Esta biblioteca judaica de 400 anos sobreviveu de Hitler à Inquisição

Traduzido livremente do artigo de Cnaan Liphshiz, publicado no site do Times of Israel

 

Aberta ao público poucas vezes por ano, a Lifvraria Ets Haim, de Amsterdam, possui um tesouro de textos que exibem uma celebração cultural do intelectualismo

AMSTERDAM (JTA) – A livraria Ets Haim é a biblioteca judaica mais antiga do mundo. Como tal, não é estranha a supostas perspectivas de destruição iminente.

Fundada em 1616 por judeus que fugiram da perseguição católicana Espanha e em Portugal, a biblioteca de três quartos fica ao lado da majestosa sinagoga portuguesa de Amsterdam, no centro da capital holandesa.

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A grandeza de Israel

Escrito por Tzivia Kusminsky nas vésperas do Yom Hatzmaut de 60 anos do Estado de Israel, em 2011

 

Ontem à noite, a emocionante celebração de Yom Hazicaron teve lugar por todo Israel e, possivelmente, em vários lugares na diáspora.

Soldados valentes e vítimas inocentes de ataques terroristas foram lembrados e suas memórias, foram abençoadas. E sentada em minha casa, no Yishuv Dolev, senti querer compartilhar vários dos pensamentos que me ocorreram.

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Israel celebra seu Primeiro Dia da Aliá!

O momento não foi intencional, mas há uma certa presciência ao fato de que no próprio dia das controversas eleições norte-americanas da semana passada, Israel comemorou seu primeiro “Dia da Aliá”, enfatizando a unidade e um senso compartilhado de propósito.

O mais novo feriado no calendário nacional de Israel, instituído pelo Knesset (parlamento israelense) em junho deste ano, tem como significado reconhecer a importância da Aliá para Israel, junto com as contribuições cruciais que os novos imigrantes fizeram no desenvolvimento do Estado Judaico.

Em todo o país, na última terça-feira, 8 de novembro, as escolas realizaram aulas sobre a imigração para Israel, o Knesset organizou reuniões especiais e cerimônias aconteceram na sede do Chefe das Forças de Defesa de Israel e nos escritórios da Polícia de Israel.

O dia terminou com uma reunião no Centro Internacional de Convenções de Jerusalém com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman e a ministra da Imigração e Absorção Sofa Landver, assim como o presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky. Os três últimos, sendo, também, imigrantes.

“Assim como eu, centenas de milhares de olim [imigrantes] chegam a Israel todos os anos por causa da mesma sensação de conexão com a pátria”, disse Landver ao Jerusalem Post. “Estou orgulhosa e animada que pela primeira vez, um dia para marcar a Aliá está sendo celebrado em Israel.”

A Shavei Israel em particular aprecia a instituição do Dia da Aliá.

Desde a fundação da organização, temos nos dedicado a promover uma verdadeira reunião internacional dos exilados. Nosso trabalho com comunidades judaicas na Índia, China, Europa e Américas ajudou milhares de judeus a se reconectar com sua herança e sua pátria.

E ainda não terminamos.

Vamos fazer o Dia da Aliá ser real para ainda mais judeus ao redor do mundo. Neste exato momento, 700 Bnei Menashe estão esperando para fazer a aliá. (Visite esta página para fazer sua doação e ajudá-los)

O primeiro-ministro Netanyahu resumiu o significado do dia. Aliá é “o propósito básico do Estado judeu e a realização das profecias bíblicas”, disse. “O povo judeu está retornando à Terra de Israel e construindo nela o Estado de Israel. Este é um grande feriado para todos os cidadãos israelenses, novos e velhos.”

Artigo escrito por uma descendente dos anussim de Portugal

“Não insistas comigo que te deixe e que não mais te acompanhe.
Aonde fores irei, onde ficares ficarei!
O teu povo será o meu povo e o teu D-us será o meu D-us.”
(Rute 1:16)

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Esta histórica e famosa frase de Rute, personagem principal do livro bíblico que leva seu nome, normalmente é citada nas cerimônias de conversão ao judaísmo e aludida como um exemplo de fé e desprendimento de uma jovem gentia cuja bondade para com sua sogra seguiu-se exemplar.

Poucas vezes, contudo, Rute é citada como uma das grandes sionistas da antiguidade. Mas esta é, sem dúvida, uma faceta primordial de sua identidade, cujo DNA esteve presente no maior estadista judeu de todos os tempos, o inesquecível Rei David.

Das palavras de Rute a sua sogra Naomi (ou Noemi), é sempre inspirador o teor de fervor religioso da afirmação “o teu D’us será o meu De’s”, principalmente vindo de uma vida oriunda de uma cultura pagã e politeísta. Surpreendente, porém, é afirmação que a antecede: “O teu povo será o meu povo”. O que Rute realmente quis dizer aí?

Parece que esta grande mulher tinha muito mais conhecimentos judaicos do que se imagina. Uma das peculiaridades da fé judaica é exatamente que ela não inclui só uma religião no sentido habitual, onde se manifesta a crença em D’us e a decisão de obedecer as suas regras. Ser judeu é também fazer parte de um povo cuja identidade possui um diferencial dentre todas as nações da terra.

Há quem diga que a grande causa do antissemitismo através da história foi a afirmação judaica de povo escolhido, dando a conotação de preferido ou especial com relação aos outros povos. Uma observação atenta das Sagradas Escrituras, no entanto, nos dá a convicção de que esta escolha não foi discriminatória e sim imbuída de uma carga de responsabilidades muito maior do que qualquer outra nação da terra jamais possuiu. Ser um reino sacerdotal, um povo sagrado, com a missão de levar a palavra Divina para toda a humanidade, através de um comportamento exemplar, esta tarefa certamente nenhum antissemita, em qualquer momento, iria querer tomar para si. E mesmo Israel não conseguiu cumpri-la e sofreu duramente por isso, nas muitas diásporas e perseguições que sofreu. Mas isso é ser povo judeu ou, em última análise, povo de D’us. E Rute fez esta opção.

Este caráter sionista na personalidade de Rute trouxe para ela e para a sua herança familiar um resultado extraordinário. Ao unir-se à tribo de Yehudá quando se casou com o ancião Boaz, Rute consolidou a sua inserção no povo de Israel, gerando uma descendência política e profética de grande proeminência no passado e no futuro. Aos seus progênitos caberia a unificação dos israelitas sob um governo terreno de inspirações Divinas. Este é o reino dravídico, que não só se consolidou há mais de três mil anos, mas será estabelecido derradeiramente nos dias do Mashiach, que ainda está por se manifestar.

Como uma boa sionista, Rute olhou para Sião com olhos espirituais e fez a sua aliá sem hesitar, apesar das condições financeiras desfavoráveis, não só dela e de sua sogra, mas também para os pobres em Israel. “Não importa”, ela deixou subentendido para Naomi, “eu quero fazer parte deste povo e quero estar no lugar que lhe pertence, quaisquer que sejam as circunstâncias ou dificuldades. Posso trabalhar e o ‘Nosso’ D’us há de nos abençoar…” E não deu outra: Rute laborou no lugar certo e achou graça aos olhos de um certo Boaz, homem justo, íntegro e de muitas posses, com quem ela se uniu e prosperou, enfim.

Ser sionista requer ação. Um bom discurso sionista que não implique em uma atitude prática pró-Israel cai num vazio que acaba por negar-se a si mesmo. Israel, a terra, está intimamente ligada a Israel, o povo, e vice-versa. Um não existe sem o outro e um existe para o outro porque esta foi a escolha Divina. Por isso é que em nossos dias, quando os judeus começaram a voltar em massa para Israel, vemos os milagres se sucedendo, desde o deserto florescer até o destaque israelense nas mais altas tecnologias mundiais. Um exílio foi profetizado, mas também o foi um retorno e uma restauração e é isto o que está acontecendo hoje: o povo escolhido na terra que lhe foi dada gera bênçãos intelectualmente inexplicáveis.

E um bom sionista moderno há de reconhecer isto, valorizar e defender Eretz israel e para ela apontar e a ela retornar. E como Rute não temeu, assim o sionista moderno não precisa temer. E certamente colherá os frutos de sua decisão.

 

Pela jornalista Cláudia Boffa, descendente dos anussim de Portugal, natural do Brasil.

49 Anos Reconstruindo Jerusalém!

“E percorreram por toda a terra, e retornaram, ao final de nove meses e vinte dias, a Jerusalém” (Samuel 2 24:8)

A principio o verso do profeta Shmuel (Samuel) discorre sobre os emissários encarregados de realizar um censo do Povo de Israel na época do reinado de David, e que, depois de nove meses e 20 dias, percorrendo toda a terra e contando cada um e um do povo de Israel, enfim, retornaram a capital, a Jerusalém.

Contudo, existe outra maneira de interpretar este verso, como uma profecia de Shmuel sobre os dias que anteciparão a Redenção.

Em 1967, no dia 28 de Iyar, o pequeno exército de Israel vencendo uma guerra histórica contra 6 países árabes, alcança o lugar mais santo do judaísmo e liberta Yerushalaim!

Embora celebramos Yom Yerushalaim (o Dia de Jerusalém) na própria data hebraica da libertação, o dia seguinte – o 29 de Iyar -, seria também propício a comemoração, pois foi finalmente o primeiro dia em que Yerushalaim pertencia, novamente, aos judeus. Assim como em Purim celebramos o dia depois da vitória (“os dias em que repousaram de guerrar com seus inimigos” (Esther 9:22)).

Caso antecipemos 9 meses e 20 dias (como na profecia de Shmuel) de Yom Yerushalaim, alcançaremoso dia9 de Av, o dia em que nos enlutamos pela destruição dos dois templos de Jerusalém e como resultado, a expulsão dos judeus da cidade.

Sabemos, da profecia de Yeshayahu (Isaías 66:10), que:

“Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela se enlutaram”.

Se alegrarão por Jerusalém todos aqueles que por ela se enlutaram! Aqueles sentiram a falta de Jerusalém enquanto estiveram no exílio, se alegrarão ao vê-la novamente nas épocas de redenção!

E assim, entendemos a profecia que trouxemos acima, de Shmuel, da seguinte maneira:

“E (após) percorrerem por toda a terra (pelos quatro cantos do mundo), retornaram, ao final de nove meses e vinte(após terem sentido o luto de Jerusalém em 9 beAv), no Dia de Jerusalém! (o dia que seria conhecido como o Dia de Jerusalém!)”

A relação entre o luto por Jerusalém e a alegria por sua reconstrução, está profundamente conectada! O Talmud explica a profecia acima de Yeshayahu com o famoso dito “Todo aquele que se enluta por Jerusalém, terá o mérito de ver a alegria de Jerusalém!”.

O grande Rabino Kook explica porque o Talmud escreve que aqueles que se enlutam por Jerusalém terão mértio de ver sua alegria e não sua reconstrução – como faria mais sentido no contexto. O Rabino Kook responde que somente aquele que de verdade sentiu a falta de Jerusalém, entendeu sua importância para o Povo Judeu e se aprofundou na necessidade do povo de estar essencialmente conectado com este lugar santo, poderá sentir alegria, comemorando, assim, a construção de Yerushalaim. Pois ver, muitos verão a cidade ser reconstruída (como hoje em dia, o mundo todo vê) mas, infelizmente, não todos se alegrarão e agradecerão a D’s por este grande milagre!

E assim é.

Há 49 anos, de uma maneira totalmente impressionante, Israel venceu uma guerra contra 6 países árabes que preparavam aquilo que seria o segundo grande genocídio do povo judeu em menos de 30 anos.

De maneira milagrosa, o exército de Israel não somente venceu a guerra, como o fez em somente 6 dias, impondo de maneira decisiva a soberania sobre o território e mostrando a todos seus vizinhos – e todo o mundo – que os Filhos de Israel haviam voltado para nunca mais sair.

Evocando uma guerra bíblica, Israel ainda conseguiu garantir um cordão de segurança tanto no norte quanto ao Sul (Golan e Sinai) além de recuperar as cidades santas e históricas de Hevron e a cidade velha de Jerusalém! Finalmente, voltavamos a casa!

Em 1948, os judeus voltavam a Israel, quando ninguém podia entender como um povo praticamente aniquilado podia ter forças de se reerguer e revitalizar um sonho bíblico. O mundo estava em choque, mas entendia que era temporário, como sempre havia sido com os judeus no exílio.

Mas, em 1967, quando voltamos a Cidade Velha de Jerusalém de uma maneira tão milagrosa, o mundo ficou abismado. As profecias dos judeus estavam de verdade se realizando! Os cristãos e os muçulmanos tiveram que sofrer reformas internas dentro de suas ideologias, porque algo estava muito errado no que estava acontecendo.

1967 foi um marco histórico para a humanidade e todos ainda estão tentando entender por que. Mas nós sabemos que arrancar a soberania de Jerusalém dos judeus não representa ao mundo uma “justiça internacional com base na resolução 478 da ONU”. Trata-se de uma tentativa de se auto convencer que, o que está acontencendo com o Povo de Israel não é verdadeiro, que não estão voltando, que suas profecias não estão acontecendo.

E é por isso que nossos sábios definem o exílio do Povo de Israel como um “Chilul Hashem” – uma profanação do Nome Divino. Pois todo o momento em que os judeus estão fracos e dispersos entre as nações, isso dá espaço para outros pensamentos e religões que profanam o Nome de D’s. Mas quando os judeus voltam para sua casa e começam a reconstrui-la, isso é “Kidush Hashem” – Santificação do Nome Divino -. Pois, o mundo começa a perceber que existe somente duas opções, celebrar com o Povo de Israel o começo da redenção, ou guerrear até o ultimo momento tentando provar (a si mesmos) que se trata de mais uma coincidência do destino.

Que saibamos nos alegrar e agradecer a D’s por haver nascido nessa geração, na geração da vitória e não da derrota, da vida e não da morte, da Redenção e nao do Exílio!!

CONFIRA O VÍDEO DA RECONQUISTA DE JERUSALÉM:

Piratas Judeus no Caribe

OS EXPULSOS DA ESPANHA

Os judeus expulsos da Espanha haviam se refugiado em Portugal apenar para assistirem seus batizados forçados menos de cinco anos depois. De lá, tiveram que fugir, como podiam,em direção aos Países Baixos, especialmente para a cidade de Amsterdã, que logo se tornou a Nova Jerusalém.

Mas outros, aproveitajews_of_caribbean_042_700ndo a nova situação, atravessaram as fronteiras hispano-lusitanas e voltaram, dessa vez como “cristãos-novos”, à sua antiga terra natal. Estes eram chamados de “Portugueses”, apesar de falar a língua espanhola perfeitamente e até mesmo terem nascido no reino de Castela.

Os encontramos nos arquivos da Inquisição, quando esta segue descobrindo as famílias que continuam observando as práticas judaicas em segredo, e as executando nas fogueiras em incontáveis ‘Autos de Fé’ .

OS “PORTUGUESES”

Também alguns dos que não praticavam o judaísmo, ou não foram descobertos pela Inquisição, chamavam a atenção e despertavam a inveja de seus vizinhos “Cristões Velhos”. Ao contrário destes últimos, que gostavam de sentar-se em tabernas tomando uns tragos, os “Portugueses” aproveitavam muito bem o seu tempo e sua inteligência para recuperar seus bens perdidos na expulsão, e talvez desta maneira vingar-se daqueles que as haviam comprado quase que de graça nos três meses que tiveram para vender seus bens antes da expulsão. Alguns se estabeleceram na Calle de las Sierpes em Sevilha, não muito longe da Torre del Oro, aonde a carga chegava das Índias, para assim, poderem se ocupar com o comércio crescente na área.

Outros deles embarcaram ao ‘Novo Mundo’, onde haviam soldados bravos e cruéis, mas poucos comerciantes quese encarregavam de enviar a enorme riqueza saqueada da “índios” à ‘Madre Patria’. Lá, acreditavam estar seguros, longe da Inquisição que havia se estabelecido em Castela,10 anos antes da viagem das “Tres Carabelas”.

OS MERCADORES DO ‘NOVO MUNDO’

Mas o Santo Ofício, logo percebeu que de acordo com a mensagem do inquisidor que visitou tais lugares, que “a cidade de Lima está cheia de judeus. Tudo passa por suas mãos, de brocades a túnicas, de diamantes a sementes de cominho, as pérolas mais preciosas ou o mais vil negro da Guiné”. Também em Potosi na Bolívia, aonde havia uma montanha de prata, de acordo com o relatório do Inquisidor “estava todo o comércio quase que exclusivamente nas mãos dos cripto- judeus”.

Não apenas os inquisidores queixaram-se, como também os britânico, que tinham acabado de ‘conquistar’ a ilha de Santiago, que havia sido propriedade da família de Colombo, afirmavam que “os descendentes daqueles que crucificaram Jesus abençoado, comem o nosso comércio e dos nossos filhos. Eles compram toda a carga dos navio mercantes, dividem de acordo com as quotas pagas e distribuem os produtos por meio de agentes em cada uma das colônias”.

No comércio o comércio era com seus companheiros judeus escondidos na Península, mas depois se atreveram a contrabandear com judeus ingleses e judeus holandeses (antes e depois das guerras e dos embargos, ou burlando- los), às vezes com navios arrendados de proprietários judeus da Antuérpia ou Amsterdã. Elaboraram um sistema de “letras de câmbio” e todos vinham a eles para negociar de forma mais segura.

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Parece que este domínio do comércio, levou alguns deles a se vingar mais cruelmente dos espanhóis que haviam levado seus avôs, e que ainda continuavam perseguindo judeus nas Américas, disponibilizando informação das cargas de seus navios à seus inimigos holandeses ou ingleses.

Tanto os britânicos como os franceses e os holandeses, já desde o século XVI, em todo o século XVII e no início do século XVIII, levando em conta os saques perpetuados pelos espanhóis no ‘Novo Mundo’ e querendo estes, também, tirar a sua vantagem, tinham iniciado uma guerra. Com as tréguas mais ou menos respeitadas por ambos os lados, a guerra tomou lugar contra centros espanhóis na América, desde a Flórida até Buenos Aires e até mesmo, seguindo os passos de Magalhães, a costa do Peru, que foi atacada por britânico e holandeses. Assim como Barbados, Ilhas São Cristóvão e São Tomás se convertem em ninhos de piratas. E, especialmente, a ilha de Santiago, agora nas mãos inglesas rebatizada de Jamaica, tornou-se o grande centro dos piratas que atacavam continuamente os portos e navios espanhóis.

OS ‘PORTUGALES’ DA JAMAICA

Parece que nesta ilha, já havia um grupo de cripto-judeus chamados de “Portugales”. Eles haviam se instalado na ilha já em 1510, na sua primeira capital, Sevilha, que foi abandonada depois de duas décadas por problemas de saúde. Certamente, estes ‘cripto-judeus’ se mudaram para Santiago, que mais tarde seria chamada pelos britânicos de Kingston.

Quando o Lord Protector Cromwell enviou suas tropas para o Caribe com a intenção de instigar as frotas para as índias espanholas, parece que os cripto-judeus jamaicanos intervieram, depois de sua embaraçosa derrota na ‘Española’, na ‘Expedição do Oeste’ aonde conquistaram a ilha Jamaica. O evento, que causou o início da guerra anglo-espanhola, durou entre 1655 e 1660.

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Bem, aparentemente, haviam ainda vários piratas, como os irmãos Abraão e Moisés Cohen Henriques, Yaakov Koriel e David Abravanel, judeus ‘Portugueses’ a serviço dos holandeses ou dos ingleses, lutando contra os espanhóis que haviam levado seus pais e ainda continuavam a persegui-los com o seu ‘Santo Ofício’. Estes piratas mantinham o Shabat, montavam sinagogas em solos arenosos para os serviços e possuíam veleiros chamados de “A Rainha Ester”, “O Profeta Samuel” ou “Escudo de Abraão”, desde o Recife (no nordeste do Brasil) até as Guianas e as ilhas do Caribe.

Existem diversas pesquisas sobre os judeus do Caribe, verdadeiros Bnei Anussim que retornaram orgulhosamente às suas raízes judaicas. Mas, certamente, exige-se estudo muito mais detalhado de como eles vieram e como se estabeleceram em cada ilha e em cada comunidade. Tanto quanto as atividades comerciais e religiosas que praticavam. Ficaremos muito felizes, é claro, em receber novos dados e informações.

Os Cantonistas Russos

Russian Jewish soldiers in the czar's armyEm 1827, o czar Nicolau I da Rússia publicou o duro “Decreto de Recrutamento” que exigia o recrutamento de jovens judeus, entre 12 e 25 anos, para um serviço militar de 25 anos. Estas crianças foram arrancadas de suas famílias e passaram a ser conhecidas como cantonistas, e durante os 29 anos que se seguiram, até o czar Alexandre II abolir a lei, em 1856, cerca de 50.000 crianças judias foram violentamente convocadas para o exército russo.

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