A Necessidade de Conhecer a Nós Mesmos

Comentário sobre a Porção Semanal – Bamidbar

 

 

Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar (“no deserto”), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas.

Paradoxalmente, é “neste” deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um “laboratório” no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo.

No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de “fermentação” de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade.

De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar (“no deserto”), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas.

Paradoxalmente, é “neste” deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um “laboratório” no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo.

No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de “fermentação” de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade.

De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só.file_0Esta Parashá abre a leitura do livro de Bamidbar (“no deserto”), o quarto livro da Torá. Numa leitura mais superficial, este livro nos dá a impressão de tratar de temas bastante simples. Parece entediante e compenetrado nas características do deserto, local este, aonde ocorre todo o relato deste livro. As referências imediatas que passam por nossa cabeça ao pensar num deserto, se relacionam com tranquilidade, solidão, lentidão e uma vida carente de surpresas.

Paradoxalmente, é “neste” deserto que se desenvolve toda a ordem interna e a tradição do Povo de Israel. Da mesma maneira que um corpo doente, ou sem defesas suficientes, é afastado até se recuperar, o Povo de Israel é separado das culturas mesopotâmica, egípcia e cnaanita. É afastado da sociedade, das filosofias estrangeiras e de todas as influências que poderiam ter-lhes atingido. O deserto atua como um “laboratório” no qual o Povo de Israel é, nele, desenvolvldo.

No deserto é onde o povo aprende a respeitar e manter uma estrutura, uma organização. Cada tribo acampa no seu lugar, abaixo de sua bandeira e seu escudo. Cada um conhece e respeita suas devidas funções e responsabilidades.Mas, no entanto, por tratar-se de uma fase de “fermentação” de ajuste a uma tradição e uma identidade nacional, o livro de Bamidbar é, por excelência, a crônica dos conflitos, as crises permanentes e os dilemas nos quais o Povo de Israel teve que passar para firmar a fortaleza de sua unidade.

De uma maneira bastante clara, nos são descritas as origens de cada conflito, que nos faz compreender que as situações humanas não são resultado do lugar geográfico, e sim, responsabilidade exclusiva da pessoa. Tão possível quanto viver afastado sem experimentar a solidão é poder viver em uma sociedade grande e se sentir só. Continue reading “A Necessidade de Conhecer a Nós Mesmos”

A Terra Boa

No último capítulo do Livro de Bamidbar, e pela segunda vez (pelo menos) em relação a mesma família, Moshe é forçado a perguntar ao Criador uma questão que havia sido feito a ele.No último capítulo do Livro de Bamidbar, e pela segunda vez (pelo menos) em relação a mesma família, Moshe é forçado a perguntar ao Criador uma questão que havia sido feito a ele.No último capítulo do Livro de Bamidbar, e pela segunda vez (pelo menos) em relação a mesma família, Moshe é forçado a perguntar ao Criador uma questão que havia sido feito a ele.

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá desta semana – Masei (Matot e Masei – fora de Israel)

Pelo Rabino Nissan Ben Avraham

 

A Herança das Filhas

No último capítulo do Livro de Bamidbar, e pela segunda vez (pelo menos) em relação a mesma família, Moshe é forçado a bnot-zelofjadperguntar ao Criador uma questão que havia sido feito a ele.

Alguns capítulos anteriores as filhas de Tslofchad: Machla, Tirtsa, Hogla, Milca e Noá, ganharam o reconhecimento do Criador pelo seu pedido de receber a herança de seu pai. Se trata, naturalmente, da porção de Eretz Israel que pertencia a cada um dos 603.550 homens que saíram do Egito. Destes, devemos subtrair os que morreram nas grandes punições, como os três mil que morreram no episódio do Bezerro de Ouro, os dez espiões “perversos” que causaram 40 anos mais de permanência no deserto e aqueles que morreram por apoiar a congregação de Korah. Elas se queixaram que, seu pai morreu sem descendência masculina, e então, a família ia perder a sua parte dentro dos herdeiros da Terra Santa. É uma questão um pouco complicada, pois, na verdade, quem receberia a herança eram aqueles que deixaram o Egito, embora estes nunca tenham chegado a Terra Prometida, o que aconteceu é que, cada família dividiu novamente sua parte, entre o número de pessoas que entravam na Terra.

De qualquer maneira, a resposta do Criador era clara: se não houver descendentes do sexo masculino, a herança é passada para filha.
Continue reading “A Terra Boa”

O sabor gostoso

Comentários sobre a Porção Semanal da Torá de Matot


A purificação dos utensílios

No capítulo 31 do livro de Bamidbar, há quatro versículos, do 21 ao 24, que falam da purificação dos utensílios que foram usados ​​na batalha contra os midyanitas.

Como podemos analisar pelo contexto, estes quatro versos formam uma unidade sepa1395973336-0rada, a partir da recriminação de Moshe, no versículo 20, advertindo-os de que eles deverim purificar os utensílios de madeira e couro, assim como as roupas que usaram em batalha. O Sumo Sacerdote El’azar acrescenta algo que Moshe esquece de mencionar. De acordo com nossos sábios, Moshe, nervoso, perdeu um pouco de sua capacidade e se esqueceu de mencionar parte das instruções, até que, o Sumo Sacerdote, o fez.

A função da Serpente

Comentário sobre a porção semanal da Torá – Pinchás

 

O que os midyanitas procuram?images

Na Parashá de Pinchas encontramos um mandamento especial, que esteve em vigor apenas por um determinado momento da história de Israel. Estamos falando da ordem do Criador a Moisés e a todo o povo, de se vingar dos atos dos midyanitas contra Israel.

Isto pelo que vimos no final da Parasha anterior, aonde Bilam propôe um método para fazer Israel pecar com as moavitas, tal pecado que ocasionou vinte e quatro mil vítimas. Nos parece estranho encontrar tantas mulheres capazes de se prostituir para fazer com que os filhos de Israel pequem, e não eram qualquer mulher, havia também uma princesa dentre elas, a filha de Tsur, um dos cinco príncipes de Midian. E entendemos da Torá que não veio sozinha, pela sua própria iniciativa, mas foi enviada pelo seu pai e pelo seu povo, que estavam interessados em derrubar Israel.

E nos perguntamos, o que os midyanitas buscaram com todo este processo? Continue reading “A função da Serpente”

A serpente de cobre

Comentário sobre a porção semanal da Torá – Chukat

 

Dez vezesbraznegv

Já passaram quase 40 anos de exílio no deserto. Durante todo este tempo, testamos a paciência de nossos líderes e de nosso Criador. “Me testaram dez vezes” se queixava o Criador quarenta anos antes, no pecado dos espiões. O número dez é o número da multiplicidade, já não são mais unidades, agora são dezenas de provas.

Mas, finalmente, depois de uma longa espera, chegou a ordem de partida e os filhos de Israel, convertidos em Povo, já com leis nacionais estabelecidas pelo próprio Criador e, entregues por nosso líder Moshe, já se dirigiam para a Terra Prometida.

Mesmo esta fase não é fácil e, uma vez que, por causa do pecado dos espiões, nosso caminho pelo sul foi fechado não há escolha a não ser desviar em direção a nossos primos distantes, os edomitas, os amonitas e os moavitas. Para não invadir suas propriedades, a opção era entrar pelo deserto da Síria, um deserto enorme e cruel, onde ninguém se atrevia a entrar. Continue reading “A serpente de cobre”

Oficina Família

Comentário sobre a porção da Torá de Nassô

 

A mal orientadafamilly

A Parasha Naso possui um longo parágrafo que trata da Sotá, geralmente traduzida como “a mulher rebelde”.

Se trata de uma mulher casada que estabelece uma relação com outro homem. Entretanto não sabemos exatamente de que relação se trata, se é uma relação amistosa, cultural, social, terapêutica, amorosa, de um relacionamento, etc.

Qual deve ser a reação do marido? Que ‘direitos’ tem o marido ao se tratar das relações de sua esposa? E o contrário, se o marido está tendo relações sexuais com outras mulheres, o que acontece? Continue reading “Oficina Família”

Testemunho para Israel

Comentários sobre a porção semanal da Torá de Bamidbar

 

Treze que são um

Nesta parashá nos deparamos com o censo dos filhos de Israel, cada um se referindo a sua respectiva tribo, de acordo com as doze tribos. Bem, na verdade seriam treze, pois a de Yosef é dividida em dois: Menashe e Efraim. De qualquer maneira, sendo que a de Levi está sempre separada do resto das tribos, podemos ainda considerar a contagem das Doze Tribos.

Os Sábios fornecem um significado supremo de singularidade, uma vez que existem quatro tribos das duas concubinas (de Yakov), além das outras oito tribos descendentes de Rachel e Lea, sem contar a de Levi que vem separadamente. Juntando as letras “guemátricas” que representam os números 1, 8 e 4, forma a palavra “echad”, que significa “Um”. Desta maneira, todas essas tribos unidas se cria a maior unidade, como está escrito em Crônicas I (17:21) (também em Samuel II 7:23) “Quem é como o teu povo Israel, UMA nação na terra”, significando tanto “única” como “unida” ou “unificada”.

Nossos Sábios, em outro nível, comparam estes versos com o famoso verso do Shemá Israel (Deuteronômio 6:4) “Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso D´s, o Senhor é Um”, dizendo que como o Criador é Um e Único nos Céus, o povo de Israel é Um e Único na terra, pela missão especial que D´us lhes confiou e pela predisposição do povo em cumpri-la.

 

Cresçam e se multipliquem

Isso se torna possível precisamente por causa do censo.

No censo se descobre que cada um dos membros da tribo guardou, estritamente, as regras e as relações familiares da maneira mais adequada para cumprir o primeiro mandamento da Torá: “Cresçam e se multipliquem” (Gênesis 1:27).

Este comando não deve e não pode ser entendido como um acasalamento simples como visto no mundo animal. É algo muito mais especial. No início do quinto capítulo do Gênesis (5:3) vemos que Adão gerou seu filho em sua ´imagem e semelhança´, um termo que nos lembra do primeiro capítulo (Gênesis 1:26-27) em que diz que o Criador criou o homem ´à sua imagem e semelhança´.

O que significa esta expressão? Sem entrar em detalhes, explica-se no início do livro de Maimônides, “Guia dos Perplexos”, o significado exato dos dois substantivos ‘imagem’ e ‘semelhança’, que devemos entender que não se trata simplesmente de acasalar-se, mas buscar criar (pro-criar) mais descendentes, assim como o Criador nos criou com qualidades que nem sempre são fáceis ou realizáveis.

Transmissão da condição

O Livro de Kuzari explica as palavras de nossos sábios (Talmud, Eruvin 18b – e consulte o Guia dos Perplexos, Parte 1, Capítulo 7), que Adão não conseguiu em todos os seus filhos a procriação desejada e apenas em Hevel e Shet, as alcançou, enquanto que o resto de seus filhos não chegaram a esta condição. Isto significa que quando não estamos adequadamente preparados para cumprir com este mandamento podemos realmente causar mais mal do que bem. De qualquer forma, a partir da entrega da Torá no Monte Sinai chegamos a um nível especial, uma condição que permite que todos os nossos descendentes já estejam na condição desejada, sem exigir muito esforço dos pais, pois a condição se tornou hereditária.

Mas herança não é suficiente, é claro. É sempre necessário uma predisposição, conforme especificado pelo Rabino Moshe ben Nachman (Nachmanides) em seu livro “A Epístola da Santidade” (Igeret Hacódesh), que lista as condições e explica as atitudes adequadas para que a procriação seja através de um benefício real, segundo as ordens do Criador nos Seus comandos.

Testemunho para Israel

Ao fazer o censo de todo o povo, a Torá nos mostra que todos, cada um deles, soube como executar esta missão especial de procriação, tornando-se assim, como consta no Livro dos Salmos (122:4) “As tribos de Y-A, testemunho pata Israel”, isto é, que o próprio Criador atestou a veracidade de que tinham se cumprido as condições corretamente e assima, tornaram-se um povo de profetas, o povo do Criador!

Devemos notar que dentro do Povo também havia divisões: a tribo de Levi, a tribo de Judá, etc. Estas divisões não queriam dizer que uns eram mais importantes que outros e que alguns podiam não ter qualquer importância.

Não! Simplesmente existem diferentes missões, e enquanto uma tribo está mais preparada para uma função a outra está para outra. Portanto, cada tribo estava localizada em um lugar especial em torno do Tabernáculo. Alguns leste, alguns sul, oeste e norte. E em cada um dos lados havia também uma ordem: meio, direita e esquerda. Nossos sábios nos dizem que ao chegar à Terra de Israel, as tribos receberam sua herança de acordo com estas posições.

A Torá também nos diz que, três vezes por ano, deve-se reunir todas as tribos no Tabernáculo, ou no Templo que se seguiu, para tornarem-se um só povo e agradecer e adorar o Criador. Nas três peregrinações, Pessach, Shavuot e Sucot, todos se uniam, se misturavam, como o próprio Salmo 122 relata, e assim, juntos, se apresentaram diante do Criador, para louvá-lo e adorá-lo. Estas reuniões anuais eram muito importante para renovar a sensação de que, durante os quarenta anos no deserto em que percebiam por fricção e cotidiano, como é necessária a identidade tribal, que também não podiam substituir a identidade nacional, e encontrar nela sua localização específica.

De qualquer forma, parece que em um determinado momento da história, no final do Primeiro Templo e no princípio do Segundo, a distinção tribal desapareceu. As pessoas já não tinham mais conhecimento de sua identidade tribal. Desapareceram no tempo de Senaqueribe a maioria das dez tribos do norte, embora grupos valiosos de cada uma das tribos haviam se refugiado no reino do sul e, portanto, quando as Dez Tribos foram exiladas e perdidas, estas deixaram “cópias” de cada uma misturadas nas tribos de Judá e Benjamin. E assim, em seguida, ao longo do período do Segundo Templo começaram a chamar todo o povo pelo nome de ‘Judeu’, isto é, da tribo de Judá.

Este foi um grande passo para a unidade desejada, mas ainda precisamos restabelecer os laços fraternos com todos e cada um, dos diferentes grupos que compõem o atual caleidoscópio do Povo de Israel.

Só então, juntos, poderemos corretamente agradecer e adorar o Criador!