Parashat Shemot

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Brit Milá

De’s diz a Moisés que todos aqueles que queriam matá-lo já morreram, portanto já se pode encaminhar na direção do Egito. Daqui aprendemos que se De’s não lhe tivesse dito isto, ainda não teria chegado o momento para sair. Mesmo que se trate de salvar todo o povo de Israel, mesmo neste caso, aplica-se a regra “A tua vida está primeiro”.

Antes de sair para o Egito, Moisés tem um grande dilema: levar a família com ele ou não? Todos os comentaristas analisam a intenção de Moisés (que queria que presenciassem a entrega da Torá, ou que queria convencer mais o povo de Israel), mas no que diz respeito ao ato em si, todos estão de acordo em que não esteve bem. O facto de levar a família obrigá-lo-ia a deslocar-se mais lentamente, pois vemos que tem que se ocupar deles: onde dormir, levar mais coisas, etc. Se tivesse ido sozinho poderia ter dormido em qualquer lado, ao ar livre, sob as estrelas, com uma pedra a servir de almofada (como Yaacov) e não perderia tanto tempo, e isto é o que De’s lhe insinua na profecia. Quando lhe diz que veja os sinais, refere-se às dez pragas, quer dizer que lhe está a insinuar que a saída do Egito não vai ser rápida, vai levar tempo, é necessário realizar as dez pragas e tu, Moisés, ainda por cima andas devagar? Para além disso diz-lhe que o faraó não os vai libertar facilmente, e tu ainda te atrasas? Mais ainda, diz-lhe que Israel é o primogénito de De’s. Vemos várias coisas deste conceito:

Não diz que o único filho de De’s é Israel. Todos os povos são filhos de De’s. Todos são criaturas de De’s. A diferença é que Israel é o primeiro que vai proclamar De’s neste mundo, assim como o primogénito é que quem proclama “pai” a um indivíduo. Então está por surgir um povo desta magnitude, e tu demoras em libertá-los?

No que diz respeito ao tema do Brit e ao episódio em que De’s quis matá-lo, este merece uma explicação à parte. Novamente Moisés está perante uma encruzilhada: nasceu o seu filho e ele não sabe se lhe deve fazer o Brit, devido ao atraso que isto implicaria (atrasar a sua viagem ao Egito, já que a viagem é perigosa para o bebé) ou não lhe fazer o Brit e seguir caminho. Das profecias anteriores, Moisés deduziu que tinha que se apressar e não perder tempo. É por isso que decide não lhe fazer o Brit agora, e é então que De’s se zanga. É possível que Moisés tenha adoecido com gravidade (e é a isto que a Torá se refere quando diz que um anjo o quis matar).

Se analisarmos o tema do Brit Milá, quando De’s lho transmite a Abraão, vemos que o Brit consta de duas coisas:

1) Que De’s é o mais importante para nós (Elokenu), quer dizer o tema da Emuná, e

2) O mérito pelo qual adquirirão a terra prometida.

Moisés agora está a ir para o Egito, para junto dos seus irmãos, exatamente para atingir estes dois objetivos, quer dizer, transmitir-lhes a fé em De’s e levá-los para a terra de Israel; precisamente as duas coisas pelas quais se estabeleceu o Brit. E logo ele, o líder, não faz o Brit ao seu filho? É por isso que De’s não lhe deixa passar essa falha.

Por isso Tzipora atira-lhe o sangue do Brit e desse modo Moisés salva-se, tal como na praga dos primogénitos, quando o anjo da morte via o sangue na porta, não matava nessa casa, e tal como diz “De’s passou e viu-os submergidos nos seus sangues” De’s disse: “Em (por) teus sangues viverás”. Diz “sangues” no plural porque se refere ao sangue do Brit e ao do sacrifício de Pesach. (O Midrash diz que Moisés fez o Brit a todo o povo antes de sair), tal como está dito no livro de Yehoshua, que todos os que saíram do Egito tinham o Brit já efetuado.

O objetivo da missão de Moisés não é só libertar o povo fisicamente, mas sim formar um povo baseado nos princípios de fé em De’s e dar-lhes a terra que foi prometida aos patriarcas, que é exatamente o que o Brit Milá insinua.

Parashat Vaigash

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

A descida ao Egito

De acordo com o comentarista Seforno, o motivo pelo qual Iaacov faz os sacrifícios a Eloke Itzchac é porque De’s lhe tinha dito que não descesse ao Egito. Quer dizer que Iaacov não se precipita a descer ao Egito por causa de Yosef, mas sim tenta saber qual a ação correta a tomar.

O motivo pelo qual Iaacov não quer descer ao Egito é porque teme pelo futuro do povo e De’s diz-lhe que, pelo contrário, o povo estará melhor no Egito. Não se vão assimilar tanto (já vimos que, antes de descer, vários dos filhos de Iaacov já se tinham casado com canaanitas), e no Egito esta ameaça não será tão grave, porque os egípcios nem sequer comiam com os hebreus. O que Iaacov mais temia era o Galut — o exílio —, mas De’s diz-lhe que o perigo mais grave é a assimilação. (Vemos que Yosef preocupa-se muito com este tema).

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Parashat Miketz

É difícil defini-lo já que às vezes é visto como frio (quando traz a fofoca, não avisa ao pai que está vivo) e outras vezes é muito sentimental (quando os irmãos vêm e se emociona).

Yosef vê seus sonhos como algo insinuante (uma sinal divina). É possível que essa tenha sido a razão pela qual eu não avisei ao pai que ele estava vivo, já que ele estava esperando por uma sinal celestial para fazê-lo.

Quando descobre seus irmãos, não o faz porque não suportava, pois ele controlava muito bem seus sentimentos, poderia ter ido a outro lugar e chorar em particular como fizera antes, mas decide desmascarar porque acreditava que chegou a hora.

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Parashat Vayishlach

Encontro com Esav

Questões

    • Por que Yaacob envia os mensageiros para Esav ?, Isso vai diretamente.

    • Por que ele diz a ele que estava com Labão e (de acordo com Rashi) que ele cuidou dos Mitsvot (preceitos), o que interessa isso a Esav ?.

    • Por que Yaacob divide seu acampamento?

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Parashat Vayetzé

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Diz-me em que pensas e dir-te-ei quem és…

Iaacov já tem quase 80 anos ou mais, e, no entanto, vemo-lo muito ativo.

Qual é a chave para Iaacov se manter fiel aos princípios de Abraão e Isaac apesar de estar em casa de Labão?

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Parashat Toldot

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Conhecendo Rivka

Rivka, mãe de Yaacov e Esav

A primeira vez que a Torá nos fala de Rivka é no fim da parashá Chayei Sarah, 24: 16, onde nos é dito que Rivka era linda, virgem e recatada.

Rivka sai sozinha para pastorear o gado. Tem uma personalidade dominante e sabe o que fazer, o que se torna evidente quando o servo de Abraão lhe pede água e ela oferece-se para dar de beber aos camelos também. Não é preciso que se lhe diga o que fazer; Rivka tem iniciativa própria. Isto não contradiz as leis do recato.

Rivka é rápida e ágil. Para além disso, ao pensar nos camelos, demonstra também a qualidade de ser bondosa e de ter piedade com os animais. Vemos que não se trata de uma bondade simples, mas sim de algo fora do normal. Rivka dá de beber sozinha a dez camelos, o que é uma tarefa árdua. Não se assusta com o trabalho pesado e com o esforço por aquilo que considera correto.

Depois perguntam-lhe se ela quer ir com o servo de Abraão ou não, o que nos demonstra que já em sua casa Rivka era conhecida como alguém que tem poder de decisão, que sabe o que quer e que tem opiniões próprias; não vai atrás dos outros. Talvez isso seja o que a vai ajudar a sair do mundo de idolatria e a abandonar tudo para ir atrás daquilo em que acredita, tal como fez Abraão.

Qualidades em comum com Abraão: Rivka fala pouco e faz muito. Pratica Chessed — bondade. Acolhe os convidados, deixa toda a sua família e a sua terra e vai para a terra de Canaã.

Em resumo: Personalidade forte, decide o que é importante, tem iniciativa e sabedoria prática, sabe desenvencilhar-se sozinha, tem segurança em si própria e autoestima. Quando lhe perguntam se quer ir ou não, responde de forma direta e concisa: “Sim, irei.”

Posteriormente encontra-se com Isaac. Desce do camelo e cobre o rosto. Isto não é mero recato; a torá não obriga a mulher a cobrir o rosto. Para além disso, se o tivesse feito por recato, teria coberto o rosto durante todo o caminho que fez com o servo de Abraão que a foi buscar. Rivka cobriu o rosto para começar uma relação de respeito e romantismo com Isaac.

Com Rivka, a Torá alonga-se para nos mostrar uma relação mais romântica e carinhosa com o seu marido, até ao ponto de nos contar que Isaac estava a brincar com Rivka, coisa que a Torá não faz com o resto das matriarcas.

É a única que viveu à sombra dos três patriarcas: Abraão, Isaac e Yaacov.

Quando a sua gravidez se complica, Rivka recorre a De’s. Alguns comentaristas dizem que rezou, e outros dizem que foi consultar De’s através dos profetas (Abraão ou os filhos de Noé). Mas em ambos casos Rivka recorre a Ele. Tem emuná — fé em De’s.

No que diz respeito à sua relação com os filhos, o amor de Rivka por Yaacov supera o seu amor por Esav, o que talvez se deva ao facto de Rikva ver que Yaacov era fiel ao legado de Abraão e Isaac, enquanto que Esav era um homem comum, que corria atrás do mundo material.

Se prestarmos atenção, notaremos que Rivka não tolera esta maneira de Esav se comportar. Nunca o chama “filho meu” ou “meu filho”, enquanto que chama sempre Yaacov “filho meu”, pois é ele quem segue os ideais com os quais ela se identifica, enquanto que Esav lhe recorda mais a casa de Labão e Betuel, de onde partiu.

No entanto, Rivka não é insensível a Esav, pois sofre muito quando tem conhecimento de que ele tomou esposas canaanitas.

Mas o seu amor por Yaacov faz com que Rivka perca a sua objetividade e leva-a a impelir o seu filho a enganar o seu pai para receber a bênção paterna.

Rivka provém de uma casa de engano e idolatria, o que se verá mais claramente quando Yaacov se hospedar em casa de Labão, irmão de Rivka. Mas apesar de tudo, Rivka sobrepõe-se e consegue mudar todos esses valores. Deixa a casa de Betuel e Labão para ser uma digna mulher da casa de Abraão e Isaac e ser a mãe de Yaacov.

Parashat Chaiei Sarah

Retirado do livro Ideas de Bereshit, dos rabinos Isaak Sakkal e Natan Menashe.

Conhecendo Sara

Sara, esposa de Abraão:

Sara era irmã de Abraão por parte do pai, por isso a relação entre eles era mais próxima. Viveram juntos pelo menos 70 anos, se considerarmos que Abraão casou aos 75, ou quase 100, se calcularmos que casaram mais jovens.

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