Parashat Tzav

Parashat Tzav

O sangue é vida
«E não comereis sangue, de ave ou de outro animal, em nenhuma das vossas moradas. Toda alma que comer sangue será cortada do seu povo.» (Levítico 7, 26-27)

A Torá destaca várias vezes nesta parashá e noutros capítulos da Torá a proibição de comer o sangue dos animais. A repetição deste preceito reforça a importância que o judaísmo lhe dá.

Esta é uma das proibições que devem ser respeitadas por toda a Humanidade, judeus e não-judeus, já que aparece na Torá dentro do contexto dos sete preceitos de Noé.

O consumo de sangue foi explicado em diferentes gerações como uma medida higiénica e noutras como um protesto contra as práticas idólatras. Nos nossos dias, é possível explicar o sentido da proibição de comer sangue como um meio educativo utilizado pela Torá para nos ensinar os valores do respeito pelos direitos de todos os seres vivos. Continue reading “Parashat Tzav”

Parashat Vaikrá

O sentido do sacrifício.

«E chamou Moisés o Eterno e falou-lhe desde o Tabernáculo dizendo-lhe: “Diz aos filhos de Israel: Quando algum de vós quiser dar uma oferta de gado ao Eterno, dá-la-á de gado bovino ou de gado ovino… E apoiará a mão na cabeça do animal, que lhe será aceite para expiação. E degolará o vitelo diante do Eterno e os sacerdotes, filhos de Aarão, oferecerão o sangue, que aspergirão em volta do altar que está junto à entrada do Tabernáculo”.» (Levítico, 1, 1-6)

Começamos a leitura do livro de Levítio (Vaikrá), o terceiro do Pentateuco. O livro de Levítico transporta-nos a um mundo novo: o dos sacrifícios, tema principal, que aparece de forma explícita e detalhada ao longo do livro.

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A gravidade do engano e da defraudação

Comentário sobre as porções semanais da Torá – Behar-Bechukotai

 

“Não engane o seu próximo” este é o mandamento desta porção da Torá que acrescenta imediatamente, indicando a origem do noma: “Eu sou D’us.”

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O Sentido da Vida e da Morte

Comentário sobre a Porção Semanal da Torá de Emor

“E disse o Eterno a Moshê: Fala aos sacerdotes, filhos de Aharon, e lhes dirás: o sacerdote, por um morto entre seu povo, não se fará impuro. Salvo por sua mulher, que é próxima a ele, por sua mãe, por seu pai, por seu filho, por sua filha e por seu irmão; e por sua irmã virgem, próxima a ele, quem não esteve com homem, por ela se fará impuro… Santos serão para seu D-us, e não profanarão o nome de seu D-us; pois as ofertas queimadas do Eterno e o pão de seu D-us eles oferecem, e serão santidades”.
(Vaicrá 21, 1-6)

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Derrotando a inveja

Comentário sobre a porção semanal da torá – Acharei Mot / Kedoshim

 

“Amarás o teu próximo como a Ti mesmo” Levítico 19:17.

Não há preceito mais difícil e mais profundo do que este. Para Rabi Akiva este preceito é a base de toda a Torá, é a expressão maior e mais completa. Ramban, ou Nachmanides, (Espanha-Israel 1194-1269) explica que o amor ao próximo como a nós mesmos é na verdade um mandamento não natural, pois é claro que uma pessoa não pode amar outra pessoa, mais do que a si mesmo. Então, por que a Torá nos ordena algo impossível? Porque somos confrontados com um compromisso que não é natural?

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Aquilo que se diz, expressa aquilo que é

Comentário sobre a Porção Semanal de Metzorá

 

São poucas as vezes que a Torá estabelece uma relação linear de causalidade entre a ação cometida e o castigo recebido. Esta Parashá nos relata sobre uma epidemia de uma variação, não clássica, da lepra, conhecida em hebraico como “Tsara’at”, que atinge a todos aqueles que pecam através da injúria (Lashon Hará).

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