A próxima geração de líderes de Bnei Menashe entra em ação

Group-photo-Erev-Shabbat-Ki-Tavo-300x225Enquanto que 94 homens e mulheres Bnei Menashe voltavam para suas casas e famílias depois de percorrer o país de ônibus por 50 horas, e após terem estado afastados mais de um mês, a festa de Rosh Hashanah se aproximava. Mas, ao invés de descansar, a emoção dos 25 dias de estudo intensivo os influenciava e lhes dava forças. Havia aulas para preparar, ‘Tefilot’ (rezas) para liderar e comunidades para inspirar. Seus trabalhos como a “Nova Geração” de líderes da Shavei Israel na Índia, havia começado.

A Shavei Israel concluiu sua mais extensa formação de líderes Bnei Menashe. Jovens de várias partes da Índia – Manipur, Mizoram, Assam e Nagaland – assim como dois jovens de Mianmar (Burma), participaram do programa organizado e realizado sob a supervisão do Rabino Chanoch Avitzedek e Tzvi Khaute da Shavei Israel, e os Rabinos dos Bnei Menashe Yehuda Gin e Gurion Sela, todos que viajaram de Israel e lá estiveram durante todo o programa.

O emissário da Shavei Israel para os Bnei Menashe, Yochanan Phaltuel, também esteve lá e nos contou alguns detalhes. “A primeira semana do seminário foi realizado em Gangtok, uma cidade turística e a movimentada capital de Sikkim, o menor estado da Índia. Para a segunda e terceira semana do seminário, o grupo se mudou para Yuksam, um pequeno e tranquilo lugar.”
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Quando em Roma, faça como os judeus fazem!

20130720_212428Eles têm sido italianos por gerações, mas junto com suas raízes católicas, raízes judaicas têm sido reveladas, assim como um rolo da Torá de 500 anos de idade e uma oração ‘Shema Israel’ encontrados por acaso em um porão. O que faz com que centenas de pessoas investiguem tanto suas vidas?

O fenômeno dos Anussim, judeus forçados a abandonar sua fé contra a sua vontade e que agora tentam retornar ao judaísmo, não é algo raro nos dias de hoje, mas mesmo os mais experientes na área foram surpreendidos pela avalanche de apelos de católicos italianos que afirmam ser descendentes dos Anussim.

Este é um fenômeno de tamanha escala que, a organização Shavei Israel, que lida com aqueles que procuram explorar as suas raízes judaicas, realizou uma conferência especial em Israel com a participação de pessoas de toda a Itália – a maioria do sul do país.
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Emissários para a América Latina

6A Shavei Israel enviou dois novos emissários para trabalhar com duas comunidades judaicas emergentes na América Latina.

Tal envio é resultado de visitas contínuas na área, realizadas pelo presidente e pelo diretor de ensino da instituição, Michael Freund e o Rabino Eliyahu Birnbaum, respecrtivamente. O Rabino Daniel Touitou foi enviado para trabalhar com a comunidade de El Salvador, e o Rabino Rafael Zerajia com uma comunidade no Chile.

El Salvador

O Rabino Touitou, que nasceu na França em 196, fala Português, Espanhol, Hebraico, Inglês e um pouco de italiano, além do francês, é claro. Ele utilizou de suas habilidades com línguas para trabalhar em Israel e na América do Sul. Morou em São Paulo, Brasil, de 2002-2008, onde estabeleceu um tribunal rabínico na cidade, bem como um projeto educacional que atende cerca de 350 jovens judeus. Durante a sua estadia ele também atuou como diretor de uma Yeshiva para alunos do sétimo ao 12º ano, em São Paulo. Anteriormente, passou vários anos em Tucumán, Argentina, onde foi rabino e Shochet (Abatedor Kosher) da comunidade. Em Israel, o Rabino Touitou trabalhou como professor no Machon Miriam da Shavei Israel. Recebeu a ordenação rabínica em 1991 e, em seguida, terminou a sua licenciatura e um mestrado em História do Povo Judeu e Ciência da Computação da Universidade de Bar Ilan. Mais recentemente, recebeu seu certificado em Ensino de Literatura Talmúdica no Instituto Lifshitz de Jerusalém.

O Rabino Touitou é interessado nas questões dos Bnei Anussim e nas comunidades emergentes há vários anos. Em 2004, participou de um documentário brasileiro produzido por descendentes de Marranos em Portugal e no norte do Brasil, e em 2005 deu uma palestra em São Paulo entitulada “Bnei Anussim: Conversão e Retorno”.

 

Chile

A comunidade de Santiago do Chile é conhecida como Kehilat Yosef Chaim e é composta por 35 pessoas que vêm praticando o judaísmo por mais de uma década. O grupo tem a sua própria sinagoga, separada da comunidade judaica oficial que possui 15.000 pessoas.

Como Touitou, Rabi Zerajia nasceu fora de Israel, na Argentina, onde utilizou de seu conhecimento para criar uma carreira de emissário (não pela Shavei Israel), por 10 anos. Ele estudou no prestigioso Beit Midrash Sefaradita na Cidade Velha de Jerusalém e recebeu sua ordenação rabínica em 2003. Ele publicou uma série de importantes materiais de estudos em espanhol, incluindo um livro de orações para o Kabalat Shabat (Reza de recebimento do Shabat) em hebraico, espanhol e a fonética. Criou um guia de orações com Salmos de cura para os doentes com a fonética apropriada além de um guia semelhante para se recitar no cemitério, incluindo uma explicação sobre os costumes e os rituais judaicos de antes do enterro, entre outros.

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Seminário de Verão para “judeus escondidos” da Polônia aterriza em Jerusalém

Participantes do seminário de verão de 2012 no Muro Ocidental

Izabella só descobriu aos 13 anos que seu avô era judeu. Agata soube que ela era judia quando tinha 8 anos de idade, mas sua mãe, com medo de que os amigos de sua filha espalhariam a notícia, se recusou a deixar Agata contar a seus colegas. Michael fez um teste de DNA, que provou sua ligação com o povo judeu e o ajudou a se comunicar com parentes há muito perdidos que viviam nos EUA. Sandra descobriu que, o nome de sua família aprecia 13 vezes na lista de nomes de judeus da cidade de Lubraniec. Mateusz ainda está à procura de documentos para verificar suas raízes judaicas e as de sua família, enquanto isso seus pais já se converteram formalmente ao judaísmo e ele está ansioso para se juntar a eles!

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Yehoshua Yakobi e os Bnei Efraim (Índia)

Tzadok Yacobi no Muro de Jerusalém
Tzadok Yacobi no Muro de Jerusalém

Os Bnei Efraim são uma pequena comunidade rural na Índia que afirmam ser os descendentes da tribo bíblica de Efraim, exilado da terra de Israel, cerca de 3.000 anos atrás. Apesar de que esta história está longe de ser esclarecida, pelo menos um membro deste grupo tem encontrado seu caminho para Israel, onde viveu os últimos 17 anos.

Yehoshua Yakobi, hoje com 39 anos, estava em seus 20 e poucos anos, quando começou a praticar a tradição judaica no remoto estado de Andhra Pradesh, sudeste da Índia.

Seu pai, Shmuel Yakobi é considerado o “fundador” da comunidade Bnei Efraim. Um ex-pregador cristão, Shmuel visitou Israel no início dos anos 80 e ficou convencido de que seu passado – e o de seu povo – era judeu, não cristão.

“Os Bnei Efraim”, afirma Shmuel, “migraram do norte da Índia, ou talvez via o Afeganistão ou pelas regiões de Mizoram e Manipur (onde os Bnei Menashe se assentaram após suas andanças), se assentando, finalmente, em uma área chamada Nandial.

Após voltar de Israel à Índia, Shmuel foi acompanhado em sua jornada ao judaísmo por seus irmãos e seus filhos – cerca de 30 familiares no total (hoje existem cerca de 120 famílias na comunidade). os irmãos de Shmuel, Tzadok e Aaron, tornaram-se líderes comunitários em sua aldeia natal de Kottareddipalem e estabeleceram várias sinagogas. Tzadok também visitou Israel, como mostrado na imagem acima.

Vários membros dos Bnei Efraim recentemente visitaram Israel. Em sua visita encontraram com o Rabino da Shavei Israel, o Rabino Eliyahu Birnbaum.

Esther Ephrathi, um dos membros desta comitiva, disse ao rabino Birnbaum, que todos os judeus pertencem a uma mesma família e que os judeus dispersos, como os Bnei Efraim, devem se juntar à família judaica em Israel.

Ephrathi resumiu a viagem, acrescentando: “Eu aprecio o povo judeu por cuidar dos lugares sagrados tão cuidadosamente. Eu sou muito grata ao Todo-Poderoso por me dar esta oportunidade de visitar a Terra Santa! ”

Quando Yehoshua imigrou para Israel, a Shavei Israel ainda não existia. No ano passado, no entanto, Yehoshua encontrou com o fundador e presidente da Shavei, Michael Freund, que sugeriu que ele começasse a traduzir livros e outros materiais religiosos do hebraico para o Telugu, idioma falado pelos Bnei Efraim, para que assim habilite a comunidade saber mais sobre as crenças e as práticas judaicas.

Yehoshua viveu seus primeiros 15 anos no país, em Jerusalém, estudando meio-período em uma série de yeshivot, servindo nas Forças de Defesa de Israel e, mais recentemente, trabalhando na biblioteca da Universidade Hebraica, onde conheceu sua esposa – também uma imigrante, mas, da Ucrânia.

Yehoshua mudou-se para Ramat Gan há dois anos para estar mais perto da família de sua esposa. Enquanto ele é formado em biologia e química, hoje trabalha como vendedor em uma loja de sapatos local. Ele continua estudando e disse que sente falta de Jerusalém.

Em novembro do ano passado, Yehoshua teve a breve companhia de seu tio, Tzadok, a quem Shavei Israel trouxe a Israel para estudar hebraico, Torah e Mishna. Ele também estudou com os rabinos Yehuda Gin e Gurion Sela da comunidade Bnei Menashe.

Sobre sua viagem, Tzadok escreveu em uma carta para casa, “Que Hashem abençoe a Shavei sempre e traga também seu povo – Bnei Ephraim – em breve à Terra Santa”. Em dezembro, Tzadok retornou à Índia para ensinar o que tinha aprendido.

O pai de Yehoshua, Shmuel, entretanto, continua a ensinar na Índia. Ele mantém-se atualizado sobre as notícias de Israel, lendo a edição internacional semanal do Jerusalem Post e espera publicar um CD com músicas dos Bnei Efraim cantadas em hebraico e com melodias tradicionais folclóricas Telugu.

Os Bnei Efraim possuem uma notável história e demonstram uma verdadeira paixão para com o Judaísmo. Apesar de suas raízes permanecerem obscuras, a Shavei Israel está ajudando a comunidade com o cumprimento de seu desejo sincero de aprofundar os seus conhecimentos na crença e prática judaica.

Comitiva dos Bnei Efraim com o Rabino Eliyahu Birnbaum

Quirguistão

A história do assentamento judaico no Quirguistão remonta ao século 6 d.e.c, quando, de acordo com o site BukharianJews.com, evidências arqueológicas descobertas pela Academia de Ciência Quirguiz sugerem que os comerciantes judeus Cázaros começaram a visitar o território do Quirguistão.

Na tradição do Quirguistão, o site explica, o termo dzeet (judeu) é encontrado pela primeira vez no poema épico nacional Quirguiz, “Manas”, que remonta ao século 10 d.e.c, e que provavelmente incorpora tradições anteriores. O Manas menciona várias cidades com comunidades judaicas consideráveis, entre elas Samarcanda, Bukhara e Bagdá, assim como vários lugares do Oriente Médio, incluindo Jerusalém, que é descrito no poema como uma “cidade sagrada para os judeus”.

Uma seção inteira do poema é dedicada aos “tempos do Rei Salomão” (Sulaimandyn Tushunda). Várias lendas populares do Quirguistão referem-se a uma alta montanha de 130 metros, perto da cidade de Osh chamada de “trono do Rei Salomão.” Os judeus locais comparavam a montanha ao Monte Sião.

De acordo com a tradição do Quirguistão, Adão é considerado o pai da costura e tecelagem, Noé – da arquitetura e carpintaria, David – da metalurgia, e Abraão – dos barbeiros. Na região de Suzak no Quirguistão, há uma aldeia chamada Safar – possivelmente uma variante de “Sefarad” – pelos judeus de origem sefardita.
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Pathans (Índia)

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Uma hipotética imagem dos Pathans no Muro das Lamentações retirada do site do Dr. Navras Aafreedi

Na aldeia de Malihabad, a 25 quilômetros da cidade indiana de Lucknow, 650 Pathans afirmam ser descendentes da tribo perdida de Efraim, expulsos pelos assírios há mais de 2.000 anos atrás. A história é potencialmente inflamatória: os Pathans – também chamado de Pashtuns ou Afridis – tornarem-se um grande componente do Talibã Afegão, e representam cerca de 15 milhões de pessoas na Índia, Afeganistão, Paquistão e algumas partes do Irã. O grupo é também referido como Bani-Israel.

Existem várias fonte que discutem a história dos Pathans. O Dr. Navras Jaat Aafreedi, Professor Assistente na Universidade Gautam Buddha em Greater Noida e um membro da comunidade, realizou uma pesquisa sobre os Pashtuns indianos e apresenta suas descobertas. Seu extenso blog e seu website oferecem muito mais detalhes, assim como fotos.

Dr. Aafreedi também escreveu sobre os Pathans em um blog que criou, focado na comunidade de Malihabad e sugere as raízes do nome tribal Afridi (nome do qual Aafreedi é derivado).

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