Parashat Mishpatim

O monoteísmo ético.

«E estas são as leis que lhes darás. Quando comprares um escravo hebreu, servirá para ti seis anos, e no sétimo ano sairá em liberdade gratuitamente» (Êxodo, 21, 1-3)

Esta parashá, que inclui numerosas leis e mitzvot da religião judaica, aparece imediatamente depois dos Dez Mandamentos. Depois da entrega dos Dez Mandamentos no Monte Sinai, o povo poderia ter considerado que estes continham a totalidade das suas obrigações religiosas e morais. A parashá Mishpatim vem ensinar-nos que, para sermos pessoas morais, não é suficiente cumprir os Dez Mandamentos. Também não é suficiente cumpri-los para executar todas as obrigações religiosas judaicas.

Os Dez Mandamentos, a parashá Mishpatim e todas as mitzvot foram entregues ao povo somente depois da sua saída do Egito. Se o povo de Israel tivesse recebido a Torá antes da saída do Egito, isso teria sido contra o plano divino, já que o objetivo da Torá coincide com o da liberdade. O objetivo da liberdade é ajudar o Homem a atingir um alto nível de moralidade de forma autónoma. A Torá é a “receita” do Eterno para que, através dela, o Homem alcance o seu propósito, tornando-se deste modo merecedor da sua imagem e semelhança divinas.

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