Chanukiá ou Menorá?

Pergunta: Qual a diferença entre a Menorá e a Chanukiá?

Resposta: A cada ano, a partir do dia 25 de Kislev (por volta de dezembro, no gregoriano), os judeus de todo o mundo celebram Chanuká, a festa das Luzes. A principal tradição religiosa de Chanuká é acender a Chanukiá. Algumas pessoas confundem a Chanukiá com uma Menorá, no entanto, existe uma diferença substancial entre ambas.

A Chanukiá é uma espécie de candelabro, com nove braços. Oito velas estão na mesma linha e a nona vela está fora de lugar, ou a uma altura diferente ou mesmo em uma posição diferente. Podem ser de todas as formas e tamanhos!

A Chanukiá representa o milagre dos oitos dias que as velas permaneceram acesas no Segundo Templo com somente uma pequena quantidade de óleo, encontrada depois da guerra com os gregos. A única vela que está fora de lugar é conhecida como a “vela dos serviços” ou em hebraico, “Shamash”. Este é usado para acender todas as outras velas na Chanukiá e deve ser a primeira vela a ser acesa.
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Como são vistos os animais pelo judaísmo?

imagesPergunta: Qual a opinião judaica sobre a proteção aos animais??

Resposta: O judaísmo dá grande importância ao tratamento adequado aos animais. A crueldade desnecessária para com os animais é estritamente proibida, e em muitos casos, é concedida a mesma sensibilidade aos animais, do que os próprios seres humanos (como o descanso no Shabat). O judaísmo sempre se preocupou com o bem-estar destes, mesmo quando grande parte do mundo não o fazia. O princípio básico por trás deste tratamento judaico, se chama “Tza’ar Ba’alei Chaim”, ou, sofrimento de seres vivos.
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Canaã, Judá, Palestina ou Israel?

2345985_571Pergunta: Qual a relação da Terra de Israel com o Povo Judeu?

Resposta: A história do povo judeu começa com Abraão e a história de Abraão começa, há 3752 anos, quando D’us lhe ordena deixar sua terra natal, e caminhar até a sua nova terra, (conhecida na época como Canaã). Esta é a terra hoje conhecida como Israel, chamada assim em nome do neto de Abraão, cujos descendentes viriam a ser o povo judeu.

Esta terra é muitas vezes referida na Bíblia, e em outros documentos da época, como a terra prometida, pela repetida promessa de D’us, que a daria para os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó (Israel).

Jacó para salvar sua família da fome que assolava a região, migrou para o Egito 215 anos após Abraão se assentar na Terra de Canaã. Deixando a região praticamente sem habitantes.

Os filhos de Israel viveram no Egito por cerca de 400 anos, aonde a maioria do tempo foram escravizados, impedidos de voltar para a terra de seus antepassados quando o período de fome passou. D’us então ordena Moisés e seu irmão Aarão, resgatarem seus irmãos, e os levarem de volta para a Terra Prometida. Após uma saída milagrosa, triunfal e histórica do Egito, o povo peregrina por 40 no deserto até, finalmente alcançar a Terra de Israel.

Os judeus tiveram que reconquistar a terra, pois grande parte daqueles que haviam chegado para ali habitar, não aceitaram sair, mesmo reconhecendo a promessa de D’us aos descendentes de Abraão. E então, em 1312 a.e.c, o Povo de Israel reconquistou a região e aí habitou por 726 anos, com anos de glórias, profetas, juízes, reis e até mesmo a construção do Grande Templo Sagrado de Salomão, em Jerusalém, capital do Povo de Israel.

Em 930 a.e.c, o reinado de Israel se dividiu em dois: Judá e Israel. Por causa da desunião do povo e do baixo nível espirtual que atingiram foram castigados com o exílio. As 10 tribos que faziam parte do Reinado de Israel foram exiladas pelo Rei Assírio, Sanheribe e a profecia diz que só voltarão a Israel nos tempos messiânicos. Já, o Reinado de Judá, composto basicamente pelas tribos de Judá e Benjamin, além dos Levitas e Cohanim que serviam no templo, seguiram vivendo na Terra de Israel, e assim, os descendentes de Israel, passaram a serem chamados de “Judeus”, ou seja, da tribo de Judá, a grande tribo remanescente!

Contudo, em 586 a.e.c, Nabucodonosor da Babilônia conquistou o território de Judá e levou grande parte dos judeus ao exílio na Babilônia, que durou cerca de 70 anos. Dário, descendente de Nabucodonor permitiu que voltassem a Israel e reconstruissem o Templo Sagrado destruído por seu bisavô. E assim, sob a liderança de Ezra e Nehemia, os judeus recontruiram o Segundo Templo Sagrado de Jerusalém.

Gloriosos tempos tiveram lugar no período do Segundo Templo, assim como os Macabeus, e as históricas revoltas contra os gregos.

Infelizmente os judeus novamente pecaram contra D’us e um novo exílio foi decretado, desta vez por muito mais tempo. No ano 70 da era comum, o Segundo Templo foi destruído, mas os judeus seguiram habitando a Terra de Israel até o ano 135.

Para provocar os judeus, os romanos começaram a chamar a região de Falestina (ou, Palestina), em nome dos tradicionais inimigos do Rei David e do povo, os Filisteus.

E então, a Terra de Israel, conhecida como Palestina, foi habitada por diversos povos e impérios. Nenhum que durasse mais de 400 anos e que desse a devida importância para a tão sagrada terra.

Embora os romanos tenham exilados a maioria do povo judeu, sempre existiu uma comunidade judaica habitando a região. Seja com os Bizantinos, os Árabes, nas Cruzadas, com os Otomanos e mesmo com os Britânicos.

E enquanto isso, para os judeus no exílio a Terra de Israel se tornou um sonho, de poder algum dia poder voltar e habitá-la. Pois, a terra de Israel é parte central no judaísmo. Uma parte substancial da lei judaica está ligada à terra de Israel, e só pode ser realizada lá. O Talmud indica que a terra em si é tão santa que simplesmente caminhando sobre ela, pode garantir a pessoa, um lugar no mundo vindouro. A viagem para Israel é chamada no judaísmo de “Alyah”, subida, uma vez que a pessoa ao chegar a Israel, subiu a uma terra mais santa.

Além de rezar sempre na direção de Jerusalém, as orações pedindo pelo retorno a Israel e a Jerusalém, são parte essencial nas rezas diárias, assim como em muitas observâncias de festas e eventos especiais.

Muitas tentativas de voltar a Israel durante o exílio foram executadas por diversos grupos de judeus, principalmente líderes espirtuais. Algumas das mais famosas são: a “Alyah dos 300 rabinos” (Baale Hatosefot), no século 13; A Alyah dos judeus que fugiram da Inquisição da Espanha e Portugal, no século 16; a Alyah dos Chasidim, no século 18 e a Alyah dos alunos do Gaon de Vilna no século 19.

Mas somente no final do século 19, com o aumento do antisemitismo na Europa que os judeus começaram a desejar urgentemente a soberania em seu país de origem e não mais passar pelas terríveis experências que vinham experimentando, como a Inquisição, pogroms e outras perseguições. Surgiu então o Sionismo moderno que começou a batalhar pela volta dos judeus a Sião, como é conhecida a cidade de Jerusalém.

Cerca de 500 mil judeus migraram para Israel com o Sionismo Moderno, até a subida do nazismo no poder. Após o terrível Holocausto, outros milhares se juntaram aos judeus na Terra de seus antepassados para decratar a independência do Estado de Israel e declarar que os judeus haviam voltado para sua terra, eram soberanos nela e de lá, não mais sairiam!

Hoje, com somente 66 anos, o Estado de Israel é um país de primeiro mundo, uma potência militar e a da onde sai, todo ano, as mais importantes contribuições para a humanidade. A terra que era um deserto no período que o povo não se encontrava soberano nela, é um dos parâmetros no mundo em agricultura, tecnologia e inovações científicas. Seu sistema de irrigação tem salvado vidas em diversos países da África e no Nordeste Brasileiro.

A maioria dos judeus no mundo hoje vivem em Israel, e mesmo as 10 tribos que os Assírios exilaram (e a profecia dizia que voltaria somente na época messiânica) estão voltando a habitar a Terra de Israel, e ajudando a formar este cada vez mais lindo lar do povo judeu!