Emissário da Shavei Israel visita a comunidade Beit Toldot, do Equador

A comunidade Beit Toldot está localizada na cidade de Guaiaquil, no Equador, e está composta por aproximadamente dez famílias que decidiram reaproximar-se das suas raízes judaicas sob supervisão do rabino Shimon Yehoshua, emissário da Shavei Israel na Colômbia. Este recente Shabat foi muito especial para eles graças à visita pessoal do rabino ao Equador, numa altura em que os judeus de todo o mundo se começam a preparar para Pesach. 

Os Bnei Anussim de Guaiaquil vivem uma vida tradicional judaica e empregam todos os esforços para cumprir a Torá e os mandamentos, para aprender o Talmud e outros textos sagrados, celebrar as festividades judaicas e fortalecer a sua ligação com a Terra de Israel. Durante a visita do rabino Yehoshua, foram colocadas mezuzot em várias casas. 

Os membros da comunidade Beit Toldot reunem-se regularmente para realizar orações comunitárias, Shabat, festividades, celebrações e também aulas semanais. Temos muito gosto em partilhar consigo alguns momentos de uma visita recente do rabino Yehoshua a Guaiaquil, bem como momentos na vida nesta florescente comunidade.

Parashat Metzorá

Retirado do livro Ideas de Vaikra, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Metzorá (A Lepra?)

Como é sabido, os sábios de Israel relacionam a doença bíblica de Tzaraat (mal traduzida por lepra) com o falar mal: o Lashon Hará (falar mal do seu próximo), Rechilut (fofoquice), falar desenvergonhadamente, etc.

Rambam explica-o assim: a doença de Tzaraat refere-se a vários temas. Alguns tinham a ver com a pele do ser humano que se tornava branca, outras vezes tinha a ver com a queda do pêlo, fosse no couro cabeludo ou na barba. Os efeitos causados pela infeção nas roupas ou nas casas, onde apareciam manchas de cor, recebiam o mesmo nome.

Estas manchas ou mudanças, fossem no corpo do ser humano ou no seu cabelo, no seu vestuário ou na sua casa, não eram uma doença natural ou conhecida nos nossos dias, mas sim algo milagroso, cujo objetivo era advertir o povo para não cair em falatórios e para controlar a sua fala, pois esta pode destruir um indivíduo.

É por isso que quando uma pessoa falava mal de outra, as paredes da sua casa mudavam de cor, infetando-se com umas manchas. Se o indivíduo se arrependesse, então a casa voltava ao normal. Senão, os utensílios de couro da casa também se infetavam e apareciam manchas. Se, apesar disto, a pessoa continuasse na sua maldade, então o seu próprio vestuário começava a ganhar manchas de Tzaraat. Se se arrependesse, então tudo voltava ao normal. Senão, era a sua própria pele que mudava de cor e desta maneira o indivíduo ficava infetado de Tzaraat. Nesse caso era separado do povo até ao ponto de não poder conversar com ninguém, e tinha que ficar só.

Aquele que causasse que as pessoas se afastassem do seu próximo com os seus falatórios, era agora quem ficava afastado dos outros. Tal como fez aos demais, agora acontecer-lhe-á o mesmo.

Isto é o que De’s enfatiza quando nos diz que recordemos o que De’s fez a Miriam quando ela falou de mais acerca do seu irmão Moshé. Apesar de Miriam ser vários anos mais velha que Moshé, e de ter sido ela que salvou Moshé das mãos dos Egípcios que o iam matar, e apesar de não ter falado mal de Moshé, mas sim de apenas ter considerado Moshé no mesmo nível dos outros profetas, e apesar de Moshé não ter ficado incomodado por isso, De’s castigou Miriam com Tzaraat. A conclusão à que deveríamos chegar é a de que se isto aconteceu com Miriam, quanto mais cuidado temos que ter nós de não falar mal do nosso próximo.

Por tanto, é apropriado que quem quiser andar nos caminhos de De’s se afaste daquelas pessoas que nas suas reuniões falam mal dos outros ou criticam os seus semelhantes, para que deste modo não fique preso nas malhas destes falatórios e seja passível de castigo. Porque as pessoas vulgares costumam começar por falar de assuntos sem importância e logo passam a falar mal das pessoas justas e boas, e deste modo costumam criticar todo o mundo, inclusive os profetas, põem em causa a palavra destes mensageiros de De’s, e acabarão por falar mal de De’s e por renegar Dele.

No entanto a maneira de falar de uma pessoa justa e piedosa é abundante em palavras de Torá e sabedoria, com cuidado de não agredir ou magoar os outros.

Isto é o que Rambam escreve sobre este assunto no seu cometário a Pirkei Avot:

            Capítulo 1 Mishná 16

            Shimón seu filho diz: Todos os meus dias me eduquei entre os sábios e não encontrei       nada melhor para o corpo do que o silêncio. O principal não é o estudo, mas sim a ação            [ou seja, levar o estudo à prática quotidiana], e todo aquele que se excede em palavras,        carrega para si uma transgressão.

“Todo aquele que se excede em palavras, carrega para si uma transgressão.”

Afirmou o sábio [rei Salomão]: Da multidão de palavras, não se ausenta a transgressão. O motivo disto é devido a que quando a pessoa acrescenta comentários, certamente cairá em transgressão, pois é impossível que nos seus acrescentos não haja algo que não seja apropriado dizer [e que estava a mais]. A melhor prova de que alguém é sábio é que fala pouco, e o melhor indício de que alguém é insensato é falar em demasia [Refere-se a que se for possível dizer algo que possa ser perfeitamente compreensível utilizando duas ou três palavras, não deve fazer um grande discurso para dizer a mesma coisa], como está dito: A voz do insensato [vem acompanhada] da multidão de palavras e já disseram os sábios “Ser breve é a característica dos sábios” e foi dito no livro Hamidot: Um dos sábios mantinha-se bastante calado, porque não falava nem uma palavra que não fosse digna de ser dita, por tanto falava bastante pouco. E foi questionado: Qual é a causa dos teus assíduos silêncios? E respondeu: Analisei todos os diálogos e encontrei que se dividem em quatro categorias:

A primeira é completamente nociva, sem proveito algum, tal como as maldições das pessoas ou palavrões e coisas desse estilo, que quem as diz comete uma grande estupidez.

A segunda tem um prejuízo por um lado e um benefício por outro, como sejam os elogios às pessoas. Por um lado o elogiado [e os que escutam] aprendem o que é bom fazer, mas, por outro lado, esse elogio é algo que vai encolerizar o inimigo daquele indivíduo, e tentará prejudicá-lo. Por esse motivo, é preferível abster-se deste tipo de diálogos.

A terceira são aquelas coisas que não têm nenhum proveito nem nenhum dano, como é o caso da maioria dos diálogos das pessoas comuns, [como por exemplo] como foi construída tal parede, ou como foi construído o portão, o descrever a beleza da casa de fulano, ou a quantidade de torres de tal cidade, e coisas desse estilo. Apesar de todas estas coisas estarem dentro da categoria das coisas permitidas [de falar], isso não quer dizer que tenham algum proveito.

A quarta categoria contém aqueles diálogos cujo conteúdo é útil na sua totalidade, como as conversas sobre temas de sabedoria, de boas qualidades, ou das necessidades básicas do ser humano, como as necessárias para nos mantermos com vida e preservarmos [a nossa saúde]. Sobre estes assuntos é sim permitido falar.

Cada vez que escuto [ou participo de uma conversa], analiso-a. Se corresponderem à quarta categoria então converso, mas se pertence a alguma das outras três categorias, então fico calado.

Disseram os sábios de musar [ética]: este homem é digno de imitar.

E eu digo que a fala, de acordo com a Torá, se divide em cinco géneros: 1) Os que são um preceito, 2) Os que fomos advertidos [para não falar], 3) Desprezíveis, 4) Desejados e 5) Permitidos.

Na primeira categoria, os que são um preceito, incluem-se a leitura da Torá e o seu estudo, que é um preceito específico, como foi dito “E falarás delas” (Deut. 6:7), até ao ponto que [a sua importância] foi equiparada à de todos os preceitos [em conjunto].

A segunda categoria, as coisas que nos estão vedadas de falar, como o falso testemunho, a mentira, falatórios, maldições, palavrões e maledicências, tal como a Torá nos adverte em vários versículos.

A terceira classe refere-se às [conversas] desprezíveis, que não têm nenhum proveito para a alma do Homem, nem bom, nem mau. Como a maioria das coisas que as pessoas contam acerca do que aconteceu, ou quais eram os costumes de tal rei no seu palácio, ou qual foi o motivo da morte de fulano, ou como enriqueceu sicrano. Este tipo de diálogos foram chamados pelos sábios “Conversas vãs” e os piedosos esforçam-se por evitar este tipo de conversa. Conta-se acerca de Rab, aluno de Rabi Chiá, que nunca teve conversas vãs na sua vida. A esta categoria também pertencem aquelas conversas onde algum valor importante é desprezado, ou alguma baixa qualidade, seja moral ou racional, é enaltecida.

A quarta categoria pertence aos diálogos desejados, quer dizer, quando se fala acerca da importância [e elogio] de alguma boa qualidade, tanto das racionais como das morais, ou, pelo contrário, denegrir as más qualidades dos dois tipos [tanto as racionais como as morais]. Incentivar o espírito na direção das [coisas] elevadas, seja através de relatos e cantos, ou igualmente evitar, através desses mesmos meios, a baixeza. Do mesmo modo, elogiar as pessoas importantes e exaltar as suas boas qualidades, para serem imitados pelas demais pessoas. Igualmente menosprezar [a atitude de] os malvados, para que as suas ações sejam desprezadas aos olhos das pessoas e se afastem deles e não queiram imitá-los.

A quinta categoria, as conversas permitidas, refere-se às coisas que são lícitas falar para o seu comércio e manutenção, alimentos e bebidas, vestuário e demais coisas necessárias para a sua subsistência, tudo isto é permitido.

No entanto, esta categoria não é nem desejada nem desprezada. Se desejar pode falar sobre estes assuntos o quanto quiser, ou, se assim preferir, pode não falar nada destes assuntos.

Nesta categoria [enquadram-se] as pessoas que são elogiadas por fugir a este tipo de conversa. Os sábios do Musar já advertiram de não ter este tipo de conversa em abundância, mas quanto às conversas que se enquadram na categoria das vedadas (a segunda categoria), ou das desprezíveis (a terceira categoria), não é necessária advertência alguma, onde se impõe guardar um absoluto silêncio. [E não falar de coisas que estão proibidas]. Ao contrário, os diálogos cujo tema são preceitos (a primeira categoria), ou os desejados (a quarta categoria), se a pessoa pudesse falar deles todo o dia, seria o ideal.

No entanto há que ter cuidado com duas coisas: a primeira, que os seus atos sejam coerentes com as suas palavras, tal como disseram: “Belas são as palavras que saem da boca de quem as pratica.”, a isto se referiram ao dizer: “Não é a prédica o essencial, mas sim a prática.” e os sábios elogiavam quem lhes ensinava as boas qualidades dizendo: “Prega, pois tu és digno de pregar.” e disse o rei David: “Regozijai-vos no Eterno, ó justos. O elogio é belo para os justos.” (Sal. 23:1)

A segunda é ser breve, quer dizer, que se esforce em poder dizer muitas coisas com poucas palavras e não ao contrário. Isto é o que disseram os sábios: “Constantemente deve o mestre ensinar aos seus alunos o caminho sintético”.

É preciso que saibas que as canções, qualquer que seja a língua, devem ser selecionadas de acordo com a classificação de categorias que mencionamos no que diz respeito às conversas. Esclareço este ponto apesar de ser evidente, pois tenho visto anciãos e pessoas piedosas, pessoas de [muita] Torá, que, nos festejos, como nos casamentos ou parecidos, quando se quer entoar uma canção, [em honra dos homenageados] se as canções forem em qualquer língua [sem ser em hebraico], apesar do tema da canção ser a valentia ou a generosidade, e nesse caso se enquadrar na quarta categoria (dos desejados), ou [se o tema da canção for] acerca das virtudes do vinho, são [do mesmo modo] recusadas terminantemente. Mas se a canção for em hebraico, são aceites independentemente do conteúdo da canção, apesar de se tratar de coisas enquadradas na segunda categoria, do que nos está vedado, ou na terceira categoria, das desprezíveis. [Sem dúvida agir assim, ou seja, aceitar ou rejeitar as canções segundo a língua, independentemente do seu conteúdo] é um total disparate, porque não é a língua [o que as qualifica ou desqualifica], mas sim o conteúdo, pois se o seu conteúdo é bom, então deve dizê-lo, em qualquer língua que seja, e se a intenção da canção for algo desprezível, independentemente da língua, não deve entoá-la.

Mais um esclarecimento tenho para acrescentar acerca deste ponto, e é que, se houver duas canções, cujo tema em ambas seja aumentar a paixão e enaltecê-la, e se se agradará muito [às pessoas com esta canção], apesar de ser uma baixeza que se insere na categoria dos diálogos desprezíveis, pois inculca e incentiva uma baixa qualidade, tal como mencionei no quarto capítulo da introdução ao Pirkei Avot; se uma dessas duas canções é noutra língua qualquer e a outra em hebraico, ouvi-la em hebraico é uma afronta mais grave para a Torá, devido ao carácter exemplar do idioma hebraico, o qual não é digno utilizar senão para coisas elevadas. [A coisa] é pior, se acrescentarem versículos da Torá ou do Cântico dos Cânticos para esse tipo de canções, em cujo caso, já sai do grupo dos diálogos desprezíveis para se qualificar na categoria dos diálogos vedados. Pois a Torá proíbe que se faça com as profecias qualquer tipo de cantos [ou “slogans”] baixos para coisas desprezíveis.

Como já mencionei que o assunto da maledicência [Lashon Hará] entra dentro da categoria das conversas vedadas, vi oportuno esclarecer este tema, e recordar algumas coisas das que foram ditas a esse respeito. Pois o ser humano ignora que se trata da transgressão mais grave entre o Homem e o seu próximo, que se comete frequentemente. Ainda para mais tendo em conta o que disseram os sábios, que nenhuma pessoa está limpa do pó [quer dizer, não da calúnia em si mas de algo que ainda não chega a ser calúnia, mas está muito perto de o ser] da maledicência  (Avak Lashon Hará), e quem me dera que se pudesse salvar da maledicência em si.

A maledicência [Lashon Hará] é quando se relatam os erros ou defeitos de um indivíduo, ou desprezar a qualquer judeu, através de qualquer tipo de humilhação, apesar de na verdade o humilhado realmente ter esse defeito que foi relatado. Pois a maledicência não se trata de dizer sobre uma pessoa coisas que não sejam verdade, pois [quando não é verdade] isto denomina-se calúnia, [Motzí shem rá al chaveró –  tirar mau nome ao seu companheiro] mas a maledicência é humilhar um indivíduo, mesmo que com coisas que são verdade. Tanto quem diz [a maledicência] como quem ouve, estão a cometer uma transgressão. Disseram os sábios: “São três os que a maledicência mata: quem diz, quem escuta e aquele de quem se diz [o defeito].” Mais ainda disseram: “Quem escuta a maledicência peca mais do que quem a diz.”

O pó da maledicência é [por exemplo] falar dos defeitos de uma pessoa sem os especificar. Assim disse o rei Salomão, com respeito a este assunto: às vezes a pessoa transmite aos outros sem reparar algum defeito de um companheiro, sendo outra a sua intenção: “Como um louco que lança tochas acesas, setas e morte, assim é o homem que engana o próximo e diz: ‘Mas não o fiz eu na brincadeira?’ (Prov. 26:18-19) [Existe um relato no qual] um dos alunos de Rabí enalteceu em público um livro que o próprio autor lhe mostrou. E admoestou Rabí a ação de enaltecer em público o autor desse livro dizendo-lhe: “Afasta-te da maledicência.” O que lhe quis dizer [Rabí ao seu aluno, foi] tu provocas um dano [ao autor] ao elogiá-lo em público, pois entre os assistentes certamente se encontram pessoas que gostam [desse autor] e pessoas que o detestam, e então, aqueles que o criticam, ao ouvir os teus elogios, deverão sublinhar também os defeitos e os erros [desse autor]. Isto é o ponto ideal de afastamento da maledicência.

E o que a Mishná expressa: “A sentença sobre os nossos antepassados não foi selada senão pela [transgressão] da maledicência. Quer dizer, no acontecimento dos espiões que Moisés enviou para espiar a Terra de Israel, sobre os que foi dito: “E trouxeram as humilhações da terra” (Num. 13:32), disseram os sábios “Se os que não disseram calúnias, senão somente contra as árvores e contra as pedras, foram submetidos a semelhante castigo, aquele que fala dos defeitos do seu próximo, quanto mais grave será [o castigo]!” E assim se expressou a Toseftá [conjunto de dizeres dos sábios da época da Mishná, que não foram compilados na Mishná, mas sim na Toseftá – que literalmente quer dizer “acrescentados”]. Três coisas o Homem tem que pagar neste mundo e não tem parte no mundo vindouro: Idolatria, relações sexuais proibidas e assassinato, e a [gravidade da] maledicência [equipara-se] aos três juntos.” e disseram no Talmud: “Quando fizeram idolatria [o bezerro de ouro], foi utilizado o adjetivo ‘grande’, tal como diz: ‘Cometeu este povo um pecado grande’ (Ex. 32:31) e sobre as relações sexuais proibidas também foi utilizado o adjetivo ‘grande’, como disse [José]: ‘Como farei um mal tão grande?’ (Gen. 39:9) e no que diz respeito ao assassinato, também foi utilizado o adjetivo ‘grande’, como disse [Caim]: ‘Grande é a minha dor para poder carregá-la’ (Gen. 4:13). Mas quanto à maledicência, utilizou-se a palavra ‘grandes’ [no plural], querendo dizer que é equiparável às três juntas, é o que diz: ‘Uma língua que fala coisas grandes’ (Sal. 12:4). Muito falaram os sábios acerca do pecado da maledicência, e o mais grave que disseram sobre este tema: “Todo aquele que conta maledicências, renega dos princípios básicos do judaísmo, como está escrito: ‘A nossa língua faremos poderosa, nossos lábios estão connosco, quem é senhor sobre nós?’ (Sal. 12:5)

Apesar de me ter estendido bastante, referi-te apenas uma parte de tudo o que disseram no que diz respeito a este pecado; para que a pessoa se afaste com todas as suas forças, e tente permanecer em silêncio, refiro-me a esta terceira categoria de diálogos [Os desprezíveis].

Existe uma sensação palpável de anti-semitismo na Polônia, de acordo com um de seus principais rabinos.

Crédito de la foto: BOZENA NITKA.

Yehoshua Ellis, o rabino chefe de Katowice, vive na Polônia desde 2010 como emissário do Shavei Israel. Ele se mudou para Warsaw, há três anos, onde também atua como chefe da missão rabínica para os cemitérios judeus na Polônia e como assistente rabino-chefe rabínica de Varsóvia, Michael Schudrich.

Ele disse que desde que as tensões começaram a aumentar entre Israel e a Polônia na sexta-feira passada, a comunidade polonesa sentiu que a grama foi pisoteada.

“Há uma citação famosa que quando dois elefantes lutam, a grama sofre”, disse Ellis ao The Jerusalem Post. “Os judeus da Polônia são a erva nessa luta”.

Ellis explicou que muitos poloneses obscurecem a linha entre Israel e os judeus. “A linha entre israelenses e judeus não é tão grande, se ela existe, e nós estamos vendo mais declarações anti-semitas desde sexta-feira, o que poderia levar a ações.”

Última sexta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi citado na mídia israelense como tendo dito que “os polacos cooperou com os alemães” durante o Holocausto. Embora mais tarde ele emitiu um esclarecimento que ele não estava se referindo à nação polonesa ea todos os poloneses, Polônia determinada no domingo que o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki não participar da reunião de líderes da República Checa, Hungria, Polónia e Eslováquia de Visegrad. O encontro acontece em Israel. Na segunda-feira, a delegação polonesa se retirou completamente.

Ellis disse que, embora a principal mídia polonesa relatou sobre a situação no que ele considera uma forma profissional, comentários sobre artigos e comentários são surpreendentemente “grande” e “extrema”.

“Em geral, toda vez que há um artigo sobre qualquer coisa judaica, você tem comentários muito desagradáveis ​​sobre os judeus”, disse Ellis. “Mas ainda mais quando você tem um artigo sobre israelenses, judeus israelenses, difamando a Polônia.”

A situação causou ainda mais tensão interna dentro da comunidade judaica polonesa, porque os judeus poloneses, explicou ele, “têm identidades múltiplas e concorrentes

Ele contou como uma mulher, que havia se reconectado recentemente com seu passado judaico, entrou em contato com ele na sexta-feira e perguntou: “O que devo dizer aos meus filhos? Onde nós caímos nesta linha?

“Isso pode ser uma briga entre Israel e a Polônia, mas parece uma luta entre o mundo judeu e o mundo não-judeu polonês aqui, e isso cria um corte nas identidades judaicas de muitas pessoas”, disse Ellis, observando que a situação é ainda mais surpreendente porque a Polônia tende a ter uma das menores taxas de incidentes anti-semitas.

“Não consigo me lembrar de um ato de violência física anti-semita que aconteceu aqui há muito tempo”, disse Ellis. “Eu realmente amo Varsóvia, é uma cidade muito especial, embora realmente não haja muitos judeus, é uma cidade muito judaica.

Ninguém realmente sabe quantos judeus vivem na Polônia. As estatísticas variam entre cerca de 5.000 e cerca de 50.000.

“Ninguém sabe contar aos judeus da Polônia”, explicou Ellis.

Isso ocorre porque há muitas pessoas que são judias de acordo com a lei judaica, mas não sabem que são judias; seus pais poderiam tê-los entregue durante o Holocausto ou escondido sua identidade por razões de segurança. Há pessoas que se identificam como judias, mas cujas raízes judaicas são, como Ellis as descreve, “escuras ou fracas”. Há pessoas que se identificam como judias, mas certamente não são judias, e existem vários convertidos.

“É uma mistura estranha”, disse Ellis com uma risada.

A comunidade de Varsóvia é muito ativa. Todas as noites, de acordo com Ellis, estão disponíveis duas ou três atividades judaicas diferentes organizadas por Hillel, Chabad, o Museu Judaico, B’nai B’rith, Maccabi ou o JCC.

Após a declaração do recém-nomeado ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, de que “os poloneses bebem anti-semitismo do leite materno”, Ellis disse que os rabinos locais têm “tentado apagar os incêndios”.

Schudrich publicou uma carta hoje em que criticava Katz e disse que sua declaração “ofende os judeus poloneses que fazem parte dessa sociedade.

Ellis lembrou que esta não é a primeira vez que as relações entre Israel e a Polônia se estenderam. No início de 2018, a Polônia promulgou uma lei que dizia: “Quem alegar que a nação polonesa é responsável ou co-responsável por crimes nazistas cometidos pelo Terceiro Reich … estará sujeito a uma multa ou prisão de até três anos”. Esta lei levou a um aumento das tensões entre os dois países.

“A relação entre poloneses e judeus é imensamente complexa”, disse Ellis, observando que ele considera o valor central dos judeus como a verdade, enquanto os poloneses se concentram nos valores de Deus, honra e pátria, declarações impressas em suas bandeiras militares e parafernália oficial ..

“As duas nações têm valores fundamentais muito diferentes e somos obrigados a ter conflitos”, disse ele. “Nós só queremos que isso acabe em breve.

A CANTORA DE BNEI MENASHE ACTUARÁ NA EUROVISION, COMO PARTE DA BANDA DE SHALVA.

Não era exatamente o que todos esperavam, mas a banda de Shalva, e com ela, Dina Samte, a cantora e a garota favorita de Bnei Menashe, terão seu momento de glória nas semifinais do Eurovision.

A banda, formada por jovens adultos com deficiência, conquistou o coração do público israelense com sua candidatura a Kochav Haba, da televisão israelense (Rising Star), onde o participante israelense da Eurovisão é escolhido.

O concurso de músicas do Eurovision, o conhecido simplemente como Eurovision , muitas vezes chamado simplesmente de Eurovision, é um concurso internacional de música que ocorre principalmente entre os países membros da European Broadcasting Union, mas também inclui vários outros países, como a Austrália e Israel.

A banda do Shalva, é a favorita entre os espectadores e juízes e estão entre os finalistas, quando eles perceberam que não havia maneira de evitar a profanação no sábado durante o ensaio obrigatório da grande final a ser realizada na noite de sexta-feira. Depois de muita deliberação, eles fizeram a única coisa que sentiram que podiam fazer e se retiraram da competição.

A banda pode não ser mais um participante do Eurovision, mas, graças à emissora pública KAN, a banda Shalva irá se apresentar em uma apresentação ao vivo especial durante a segunda transmissão internacional semifinal.

Dina, a vocalista da banda “SHALVA”, juntamente com a jovem chamada Annael, vai se apresentar no Eurovision. Dina fez aliá com um grupo de 230 Bnei Menashe do estado de Manipur, no nordeste da Índia, com a ajuda da Shavei Israel.

O fundador e presidente da Shavei Israel, Michael Freund. “Lembro- me cuando acompanhei a Dina em seu voo da Índia para Israel quando ela fez aliá em 2007, e estou muito feliz por ela e sua família”.

Freund acrescentou: “Isso mostra que os Bnei Menashe foram realmente aceitos como parte integral da sociedade israelense e do povo judeu”.


Dina Samte

Os Bnei Menashe são descendentes da tribo Menashe, uma das Dez Tribos Perdidas exiladas da Terra de Israel há mais de 2.700 anos pelo império assírio. Até agora, cerca de 3.000 Bnei Menashe fizeram aliá graças a Shavei Israel, incluindo mais de 1.100 nos últimos quatro anos. Cerca de 7.000 Bnei Menashe permanecem na Índia esperando pela oportunidade de voltar para sua casa em Sião.

Renascimento Judaico na América Central

Artigo por Rhona Lewis

É mais do que o corte de cabelo que transforma o bebé Yitzchak num rapaz. É mais do que o bolo cor-de-rosa e branco enfeitado com o número 12 que marca a passagem da Keren à idade adulta. É mais do que a Chupá, centros de mesa e danças por separado. É o renascimento do judaísmo e está a acontecer num cantinho longínquo do mundo — em El Salvador, na América Central. O rabino Elisha Salas tornou-se o rabino permanente desta comunidade em agosto deste ano e está lá para orientar estas pessoas, chamadas Bnei Anussim, na passagem pelos marcos da vida judaica.

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Meninas chilenas aprendem sobre a alegria do Shabat

De’s abençoou o sétimo dia e santificou-o…

Há pouco tempo contámo-vos que o rabino Avraham Latapiat, do Chile, organizou aulas especiais e oficinas para que as crianças da comunidade aprendessem a importância de guardar o Shabat. Durante o segundo semestre, numa escola judaica local, a rabanit Esther Miriam Latapiat continuou a avançar neste sentido, dando uma ênfase especial à alegria e ao prazer do Shabat como tema central do programa. O rabino e a rabanit Latapiat também encorajaram os pais a partilhar esta bela experiência com os seus filhos.

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Herói do Dia

Ishai Salas, de 27 anos de idade, enfrenta o terror dos papagaios (pipas) incendiários em Sderot, que faz fronteira com a Faixa de Gaza, de onde são lançados papagaios (pipas) incendiários para atacar o território israelita. Ishai Salas, que combate incêndios há 5 anos, enfrentou mais de 50 incêndios nesta última onda de violência.

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