Santificação e Moralidade

Parashiot: Acharei Mot – Kedoshim

As vezes nos perguntamos de que forma as mitzvot santificam as atividades humanas. Esta parashá nos ensina que se o homem de Israel deseja ser santo, deve imitar a Deus, e podmeos encontrá-Lo em nosso interior ou exterior, a nível transcendental. Acreditar em Deus exige que o homem aspire desenvolver valores elevados e absolutos representados por Deus, que é o fator metafísico superior ao homem.

 

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O Surgimento dos Judeus Ocultos de Turquia

Recentemente, numa pequena sinagoga de New Jersey, uma tragédia judaica de mais de três séculos, chegou a um tão esperado fim.

De pé diante de um tribunal rabínico, um “judeu oculto” da Turquia encerrou um ciclo histórico emergindo das sombras do passado e regressando formalmente ao povo judeu.

O jovem em questão, que agora tem o nome hebraico de Ari, é um membro dos “Donmeh”, uma comunidade de milhares de pessoas que são descendentes dos seguidores do falso messias Shabetai Tzvi.

Pode até soar raro, e inclusive exagerado, porém, depois de tantos anos, ainda existem pessoas que acreditam que ele voltará a redimir a Israel.

No século XVII, Tzvi irrompeu em cena no judaísmo, aumentando as esperanças de redenção e eletrizando os judeus em todo o mundo. Dotado de um enorme carisma, percorria várias comunidades judaicas e prometia que a tão esperada liberação do exílio estava ocorrendo.

Porém sua carreira messiânica chegou a um repentino final quando o Sultão otomano lhe determinou que fizesse uma escolha extrema: converter-se ao islamismo ou morrer pela espada. O futuro reclamante do trono do Rei David deixou de lado o heroísmo e se converteu em um mulçumano, junShabbatai6to com 300 famílias que se encontravam entre seus mais fiéis seguidores.

Apesar de aparentemente praticarem o Islam, os Donmeh (também conhecidos como os Maaminim, palavra hebraica que significa “crentes”), no entanto continuavam, em segredo, observando uma forma mística de judaísmo.

Estudiosos como Gershom Scholem, escreveram extensamente sobre os Donmeh, e Marc David Baer, da Universidade de California, publicou recentemente um novo e importante estudo acerca deles.

Até o dia de hoje, alguns destes “shabtainos” preservam diversos costumes judaicos, como a celebração das festas, o estudo do Zohar e, inclusive, recitam porções do livro de Salmos todos os dias. E seguem os “18 Mandamentos” impostos a eles por Shabtai Tzvi, que inclui uma proibição absoluta de casamentos mistos.

Durante muitos anos, concentraram-se na cidade grega de Salonica, até que foram expulsos para a Turquia em 1923/24, como parte dos intercâmbios populacionais entre os dois países. Este capítulo doloroso de sua história resultou ser uma benção disfarçada, porque os salvou da má sorte que tiveram os judeus da Grécia, onde a maioria deles foram assassinados pelos nazistas.

Porém, apesar da conversão dos Donmeh ao islamismo e o transcurso de mais de 300 anos, ainda são vistos com receio pelos muçulmanos turcos, e são alvos frequentes da imprensa do país, que os acusa de ser parte de uma conspiração sionista internacional.

Assim que não nos surpreende que os Donmeh se encolheram e essencialmente, passaram a clandestinidade, levando, na realidade, uma vida dupla para sobreviver. Mesmo que muitos deles tenham se assimilado na sociedade turca, milhares ainda vivem em cidades importantes como Istambul e Esmirna.

Há cerca de dois anos, em uma visita a Istambul, reuni-me com alguns membros da geração mais jovem dos Donmeh, incluindo Ari. Devido ao atual estado das relações diplomáticas turco-israelenses, não posso divulgar detalhes sobre eles para não identificá-los, apenas dizer que todos expressaram uma profunda vontade de retornar ao judaísmo.

Quando os conheci no lobby de um pequeno hotel, Ari, em particular, parecia especialmenete nervoso. Ficava constantemente observando o lugar, a princípio parecia ter medo de ser visto com um judeu de Israel que usava uma kipá.

Contou-me sobre os maus tratos que suportaram os Donmeh nos meios de comunicação turcos, e disse: “Estou cansado de ocultar-me e estou cansado de fingir. Quer ser um judeu, quero voltar ao meu povo”.

Quando o sondei a respeito de seus conhecimentos judaicos, me surpreendeu ver o quanto era versado sobre vários conceitos cabalísticos. E não me refiro a pseudo Cabala praticada por Madonna e outros em Hollywood, mas sim a real Cabala.

Mais tarde, Ari me levou para dar uma volta na cidade, mostrou-me o cemitério Donmeh e outros lugares fundamentais para a vida oculta da comunidade. Com uma evidente sensação de frustração, explicou que a comunidade judaica da Turquia não se aproximava da questão Donmeh, temerosa da reação que isto poderia provocar.

“Estou prisioneiro entre dois mundos”, disse. “Os turcos me veem como um judeu, porém os judeus não me aceitam”.

Porém, tudo isso mudou há algumas semanas, quando Ari deu o valente passo de viajar ao Estados Unidos para submeter-se ao retorno ao judaísmo. Depois que os rabinos examinaram seu caso, levando em conta o fato de que seus antepassados haviam se casado exclusivamente entre eles, deram as boas vindas a Ari de volta ao seu povo.

Falando comigo pouco depois, Ari não pode conter suas emoções: “É um milagre, agora sou um judeu ‘oficial’, depois de todos estes anos!” No sábado seguinte, foi honrado numa sinagoga em Nova Yorque com a mitzvá de carrager a Torá diante da congregação. Abraçou o Sefer com força e amorosamente em seus braços, carregando-o como a um bebe recém nascido, enquanto lágrimas de alegria e alívio corriam por sua face.

Ari não é o único. Existem muitos outros jovens Donmeh que também tentam encontrar seu caminho de regersso, e o povo judeu tem que ajudá-los. Independentemente dos erros que seus antepassados tenham cometido, os Donmeh de hoje se agarraram a sua herança judaica e a mantiveram viva. Àqueles que desejam recuperar suas raízes temos o dever de possibilitar que o façam.

Bem vindo novamente ao nosso povo, Ari, e que teu retorno abra o caminho para outros Donmeh.

O Povo e a Terra – Um Mistério Divino

Comentário sobre a Porção Semanal da Torá – Lech Lechá

 

Quando Abraão, o patriarca maior de todos os judeus, recebeu seu chamado Divino, o primeiro comando foi sair de onde estava e o segundo ir para a terra que o Eterno lhe mostraria. Inevitavelmente, a cada geração dos seus descendentes, esta mesma voz ecoa: “Sai e vai, sai e vai, sai e vai !”

Parece que há sempre uma diáspora e, ao mesmo tempo, uma constante necessidade de retorno para um lugar já antes escolhido e estabelecido por D’us.

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Tragam os Bnei Menashê de Volta para Casa, à Israel!

Num lugar muito distante, no noroeste da Índia, vivem milhares de homens e mulheres que desejam juntar-se ao povo judeu.

Dispersos pelos estados de Mizoram e Manipur, respeitam a lei judaica, observam o Shabat e as festividades e inclusive rezam em hebraico, com seus rostos e seus sonhos em direção a Sion.

Conhecidos como Bnei Menashê, traçam sua ancestralidade até a tribo de Menashê, uma das dez tribos perdidas que foram exiladas da Terra de Israel pelo Império Assírio cerca de 2700 anos atrás.

Apesar de vagarem há muitos séculos, os Bnei Menashê se apegam a sua tradição judaica e preservam seus costumes. Nunca esqueceram quem eram nem de onde vieram e principalmente, para onde sonham retornar um dia.

Em 2005, o Rabino Chefe de Israel  Sefaradita, Rabino Shelomo Amar, reconheceu formalmente aos Bnei Anussim como “descendentes de Israel” e alentou seu retorno à Israel e ao Povo Judeu.

Durante a última década, mais de 1700 membros da comunidade fizeram aliá graças a Shavei Israel, organização que presido.

Todos eles tem feito conversão formal no Rabinato Chefe, para afastar qualquer dúvida sobre seu estatus pessoal, e recebem a cidadania israelense.

Porém, outros 7232 ainda permanecem na Índia, esperando anciosamente sua oportunidade para fazer aliá. Chegou o momento de por um fim a essa espera.

Durante o último ano, tenho realizado um intensivo trabalho junto ao governo israelense a favor dos Bnei Menashê, sou otimista e acredito que o fim está próximo.

Ambos, o Rabinato Chefe e o Ministro do Interior, Eli Yishai, vem expressando seu apoio para trazer os remanescentes da comunidade à Israel. Tudo o que é preciso agora, é que o governo israelense tome a valente e histórica decisão de reunir a tribo perdida ao nosso povo.

Os Bnei Menashê serão cidadãos leais e bons judeus. Eles são amáveis e delicados, com fortes valores familiares e uma grande fé na Torá. Praticamente todos são religiosos, e contam com um grande compromisso sionista.

Apenas 4% dos imigrantes Bnei Menashê dependem de subsídio do estado, ou seja, menos da metade do percentual de israelenses veteranos que recebem o subsídio. São trabalhadores e sérios, e a chegada de milhares deles será uma verdadeira benção para o Estado Judeu.

Muitos membros da comunidade em Israel tem recebido ordenação rabínica e hoje em dia trabalham em atividade de divulgação, enquanto que outros são escribas e têm produzido formosas Meguilot Esther (Rolos do Livro de Esther).

Dezenas de outros Bnei Menashê tem servido como combatentes em unidades de elite do exército, arriascando suas vidas para defender o país.

Simplesmente, nos fortalecem a nível quantitativo e qualitativo, bem como demográfico e espiritual.

E mais ainda, os Bnei Menashê são parte de uma grande familia judaica, e devemos a seus ancestrais assim como a nós mesmos, trazê-los de volta para casa.

De acordo com a tradição, logo que seus antepassados foram expulsos da Terra de Israel, os Bnei Menashê, escaparam para a China, antes de chegarem e se estabelecerem no que hoje é o noroeste da Índia, onde continuaram praticando o judaísmo bíblico. Isto inclui respeitar o Shabat e as leis de pureza familiar, circuncisão no oitavo dia depois do nascimento, matrimônio levirato e ritos de sacrifícios muito parecidos aos de Israel.

Esta não é a primeira vez que uma tribo perdida é encontrada. Tome, por exemplo, o caso dos judeus etíopes, cuja aliá foi um milagre moderno. Quando o Rabinato Chefe determinou em 1973 que eram judeus, a decisão foi baseada em parte na crença de que os etíopes eram descendentes da tribo perdida de Dan.

Desde então, dezenas de milhares de etíopes tem chegado a Israel, reforçando o país e agregando-lhe população judía que fortalece a demografia. Não existe razão alguma para que os Bnei Menashê sejam tratados de forma diferente.

Recentemente, o Comitê de Imigração, Absorção e Assuntos da Diáspora do Knesset (Parlamento) Israel, emitiu uma decisão histórica conclamando ao governo de Israel a trazer de volta para casa os Bnei Menashê que ainda ficaram na Índia.

Estive presente e fui testemunho na sessão do Comitê, e fiquei encantado quando o presidente do mesmo, o parlamentarista Danny Danón, declarou que “é dever e responsabilidade do governo israelense trazer o resto dos Bnei Menashê de volta para casa o mais breve possível”.

Não importa o ângulo que observamos, a história dos Bnei Menashê é o testemunho do poder da memória judaica, a inextinguível chama judaica que mora muito profundamente no coração de cada um de nós.

Israel, com certeza, enfrenta muitos desafíos, e o governo encontra-se ocupado lutando em várias frentes: diplomáticas, políticas e de segurança.

Porém, chegou o momento de por fim a esta saga de dispersão de 2700 anos.

Chegou o momento dos filhos de Menashê regressarem a sua casa. Chegou o momento de trazer aos Bnei Menashê à Israel.

O Pacto Universal

Parashat Noach

Esta parashá tem duas fases diferentes: o mundo antes do dilúvio e o mundo depois do dilúvio, ou seja, o nosso mundo. Noach fracassou, porque salvou-se apenas a si mesmo, sendo incapaz de salvar a sua geração. Estaria ele satisfeito? É possível que somente depois do dilúvio Noach pode começar a perceber o que havia ocorrido. Todo o seu mundo havia desaparecido, tudo foi destruído, tudo tinha sido arrasado pela fúria das águas do dilúvio. Apesar de que os habitantes do mundo tenham sido seres perversos, eram, no entanto, seres vivos que respiravam e que haviam sido totalmente eliminados pelo dilúvio.

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Do Individualismo ao Coletivismo Nacional-Religioso

Comentários sobre a Porção Semanal Bô

 

Esta é a mitzvá denominada “o sacrifício de Pessach” (Korbán Pessach). A mesma foi executada pelos filhos de Israel durante seu cativeiro no Egito. Trata-se da primeira mitzvá que os filhos de Israel realizaram na qualidade de povo, e a preservaram até a destruição do Templo Sagrado.

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Da Escravidão à Liberdade

Comentário sobre a Porção Semanal de Shemot

Enquanto o Gênesis é o relato da criação do universo e do homem, o livro de Êxodo (Shemot) é por sua vez, o relato fiel da criação de uma nova nação.

Todos os relatos do Gênesis posteriores a criação giram em torno a personagens. No núcleo dos capítulos se encontram algumas personalidades: Adão, Cain, Noé, os patriarcas…

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