*“La niña de Lisboa”, ¡ahora disponible en inglés!*


Hace varios meses, el centro Ma’ani de Shavei Israel, ofreció un seminario dedicado a la vida y personalidad de Dona Gracia Mendes Nasi, una de las mujeres judías mas ricas y sobresalientes del renacimiento europeo.

Durante la conferencia el orador, Sr. Guiora Barak, presentó su nuevo libro “Gracia de Lisboa”, relatando la historia de los días de la niñez de Dona Gracia, cuya familia fue obligada a convertirse al cristianismo, con el fondo de la comunidad judía de España y Portugal antes y después de la expulsión de 1492.

Nos alegramos de compartirles que ahora el libro está disponible en inglés. Lo pueden obtener aquí en Amazon.


O povo do Livro, em muitas línguas

A Shavei Israel está trabalhando para esclarecer bem a Torá para pessoas de todas as origens, incluindo traduções em chinês, polonês e outros idiomas.

Quando o povo judeu se uniu à terra de Israel, recebemos a ordem de esculpir tábuas de pedra que «esclareceriam» a Torá. A Guemará, no Tatado Sotá, menciona que isso significa que foram esculpidas nas 70 línguas do mundo, da época. Durante milhares de anos, como o povo judeu viveu em muitos países diferentes e passou por muitas facetas diferentes de exílio, acabámos por adotar as línguas das nações entre as quais vivíamos.

Agora imagine pertencer a um desses lugares cuja língua não é incluída para as traduções do Tanach (Bíblia) e de outros textos sagrados… Por exemplo, se precisássemos aprender sobre nossa herança em um idioma tão diferente do hebraico ou do inglês como o chinês, isso pode levar algum tempo para ser resolvido.

A Shavei Israel e o nosso projeto do Ma’ani Center para preservar e educar sobre a herança dos dispersos de Israel continuam a ir aos quatro cantos da terra para trazer de volta judeus perdidos de muitas culturas e origens diferentes. Assim, tornou-se necessário, para promover o aprendizado judaico, que esses textos sejam traduzidos para algumas línguas incomuns. À sua maneira, como as tábuas de pedra, a Shavei está trabalhando para esclarecer bem a Torá para pessoas de todas as origens, incluindo traduções em chinês, polonês e outros idiomas.

Muitos volumes já foram concluídos e estão agora disponíveis em mais de dez idiomas diferentes, para serem usados conforme necessário. Esses textos apoiam aqueles que fazem a Aliá (que se mudam para Israel) de lugares distantes, bem como os que permanecem em seus países de origem e desejam explorar e recuperar sua herança judaica. Junte-se a nós para receber judeus de todo o mundo de volta às suas raízes.

Escrito por Michael Barnhard

Machon Milton

Machon Milton, o Ulpan Guiur de língua inglesa que a Shavei Israel abriu em Jerusalém junto com o Rabbinical Council of America (RCA), sob os auspícios do Rabinato Chefe de Israel.

No início de Fevereiro tivemos uma grande celebração, pois a equipa da Shavei Israel juntou-se a vários rabinos e professores para cumprimentar dez estudantes de várias partes do mundo que têm algo importante em comum: todos eles escolheram aderir à fé judaica e são os primeiros alunos do novo instituto Machon Milton, o Ulpan Guiur (curso para a conversão ao judaismo) de língua inglesa que a Shavei Israel abriu em Jerusalém, junto com o Rabbinical Council of America (RCA), sob os auspícios do Rabinato Chefe de Israel.

O RCA [uma das maiores organizações mundiais de rabinos ortodoxos] dirigiu durante muitos anos um curso de conversão em inglês em Jerusalém, mas o mesmo foi encerrado há cerca de 12 anos e não tinham aberto mais nenhum até agora.

E assim, foi com toda a pompa e circunstância que a turma de dez alunos iniciou o seu curso.

Estiveram presentes, além da equipa da Shavei Israel, liderada pelo seu fundador e presidente Michael Freund, o rabino Moshe Weller, chefe do Departamento de Conversão do Rabinato, o rabino Reuven Tradburks, diretor da secção para a região de Israel do RCA, Louis Lipsky, coordenador sênior de planeamento de tarefas e suporte financeiro da Autoridade de Conversão e o rabino Michoel Zylberman, diretor dos Tribunais de Conversão do RCA.

Também estiveram presentes o rabino Aaron Goldscheider e a sra. Dafna Siegman, professores do novo programa, e os rabinos Shmuel Goldin e Aaron Poston.

Yosef e Bruria: uma jornada de retorno

A Shavei Israel tem o prazer de vos apresentar Yosef Mendez e Bruria Brito, da Venezuela, estudantes do nosso Machon Miriam, instituto de conversão em idioma espanhol.  Bruria e Yosef, casados ​​há quase oito anos, estão prestes a se casar novamente — desta vez de acordo com todos os preceitos da tradição judaica, pois terão completado a sua jornada rumo ao judaísmo. Esta é a sua história:

— Eu sou o Luis Mendez (Yosef) e esta é a minha esposa, Francys (Bruria) Brito.  Somos venezuelanos e começámos a estudar judaísmo na Venezuela em uma comunidade de sefarditas.  Lá encontrámos pessoas que eram candidatas à conversão, junto com judeus.

Começámos a estudar a halacha (lei judaica) e a porção semanal da Torá, até que, finalmente, decidimos que também queríamos fazer parte do povo judeu, por opção. No entanto, não foi e não tem sido  assim tão simples. Escolher esse caminho não é uma decisão da noite para o dia ou mesmo de um ano. Foram anos de estudo e preparação, enquanto procurávamos a oportunidade de concluir a conversão.

Apesar dos obstáculos que enfrentamos há mais de 6 anos, tudo nos ajudou a ter a certeza do que queremos enquanto casal. Que a Torá, o judaísmo, as mitsvot (mandamentos) e Israel fazem parte da nossa vida do dia a dia.

Decidimos ir para a Argentina para encontrar uma comunidade mais sólida, já que a Venezuela estava passando por um processo que dificultava a vida judaica lá.  Na Argentina, poderíamos estar em uma comunidade, sermos reconhecidos e ao mesmo tempo praticar, estudar e prepararmo-nos para concluir o processo de conversão.

Agora estamos em Israel há um ano.  Na Argentina, entrámos em contato com a Shavei Israel para que nos ajudassem na conclusão do processo de conversão.  Agora estamos infinitamente gratos à Shavei Israel, que esteve connosco a cada passo do caminho: no processo de estudo, desde as primeiras entrevistas, antes do Beit Din (tribunal de conversão), até quando finalmente chegámos ao Beit Din. O tempo todo nos sentimos seguros e muito gratos à Shavei Israel por todo o apoio que eles nos deram. Não dá para nomear cada uma das coisas pelas quais estamos gratos; é impossível listá-las.

Há apenas uma pequena etapa para concluir: apenas um brit milah e o dia mais esperado das nossas vidas: o dia em que faremos a imersão em um mikve e emergiremos como membros a 100% do povo judeu e, se De’s quiser, casaremos em uma cerimónia judaica. — 

YTZJAK LÓPEZ DE OLIVEIRA: UMA HISTÓRIA PESSOAL

Ytzjak López de Oliveira é responsável pela Casa Anussim, o centro de visitantes da Shavei Israel em Belmonte, Portugal.

Por trás de cada história estão as pessoas que as fazem acontecer. A história do centro de visitantes da Shavei Israel em Belmonte, Portugal, não é excepção. A pessoa por trás dele é Ytzjak López de Oliveira.

Ytzjak López de Oliveira é responsável pela Casa Anussim, o centro de visitantes da Shavei Israel em Belmonte, Portugal. Ytzjak nasceu em La Corunha, Galiza, Espanha. É descendente de Conversos (também chamados marranos) da «Raia», a zona fronteiriça entre Portugal e Espanha.

Depois de fundar a Comunidade Judaica Ner Tamid da Corunha, e sabendo a sua situação irregular no judaísmo, Ytzjak, um arquiteto paisagista de profissão, entrou em contacto com a Shavei Israel através do rabino Elisha Salas, que era na época o rabino da comunidade de Belmonte, Portugal. Sob a orientação e tutela do rabino Elisha Salas e o apoio inabalável da Shavei Israel, Ytzjak regressou ao judaísmo e continua estudando para expandir seus conhecimentos e aprofundar sua conexão com sua herança cultural.

– A minha casa, – explica Ytzjak, – que era originalmente o centro da Shavei Israel em Belmonte, ainda é um ponto de encontro para estudantes em processo de conversão e judeus em trânsito, que aqui, como o rabino Elisha me ensinou, receberão sempre umas boas-vindas calorosas no Shabat, feriados e em qualquer dia da semana. Ofereço-lhes principalmente comida sefardita, receitas de família e canções (até em Ladino), para que tenham boas lembranças da sua visita graças à Shavei Israel. –

Jerusalém: A Shavei Israel abre um novo instituto com aulas em inglês para facilitar o processo de conversão.

«Os Tribunais Rabínicos de Conversão do RCA nos Estados Unidos têm o padrão mais alto da conversão. Acreditamos que a Shavei Israel apresenta a mesma alta qualidade nos seus programas de conversão e estamos ansiosos por esta parceria…»

Esta é a notícia sobre a Shavei Israel que saiu no jornal online Israel National News no passado dia 13/01. Aqui fica a nossa tradução do artigo, pois temos muito gosto (e orgulho! 😉 ) em partilhar esta boa notícia convosco:

A Shavei Israel e o Rabbinical Council of America (RCA) [Conselho Rabínico dos Estados Unidos, uma das maiores organizações mundiais de rabinos ortodoxos] vão abrir em Jerusalém um instituto de conversão com aulas em inglês.

A organização sem fins lucrativos Shavei Israel, com sede em Jerusalém, em parceria com o Rabbinical Council of America (RCA) vai abrir em Jerusalém um novo instituto de conversão em inglês. O instituto, chamado Machon Milton, operará sob os auspícios do Rabinato de Israel e preparará candidatos para o processo de conversão.

O fundador e diretor da Shavei Israel, Michael Freund, disse que a sua organização e o RCA estão abrindo o instituto para ir ao encontro da crescente necessidade e procura por ele, já que existem poucas opções atualmente em Jerusalém para falantes de inglês que desejam se converter formalmente ao judaísmo. O instituto recebeu esse nome em memória do falecido avô de Freund, Milton Freund, que era um importante sionista e líder judeu.

Há já 15 anos que a Shavei Israel opera o Machon Miriam, um instituto de conversão único que dá aulas preparatórias em italiano, português e espanhol, e agora decidiu oferecer uma opção semelhante para falantes de inglês.

– Achámos que era o próximo passo lógico: Abrir um instituto em língua inglesa que proporcionasse um ambiente caloroso, solidário e acolhedor para aqueles que desejam vincular seu destino com o povo de Israel ou retornar às suas raízes – disse Freund.

– Sendo a principal organização rabínica dos Estados Unidos, o RCA era o parceiro perfeito para este empreendimento, e estamos exultantes por caminharmos de mãos dadas com ele nesta importante iniciativa- acrescentou Freund.

Freund e o diretor da secção para a região de Israel do RCA, o Rabino Reuven Tradburks, falaram sobre esta ideia já há vários anos, mas só recentemente se convenceram de que tinha chegado o momento certo para iniciar o programa.

– Agora que passei um tempo considerável com a equipa da Shavei Israel, estou ainda mais convencido do benefício que é para nós sermos parceiros desta organização – , disse ele. – Os funcionários são eficientes, eficazes e, o que é mais importante: Trabalham para o bem do povo judeu e para aqueles que desejam juntar-se ao povo judeu. Há muita preocupação, muitos sorrisos e calor.

O rabino Mark Dratch, vice-presidente executivo do RCA, disse: -Os Tribunais Rabínicos de Conversão do RCA nos Estados Unidos têm o padrão mais alto da conversão. Acreditamos que a Shavei Israel apresenta a mesma alta qualidade nos seus programas de conversão e estamos ansiosos por esta parceria com o RCA na ajuda às pessoas que procuram fazer parte do povo judeu.

O DIREITO DE RETORNO (PARTE 2)

Na semana passada, publicámos a primeira parte da entrevista dada pelo presidente e fundador da Shavei Israel, Michael Freund, à revista פנימה עלמה, sobre os descendentes dos convertidos à força pela Inquisição. Veja a segunda parte deste artigo:

Aconteceu há 500 anos. As pessoas estão a começar a procurar as suas raízes agora?

– Nos últimos 20 anos, assistimos a um crescente fenómeno de descendentes de anussim que procuram retornar às nossas raízes. Podemos ver isso desde Portugal e Espanha até ao Brasil ou ao Peru. Atravessa setores e estratos socioeconómicos.

Como explica o fenómeno?

– É difícil explicá-lo racionalmente. Abarbanel, que viveu na época da expulsão e foi ministro das Finanças do rei de Espanha, descreve a expulsão de Espanha no seu comentário ao livro de Deuteronómio e também de Isaías, e escreve que, no final dos dias, os anussim retornarão ao povo de Israel. Abarbanel escreve que, inicialmente, apenas retornarão nos seus corações, porque terão medo de se revelar como judeus, mas chegará o momento em que dirão abertamente «Queremos voltar». Penso que estamos a viver esse momento. As pessoas estão constantemente a aproximar-se de nós, contando-nos sobre o  seu passado familiar e as suas tradições judaicas.

Existem costumes que caracterizam os descendentes de anussim?

– Muitos se recordam das suas avós irem na sexta-feira até à cave, acenderem duas velas e dizerem algumas palavras que provavelmente nem entendiam. Conheci um professor universitário do norte de Portugal que  me disse que, quando era criança, os seus pais o proibiam de sair de casa à noite e contar estrelas porque era perigoso, e que isso era uma prática antiga da família. Os anussim saíam e contavam estrelas no céu para saber se o Shabat tinha acabado. Em algum momento, alguns deles foram capturados pela Inquisição. É por isso que a sua família adotou esse costume.

Há alguns anos conheci um diplomata da embaixada brasileira em Israel. Contou-me que vinha de uma família de anussim do norte do Brasil, onde muitas famílias tinham uma mesa de jantar com uma gaveta escondida no lugar do chefe de família. Nessa gaveta havia sempre um prato de carne de porco, de modo que, se um dos vizinhos viesse visitá-los de repente, tiravam imediatamente o prato com a carne de porco e colocavam-no no centro da mesa, para que ninguém desconfiasse que eles eram ainda judeus ou que tinham costumes judaicos.

Depois dele me contar isso, visitei o norte do Brasil, e pedi a quem me acompanhava que me levasse a uma loja de antiguidades, onde vi com os meus próprios olhos aquelas mesas com a gaveta oculta –, conta Freund com entusiasmo. – Até hoje existem famílias que não comem carne e leite juntos. Em alguns lugares, Purim, ou, como eles o chamavam, «Festival de Santa Esterica», tornou-se um dia festivo central para os anussim. Sentiam-se solidários com a figura de Ester, que também foi mantida à força no palácio do rei Achashverosh. Durante o festival as mulheres jejuavam, acendiam velas em homenagem à santa fictícia e preparavam com as suas filhas pratos kosher para o banquete de Purim.

O fechar de um ciclo Histórico

Nos séculos XVI e XVII, os anussim começaram a fugir também para Amsterdão. Nesse período, houve uma atitude muito positiva em relação aos anussim que queriam regressar ao judaísmo, e a comunidade de Amsterdão até imprimiu livros de oração para eles, traduzidos para o português. Há 200 anos, era muito mais fácil provar o judaísmo dos anussim. Hoje, 500 anos depois da expulsão e das conversões forçadas, a prova é cada vez mais difícil, e a maioria dos descendentes que desejam retornar ao judaísmo tem que ser convertida por um tribunal rabínico. – É uma situação empolgante –, partilha Freund, acrescentando que, em muitas dessas conversões, – quase se pode sentir a presença dos seus antepassados, a assistirem do céu e a ficarem felizes com o facto de, passados 500 anos, o ciclo histórico estar a ser fechado e os seus descendentes retornarem ao povo de Israel.

Hoje, muitos países têm comunidades inteiras de Bnei Anussim. Só na Colômbia, por exemplo, existem doze dessas comunidades. Cada comunidade inclui uma sinagoga, mikve, e, às vezes, até organizações específicas para a educação das crianças. Muitos dos descendentes de anussim tentam integrar-se nas comunidades judaicas existentes, que muitas vezes hesitam em aceitá-los. Mas em vez de baixarem os braços e desistirem, eles decidem criar comunidades independentes e converterem-se. Alguns querem imigrar para Israel e alguns preferem permanecer onde estão, a viver uma vida religiosa judaica.

– Muitas vezes as pessoas perguntam-se sobre qual é o seu motivo –, lembra Freund. – Que talvez eles estejam apenas à procura de fugir do seu país e queiram ir para o Estado de Israel? Mas essas pessoas estão a esquecer que não é fácil passar por uma conversão ortodoxa, com todos os requisitos que esta exige. Quando vemos os esforços que algumas destas pessoas fazem ao longo da vida para levar um estilo de vida judaico religioso, sem recursos e sem o apoio de uma comunidade judaica, apercebemo-nos de que são sinceros.

– Em El Salvador, onde há salários de cerca de um dólar por dia, há pessoas que economizaram de forma independente para comprar tefilin kosher, que custam várias centenas de shekels. Conseguir obter tefilin em tais condições é dedicação. Prevemos uma revolução espiritual que está a chegar, e está a crescer em intensidade. Cada vez mais pessoas estão a encontrar a verdade no judaísmo, o que é algo que não deveria assustar-nos, mas sim, pelo contrário, inspirar-nos.