a sua tradição judaica e preservam seus costumes. Nunca esqueceram quem eram nem de onde vieram e principalmente, para onde sonham retornar um dia.

Em 2005, o Rabino Chefe de Israel  Sefaradita, Rabino Shelomo Amar, reconheceu formalmente aos Bnei Anussim como “descendentes de Israel” e alentou seu retorno à Israel e ao Povo Judeu.

Durante a última década, mais de 1700 membros da comunidade fizeram aliá graças a Shavei Israel, organização que presido.

Todos eles tem feito conversão formal no Rabinato Chefe, para afastar qualquer dúvida sobre seu estatus pessoal, e recebem a cidadania israelense.

Porém, outros 7232 ainda permanecem na Índia, esperando anciosamente sua oportunidade para fazer aliá. Chegou o momento de por um fim a essa espera.

Durante o último ano, tenho realizado um intensivo trabalho junto ao governo israelense a favor dos Bnei Menashê, sou otimista e acredito que o fim está próximo.

Ambos, o Rabinato Chefe e o Ministro do Interior, Eli Yishai, vem expressando seu apoio para trazer os remanescentes da comunidade à Israel. Tudo o que é preciso agora, é que o governo israelense tome a valente e histórica decisão de reunir a tribo perdida ao nosso povo.

Os Bnei Menashê serão cidadãos leais e bons judeus. Eles são amáveis e delicados, com fortes valores familiares e uma grande fé na Torá. Praticamente todos são religiosos, e contam com um grande compromisso sionista.

Apenas 4% dos imigrantes Bnei Menashê dependem de subsídio do estado, ou seja, menos da metade do percentual de israelenses veteranos que recebem o subsídio. São trabalhadores e sérios, e a chegada de milhares deles será uma verdadeira benção para o Estado Judeu.

Muitos membros da comunidade em Israel tem recebido ordenação rabínica e hoje em dia trabalham em atividade de divulgação, enquanto que outros são escribas e têm produzido formosas Meguilot Esther (Rolos do Livro de Esther).

Dezenas de outros Bnei Menashê tem servido como combatentes em unidades de elite do exército, arriascando suas vidas para defender o país.

Simplesmente, nos fortalecem a nível quantitativo e qualitativo, bem como demográfico e espiritual.

E mais ainda, os Bnei Menashê são parte de uma grande familia judaica, e devemos a seus ancestrais assim como a nós mesmos, trazê-los de volta para casa.

De acordo com a tradição, logo que seus antepassados foram expulsos da Terra de Israel, os Bnei Menashê, escaparam para a China, antes de chegarem e se estabelecerem no que hoje é o noroeste da Índia, onde continuaram praticando o judaísmo bíblico. Isto inclui respeitar o Shabat e as leis de pureza familiar, circuncisão no oitavo dia depois do nascimento, matrimônio levirato e ritos de sacrifícios muito parecidos aos de Israel.

Esta não é a primeira vez que uma tribo perdida é encontrada. Tome, por exemplo, o caso dos judeus etíopes, cuja aliá foi um milagre moderno. Quando o Rabinato Chefe determinou em 1973 que eram judeus, a decisão foi baseada em parte na crença de que os etíopes eram descendentes da tribo perdida de Dan.

Desde então, dezenas de milhares de etíopes tem chegado a Israel, reforçando o país e agregando-lhe população judía que fortalece a demografia. Não existe razão alguma para que os Bnei Menashê sejam tratados de forma diferente.

Recentemente, o Comitê de Imigração, Absorção e Assuntos da Diáspora do Knesset (Parlamento) Israel, emitiu uma decisão histórica conclamando ao governo de Israel a trazer de volta para casa os Bnei Menashê que ainda ficaram na Índia.

Estive presente e fui testemunho na sessão do Comitê, e fiquei encantado quando o presidente do mesmo, o parlamentarista Danny Danón, declarou que “é dever e responsabilidade do governo israelense trazer o resto dos Bnei Menashê de volta para casa o mais breve possível”.

Não importa o ângulo que observamos, a história dos Bnei Menashê é o testemunho do poder da memória judaica, a inextinguível chama judaica que mora muito profundamente no coração de cada um de nós.

Israel, com certeza, enfrenta muitos desafíos, e o governo encontra-se ocupado lutando em várias frentes: diplomáticas, políticas e de segurança.

Porém, chegou o momento de por fim a esta saga de dispersão de 2700 anos.

Chegou o momento dos filhos de Menashê regressarem a sua casa. Chegou o momento de trazer aos Bnei Menashê à Israel.

O Pacto Universal

Parashat Noach

Esta parashá tem duas fases diferentes: o mundo antes do dilúvio e o mundo depois do dilúvio, ou seja, o nosso mundo. Noach fracassou, porque salvou-se apenas a si mesmo, sendo incapaz de salvar a sua geração. Estaria ele satisfeito? É possível que somente depois do dilúvio Noach pode começar a perceber o que havia ocorrido. Todo o seu mundo havia desaparecido, tudo foi destruído, tudo tinha sido arrasado pela fúria das águas do dilúvio. Apesar de que os habitantes do mundo tenham sido seres perversos, eram, no entanto, seres vivos que respiravam e que haviam sido totalmente eliminados pelo dilúvio.

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Do Individualismo ao Coletivismo Nacional-Religioso

Comentários sobre a Porção Semanal Bô

 

Esta é a mitzvá denominada “o sacrifício de Pessach” (Korbán Pessach). A mesma foi executada pelos filhos de Israel durante seu cativeiro no Egito. Trata-se da primeira mitzvá que os filhos de Israel realizaram na qualidade de povo, e a preservaram até a destruição do Templo Sagrado.

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