UMA SIMCHA PARA A SHAVEI ISRAEL NA COLÔMBIA

Um grande mazal tov para o rabino Shimon Yehoshua, o nosso emissário na Colômbia, pelo seu casamento com Helen, de Bogotá, Colômbia!

O casamento, que teve lugar esta semana em Bogotá, Colômbia, contou com a presença de dignitários, amigos e familiares de várias partes do mundo, incluindo o rabino máximo de Bogotá, Alfredo Goldschmidt, o rabino Elad Villegas, diretor da ACIC (Associação de Comunidades Israelitas na Colômbia), o rabino Asher Abrabanel, rabino da comunidade Maguen Abraham em Cali, Colômbia, o pai e irmão do rabino Shimon, a família do seu irmão, que veio de Israel, e a sua mãe e tia, que vieram da Argentina.

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Parashat Ree

A bênção no monte Guerizim e a maldição no monte Eval – Retirado do livro Ideas de Debarim, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe

Os nossos sábios comparam o pecado do bezerro de ouro com uma noiva que é infiel ao seu marido logo após sair da chupá (pálio nupcial).

O povo de Israel acabava de ouvir os Dez Mandamentos da boca de De’s e aceitou transformar-se no povo de De’s. Quarenta dias depois, perante o atraso de Moisés, o povo decide fazer um ídolo pagão e prostrar-se perante ele.

Se foi assim quando Moisés se ausentou apenas quarenta dias, o que acontecerá quando se ausentar para sempre?

Em Devarim 4: 22-23. Moisés adverte o povo sobre isso claramente: Eis que eu morrerei nesta terra sem poder atravessar o rio Jordão, enquanto vós atravessareis e herdareis toda essa boa terra. Cuidai de não esquecerdes o pacto que o Eterno vosso De’s estabeleceu convosco! E de não fazerdes para vós imagens esculpidas, tal como foi ordenado pelo Eterno, vosso De’s.

E volta a sublinhar isto mesmo no começo da nossa parashá: Vede, ponho perante vós a bênção e a maldição. A bênção será efetiva se cumprirdes os mandamentos do Eterno vosso De’s que eu hoje ponho perante vós; e a maldição virá se não cumprirdes os mandamentos do Eterno vosso De’s e vos afastardes do Seu caminho para irdes atrás de outros deuses que não conhecestes.

É por isso que Moisés volta a ler todo o pacto nas montanhas de Moav antes de morrer, mas o povo ainda não responde.

Depois Moisés ordena-lhes (Devarim, 27:4-8) que, ao atravessarem o Jordão, quando estiverem no monte Guerizim, deverão escrever todas as palavras da Torá em pedra e fazer ali um altar e oferendas ao Eterno.

Como já foi dito antes, no monte Guerizim deveriam colocar-se seis tribos, e no monte Eval as outras seis restantes. No Vale dos Levitas serão lidas as bênçãos, olhando na direção do monte Guerizim (que tem uma vegetação frondosa), e as maldições, olhando na direção do monte Eval (que é árido e rochoso). Ao ouvir todas e cada uma das bênçãos para quem respeita os mandamentos e o pacto com De’s, e cada uma das maldições para quem transgredir, todo o povo deverá deverá responder: Ámen. Desta forma, o povo estará a dar o seu consentimento e a renovar o pacto com De’s.

Se prestarmos atenção, está a ser recriada a mesma situação do monte Sinai, onde Moisés desceu com as duas tábuas de pedra onde estavam escritos os mandamentos de De’s e De’s faz o pacto com o povo. O povo aceita e, a continuação, é construído um altar para fazer oferendas a De’s.

Mas, diferentemente do que ocorreu no monte Sinai, desta vez, nos montes Guerizim e Eval, apesar de os mandamentos de De’s serem gravados sobre pedra, de haver um pacto, de o povo dar o seu consentimento e de depois ser construído um altar para fazer oferendas a De’s, tudo tal como aconteceu no Sinai, aqui haverá uma pequena grande ausência: Moisés.

O objetivo é que o povo reafirme o pacto com De’s, mas que Moisés não seja indispensável, para que não se corra o risco de que, estando ele ausente, o povo cometa idolatria.

Ao contrário do que aconteceu no monte Sinai, onde todo o povo fez o pacto com De’s e quando Moisés se ausentou o povo violou o pacto, agora, nos montes Guerizim e Eval, o povo estabelecerá o pacto com De’s só depois de Moisés já não estar com eles.

Este é o desafio que o povo de Israel tem perante si. A renovação do pacto deverá ser efetuada apenas depois de já terem entrado na terra de Israel, e deverá ser feita sem Moisés. Desta forma não se correrá o risco de voltarmos a cometer idolatria na ausência do nosso mestre Moisés.

Parashat Ekev

Ser ou Ter – Retirado do livro Ideas de Debarim, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe

  • O que é a Tefilá (Oração)?
  • É a expressão dos meus sentimentos para com De’s?
  • Então porque tem horários e textos fixos? Deveria ser completamente espontânea, quando eu precisasse e com as minhas próprias palavras.

Para entender a essência da Tefilá, devemos saber que, para o judaísmo, a fé não é um sentimento espontâneo, nem uma questão de acreditar ou não acreditar.

A fé é a força, a disciplina e o caminho para descobrir De’s. Uma arte que cada um deve desenvolver segundo o seu potencial espiritual.

A Tefilá é o instrumento da fé que nos desperta da rotina e nos faz ver a manifestação Divina nas coisas naturais.

A natureza é um conjunto de milagres, de manifestações de De’s que sucedem periodicamente.

Por acaso a aurora e o crepúsculo deixam de ser um milagre só porque se repetem diariamente?

O judeu entende que não, e todos os dias, de manhã e à noite, abençoa e reconhece a intervenção divina no nascer e no pôr do sol, observando nestes fenómenos naturais a perfeita harmonia que Ele impõe no Seu universo.

A prática constante destes exercícios capacita o judeu para descobrir De’s nas coisas de todos os dias.

Certa vez, o neto de Rabi Baruch estava a brincar às escondidas com outro menino. Escondeu-se e permaneceu no seu esconderijo durante um longo tempo, acreditando que o seu amigo procuraria por ele.

Por fim saiu e comprovou que o seu amigo se tinha ido embora sem ter procurado por ele, de modo que se tinha escondido em vão. Então correu para o escritório do seu avô e, entre lágrimas, queixou-se do seu amigo.

Depois de ouvir a história, Rabi Baruch rompeu em pranto e disse: – Também De’s diz Eu oculto-Me, e não há quem Me procure.

De’s esconde-se à espera que O descubramos, que O admitamos na nossa vida.

E quando percebemos que Ele se oculta, já O começamos a descobrir.

Mas para isso precisamos de poder dispor de tempo diariamente para poder meditar neste assunto. Infelizmente, a rotina louca na qual vivemos não nos deixa tempo para o que é verdadeiramente importante. O nosso trabalho ou a necessidade de sustento às vezes impede-nos de nos podermos dedicar àquilo que é mais importante.

Ser ou ter. O grande dilema. Dedico-me ao meu enriquecimento interior ou ao meu enriquecimento material? Somos valorizados pelo que somos ou pelo que temos?

Uma vez, um famoso rabino que vivia muito modestamente recebeu na sua casa a visita de uma das pessoas mais ricas da Europa, que se encontrava de passagem por essa cidade. O rabino era um erudito de renome, e a sua sabedoria era tão conhecida, que o milionário não quis deixar de aproveitar a oportunidade de o conhecer. Ao entrar na casa do rabino, ficou muito surpreendido ao ver que se tratava de apenas um cómodo, bastante escuro e com poucos móveis. Depois de conversar com o rabino e de se deleitar com a sua sabedoria, não pôde deixar de lhe perguntar: –  Rabino, o senhor é um dos maiores eruditos da nossa época. Porque vive de uma maneira tão precária? Porque não se muda para uma casa melhor, mais bonita, mas de acordo com aquilo que o senhor merece? – O rabino preferiu evitar responder naquele momento, mas prometeu responder no próximo encontro, que seria no quarto de hotel onde o rico visitante estava a hospedado.

Passados poucos dias, o ilustre rabino apresenta-se no hotel, e o rico convida-o a entrar no seu quarto. Aquele quarto, como todos os daquela época e naquela pequena cidade, era um quarto pequeno, com uma cama e um armário, sem casa de banho privativa. O rabino franziu o sobrolho e, espantado, perguntou ao milionário: – Diga-me, bom homem, como uma pessoa como o senhor pode viver num lugar tão precário como este? O senhor fala de mim, mas eu, para além da cama e do armário, tenho mesa e cadeiras, e para além disso, tenho casa de banho privativa… – A resposta daquele homem tão importante não se fez esperar:

– Rabino, acho estranha a sua pergunta. O senhor bem sabe que eu me encontro de passagem por este lugar. Não me incomoda hospedar-me num quarto assim durante a minha curta estadia por aqui. – O rabino sorriu e respondeu:

– Eu sabia que uma pessoa inteligente como o senhor iria estar de acordo comigo. Eu penso exatamente como o senhor, e é por isso que vivo onde vivo. Eu também estou de passagem por este mundo, que é apenas um corredor para o mundo verdadeiro. É por isso que não quero dedicar todas as minhas forças e o meu dinheiro a um lugar onde estou de passagem.

Depois de um tempo, o rabino encontrava-se de visita à cidade onde vivia aquele abastado homem, que, com muito gosto, o convidou a conhecer a sua casa. Ao entrar no magnífico palácio, o rabino deteve-se a observar as grandes obras de arte e os maravilhosos detalhes decorativos tão valiosos, mas, de repente, voltou-se para o seu anfitrião e ficou a olhar atentamente para ele, como se nada existisse ao seu redor. O milionário olhou para ele e disse: – Que se passa, Rabino? Viu algo de que não gostou? Então o senhor não me ensinou que tudo isto não é importante, e que estamos de passagem pela vida? – O rabino respondeu:

– Continuo a pensar o mesmo. Não mudei o meu ponto de vista. Só que, ao entrar na sua mansão, eram tantas as coisas belas para observar, que deixei de lhe prestar atenção a si, ao que o senhor é, e dediquei-me a prestar atenção ao que o senhor tem. Quando reparei nisso, pensei que deve ser muito triste convidar alguém, e o convidado, em vez de prestar atenção ao seu anfitrião, se dedicar àquilo que este tem. Por isso interrompi essa postura tonta e dediquei-me ao senhor, como se nada mais existisse. Mas quando as pessoas vêm visitar-me à minha humilde casa, não tenho dúvidas de que o fazem porque é a mim que valorizam. Na minha casa não há nada para ver, mas quando vêm visitar o senhor no seu palácio, é realmente a si que querem visitar? É a si que desejam ver? Ou às suas posses?

O ser humano não transcende na vida pelo cargo ao qual chegou na sua passagem pelo mundo. O Homem não se realiza como tal por acumular mais riquezas ou nobreza. Devemos dedicar tempo e esforço ao nosso enriquecimento inteletual, ao nosso crescimento espiritual, pois é isso o que verdadeiramente perdura.

Assim como o corpinho de um bebé é pequeno e precisa de cuidados e de alimentação, a alma, ao vir ao mundo, também é pequena e precisa de cuidados e alimento. O bebé é alimentado com leite, depois purés de legumes e depois carnes, mas a alma não se alimenta de sanduíches nem de batatas fritas. Se não alimentarmos o bebé, ele não crescerá, ficará doente e morrerá. Do mesmo modo, se não alimentarmos a alma, ela não cresce, não se desenvolve, fica doente e morre.

Como alimentamos a alma? A alma alimenta-se das mitzvot (preceitos). Ao cumprirmo-las, não só a alimentamos e a fazemos crescer, como conseguimos transcender na vida. A alma é o que fica quando o corpo se vai.

Para expressar isto numa fórmula matemática poderíamos afirmar: Alma = Eu – O meu corpo.

Mas se nunca nos dedicarmos ao cuidado ou nutrição da nossa alma, então, muito antes do corpo morrer, a alma que estava dentro dele já terá morrido. A alma não é um ser que vive incondicionalmente. A alma também morre, desaparece. Por isso devemos cuidá-la, dedicar-lhe tempo. Não é necessário que seja todo o tempo das nossas vidas, mas pelo menos que seja um pouco…

É melhor viver de um modo mais simples do ponto de vista material, reduzindo um pouco mais os luxos, para poder dedicar mais tempo à parte espiritual. Por tanto, tenhamos um momento diariamente para a nossa alma, preocupemo-nos por crescer todos os dias, assistindo a algum curso de judaísmo, meia hora por dia. Diminuamos um pouco a nossa dedicação àquilo que é material e enchamos a nossa alma de conteúdo, tal como diz o ditado «Não há pobre mais pobre do que o pobre em sabedoria e conhecimento».

VOLUNTÁRIA DA SHAVEI ISRAEL VIAJOU PARA A POLÓNIA

Shosh Chovav, voluntária da Shavei Israel, passou recentemente dois meses na Polónia, ensinando hebraico e tradições judaicas à comunidade judaica local. Shosh partilhou connosco algumas fotografias das atividades que tiveram lugar em Lodz durante estes dois intensos meses: Aulas de hebraico para crianças, oficinas, encontros inspiradores com jovens israelitas que se encontravam em turismo na cidade, reuniões com os líderes comunitários com o objetivo de melhorar o trabalho educativo e de divulgação na comunidade, e uma emocionante cerimónia de afixação de uma mezuzá em casa do presidente da comunidade. 

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PERFIL PESSOAL: ANGEL JOSELITO LOMBEIDA TOLEDO, DO EQUADOR

Trabalhamos com muitas comunidades de todo o mundo, e, de vez em quando, viremos apresentar-vos

algumas das pessoas locais que se disponibilizam como representantes voluntários. Essas pessoas

generosas ajudam-nos a organizar as nossas atividades da melhor maneira possível e a alcançar mais

pessoas nas suas respetivas regiões. Uma dessas pessoas é Angel Joselito ( Yosef ) Lombeida Toledo, de Guayaquil, no Ecuador.

A comunidade Beit Toldot está composta por aproximadamente dez famílias que decidiram reaproximar-se das suas raízes judaicas sob supervisão do rabino Shimon Yehoshua, emissário da Shavei Israel na Colômbia.

Os Bnei Anussim de Guayaquil vivem uma vida tradicional judaica e empregam todos os esforços para cumprir a Torá e os mandamentos, para aprender o Talmud e outros textos sagrados, celebrar as festividades judaicas e fortalecer a sua ligação com a Terra de Israel.

Angel era uma destas pessoas e tornou-se interessado em judaísmo depois de ler um artigo sobre o fenómeno e de saber que os seus antepassados eram de Espanha e que eram, de facto, descendentes de judeus. Angel começou a investigar as suas raízes e conseguiu converter-se em Barranquilla, juntamente com a sua família.

Graças ao apoio da Shavei Israel, Angel teve a oportunidade de visitar a Colômbia e estudar na comunidade Beit Hillel, em Bogotá, onde adquiriu muita experiência e conhecimentos. Presentemente está a trabalhar arduamente para melhorar a vida judaica na sua cidade natal e e manter a ligação com a Shavei Israel.  

– Esta é a oportunidade de os Bnei Anussim regressarem às suas raízes e se reunirem com o seu passado através da preparação e da perseverança da vida em comunidade. – Disse Angel.

Parashat Bechucotai

As bênçãos – Retirado do livro Ideas de Vaikra, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe

Em primeiro lugar, temos que analisar se todas estas coisas boas que nos são  prometidas são milagre ou são algo natural. Quer dizer, é normal a natureza comportar-se assim tão bem, ou não?

Nachmánides defende que a Torá está a falar de uma época milagrosa. A natureza geralmente não se comporta assim.

No entanto, para rabi Simcha Cohen, no seu livro Meshech Chochmá, não se trata de uma época milagrosa, mas sim esse é o estado normal da natureza. De’s criou a natureza para que ela funcione bem (chuvas boas e a seu tempo e não inundações, furacões ou desastres), mas, quando o ser humano não anda no bom caminho, então a natureza não se comporta como se deveria comportar. Os milagres existem para que não nos esqueçamos de que a natureza não é tudo, mas sim que há Alguém que está acima dela, que é quem a criou e quem a controla.

É possível que Nachmánides e Meshech Chochmá se não se contradigam, e que na realidade estejam a dizer o mesmo, apenas de ângulos diferentes. O milagre acontece quando as coisas deixam de agir como costumavam fazê-lo e passam a agir de uma maneira mais benéfica no momento em que se necessita. Hoje em dia (devido ao nosso estado atual), a natureza comporta-se como se comporta, e não vemos todas as coisas boas que a Torá nos anuncia aqui. No entanto, quando o povo se comportar da maneira correta, então a natureza deixará de agir assim e será muito mais benéfica.

O mais provável é que a Torá, quando fala de todas estas bênçãos no caso de nos mantermos fiéis à Torá, se refira a todo o povo e não a casos particulares. Prova disso é que a Torá expressa esta ideia no plural e não no singular.

No que diz respeito a quais são os requisitos para que nos aconteçam estas coisas boas, seria propício analisar outras passagens da Torá, onde ela nos fala de coisas parecidas, quer dizer, do bem-estar no caso de andarmos pelo caminho dos preceitos.

Isto acontece na parashá Ekev (Deuteronômio capítulo 7), em Ki Tissá (Deuteronômio capítulo 28) e no Shemá (Deuteronômio capítulo 11). Nas duas primeiras, a Torá fala-nos de efetuar os preceitos; não nos diz nada acerca da intenção, do pensamento ou do sentimento que devem acompanhar esses preceitos. No Shemá, fala-nos específica e claramente de fazermos as coisas sinceramente e com o coração. Mas, se observarmos com maior profundidade, notaremos que, na realidade, tanto em Ekev como em Ki Tissá a Torá também nos fala acerca da intenção sincera. Tal como diz o comentarista Seforno, em Vaikrá 26:3, o termo hebraico shamor— cuidar — refere-se também a cuidar de realizar os preceitos da maneira mais correta, e isto obviamente inclui um pensamento e um sentimento corretos.

Em conclusão, vê-se claramente que sempre que a Torá nos fala de uma recompensa por ter cumprido os preceitos, não se refere a cumpri-los de forma automática, sem reparar no sentido e na mensagem dos mesmos.

Porque não nos promete a Torá o bem maior, quer dizer, o mundo vindouro? Para responder a esta pergunta recorreremos às palavras de Rambam na introdução ao Perek Chelek: No entanto, o significado dos benefícios e das desditas que estão escritas na Torá é o seguinte: Ele assegura-te que se cumprires esses preceitos, ajudar-te-á a poder praticar os mandamentos de forma íntegra, retirando do teu caminho todo o tipo de obstáculos que te impeça de os realizar, já que é impossível ao Homem cumprir os preceitos[na sua integridade] estando doente, com fome ou com sede, como também não em época de guerra ou perseguições, portanto, De’s assegura que afastará todas estas coisas e nos manterá sãos e tranquilos para que, deste modo [possamos realizar os preceitos e] alcançar um conhecimento pleno, tornando-nos então meritórios do mundo vindouro.

Portanto, o objetivo desta recompensa pelo cumprimento dos preceitos não é atingir a abundância terrena ou desfrutar de uma vida longa e saudável; todas estas recompensas são um meio para poder cumprir a Torá plenamente.

Algo similar é expresso em Hilchot Teshuvá, capítulo 9.

Que quer dizer que “De’s andará entre nós”? Encontramos um texto similar a este, que nos fala metaforicamente de que De’s “andava” entre os homens. Refiro-me ao princípio do livro de Génesis (3: 8), quando a Torá nos fala do Jardim do Éden. Ali diz-nos que ouviram a voz do Criador, que andava no meio do jardim. Quer dizer, aqui diz-nos que, se cumprimos bem todos os preceitos, então vamos atingir um nível tão alto como o de Adão quando estava no Jardim do Éden.

E é precisamente este o objetivo da saída do Egito, quer dizer, deixar de servir e de ser escravos deste mundo. Dessa maneira atingiremos um nível superior, e então este mundo servir-nos-á a nós, como um meio para nos tornarmos meritórios da vida eterna.

Uma vez que atinjamos esse nível superior, então chegaremos ao nível de compreender que De’s é o centro da nossa vida. A isto se refere a Torá quando diz: Eu serei para vós De’s. \lsdpriority47

Emissário da Shavei Israel visita a comunidade Beit Toldot, do Equador

A comunidade Beit Toldot está localizada na cidade de Guaiaquil, no Equador, e está composta por aproximadamente dez famílias que decidiram reaproximar-se das suas raízes judaicas sob supervisão do rabino Shimon Yehoshua, emissário da Shavei Israel na Colômbia. Este recente Shabat foi muito especial para eles graças à visita pessoal do rabino ao Equador, numa altura em que os judeus de todo o mundo se começam a preparar para Pesach. 

Os Bnei Anussim de Guaiaquil vivem uma vida tradicional judaica e empregam todos os esforços para cumprir a Torá e os mandamentos, para aprender o Talmud e outros textos sagrados, celebrar as festividades judaicas e fortalecer a sua ligação com a Terra de Israel. Durante a visita do rabino Yehoshua, foram colocadas mezuzot em várias casas. 

Os membros da comunidade Beit Toldot reunem-se regularmente para realizar orações comunitárias, Shabat, festividades, celebrações e também aulas semanais. Temos muito gosto em partilhar consigo alguns momentos de uma visita recente do rabino Yehoshua a Guaiaquil, bem como momentos na vida nesta florescente comunidade.