Yosef o Revolucionário

Comentário sobre a Porção Semanal de Miketz

Nesta parashá nos encontramos frente ao homem das múltiplas funções: Yosef.

Yosef o sonhador e o decifrador de sonhos. É quem governa o Egito, sem esquecer também sua função como filho e irmão. É um homem relacionado com as coisas materiais e com o espiritual também.

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Os Sonhos: Utopia, Profecia e Realidade

Comentário sobre a Porção Semanal de Vaieshev

Assim como as parashiot Vaietzé e Vaishlach, que se referiram ao nosso patriarca Yaacov, continuamos com o estudo das características e a importância que o livro Bereshit proporciona ao mundo dos sonhos; fenômeno que se repete nos livros seguintes da Torá. Os sonhos do Chumash (Pentateuco) que analisamos são sumamente significativos, tanto quando estes sonhos representam o presente, como quando constituem a causa que explica certos sucessos que iriam ocorrer no futuro.

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A Luta de Yaacov com o Anjo: o Encontro Histórico

Comentário sobre a Porção Semanal de Vaishlach

Nesta parashá nos encontramos diante de um dos relatos mais difíceis, porém ao mesmo tempo, mais interessantes da Torá: a luta entre nosso patriarca Yaacov e um anjo.

A Torá não define claramente quem era o personagem com o qual lutou Yaacov, porém segundo a continuação do texto, fica refletida sua luta com a presença Divina.

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Interpretando Sonhos e Sonhadores

Comentário sobre a Porção Semanal de Vaietze   

“E Yaacov partiu de Beer-Shéva e foi a Haran. E chegou a um lugar e dormiu ali, porque o sol havia se posto… E sonhou, e eis que uma escada estava apoiada na terra e seu topo chegava aos céus, e eis que anjos de D-us subiam e desciam por ela. E eis que o Eterno estava sobre ela…”

(Gênesis 28, 10-13)
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Identidade Judaica, Vida e Morte

Comentário sobre a Porção Semanal de Chaiei Sará

 

“E Sará morreu… na terra de Canaa;… E Abrahão levantou-se de diante de sua falecida, e falou aos filhos de Het, dizendo: ‘Peregrino e morador sou entre vós; dai-me posse de um terreno para sepultura entre vós, e enterrarei minha morta que está diante de mim’… E depois, assim, enterrou Abrahão a Sará, sua mulher, na cova do campo da Machpelá… na terra de Canaan”.
(Gênesis 23, 1-20)
“E Abrahão era velho, entrado em dias, e o Eterno o abençoara em tudo. E Abrahão disse a seu servo, o mais antigo de sua casa,… ‘e te farei jurar pelo Eterno, o D-us dos céus e o D-us da terra, que não tomarás para meu filho uma mulher das filhas do Cananeu, entre o qual eu moro. Entretanto, à minha terra e à minha parentela irás, e tomarás mulher para meu filho, para Itzchak.”
(Gênesis 24, 1-4)

 

Com base na parashá anterior, que se refere ao sacrifício de Itzchak, poderíamos supor equivocadamente que Abraham era um homem cruel, disposto a sacrificar seu próprio filho. A parashá que agora consideramos, destaca ao invés disso, as qualidades familiares de Abraham, seu interesse por sua família e sua sensibilidade humana.

Nos dois acontecimentos centrais da parashá: a morte e o enterro de Sará, e a busca por uma mulher para Itzchak, vemos Abraham ativo e ao mesmo tempo preocupado por tudo o que concerne a sua família.

A parashá que temos diante de nós nos mostra duas características da vida dos patriarcas que constituem um exemplo para seus descendentes. Na primeira parte da parashá nos é relatado a forma como Abraham comprou um terreno para sepultar sua esposa, sem aceitar a oferta dos donos da terra para sepultá-la em uma de suas tumbas. Na segunda parte da parashá lemos sobre o juramento que Abraham exigiu que seu escravo fizesse de não tomar para Itzchak seu filho nenhuma esposa de entre as jovens cananéias

Deste modo, Abraham estabeleceu de forma prática leis para as gerações seguintes: o enterro em uma tumba de Israel e evitar o casamento com os habitantes do país que possuem uma outra cultura ou religião, ou seja, o matrimônio misto.

Abraham defende fervorosamente suas idéias ligadas a ambos os temas e não está disposto a ceder.

Portanto, rechaça o presente que lhe é oferecido de uma tumba para Sara e roga aos moradores da terra que aceitem o pagamento por uma tumba completa, com o objetivo de enterrá-la e assim, a referida tumba seria de sua propriedade. Ele paga aos moradores a soma de quatrocentos shekalim de prata, e assim Sará pôde descansar em uma tumba pertencente à família.

O segundo tema da parashá, no qual Abraham manifesta-se decidido, é a repulsa total da possibilidade de um matrimônio de seu filho Itzchak com as mulheres cananéias. Abraham, nosso patriarca, conhecia perfeitamente a natureza humana, a influência do meio ambiente e a cultura sobre a preservação das tradições.

Compreendeu com clareza que a união de Itzchak com uma das mulheres nativas, traria o perigo de influências negativas sobre seu filho e sobre as gerações vindouras. Abraham era consciente do perigo do matrimônio misto, e temia que seu filho único fosse lesado casando-se com uma jovem do lugar onde viviam.

Estas duas preocupações de Abraham, procurar uma tumba judaica para sua esposa e evitar um matrimônio misto para seu filho, são justamente as duas preocupações que acompanham ao povo judeu na dispersão, desde os tempos de Abraham o patriarca até nossos dias. Estas duas preocupações constituem a última barreira capaz de prevenir a permanente ameaça da qual estamos sujeitos como povo.

O judeu, mesmo que às vezes, tenha se afastado de seu povo e de sua Torá, geralmente não renunciou a ser enterrado em um cemitério judaico. O enterro judaico é um poderoso símbolo na tradição milenar do povo de Israel. O Tanach destaca a importância de ser enterrado na terra, em uma sepultura judaica, e define como “maldição” o fato de não merecer um enterro judaico depois da morte.

O segundo fator de preservação da peculiaridade judaica se origina na ordem de Abraham ao seu escravo de não buscar para seu filho, uma esposa entre as jovens nativas, e segue sendo um dos valores centrais da tradição judaica em todos os tempos.

Apesar de Abraham ter mantido uma relação amistosa com os povos que o rodeavam, isto não queria dizer que deveria se casar com eles. O matrimônio misto constitui um perigo para a preservação da unicidade judaica e abre as portas para à assimilação e à extinção do nosso povo.

A linha que separa o povo judeu dos povos que o circundam não se origina de nenhum modo em uma atitude de desprezo dos seus valores ou de sua cultura, mas procura manter a essência judaica. As relações familiares conformam uma probabilidade de diálogo cultural e religioso que contribui para aprofundar a tradição judaica.

Abraham compreendeu que para manter a chama do judaísmo acesa, é necessário cuidar da união e unidade dos mortos e dos vivos.

A Relação Misteriosa entre o Povo Judeu e a Terra de Israel

Comentário sobre a Porção Semanal de Lech Lechá

A história do Povo de Israel, desde seu começo, passando pelas suas numerosas  vicissitudes até chegar aos dias de hoje, está relacionada de forma estranha com Eretz Israel (a Terra de Israel).

O processo de nascimento do povo está ligado à partida de Abraham de sua terra natal, Ur Casdim, em direção a Canaãn, aonde aconteceu o pacto com D-us, e a conseqüente promessa Divina: “toda a terra que tu vês, a ti darei e à tua descendência para sempre”, promessa que voltou a reiterar outras vezes aos demais patriarcas aprofundando-a na consciência dos filhos de Israel ainda antes de se converterem em Povo de Israel.

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O Que é um Milagre?

Comentários sobre a Porção Semanal de Beshalach

Desde os tempos remotos, as histórias sobre os milagres despertam grande interesse. Em nossa parashá ocorrem dois dos milagres mais interessantes e conhecidos: a separação das águas do Mar Vermelho e a provisão do “maná” (comida que D-us fez chover diariamente ao povo de Israel durante os quarenta anos que permaneceram no deserto).

O primeiro milagre, o da abertura do Mar Vermelho, foi um milagre momentâneo e único; D-us converteu o mar em terra seca para que o povo Judeu pudesse atravessá-lo e salvar-se da ameaça egípcia.

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