É possível regressar às origens do judaísmo?

Como podemos distinguir entre o que é divino e o que foi gerado pelos sábios? O que é original e o que evoluiu depois?

Artigo de MISHAEL DICKMAN, fotografias de LAURA BEN-DAVID

Jovens BNEI MENASHE em Manipur, Índia, vestindo trajes tradicionais. Observe as suas franjas tradicionais misturadas com as franjas modernas de seus tzitzit.

O judaísmo é uma tradição ligada diretamente à Bíblia, que nos leva de volta ao Monte Sinai, ou seja, a palavra original de De’s? Ou é um código legislativo geral que evoluiu lentamente ao longo dos anos até ao que é hoje?

Se nos aprofundarmos no Talmud, provavelmente perder-nos-emos rapidamente, devido à sua grande riqueza de ensinamentos e explicações e, sobretudo, pela existência de debates sobre quase tudo o que existe à face da Terra. Como podemos distinguir entre o que é divino e o que foi gerado pelos sábios? O que é original e o que evoluiu depois?

Muitos historiadores tentaram responder a estas questões. Para cada historiador, temos uma teoria diferente (e às vezes até mais do que uma), o que nos deixa onde começámos.

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FESTIVAL DO PATRIMÓNIO JUDAICO TEM LUGAR EM LODZ, NO LOCAL DE ANTIGO GUETO.

O Festival da Tranquilidade, realizado durante a festa judaica de Shavuot, incluiu várias oficinas com temas judaicos.Artigo de HAGAY HACOHEN

Durante a festa judaica de Shavuot, os habitantes de Lodz participaram no Festival da Tranquilidade, um festival que homenageou o património judaico da cidade, informou na terça-feira a organização Shavei Israel.

Antes da guerra, Lodz era uma importante cidade industrial na qual alemães, judeus, polacos e russos viviam lado a lado. Esta realidade é celebrada num festival anual em setembro chamado “Festival das Quatro Culturas”, e foi retratada no famoso romance de 1899 de Wladyslaw Reymont, The Promised Land. Em 1975, o diretor de cinema polaco Andrzej Wajda fez um filme baseado nesse romance.

Depois de os nazis ocuparem a Polónia, estabeleceram um gueto em Lodz e sobrelotaram-no com cerca de 200.000 judeus. Lodz tem atualmente uma pequena comunidade judaica, ainda em funcionamento.

O Festival da Tranquilidade começou com uma homenagem póstuma ao primeiro chefe da Brigada de Incêndio de Lodz, o judeu polaco Maurcy Gutentag. Foram realizadas palestras sobre a festa de Shavuot e história judaica, e uma visita aos locais de interesse judaico da cidade. O Rabino-chefe da Polónia, Michael Shudrich, foi convidado de honra do festival.

O festival foi realizado em cooperação com a Shavei Israel, uma organização judaica que tem como objetivo ajudar as pessoas com origens judaicas a reencontrarem a cultura dos seus antepassados.

A Polónia abrigou uma das maiores comunidades judaicas da Europa antes do Holocausto. O tamanho e a relativa segurança da comunidade judaica naquele país levaram à criação de poderosos tribunais chassídicos, assim como ao surgimento de escritores e ativistas radicais laicos falantes de ídiche.

Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o movimento Bund, um movimento político judaico-socialista não-sionista, lutou para que o povo judeu fosse reconhecido na Polónia como nação, a par do povo polaco.

O combatente judeu-polaco do Gueto de Varsóvia Marek Edelman estudou medicina em Lodz após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Notável cardiologista, Edelman foi membro ativo do movimento de resistência polaco contra a República Popular da Polónia e foi considerado e tratado como herói nacional na Polónia até sua morte em 2009.

Uma história de marranos: duas cozinhas, mas ninguém sabia porquê

um artigo de Shimon Cohen

Arutz Sheva falou com Sarah Israel, uma descendente de marranos (judeus forçados a converterem-se ao cristianismo durante a Inquisição Espanhola), que encontrou o caminho de volta ao judaísmo na sua Espanha natal.

Sarah explicou que a sua mãe passou por um processo de busca espiritual, mas nenhuma religião a satisfazia, até que descobriu o judaísmo e sentiu que “é onde está o verdadeiro D’us e é onde ela pertence”. A sua mãe aproximou-se do judaísmo e Sarah também se interessou. Mais tarde, Sarah participou de uma reunião de Shabat organizada por emissários da Shavei Israel que tinham ido a Espanha. (A Shavei Israel é uma organização israelita que ajuda judeus perdidos e escondidos a voltarem às suas raízes.)

“Fui no Shabat e eles falaram sobre os marranos”, diz Sarah, explicando que, inicialmente, não via nenhuma conexão entre os Marranos e ela e a sua família. Naquela altura, Sarah desejava juntar-se ao povo judeu como Rute, a moabita, mas, durante esse Shabat, a conversa girava em torno de costumes tradicionais que eram preservados entre os marranos de geração em geração e que tinham raízes no judaísmo.

A conversa levou-a a pensar sobre os costumes com os quais cresceu em sua casa. Entre outras coisas, lembrava-se do costume de quebrar um copo em casamentos, o que ninguém na família podia explicar.

Sarah também conta que na casa da sua avó havia duas cozinhas, por uma razão desconhecida. Ninguém sabia porquê e ninguém perguntava, e a família habituou-se a isso. Quando a sua avó morreu, foi colocada no chão, contrariamente aos costumes cristãos normais na região. Mais tarde, quando falou com voluntários da organização funerária judaica em Madrid, Sarah descobriu que esse também é um costume judaico. (Há um costume judaico de, se uma pessoa morrer em casa, o cadáver ser colocado se possível no chão e coberto até que seja levado para ser preparado para o enterro.)

A conversa que Sarah teve depois do Shabat com os emissários da Shavei Israel sobre os costumes da sua família foi para ela o fechar de um círculo. Sarah, que queria conectar-se com o povo judeu, descobriu que era, na verdade, parte do povo judeu – uma parte que teve que abandonar o judaísmo e andar errante por centenas de anos.

No seu livro Vasijas Reparadas (publicado em hebraico  [e em espanhol]), Sarah descreve como ela e o seu filho Baruch lidaram com a adaptação à vida judaica numa pequena vila espanhola, onde ela e a sua família passaram pelos primeiros estágios da conversão. Por um lado, foi muito difícil, pois ninguém na aldeia estava familiarizado com os costumes judaicos ou mesmo com os próprios judeus. Por outro lado, Sarah disse que o relacionamento com as pessoas da sua aldeia era muito bom. Os vizinhos eram compreensivos e respeitavam as escolhas da família, tendo acompanhado o processo de transição da família e sua mudança final para Madrid.

Quando a família chegou a Madrid, a prática do judaísmo tornou-se muito mais fácil, graças à grande comunidade judaica ali existente. Depois de passarem por um processo de conversão preliminar em Madrid, a família mudou-se para Israel para concluir o processo, estabelecendo-se em Beit El.

Quando lhe perguntámos sobre os relatos de dezenas de milhões de pessoas em Espanha, Portugal, Brasil, Honduras e outros países que afirmam terem ligação ao povo judeu por serem descendentes de marranos, Sarah diz que, na sua opinião, esse é um dos sinais da redenção. “Há uma promessa de De’s de que todas as almas retornarão para que a redenção seja completa – este é definitivamente um sinal de redenção.” No entanto, de acordo com Sarah, cada caso deve ser examinado em profundidade, pois pode assumir-se que, ao longo dos anos, tenha havido oportunistas que tenham tentado “apanhar boleia” do povo que produziu tantos intelectuais, líderes e pessoas de influência.

Ensinando hebraico em Lodz, Polónia

Na semana passada chegou à comunidade de Lodz, Polónia, a professora de Hebraico Shosh Hovav, voluntária da Shavei Israel. Com grande entusiasmo, Shosh e o seu marido chegaram à Polónia na semana passada e foram muito bem recebidos pela comunidade de Lodz, onde foi iniciado um programa de estudos de hebraico para os membros da comunidade, abrangendo todos os níveis e idades.

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Herói do Dia

Ishai Salas, de 27 anos de idade, enfrenta o terror dos papagaios (pipas) incendiários em Sderot, que faz fronteira com a Faixa de Gaza, de onde são lançados papagaios (pipas) incendiários para atacar o território israelita. Ishai Salas, que combate incêndios há 5 anos, enfrentou mais de 50 incêndios nesta última onda de violência.

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Televisão judaica pela internet – A primeira da Polónia!

Shalom.tv (szalom.tv, em polaco) é a primeira televisão pela internet (web TV) da Polónia. Transmitindo desde Lodz – uma cidade com uma longa tradição cinematográfica – o canal é gerido por profissionais: pessoas da comunidade judaica que são peritas em assuntos judaicos, e realizadores de cinema com muitos anos de experiência.

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A virtude de Israel

Este artigo irá explicar qual é a virtude de Israel e o por quê de sermos o povo escolhido.

Será que recebemos a Torá e então nos tornamos o povo escolhido ou, justamente por ser o povo escolhido, recebimos a Torá?

A resposta a esta pergunta está nas bênçãos matutinas “…Quem nos escolheu dentre todos os povos e nos deu Sua Torá…”, ou seja, primeiro nos escolheu e, em seguida, nos deu a Torá.

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